sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Que tristeza...


Sinais dos tempos

O Professor António Hespanha foi afastado da Universidade Autónoma de Lisboa. A coberto das férias de verão, recebeu uma cartinha onde foi informado do fim da colaboração que prestava na UAL como professor catedrático dos departamentos de Direito e de Relações Internacionais, depois de ter sido, entre 1999 e 2011, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

Aparentemente nada de especial neste facto, não fosse o que o próprio conta sobre o que se passou no seu blogue. A ser verdade, a opinião deixou de ser livre e temos de passar a olhar por cima do ombro antes de podermos abrir a boca.

Infelizmente em certos ambientes, já era o melhor a fazer, porque isto, quem vê caras não vê corações. Aqui porém, não se trata de maldade. É censura mesmo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pela Inês

Hoje vamos acompanhar e apoiar a Inês Gonçalves no apuramento para a final do Grande Prémio do Fado. Toca a assistir ao Portugal no Coração logo à tarde e, mais importante, votar.

Actualização
A actuação da Inês será por volta das 16h50. 
Assistam, votem, e passem a palavra.

O número de telefone para votar na Inês é o
760 100 312







quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cada vez mais perto do abismo


O Ministério das Finanças está a estudar a possibilidade de aplicar cortes nas deduções fiscais de quem apresenta IRS com filhos a cargo, ascendentes ou deficientes. Porém, para o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, isso não será suficiente, pelo que terá de haver despedimentos na função pública.

Posto isto, pergunto, porque é que não nos encostam já aí a um muro qualquer e não dão início ao abate? Deixem ficar apenas os gestores de topo e as Veras Pereiras, eliminem tudo o resto: As famílias, os funcionários públicos, os pequenos empresários, enfim... os contribuintes.

Pela Inês


"Meus amigos esta quinta feira, dia 30 estarei em direto na RTP 1 para participar mais uma vez no grande Prémio do Fado. Espero sinceramente poder contar com o vosso apoio outra vez!! Ajudem-me neste meu sonho que tem por nome FADO!"


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tontinhas da cabeça, com este calor...

...dá resultados deste género. Aquele crânio descerebrado que dá pelo nome de Margarida Rebelo Pinto resolveu escrever uma crónica em que se queixa da forma como as "gordinhas" sempre foram privilegiadas e as magras e giras têm de se esforçar muito mais.

Se pelas vossas cabeças já passam palavras ternurentas como imbecil, parva e oca, experimentem ler mesmo a crónica. É nestas alturas que me sinto tentada a aproveitar o meu "imeeeeenso" poder como bibliotecária para decidir arrumar os livros de uma certa autora na prateleira por trás do sítio onde Judas perdeu as botas. Quem sabe, daqui até segunda-feira, se não tenho outra ideia melhor?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Inconsciência


Antes e depois do restauro, podia ser a legenda desta imagem. Uma idosa de Borja (Saragoça) resolveu tomar providências, uma vez que ninguém fazia nada pelo restauro de uma pintura a fresco na parede da Igreja do Santuário da Misericórdia. Achou-se competente para a tarefa e lançou mãos à obra, sendo o resultado o que se vê.

Também já vi disto em livros e documentos antigos, colados com cola branca a folhas de papel A4 para não se rasgarem, mas isso agora não interessa nada. 

Se o restauro não for possível, sempre se podem organizar excursões de alunos de História da Arte ou de Conservação e Restauro ao melhor exemplo do mundo do que NÃO se deve fazer a uma obra de arte. Ou documento histórico.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

E quantos livros é que eu comprava com isto? - 1

Cerca de 1 milhão e 300 mil vacinas que o Estado português adquiriu em 2009 contra a gripe A, por 9,7 milhões de euros, estão a ser destruídos este mês, por ter expirado o prazo de validade. Mesmo que o prazo fosse mais alargado, as vacinas teriam de ser destruídas, uma vez que a constante mutação dos vírus lhes retira eficácia.

No total foram encomendados 7 milhões de vacinas, o que revela um rigor extraordinário nas previsões. Felizmente, ainda foi possível reduzir a encomenda para "apenas" 2 milhões de unidades que custaram 15 milhões de euros. Destas, só 700 mil foram administradas. Uma pechincha.

A crise é tramada





A história gira em torno da disputa do mel, mas parte de princípios que não são mais do que preconceitos. Apresenta uma versão “para miúdos de direita” e outra “para miúdos de esquerda”. Do ponto de vista “da direita”, o problema está no apetite voraz e progressivamente crescente dos ursos (que é o défice, leia-se Estado). Do lado “da esquerda” o problema está nas abelhas (os mercados) descontroladas.

