quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vamos fazer o que ainda não foi feito

O Açucar Amarelo já publicou exactamente 400 posts. Livros, Moura, música, poesia, desporto, política, a minha família, a minha história e eu, preenchemos estes quatrocentos bocadinhos que partilhei com (gosto de pensar assim) amigos que aqui vêm ler.

O caminho continua.




Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram

Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais

terça-feira, 29 de junho de 2010

Se Deus fosse Português...

...tudo poderia ter sido diferente. Com o Queirós, pelo contrário, já fomos ao ar. Espero que ele também vá.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Summer time

O meu verão já começou, e as minha férias na praia têm este cenário:


Giro, não é? Para os que ainda estão a trabalhar, não desanimem. Este Verão ainda vos vai trazer os melhores dias das vossas vidas, como aconteceu neste Summer of 69. Beijinhos!


domingo, 27 de junho de 2010

Assembleia Municipal # 7 - 25 de Junho de 2010

A sessão iniciou-se pouco depois das 21h00, com a ausência dos elementos do PSD. Foi submetida à apreciação a acta da sessão anterior da Assembleia, tendo sido aprovada com 20 votos a favor e 6 abstenções.


O PS apresentou uma moção de louvor a José Saramago (aprovada com 20 votos a favor e 1 abstenção) e uma tomada de posição sobre o anunciado encerramento das Escolas de 1º ciclo do Ensino Básico, mais concretamente, da EB1 de Santo Amador.

Interveio o Sr. João Ramos (CDU) para informar que a bancada a que pertence também tinha uma moção sobre o assunto pelo que propunha a análise das duas moções em simultâneo.

A Sra. Helena Romana (CDU, JF Santo Amador) apresentou então a moção, em que se apontavam dados concretos sobre a situação da Escola de Santo Amador e dos equipamentos que comporta, e se protestava contra o encerramento das escolas proposto pelo poder central, pelo grave prejuízo que causava às populações.

O Sr. Presidente da Assembleia propôs que se escolhesse e votasse apenas uma proposta, por referirem o mesmo assunto.

O Sr. João Gomes (PS) manifestou o seu desacordo, uma vez que as moções não eram iguais. Enquanto a moção da PS se referia apenas à Escola de Santo Amador, a moção da CDU pretendia um protesto pelo encerramento generalizado das escolas. O PS entende não ter nada a ver com o que se passa nos outros concelhos, nem com a constituição de Mega Agrupamentos, uma vez que essa realidade não está para já presente.

Nessa altura, informei o Sr. João Gomes da hipótese em discussão e possível implementação já no próximo ano lectivo, do modelo de Mega Agrupamento no concelho de Moura, conforme me havia sido indicado nessa mesma manhã na Escola EB2,3 de Moura. Assim sendo, tratava-se de uma realidade que já está à nossa porta.

A Sra. Céu Rato (CDU) acrescentou ainda que, estando a Escola EB1 de Santo Amador incluída num Agrupamento, não nos podemos preocupar apenas com esta escola, devendo ter uma perspectiva mais abrangente, considerando inclusive os custos suplementares inerentes, não só financeiros, mas também a nível do impacto que esta alteração terá na vida das crianças.

O Sr. João Ramos (CDU) concordou com o facto de as moções não serem iguais, manifestando a sua opinião de que a proposta do PS não tem a profundidade e não toca em pontos essenciais, como acontece na moção da CDU.

O PS pediu um intervalo de 5 minutos para discutir o assunto, após o qual o Sr. João Gomes (PS) manifestou a vontade da bancada em votar as propostas em separado. Com o acordo da Mesa, realizou-se a votação.

A moção apresentada pelo PS foi aprovada com 17 votos a favor e 10 abstenções.

A moção apresentada pela CDU foi aprovada com 21 votos a favor e 6 abstenções.

Foram apresentadas as seguintes declarações de voto:

Sr. Francisco Farinho (CDU): Votou favoravelmente as duas moções porque considera tão importante o encerramento de uma escola como o encerramento de todas.

