terça-feira, 31 de agosto de 2010

Qualquer indirecta que se possa retirar deste post não é só coincidência.

Gosto de conduzir. Quando preciso de pensar, conduzo, quando estou triste e preciso de novos horizontes, conduzo, quando estou irritada e preciso descarregar, conduzo. Também conduzo por necessidade, claro, quando preciso simplesmente de me deslocar de cá para lá.

Normalmente, tenho uma condução descontraída. Excepto quando há um camelo qualquer que se cola ao meu pára-choques. As curvas que faço quase sem dar por elas, tornam-se operações de cálculo em que é preciso equacionar quando e se devo travar, a partir de que momento devo virar o volante, etc. Até a velocidade deixa de ser uma coisa tranquila e passa a ser controlada, para não acelerar demais, não vá o camelo lá de trás achar que eu sou doida, nem andar demasiado devagar, porque de certeza vai mandar uma boca acerca da perícia das mulheres ao volante. E obviamente, não posso travar.

Ora, eu acho que até conduzo bem, pelo menos é o que toda a gente me diz. Mas o que é que querem, tenho embirração com estes cromos. Se abrandamos e nos encostamos à direita, para permitir que nos ultrapassem, fazem um sorrisinho cínico e ficam ali, colados ao nosso pára-choques. Se aceleramos, aceleram atrás de nós e lá se vai o juramento de "vou continuar a conduzir nas calmas, como se ele não estivesse ali".

É por isso que, de há uns tempos para cá, me apetece gritar, e em bom alentejano, que tem muito mais impacto:

Deslarga-me!

  

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Palavras Andarilhas

As Palavras Andarilhas estão de volta. De 16 a 18 de Setembro, Beja volta a ser a Cidade dos Contos, pela décima primeira vez.Consulte já o Programa provisório, faça a sua Inscrição e tire todas as dúvidas em http://palavrasandarilhas.blogs.sapo.pt/

Honrar a camisola

Depois de Deco, também Simão e Paulo Ferreira renunciaram à Selecção Portuguesa de Futebol. Renunciaram. São demasiado bons.
       

domingo, 29 de agosto de 2010

Um mundo abandonado

Uma escola que fecha mata uma aldeia ou acelera o inevitável?

Para ler com atenção no Público.

Porém, fica claro que nem todos temos as mesmas aspirações. Há vereadores responsáveis pela Educação que sonham em ter escolas ao nível dos melhores centros comerciais do país. Este senhor, se se descuida, ainda vai a Ministro da Educação.

sábado, 28 de agosto de 2010

Coisas que me irritam

- A Fátima Lopes também fica ansiosa antes de utilizar a sua filha para ganhar dinheiro com publicidade?

- Ansiosa? Não. Ela nem sequer aparece. Estes são uns pobrezinhos que eu ajudo com a alegria da minha presença, que é o que eu sei fazer melhor. A minha grande preocupação é garantir que ela tenha tudo o que o dinheiro pode comprar. É por isso que mudo de estação de televisão como quem muda de camisa, renegando o que até aqui era a maior felicidade da minha vida. E entratanto, há o Modelo, que poupa nos ordenados dos funcionários, para me pagar a mim por ter esta carinha de santa!



  

Para mim, que nasci em 1970

... e para todos os que se seguiram e foram filhos dessa década entre a ditadura e Abril.

Um documentário de André Valentim Almeida, com depoimentos de gente conhecida e muitas imagens e sons que marcaram a nossa infância e adolescência.


Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 1/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.



Uma na Bravo Outra na Ditadura - parte 2/2 from Andre Valentim Almeida on Vimeo.

Can we really make it through?


Descoberto por aqui.

  

Que oportuno!

Que oportuna a condecoração que o Papa resolveu atribuir ao Sr. Silva, acalmando assim os inquietos espíritos católicos que receavam entregar o seu voto ao homem que promulgou o diploma que regulamenta o casamento entre pessoas do memos sexo e, não contente com isso, ainda reconhece plenos direitos às pessoas que vivem em união de facto.

Afinal o Papa ainda se mete na política dos "Reinos da Cristandade".
   