É uma visão que segue todas as ideias pré-estabelecidas. Esquerda e direita são incompatíveis e monocromáticas e excluem qualquer possibilidade de cooperação ou construção democrática, acusando-se mutuamente de ver o mundo de pernas para o ar. Os meninos de boas famílias serão sempre de direita e os meninos oriundos de classes trabalhadoras serão sempre de esquerda. Os brinquedos são diferentes (má-sorte ter nascido deste lado, pensarão alguns), o mobiliário é diferente e os papás, embora supostamente informados, lêem o jornal em formatos diferentes. Enquanto um lê em papel, o outro prefere o iPad. Os detalhes estendem-se ao grafismo. Veja-se o pormenor do tipo de letra e cores utilizadas pelas duas "versões do mundo".

Na maioria das vezes, os livros alargam horizontes e abrem a imaginação. E depois há estes casos.

No sítio do costume, where else?

Cada um faz o que quer. Não gosta? Vá a outro sítio.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Na caverna


Os acontecimentos deixaram de ser notícia, a não ser o que o Marcelo fale neles. O Público e o Sapo fazem manchete com o que "o Marcelo diz". Deixamos de viver a realidade para viver na caverna do Platão e as sombras são as baboseiradas que o Marcelo deixa cair.

Marcelo diz que grupos angolanos querem media portugueses ao serviço das suas estratégias.


domingo, 19 de agosto de 2012

Um bocadinho das Olimpíadas

Os objectos necessários à vida quotidiana na aldeia olímpica, tão diversos como mobílias de quarto, chapéus de chuva, cabides (cruzetas, como se diz aqui), cadeiras e mesas, estantes para livros, todo o tipo de lâmpadas e extensões eléctricas, relógios e caixotes do lixo estão agora à venda a preços muito simpáticos, aqui:

O único inconveniente, era ter de ir a Londres buscá-los. Ou seria uma vantagem? Enfim, já acabou, a organização já arranjou resposta aos muitos pedidos de entregas internacionais que recebeu.

sábado, 18 de agosto de 2012

Um post cheio de apartes

Os familiares das vítimas da derrocada na praia Maria Luísa, há (creio que) 5 anos no Algarve, lembraram-se este verão, que a crise está má, de pedir ao Estado - ou seja, a todos nós - uma indemnização de 900 e muitos mil euros e 40 cêntimos (adorei o preciosismo).

Reconhecem - vou repetir: reconhecem - que a proibição de ocupar o espaço estava sinalizada, mas os diversos organismos com responsabilidade na matéria não fizeram tudo o que podiam para os impedir de irem para aquele lugar. Culpam o concessionário - cuja concessão não chega até ali porque era proibido estar naquele espaço - e sobretudo o desgraçado do nadador salvador que os "devia ter obrigado a abandonar o local". Imagino o pobre do nadador salvador a dizer-lhes que não podiam ir para ali e aquelas inteligências raras (que insistiram em estender a toalha num sítio devidamente sinalizado como proibido por perigo de derrocada) a teimarem em ficar e a chamarem nomes amorosos ao rapaz.

Os advogados (plural, e certamente bem pagos) das famílias já entraram com o pedido de indemnização em tribunal e até sugerem a possibilidade de os novecentos e muitos mil euros e 40 cêntimos serem distribuídos por famílias carenciadas do Porto. 'Tá bem abelha.

Ah! Já me esquecia. Apesar de tudo, continua a haver uns cérebros iluminados que acham que “Se cai e estivermos aqui, pois claro que é perigoso! Mas toda a gente está aqui e pensamos que não há assim tanto perigo que isto vá cair em cima de nós”.

Claro que não! Que ideia tão estúpida!

No meu tempo

No meu tempo, vergonha era roubar ou corromper, mas afinal parece que não há problema nenhum com essas atitudes. Vergonha agora é ser condenado e para lá chegar, é o que sabemos. Muita falta de vergonha anda por aqui!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Válido em todos os dias do ano


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegrama?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade, 
25 anos depois da sua morte

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Parabéns Pai!



Obrigada por tudo. Quatro filhas, sete netos... não é fácil.

Última hora


Michael Phelps vai dedicar o resto da sua vida a fabricar medalhas. Na sua nova campanha publicitária na televisão portuguesa para o Linic ou o Head & Soulders (isso agora não interessa nada), Phelps já é apresentado como "Medalhista Olímpico". 

Tudo não passa de uma tentativa desesperada de se manter perto de medalhas olímpicas após o fim da sua carreira como nadador. Depois de designado como campeão olímpico, atleta olímpico ou medalhado olímpico, eis que passa para o lado de lá e assume-se como medalhista. Confira a notícia numa televisão perto de si.

Há outra hipótese, que é a da agência de publicidade ter feito uma tradução do anúncio no google, ninguém ter reparado no erro e ainda por cima terem recebido honorários pelo serviço (mal)feito. Mas isso seria parvoíce a mais, não?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cromos de má qualidade

Acontece-me várias vezes conhecer pessoas de quem gosto muito e descobrir que são benfiquistas. A reacção é sempre a mesma "Vá lá, podia ser outro defeito pior, antes esse que sempre dá para umas conversas animadas".