Sr. Rui Almeida (PSD, JF Póvoa de S. Miguel): Absteve-se em ambas as moções por ter chegado nesse momento à sessão e não ter conhecimento do teor das moções e do debate daí decorrente.

Sra. Helena Romana (CDU, JF Santo Amador): Absteve-se na moção apresentada pelo PS porque considerava que não podemos olhar apenas para a nossa realidade.

A Sra. Isabel Migas (CDU) reforçou a ideia, acrescentando que a questão não pode ser olhada isoladamente e que tem consequências sociais gravíssimas.

O Sr. António Gonçalves (Ind., JF Amareleja) sublinhou a necessidade de mobilizar as pessoas e protestar na rua, acrescentando que “isto com moções não dá nada”.

Em seguida, o Sr. Álvaro Azedo (PS, JF Santo Agostinho) chamou a atenção da Assembleia para o elevado consumo de papel que o envio da documentação aos seus membros implicava e propôs que o envio dos documentos passe a ser feito electronicamente, via e-mail, e se possível, em suporte PDF.

Eu (CDU) manifestei o meu acordo com a proposta, com a salvaguarda de ser dada a possibilidade aos membros que assim o entendam, de continuar a receber a documentação em papel, uma vez que certamente haveria membros que não dispunham do equipamento necessário à leitura dos documentos, ou que não teriam apetência ou interesse suficiente pelas novas tecnologias para o fazer.

O Sr. Presidente da Assembleia manifestou também o seu acordo e informou que, caso a proposta fosse aprovada, o assunto seria trabalhado entre a Mesa e os serviços da Autarquia.

A proposta foi submetida à votação e aprovada por unanimidade.

Foi em seguida apresentada pela bancada da CDU uma proposta sobre o PEC e as políticas lesivas dos interessas da população.

O PS pediu alguns minutos para discutir e em seguida o Sr. João Gomes colocou algumas questões, designadamente sobre a forma como se iria concretizar a linha de esclarecimento à população e quem iria desenvolver o conjunto de acções e iniciativas que pretendiam dar expressão ao protesto das autarquias e das populações. Manifestou ainda o seu desacordo pelo parágrafo em que se propõe que seja manifestada solidariedade com os trabalhadores e populações atingidos nos seus direitos, no emprego, nos serviços públicos e direitos sociais, uma vez que considerava que o Governo tem respeitado esses direitos.

A Sra. Teresa Carvalho (CDU) também concordou com a necessidade de se concretizarem mais as iniciativas a tomar.

O Sr. João Ramos (CDU) considerou que a proposta era suficientemente objectiva e relembrou que a Assembleia é um órgão deliberativo e não executivo.

O Sr. Presidente da Assembleia explicou que tipo de iniciativas podem ser desenvolvidas pelo Órgão, como por exemplo a realização de uma Sessão extraordinária.

O Sr. João Gomes (PS) pediu então que essa indicação constasse da moção.

O Sr. Manuel Bravo (CDU) expressou o seu desacordo e acrescentou que, apesar de a crise se arrastar há anos com graves consequências para as famílias, continua a crescer por outro lado, o número de milionários, como tem sido notícia nos últimos dias na comunicação social, o que significa que a crise não é para todos. Manifestou ainda o seu desacordo e protesto pela afirmação do Sr. João Gomes em que era dito que os trabalhadores têm sido respeitados e chamou a atenção para o que se tem verificado na função pública. Chamou ainda a atenção para a situação insustentável nas autarquias, com a redução dos funcionários e o sistema implementado de “saem dois, entra um”. Relembrou que só o Ministro das Finanças tem a prerrogativa de autorizar excepções a este regime, o que revela uma concentração de poder inaceitável e só vista no período do Estado Novo.