Santo Aleixo da Restauração

Amanhã, às 11h00, integrado do programa das Festas da Tomina, será apresentado publicamente o livro Santo Aleixo da Restauração, com texto e coordenação de Santiago Macias e fotografias de Alberto Frias.



O livro estará disponível para venda nos locais habituais e também para empréstimo nas Bibliotecas do concelho de Moura.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A não perder

Contra a lapidação e a pena de morte

On line

Não sei se já repararam, mas este pessoal dos blogues tem uma tara por estatísticas de visitas. Como diz a Cidália, ficamos empre curiosos por saber quem andará por aqui, e de onde vêm, e o que pesquisam, e a que horas nos procuram. Por isso... como é que explicam que entre as 5 e as 7 da manhã não há ninguém a visitar o meu blogue? E ontem, aconteceu a mesma coisa entre as 3 e as 6. Organizem-se, pá, isto não pode ficar assim abandonado!

Agora a sério, muito obrigada a todos. A vossa atenção tem excedido todas as minhas expectativas. Beijinhos especiais a quem aqui vem de longe.



Chico Buarque, Com açúcar, com afeto
    

Santo Aleixo da Restauração

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Esqueçam

Já me passou a dor de cabeça e a RTP já se foi. Já só volto a pagar o selo do carro daqui a um ano. Ainda tenho andaimes dentro da Biblioteca e também continuo a ter roupa para passar, mas já consegui arranjar um auricular e... o Sporting ganhou.

  

    

É a chamada "Caça ao indivíduo"

Aqui.

  

Dia não

  1. Acordei com uma maravilhosa dor de cabeça e o Migraleve está esgotado na farmácia.
  2. Os carros da RTP taparam a entrada da Biblioteca.
  3. Levei o dia inteiro a ouvir a música pimba do "Verão total" e a voz do Jorge Gabriel, e tive de fechar a janela.
  4. Anda um surto de "televisionite aguda" no ar. Nem imaginam os malucos que já aturei hoje.
  5. Tenho andaimes dentro da sala de adultos.
  6. Tive de pagar o selo do carro (IUC).
  7. O meu Sporting joga hoje e eu continuo sem auricular no telemóvel.
  8. O meu Sporting joga hoje e eu tenho roupa para passar a ferro.
  9. O meu Sporting joga hoje e vai ser eliminado da Liga Europa.
Há dias de manhã, que de tarde não se pode sair à noite.

 

A isto chama-se "estender a rede e esperar que eles caiam"

Restaurantes, cafés, bares, floristas, lojas de animais, frutarias, cabeleireiros, comércio de pão, pastelarias, confeitarias, talhos, peixarias, lojas de pronto-a-vestir, centros de reparação de automóveis, armazéns grossistas de batatas, água, azeite, armazéns de materiais de construção poderão abrir de forma imediata, após a aprovação da proposta de "Licenciamento Zero", prevista para a reunião do Conselho de Ministros de hoje.

Esta alteração elimina o tempo de espera entre o pedido de licenciamento e a concessão da autorização de funcionamento.

Mas... as penalizações em caso de infracção serão substancialmente agravadas, podendo mesmo levar à interdição do exercício da actividade. O governo admite que a intenção desta medida é de libertar recursos na fase de controlo prévio para os empregar na fase de fiscalização.

Ou seja, vai permitir-se a abertura de estabelecimentos sem as condições requeridas na lei, de forma a poderem ser multados mais tarde. É todo um novo campo de trabalho que se abre à muito estimada ASAE.

Mais informação aqui.

 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estaremos a ficar famosos?


A RTP irá realizar a partir da cidade de Moura uma emissão do programa “Verão Total” no próximo dia 26 de Agosto, à semelhança do que já aconteceu no ano passado com um formato do mesmo género na SIC. O programa será apresentado pela dupla Jorge Gabriel e Serenella Andrade.

Nota: Por este motivo, o estacionamento na Praça Sacadura Cabral estará interditado entre as 09:00 do dia 25 (quarta-feira) e as 20:00 do dia 26, desde o placard electrónico até à Brecha do Jardim. Esta acção vai ser realizada e acompanhada pela PSP de Moura.