O contrário já me tinha acontecido duas vezes. Desilusões absolutas enquanto pessoas e afinal, são adeptos sportinguistas... que desperdício. O Sporting, infelizmente, também tem uns cromos que nos envergonham. Nos últimos dias, confirmou-se a terceira excepção. Olhem-me só para este artista:


A sorte é que decidiu não se recandidatar. Já vai tarde, só espero é que não se vire agora para o Sporting. Já o ouvi criticar a actual Direcção, não me parecem bons sinais.

domingo, 12 de agosto de 2012

Criatividade

Hoje na RTP 1:

"O árbitro (...) acusou Luisão de o ter agredido. O jogador encarnado deu uma peitada no juiz da partida, o árbitro caiu no chão aparentemente inanimado e depois de pôr fim à partida anunciou que vai apresentar queixa".

Pelos vistos tudo não passa de uma invenção do árbitro, uma vez que tudo não passou de "um contacto absolutamente normal entre o árbitro e todos os jogadores que ali estavam e o árbitro de uma forma, digamos patética, amanda-se para o chão". Até porque eles é que se quiseram vir embora, para "proteger os jogadores", uma vez que "não houve final de jogo, não foi apitado como se o jogo tivesse terminado, não houve amostragem de cartões amarelos".

Eu acho que se perdem enormes talentos da ficção nestas histórias, digamos, patéticas. Toda a gente viu que o Luisão deu apenas um encosto gentil ao senhor e que este só caiu pela emoção de estar tão perto daquele jogador tão frágil e carente. Mesmo assim, nada desculpa o facto de, apesar de estar desmaiado, não ter mostrado o cartão amarelo nem ter apitado o final do jogo... que incompetência!

Nos jornais desportivos é que ainda precisam de treinar a escrita criativa. Dois nem se atreveram a fazer capa com o Benfas, não lhes fugisse a boca para a verdade.

Tudo normal, portanto. Só não percebo é porque é que aquele senhor que prestou os "esclarecimentos" à RTP transpirava tanto. Deve ser porque é verão, não tem nada a ver com a falta de verdade.


Um país em regressão.

IC1 e EN125 a abarrotar de carros. Como eu, milhares de outros portugueses ignoraram as auto-estradas pagas a preços de Troika. Não fosse ter os meus filhos em plena adolescência comigo no carro e juraria ter recuado 20 anos no tempo, quando sonhávamos com a conclusão da Via do Infante e com a A2 até ao Algarve.

O que fizeram estes governantes com o país? Gastaram como quiseram os milhões europeus, que agora temos de pagar a um preço insuportável e o resultado é este. Um país cheio de alcatrão vazio e estradas sem condições entupidas de gente. Tanta modernidade, tanto progresso, tanta estupidez.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quando muito, uma nova jangada de pedra


Não deve ser a mesma Bélgica... 25,8 km quadrados? Nem o Luxemburgo, quanto mais a Bélgica. Nem sequer Andorra, acabei de confirmar na minha amiga Wikipédia. E desde quando se chama ilha a umas pedras a flutuar?

Como se diz cá na minha terra, é grande, mas não é tão grande como a Amareleja.

Especialistas

O responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, considera que não vale a pena gastar mais de mil euros na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical.
O senhor alega que só houve 3 casos de sucesso. 3 vidas que se salvaram, que insignificância.

Consultei este especialista por volta de 1998 ou 99. A minha anemia crónica estava mais do que diagnosticada e eu tomava um medicamento chamado Lederfoline desde 1989. 20 dias de toma, 10 dias de pausa, 4200$00 (21 euros) a embalagem, que dava para um mês.

O especialista disse-me que era parvoíce gastar tanto dinheiro. Para que eu entendesse (coitada de mim, ignorante) explicou-me que o medicamento que eu tomava era uma espécie de Ferrari, mas que um Fiat 127 me levava ao mesmo local, só um pouco mais devagar, e receitou-me outro medicamento.

Assim fiz. Passados alguns meses, a hemoglobina estava nuns miseráveis 6,8 (o normal é entre 12 e 14) e os médicos queriam que eu fosse internada para recuperar. Atirei os medicamentos Fiat 127 para o lixo e voltei ao Ferrari, complementado com doses industriais de ferro. Melhorei o suficiente para voltar a trabalhar regularmente e fazer a minha vida normal até que tive de ser submetida a uma intervenção cirúrgica em 2002 que me resolveu o problema que agravava a anemia.

Nunca mais voltei a este especialista. Passei a ser acompanhada pelo Dr. António Parreira, que fez jus ao nome idêntico ao do meu pai e foi um espectáculo.