A Sra. Teresa Carvalho (CDU) também concordou com a intervenção do Sr. Manuel Bravo mas reforçou a necessidade de concretizar ideias de forma a manifestar o repúdio veemente perante a situação de crise que se vive, e da qual todos estamos conscientes.

A bancada da CDU pediu intervalo para proceder a algumas alterações de concretização e submeteu a moção novamente a apreciação, já com as alterações introduzidas.

Foi aprovada com 17 votos a favor e 10 abstenções.

O Sr. João Ramos (CDU) apresentou em seguida uma moção propondo uma tomada de posição face à decisão de não abertura do Serviço de Urgência Básica e a possibilidade de desactivação da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Moura.

O Sr. Garrido (PS) pediu para se ausentar da sala durante a discussão deste ponto por estar profissionalmente ligado aos serviços de saúde.

A moção foi aprovada por unanimidade dos presentes.

Às 22h43 terminou o período de antes da Ordem de Trabalhos e iniciou-se a discussão dos pontos previstos.

1. Fiscalização dos actos da Câmara

A Sra. Sandra Santana (PS) questionou a Câmara com o objectivo de saber em que medida se está a proceder ao pagamento aos fornecedores e redução das despesas correntes, atendendo à crise e à situação financeira das pequenas e médias empresas.

A Sra. Maria Fialho (PS) perguntou em quanto foi o orçamento da Câmara de Moura reduzido pela aplicação do PEC.

O Sr. Lérias (PS) congratulou-se por estar de volta à Assembleia Municipal e perguntou se existe regulamento do Espaço Sheherazade.

O Sr. António Gonçalves (Ind., JF Amareleja), chamou a atenção para o valor inscrito nas dívidas às Juntas de Freguesia, uma vez que considerava que só o valor devido à Amareleja era o dobro do valor ali apresentado.

O Sr. João Dinis (PS, JF Sobral da Adiça) pediu informações sobre o ponto da situação relativamente ao lançamento do concurso das obras da Ribeira da Perna Seca. Secundou ainda a questão colocada pelo Presidente da Junta de Freguesia de Amareleja, acrescentando que as Juntas têm alguns meses de atraso nas transferências de capital.

O Sr. Presidente da Câmara esclareceu as questões colocadas. No que concerne à situação de crise e aos pagamentos a fornecedores, informou estar a ser feita a avaliação para responder da melhor forma à situação.

Relativamente ao valor que será recebido a menos devido ao PEC, informou ser de cerca de 395 mil euros, o que obrigará a algumas medidas e à consideração de algumas acções (não serão assumidos novos compromissos a questões que sejam colocadas este ano e serão apenas garantidos os compromissos já assumidos). Acrescentou que estão em avaliação várias medidas de redução da despesa. Por outro lado, estão a ser colocados como prioritários projectos com comparticipação de fundos comunitários ou com financiamento bancário já garantido, uma vez que a dívida no final do ano não pode ser superior ao valor inicial. Felizmente, o empréstimo aprovado por esta Assembleia já obteve visto do Tribunal de Contas, o que permite que as obras da Ribeira da Perna Seca não sejam colocadas em risco.

No que diz respeito ao Espaço Sheherazade, ainda não tem regulamento, mas está em elaboração.

Sobre o valor inscrito nas dívidas às Juntas de Freguesia, corresponde apenas ao valor lançado na Contabilidade até àquela data.

2. Proposta de Plano de Pormenor da Unidade de Planeamento (UP1) de Santo Amador

A Sra. Helena Romana (CDU, JF Santo Amador) louvou a atitude da Câmara Municipal em manter a UP1 de Santo Amador, especialmente considerando o ambiente que se vive de encerramento de empresas e até de escolas. Acrescentou que a opinião pública muitas vezes é crítica e responsabiliza a autarquia pela desertificação, quando a situação é precisamente a inversa como prova este plano da UP 1 de Santo Amador.

Não havendo mais questões, o Sr. Presidente da Câmara informou que a autarquia está a trabalhar para promover várias iniciativas que contribuirão para o desenvolvimento do concelho.