Barcelona, parte I, dia 4

Tudo "atafulhado" dentro dos sacos, bagagens prontas e partimos para a última expedição em Barcelona. Claro que fazemos uso da nossa mais recente descoberta e vamos à procura de uma paragem de autocarro. A 20m do nosso hotel há uma, e qual não é a nossa surpresa quando percebemos que o 15, que passa por ali, tem também uma paragem em Camp Nou, frente ao estádio do Futebol Clube de Barcelona.

Todas contentes, atravessamos a cidade à luz do dia, sem o calor sufocante do Metro e vamos reconhecendo imensos sítios por onde já passámos. Tornámo-nos peritas na cidade.




Chegadas ao estádio, ficamos a saber que a "Camp Nou experience" custa a módica quantia de 19 euros por pessoa. Por muito que goste do Barça, fico-me pelo lado de fora e pela Botica, onde faço a única loucura não programada da viagem: compro a camisola oficial do clube ao futebolista lá de casa.

O ambiente que se vive só nos faz lembrar o Santuário de Fátima, espero que os católicos me perdoem. É autêntica veneração que se vê por ali. Multidões compram de tudo com as cores do Barça e há sempre gente a tirar fotografias com os bonecos expostos com o equipamento identificado dos jogadores.

Para imprimir as camisolas e ter o logótipo da UEFA ainda é preciso pagar mais cerca de 20 euros além do preço pouco simpático dos artigos. Mas há 8 ou 10 caixas registadoras a funcionar a todo o gás e uma enorme fila de espera. É a loucura.




Já fora do estádio, entramos novamente no autocarro que nos levará a casa. Paramos já perto para uma pizza e, apesar de estarmos perto, escolhemos ir novamente de autocarro em vez de andar a pé. É óbvio que não podíamos terminar a viagem sem um episódio caricato. O segundo autocarro que apanhámos já tinha passado a nossa paragem, porque fazia uma volta ligeiramente diferente, por isso, fomos levadas até à periferia, a um lugar de quase-ninguém, até ficarmos completamente sozinhas lá dentro.

Não faz mal, foi mais um passeio turístico pela cidade. Logo de seguida iniciámos a descida em direcção à nossa paragem. Recolhemos a bagagem e partimos em direcção ao aeroporto.

Adeus Barcelona, até Outubro.

Barcelona, parte I, dia 3

As nossas pernas parecem ter ganho vida própria e recusam-se a obedecer às nossas ordens. Os pés iniciaram uma espécie de greve e pela primeira vez, sinto a frustração do patronato perante a teimosia sindical. Mas enfim, os mais fortes vencem sempre, por isso começamos a caminhada do dia. Os planos apontam para Montjuic, com visita ao Museu Nacional de Arte da Catalunha, ao Castelo, ao Caixa Fórum e à Fundação Joan Miró.

A caminho da estação de Metro, encontramos um escritório de uns colegas nossos. Se precisarmos de emprego em Barcelona, já sabemos onde podemos procurar.




Esta é a ampla Praça de Espanha. De um lado a Arena de Barcelona e do outro, as instalações da Feira de Barcelona, pretexto para algumas peregrinações anuais à cidade. Entre os dois blocos que compõem a Fira de Barcelona estão duas torres imponentes, que marcam a entrada para o Parc de Montjuic.



Assustados com a subida? Nada disso. Antes de sair de Portugal, fizemos várias pesquisas e temos um guia para 3 dias em Barcelona que nos tem sido muito útil. Por isso, já sabemos que do lado direito, há escadas rolantes até lá acima.


A vista panorâmica a partir da entrada do Museu Nacional de Arte da Catalunha é extraordinária. É pena que as fotografias não tenham banda sonora. Os músicos de rua, que existem em toda a cidade de Barcelona, deviam receber um ordenado do Ayuntamento, porque criam um ambiente absolutamente mágico.


Em cada patamar há uma esplanada, para nos dar a oportunidade de saborear sumos naturais e granizados. Fazemos uma pausa para uma pequena cedência às reivindicações das nossas pernas e entramos no Museu.  

Uma das exposições temporárias é de fotografia sobre Paris, Barcelona e Praga, sendo esta última a cidade que a Ana ainda não visitou mas faz questão de visitar. 