Aprovado por unanimidade

3. Regulamento de Utilização do Parque Municipal de Feiras e Exposições do Concelho de Moura

A Sra. Maria Fialho (PS) propôs o reescalonamento das prioridades na cedência de espaço, pois em seu entender, as IPSS deveriam ter prioridade sobre as escolas e as Comissões de Festas.

Eu questionei sobre a existência de um regulamento para a utilização das tasquinhas e, em caso afirmativo, porque razão não eram aplicadas as penalizações para as entidades que não o cumprem.

A CDU pediu tempo para discutir a proposta, após o qual o Sr. João Ramos manifestou entender que a proposta da Câmara deve ser analisada pela Assembleia, que deve concordar ou não mas sem introduzir alterações. Além disso, a proposta de Regulamento foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara, pelo que considerava não haver interesse maior em introduzir a alteração.

A Sra. Maria Fialho (PS) retirou a sua proposta de alteração, considerando que a questão não era relevante, até porque sabe que a câmara cederá sempre o espaço, desde que esteja disponível a quem o solicitar.

Aprovado por unanimidade.

Foi lida e aprovada a minuta da sessão.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais uma vez, Portugal



Apitos mais ou menos dourados, agentes mais ou menos sérios, árbitros mais ou menos íntegros, seleccionadores mais ou menos competentes, jogadores mais ou menos carismáticos, tudo desaparece naquele instante mágico em que a bola entra na baliza adversária. Os braços levantam-se, o corpo ergue-se num impulso eléctrico, a alegria é imensa e contagiante. É GOOOOOOOOOOOOLO!

Confesso que até queria que Portugal fosse eliminado para o Queirós ser despedido e podermos recomeçar o caminho com outro seleccionador, mas depois veio o jogo da passada segunda-feira, e mais uma vez gritámos Golo, e outra, e outra, e outra...

E pronto, aqui estou eu a torcer outra vez, na esperança de ver a força que ninguém pode parar, e a fome que ninguém pode matar.

Força Portugal!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

99 dias para Barcelona









Huummmmm...

Feriado municipal

Desde ontem o concelho de Moura vive em ambiente de festa para comemoração de mais um feriado municipal. O programa das festas era variado, mas a febre e a dor de garganta que me atacaram não me permitiram "ir a todas".

Portanto, aqui fica o registo dos momentos que escolhi:

Às onze da manhã, inaugurou-se a exposição "O nome da minha rua" baseada no trabalho de investigação do meu bom amigo José Francisco Finha para o livro com o mesmo nome que foi apresentado na última edição da Feira do Livro. A exposição está patente no Posto de Turismo, no Pátio dos Rolins.



Uma breve passagem pela Praça para assisitir à distribuição de manjericos da Junta de Freguesia de S. João Baptista e seguimos para o Arquivo Histórico para o descerramento da placa com o nome de Jão Francisco da Mouca, o homem que recolheu e organizou, peça por peça, quase todo o acervo aí existente.



Um dos momento altos deste dia é sempre, para mim, o almoço dos trabalhadores da autarquia. Tenho pena que ainda haja tantos colegas meus com vergonha, ou sei lá que outra razão os impede de participar neste almoço. É um momento de confraternização, de encontro, muito importante. Desde que entrei para a Câmara (tantos anos...) tenho participado sempre e já é com agrado que registo uma presença cada vez maior de colegas dos edifícios "cá de cima". Nos meus primeiros anos, recebi muitas vezes como resposta uma coisa desprezível do género "isso é para o pessoal das oficinas..." Tenho pena destas cabecinhas tão pequeninas, a sério! Há tanta coisa no mundo que nunca vão poder compreender...
De tarde, foi inaugurada a exposição "Imagens eloquentes: Arte europeia dos séculos XVIII-XX", patente no Museu Municipal. As peças são propriedade da Diocese de Beja, que é co-organizadora desta exposição, em conjunto com o Município de Moura.


Ao final da tarde, apresentação pública do portal do Turismo de Moura, no Espaço Internet da cidade, conhecido como Adega da Mantana. O site http://www.mouraturismo.pt/ já está online e disponível.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Efeito Bartolomeu Dias


Depois da homenagem prestada ontem pela Selecção Portuguesa de Futebol ao maior Herói dos Descobrimentos Portugueses, os jogadores conseguiram hoje dobrar o seu Cabo das Tormentas com uma extraordinária vitória de 7 (sete!) a 0 frente à Coreia do Norte.

domingo, 20 de junho de 2010

“[...] de repente o futuro tornou-se curto”

“Felizmente existem os livros. Podemos esquecê-los numa prateleira ou num baú, deixá-los entregues ao pó e às traças, abandoná-los na escuridão das caves, podemos não lhes pôr os olhos em cima nem tocar-lhes durante anos e anos, mas eles não se importam, esperam tranquilamente, fechados sobre si mesmos para que nada do que têm dentro se perca, o momento que sempre chega, aquele dia em que nos perguntamos, Onde estará aquele livro (...), e o livro, finalmente convocado, aparece. Está aqui.”

“Não serve a mesma [leitura] para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam apegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa, [...], A não ser que esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê seja, ela, sua própria margem, e que seja sua, e apenas sua, a margem a que terá de chegar.”

José Saramago, A Caverna

Foi talvez o seu livro que tive mais dificuldade em ler. Lembro-me que esteve parado na minha mesa por mais de um ano. De alguma forma sentia que não estava pronta, que precisava de mais algum tempo. Depois, um dia, uma vida depois, noutra margem, recomecei.

Cruzei-me com muitos leitores incapazes de ler Saramago. Embora não tenha lido nem metade da sua obra, fiquei para sempre preenchida com o Memorial do Convento e para sempre recordarei a angústia, a revolta, a indignação que me sufocou nos dias seguintes à leitura do Ensaio sobre a Cegueira e do Ensaio sobre a Lucidez. Não li nada do que escreveu depois disso, nem sei quando lerei. Ainda não é tempo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Moção contra o Encerramento da Escola de Santo Amador

A Câmara Municipal de Moura aprovou dia 16 de Junho, uma Moção contra o encerramento da Escola de Santo Amador, a qual faz parte da lista de estabelecimentos de ensino com menos de 21 alunos, que o Governo se propõe encerrar.


Nesta Moção, a Câmara Municipal de Moura considera que a escola de Santo Amador possui, claramente, as condições necessárias para o processo de ensino-aprendizagem, e aponta um conjunto de razões para o não encerramento do estabelecimento de ensino.


A autarquia manifesta a sua oposição ao encerramento de escolas com base em critérios que considera pouco claros, concretamente, no caso da escola do 1.º Ciclo de Santo Amador, e manifesta ainda a sua solidariedade com pais, encarregados de educação, comunidade educativa e população em geral.

O documento deverá agora ser enviado às entidades responsáveis.


A moção está disponível para consulta aqui.

Esta escola foi totalmente remodelada e requalificada pela Câmara Municipal há 3 anos, tendo aí sido instalado o Pólo da Biblioteca Municipal e Biblioteca Escolar de Santo Amador, que regista a mais elevada taxa de empréstimo domiciliário do concelho.

O próprio Estado, através da Rede de Bibliotecas Escolares, tem vindo a investir nesta Biblioteca, através da concessão de verba para aquisição de fundo documental, em reconhecimento pela importante utilização feita pela população escolar deste serviço.

Homenagem a Joaquim Figueira Mestre

A Câmara Municipal de Beja vai homenagear Joaquim Figueira Mestre, o mentor do projecto da Biblioteca de Beja que a torna uma referência nacional para as bibliotecas públicas.

A homenagem acontece hoje e amanhã com um conjunto de actividades ao encontro do Cidadão, Bibliotecário, Criador, Homem, numa celebração da vida e obra de Figueira Mestre.