Saímos do Museu e fomos pelo Parque em direcção ao Pueblo Espanyol, uma espécie de Portugal dos Pequeninos. Não entrámos, mas fomos parando em todas as fontes. Sim, claro que molhámos os pés em todas.

Completamente esgotadas, cumprimentámos a Fundação Joan Miró a partir da entrada, e fizemos o mesmo ao Caixa Fórum. Mas ainda tirámos uma fotografia a esta curiosíssima estátua.


Foi então que descobrimos a enorme potencialidade da linha de autocarros dos Transportes Metropolitanos de Barcelona (TMB). Têm ar condicionado, uma visão ampla para o exterior e são de graça, porque comprámos um bilhete para 4 dias quando chegámos a Barcelona que nos deu acesso livre e ilimitado ao Metro, aos autocarros e aos comboios da Renfe. Percorremos todo o Parc de Montjuic de autocarro e foi assim que passámos pelo Estádio Olímpico, hoje casa do Espanyol de Barcelona, pelo Palau de Sant Jordi, e outros pontos de interesse em Montjuic.

Sob forte protesto dos músculos das pernas, saímos no Castelo. Um local muito agradável, mais alguns recuerdos para a família e esta vista magnífica. Mais uma vez, as fotografias não conseguem fazer justiça à imponência e beleza da paisagem.





Pusemos de lado o teleférico e optámos pelo funicular (também incluído no nosso bilhete), a pensar que seria uma boa oportunidade de ver a paisagem enquanto descíamos o monte.

Que desilusão. Era apenas um Metro, mas inclinado. Aí estamos nós outra vez dentro de uma estação subterrânea. Paciência. Estamos com fome, fartámo-nos de poupar porque não almoçámos e vamos em direcção à Barceloneta, a antiga vila de pescadores que hoje é a zona de praias e turismo balnear da cidade.

A avenida em frente à praia tem dezenas de restaurantes, todos aparentemente iguais. Paramos para consultar algumas ementas, mas mal nos vêem aproximar, há logo um "Emílio" (quem já esteve no Rosal de la Frontera sabe do que estou a falar) que nos vem tentar convencer. Decidimos que só entramos no restaurante que nos deixar consultar a lista sem nos agarrar por um braço.

Já sentadas, isto foi o início do nosso jantar.



Não fiquem assim. A frigideira do camarão media 10 cm de diâmetro, tinha 10 camarões, e pagámos 12,50 € por ela. E aquelas fatiazinhas de pão barradas com gaspacho à andaluza custaram 2 euros. É verdade. Mas era tudo muito saboroso.

A sorte é que, quando pedimos a conta, recebi uma mensagem dos meus filhos: "Ganhámos 1-0". Ok, tudo bem.

Uma caminhada (!) pelo Passeio de Cólon e a subida das Ramblas (não vou pôr fotografias porque é algo que tem de se ver, ouvir e sentir), até à Plaça de Catalunya.

Amanhã é o nosso último dia.

O que pode fazer um golo pela vida de um leão



Barcelona, base do monumento a Cristóvão Colombo.

 

domingo, 22 de agosto de 2010

Barcelona, Parte I, dia 2

Uma vez que demos por nós vestidas de igual, não podia faltar a tentativa de fotografia da praxe. Braço esticado, olha o passarinho, já está. Aqui é a porta do nosso hotel, ao lado do Hospital da Santa Creu i de Sant Pau.

Prontas para mais um dia, a começar pelo inevitável Metro. É sábado de manhã, está tudo deserto. Barcelona ainda não recuperou da noite.



O dia começou pela enorme Plaça des Glòries Catalanes. Eu devia ter desconfiado  logo, que para ser tão gloriosa, não devia ser lá grande coisa, mas no mapa parecia tão imponente... Uma enorme desilusão. Obras e mais obras, tapumes, pó e um sol abrasador. Só deu para tirar uma fotografia do "pepinão", um prédio enorme, cujo nome oficial é Torre Agbar.


Aqui não há nada para ver, vamos voltar ao Metro em direcção ao Arc de Triomf. Saímos do Metro e... mais obras. Outra vez os tapumes, as gruas e a frase que se espalha por toda a cidade: Barcelona põe-te bonita (em catalão, acho que se escreve Barcelona posa't guapa).