Mais informações aqui.

Morreu José Saramago

quarta-feira, 16 de junho de 2010

De cara lavada

Agora que já acabei as pinturas, achei que devia aproveitar a embalagem e dar um retoque aqui ao blogue.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Esperamos pela sua visita, numa biblioteca perto de si!

A partir de 16 de Junho entra em vigor o Horário de Verão em todas as Bibliotecas Municipais do Concelho. Este horário tem algumas alterações relativamente aos anos anteriores, com o objectivo de tornar mais homogéneo o funcionamento das diversas unidades que compõem a Rede Concelhia de Bibliotecas de Moura. Foram ainda considerados os períodos de maior frequência dos serviços da Biblioteca.

Assim, os novos horários passam a ser os seguintes:


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MOURA

HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO

 
Horário de Verão (16 de Junho a 15 de Setembro)

Biblioteca Municipal de Moura e todos os Pólos

De Segunda a Sexta-feira:
Das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00


Horário de Inverno (16 de Setembro a 15 de Junho)

Biblioteca Municipal de Moura

De Segunda a Sexta-feira: Das 9h30 às 18h00
Sábado: Das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00

Pólo de Amareleja e Sobral da Adiça

Segunda-feira: Das 14h00 às 18h00
De Terça a Sexta-feira: Das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
Sábado: Das 9h30 às 12h30

Pólos de Póvoa de S. Miguel, Safara, Santo Aleixo da Restauração e Santo Amador

De Segunda a Sexta-feira: Das 14h00 às 18h00
Sábado: Das 9h30 às 12h30

 
 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Parabéns Inês



E quem causa inveja!
E fuma escondida da mãe?
Vida tão chata

Onda tão curta
Moda tão fora, sai!!!
Que o raio a parta
E salta puxa pula ai até ao sol

Mas aos 16 tem-se o desgosto de vestir como os DJ's
E com 16 já falta pouco para sentir os 96

À volta do quarto
Nuvem de cabelo em pé
Pintura de guerra
Multiplica por quatro
Beija o teu retrato em pó
E um rádio berra:
"Estou farto e farto & farto e farto de estar só!?!?"

Mas aos 16 só duma vez,
tem-se o desgosto de vestir como os DJ's
E com 16
nunca se teve tempo de ler "O Senhor dos Anéis"
Só de uma vez
tem-se o desgosto de vestir como os DJ'
E aos 16
é de esperar alguém gritar "Sweet Little Sixteen"

domingo, 13 de junho de 2010

Alentejo recebe prémio da OMS pelo Programa de Intervenção Precoce

O Programa de Intervenção Precoce na Infância no Alentejo, que apoia cerca de 2.400 crianças com deficiência ou problemas de desenvolvimento e respectivas famílias, recebeu no dia 20 de Maio, em Genebra, um prémio da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Este prémio da OMS destina-se a destacar, reconhecer e valorizar "pessoas, instituições ou organizações não governamentais" com um contributo "excecional na área da Saúde". O prémio, no valor de 15 mil euros, é outorgado pela Fundação para a Saúde dos Emirados Árabes Unidos, a funcionar no âmbito da OMS.


Implementada em 2000 e já considerada, em 2006, como "exemplo de boas práticas" a nível nacional,  a Rede de Intervenção Precoce do Alentejo foi criada no âmbito do Programa Nacional de Intervenção Precoce, fruto de uma parceria entre os Ministérios da Saúde, da Educação e da Segurança Social.

O programa envolve cerca de 300 técnicos, distribuídos por um total de 42 equipas que se deslocam ao terreno, apoiadas por 38 viaturas, e presta cuidados em várias áreas: Saúde, Educação, Psicologia ou Assistência social.