Arco do Triunfo, é que nem vê-lo. Demos a volta ao quarteirão (errado) e nada. Mais uma consulta ao mapa e lá descobrimos o caminho. Finalmente, aí está o parque Passeig Lluís Companys e ao cimo, o tão procurado Arco do Triunfo. 





A meio do Parque, apercebemo-nos de um prédio que deve ter a ver com a justiça. Pelos vistos, em Barcelona é tão ágil que até tem asas. Podemos levar uma destas para Portugal?

Entramos no Parque da Ciutadella, onde se encontra o Museu de Ciências Naturais e o edifício do Governo Geral da Catalunha. No final do Parque, antes de chegar ao Zoo, fazemos uma pausa para comer o farnel que trouxemos do pequeno-almoço do hotel. Feitas espertas, à boa maneira portuguesa, todas contentes com a poupança, compramos um suminho para acompanhar. Um suminho de 3,50 € cada um! Olha se não temos trazido a bucha?




A saída para o Metro devia ser ali ao lado, mas não a encontrámos, por isso, mais uma caminhada à volta de todo o Jardim Zoológico. Passamos perto das "Torres gémeas" e finalmente, o Metro. Vamos à procura do hotel onde ficaremos em Outubro para confirmar se está tudo bem. Saímos na estação de Llacuna. E realmente, havia uma lacuna: devíamos ter saído na estação anterior. Mas não há problema, fazemos mais uma caminhada.



E agora, para retemperar forças, uma dose de consumismo, até porque aqui faz tanto calor como na Amareleja, e como não há azinheiras, tivemos que procurar a sombra do centro comercial Diagonal Mar, junto ao edifício do Fórum e do Centre Internacional de Convencions de Barcelona.


Mais uma pausa para comer qualquer coisita. Era mesmo uma coisita: Uns montaditos gelados e feitos com pouca vontade. Para nos trazerem uma simples "servilleta" tivemos de nos armar em fiscais da ASAE. Fartámo-nos de tirar fotografias aos cartazes do estabelecimento e exigimos a factura no final.



Eu não disse que fazia tanto calor como na Amareleja? Até têm um painel gigante perto do mar Mediterrâneo, chamado La Fotovoltaica.


Mais uma molhadela de pés. Finalmente a Ana rendeu-se às vantagens deste ritual e experimentou o SPA móvel. Não há nada melhor do que caminhar com os pés frescos.


Depois de termos abdicado heroicamente da sesta, voltamos para a  parte antiga da cidade. Na Praça Jaume I há a melhor loja de Barcelona. Fiquei rendida. Posso ir morar lá para dentro.




 

Depois de um belo Suspiro de Limão, chegamos à Plaça del Rei. Mais um recanto encantador. Em cada esquina, em cada pequena praceta, há uma esplanada onde se come bem e bebe melhor. No centro histórico ainda há a vantagem de se ouvirem constantemente os músicos de rua que proporcionam um ambiente mágico.

Há mais de 3 horas que não comemos. Estamos exauridas. "Buenas migas"? É já aqui que vamos jantar.



Mais um músico de rua. Brilhante.

Um pouco à frente ouve-se mais música, mas não é instrumental. São vozes de um grupo de mulheres que canta sem parar. Ao princípio pensámos que era uma despedida de solteira, só havia mulheres, metade estava vestida de branco e a outra metade todas de preto. É então que esta limusine faz a sua entrada e ouvimos o grito: "Viva las novias!!!". Esclarecidas. É um casamento.


Antes da Igreja de Santa Maria del Mar, um desvio à Plaça de George Orwell. Bela homenagem.



A Igreja de Santa Maria del Mar, uma praceta muito agradável e mais umas esplanadas devidamente animadas pelos artistas de rua. Esta menina fartou-se de brincar com o fogo, mas no final recebeu muito pouco. Os turistas também estão em crise.




Já no final da noite, uma última passagem pela Sé Catedral. Mais uma grua e um estaleiro de obras. Uma última viagem de metro e chegamos ao hotel. Como passamos pela entrada do Hospital ainda pensamos em atirar-nos para cima de uma maca nas Urgências. Estamos em estado pré-comatoso. Atenção! Não é da bebida. É só desidratação e dores na sola dos pés.