A equipa de intervenção precoce de Moura, que conta com 5 técnicos especializados em diversas áreas, presta apoio nos concelhos de Moura, Serpa e Barrancos e, ao que tudo indica, será acompanhada em breve por uma equipa de reportagem que quer dar a conhecer ao país o trabalho que aqui se desenvolve. Esperemos que a comunidade venha assim a aperceber-se do trabalho meritório, dedicado, empenhado e tão vital para algumas crianças que tem sido desempenhado por estes Técnicos.

Uma nota pessoal: A Coordenadora Regional do Programa de Intervenção Precoce na Infância no Alentejo, é a Dra. Cristina Miranda, pediatra dos meus filhos desde o primeiro dia, e com muito orgulho o digo, uma grande amiga.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Azeite de Moura premiado


Azeites portugueses arrecadaram este ano quatro dos prémios anuais Mário Solinas atribuídos pelo Conselho Oleícola Internacional, com sede em Espanha.
Mais de 75 produtos de oito países candidataram-se aos prémios, que reconhecem os melhores azeites virgem extra, classificados em função do valor médio do frutado.

Foram definidas por isso três categorias: verde intenso, verde médio e maduro, e analisadas questões como as sensações olfactivas e gustativas e a harmonia, complexidade e persistência dos azeites.

Em cada grupo foram escolhidos seis finalistas que foram posteriormente avaliados por um júri internacional.

Vítor Guedes SA, de Abrantes e Taifas-Industria e Comércio de Azeites (Ferreira do Alentejo) conseguiram primeiros prémios, respectivamente nas categorias de Verde Médio e de Maduro Frutoso.

A SAOV - Sociedade Agrícola Ouro Vegetal (Alferrarede, Abrantes) conseguiu um segundo lutar na categoria de Verde Médio e a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (Moura) um terceiro lugar na categoria de Maduro.

Dois outros azeites portugueses foram finalistas: Gallo Worldwide (Lisboa) na categoria Verde Médio e a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços (Valpaços) na categoria Maduro.

Um total de 20 azeites portugueses apresentaram-se a concurso, na segunda maior representação nacional depois da espanhola (com 34 azeites).

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aniversário solidário

A receita do jantar de aniversário reverte integralmente a favor dos Bombeiros Voluntários de Moura.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sai mais uma fornada de analfabetos!

Os alunos com mais de 15 anos, retidos no 8º ano de escolaridade, podem agora concluir de imediato o ensino básico. O Ministério da Educação consagrou essa possibilidade num despacho emitido em Março. Para que estes alunos não tenham de frequentar o 9º ano, vão ter de submeter-se já este mês, a uma série de exames.

Em primeiro lugar, precisam de se auto propor às provas nacionais de Português e Matemática do final do terceiro ciclo em Julho. Depois têm de fazer os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9º ano. Cumpridos com êxito estes dois requisitos, os alunos com mais de 15 anos, podem dar o salto do 8º para o 10º ano e ver terminado o ensino básico.

O processo, que visa basicamente eliminar das salas de aula os alunos incómodos e problemáticos,  não é obrigatório e para que se realize precisa sempre da autorização do Encarregado de Educação.

Em breve será possível obter o diploma de 12º ano demonstrando apenas que sabem fazer o pino. Quem não souber fazer, pode fazer só o desenho.


Heróis à moda do Alentejo


A Câmara Municipal de Moura convida todos os munícipes para o lançamento do livro HERÓIS À MODA DO ALENTEJO, que decorrerá no próximo dia 5 de Junho, pelas 21h30 na Adega da Mantana, em Moura.

A animação musical está a cargo do grupo Vá de Modas e contaremos ainda com a leitura do conto A raiz, pela voz do seu autor, o nosso conterrâneo Paulo Godinho.

— Ora já cá temos fartura de cartas com as partes escritas.

— Vamos lá ver essa murraça. Esse tem para aí escrita que nunca mais acaba.
— Estou vendo. O nome do sujêto é Luís Miguel Ricardo e a parte que ele conta chama-se… qualquer coisa dos cajados. Isto é estrangeiro. Não sei como se lê, leio como sei «Gang dos Cajados».
— Não deve ter grande piléria. Atão a gente nem sabe o que isso quer dizer!
— Vamos a outro. É uma. Chama-se Manuela Pina e escreve a história da «Maria Abuinha».
— Também não deve ter grande mistério.
— «A Raiz», da autoria de Paulo Godinho.
— Pelo aspecto, não deve valer o pêdo dum cigano.
— «Dos Fracos (não) Reza a História», escrito por Maria Morais.
— Pelo nome, deve ser uma charenga da pior espécie.
— «A Matança do… Ladeira». Esta parte é escrita pela Antónia Luísa Silva e pelo Afonso Barroso.
— Se tiveram que ser duas criaturas para dar conta do serviço, tamem não deve galar a gata.
— «Os Campaniços», da autoria de João Paulo.
— Deve ser uma bela restemenga!
— «Um Sorriso no Tempo», escrito por Carlos Viegas.
— Esse nome não dá ares a nada.
— Segue-se «O Dia em que Choveu Filhozes», da autoria de um sujêto chamado Marco Maurício.
— São só caliqueras. Vamos mas é à cata das sopas, que isto vem aí uma porrada de água.
— Calma, Jaquim! Ainda temos que ordenar as façanhas.
— Pranta-as de qualquer maneira.
— Ponho-as pela ordem em que as abrimos.
— Ah! Tá bem!

Convívio de Pesca


Tal como previsto no seu Plano de Actividades, a Associação Cultural e Social dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Moura vai promover amanhã um Convívio de Pesca Inter-Autarquias. Trata-se de um circuito de concursos de pesca, organizados pelos funcionários de vários municípios no seu tempo de lazer.

O convívio terminará com um almoço no Pavilhão de Exposições da nossa cidade.

Já tínhamos percebido que não dá sorte nenhuma a Portugal...

José Sócrates visitou a selecção nacional de futebol. «Desejei-lhes boa sorte e deixei-lhes uma palavra de encorajamento e confiança». O PM acredita que «Portugal pode ir a qualquer sítio», porque «Temos aqui os melhores jogadores do mundo» (pois, pois...).

A agenda política pode não lhe permitir acompanhar a participação de Portugal no Campeonato do Mundo, mas, quando lhe perguntaram se costuma dar sorte ou não, José Sócrates lembrou que esteve presente na meia-final com a França em 2000, que ditou a eliminação da equipa das quinas devido a uma grande penalidade convertida a um minuto do final.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Prémio Camões 2010



O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar, venceu o Prémio Camões 2010, segundo anunciou na passada segunda-feira em Lisboa a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, acompanhada pelos membros do júri.

Ao júri pertencem Helena Buescu (presidente), professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, José Carlos Seabra Pereira, professor associado da Universidade de Coimbra, Inocência Mata, professora santomense de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e professora convidada em várias universidades brasileiras e norte-americanas, Luís Carlos Patraquim, escritor e jornalista moçambicano, António Carlos Secchin, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ainda a escritora brasileira Edla van Steen.

No ano passado, foi galardoado o escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, e nos anos anteriores o brasileiro João Ubaldo Ribeiro (2008) e o português António Lobo Antunes (2007).

O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil em 1989 e é o prémio de maior prestígio da língua portuguesa. O objectivo é distinguir um escritor cuja obra contribua para a projecção e o reconhecimento da língua portuguesa.


Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar, procurou transmitir na sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou activamente nas mudanças políticas e sociais brasileiras, o que o levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971.

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras.

TRADUZIR-SE


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Festival da Juventude


Podem consultar o programa aqui.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A pedido

Para as fãs do nosso amigo Lixo Tóxico, com o meu pedido de desculpas pelo atraso. Era suposto ter sido um vídeo de "bom fim-de-semana".



E eu escolhi hoje este "Free" dos muito especiais Lighthouse family