O que ele diz hoje até pode ter algum fundamento. Eu é que já não acredito.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Prove!

A partir do próximo dia 11 de Agosto vai ser possível adquirir em Moura cabazes com produtos agrícolas, directamente ao produtor.

Um cabaz com 7 a 9 kg de produtos diversificados custa 10 euros. Pode ser encomendado aqui, com periodicidade semanal ou quinzenal. Pode escolher e assinalar até cinco produtos que não deseja receber nunca.

Além de ser uma oportunidade para uma alimentação mais saudável, ajuda a economia local. Eu já encomendei!


fotografia retirada daqui

Um instante

A minha vizinha da frente tinha uma cadelinha há 12 anos. Morreu esta manhã, porque um estafermo que conduzia a uma velocidade inaceitável numa rua estreita, praticamente sem passeios e cheia de carros que não deveriam estar ali estacionados lhe passou por cima e nem sequer parou para olhar para trás.

Há vários recados neste parágrafo. Eu já levei o meu. Há mais alguém capaz de pôr a mão na consciência ou a culpa é sempre dos outros?


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

É que há gente tão inteligente...

Tão simples! Vou fazer.



Congelamento de ervas em azeite
1. Escolher ervas frescas, de preferência da feira ou do seu próprio jardim.
2. Se quiser você pode picá-las bem, ou deixá-las em ramos e folhas maiores. Na foto, as ervas foram finamente picadas.
3. Colocar em bandejas de cubos de gelo (cerca de 2/3 cheio de ervas).
4. Você pode misturar as ervas (sálvia, tomilho, alecrim).
5. Colocar azeite extra-virgem de oliva sobre as ervas.
6. Cobrir com filme plástico e congelar.
7. Remover os cubos congelados e armazenar em recipientes ou sacos pequenos de congelamento.
8. Não esqueça de etiquetar cada embalagem informando qual é o tipo de erva dos cubos!
9. Usar em assados, batatas cozidas, etc.

Copiei daqui.

És a nossa fé

Ontem foi a minha vez de escrever sobre o meu ídolo. Liedson, pois claro! Para ler no És a nossa fé, em dia de medalha olímpica para o atleta Emanuel Silva, do Sporting Clube de Portugal.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Para ver

A SIC Notícias está a transmitir o documentário especial "Os caminhos da incerteza", sobre a situação social, económica e política de Portugal. Repete amanhã, dia 8, às 13h10.

Era bom que toda a gente pudesse ver, para acordar quem ainda anda a dormir.

Em dia de Euromilhões... há outros momentos de sorte grande




"Olha lá
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saíste-me a sorte grande

E eu cá vou
Usando os louros deste achado
Contigo de braço dado 
Para todo o lado

Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres

Agarrado a ti
Vou sem hesitar 
E se o chão desabar 
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Meu amor
Na roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saíste-me a sorte grande

E eu cá vou
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado
Para todo o lado

Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres

Agarrado a ti
Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

E olha lá
Por mais que passem os anos
Por menos que eu faça planos
Sais-me sempre a sorte grande

Agarrado a ti
Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti"

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cultura


Estes dados representam um pequeno resumo da política cultural em Portugal. Do orçamento geral do Estado apenas 0,3% são investidos na área cultural. Ou seja, em cada 100 euros gasto pelo estado, apenas 30 cêntimos são destinados à cultura. Perceberam bem, 30 cêntimos em 100 euros. Nunca o investimento na cultura tinha sido tão reduzido. 

Esta e outras informações sobre a cultura em Portugal estão disponíveis aqui.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Bom fim de semana!


A ENCOMENDAÇÃO DAS ALMAS



Convento da Arrábida - Vila Nogueira de Azeitão
Domingos • 16h16 

(saída da Loja das Caves José Maria da Fonseca, em Vila Nogueira de Azeitão https://plus.google.com/111694367493092342173/about?gl=pt&hl=pt-PT )

Acesso: € 33,33/pax (inclui refeição e deslocação das Caves até ao Convento)

Reservas: 
tel: 960 303 991
reservas@fatiasdeca.net
www.fatiasdeca.net

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

À altura dos acontecimentos

Artigo de opinião publicado hoje no Notícia BAD.

A recente notícia sobre o cancelamento da oferta de jornais e revistas (e todo o tipo de documentos, na realidade) para consulta pública e gratuita na Biblioteca de Tomar constitui, em minha opinião, uma enorme luz vermelha num semáforo que teimava em permanecer num sério amarelo de aviso há muito tempo. 
A Rede de Bibliotecas Públicas, tal como a conhecemos, é fruto de vários protocolos assinados entre a instituição que se assume como autoridade nacional para as bibliotecas públicas e as diversas autarquias interessadas em abrir e manter bibliotecas nos seus concelhos. Porém, o acordo suficientemente minucioso no que se refere aos critérios e padrões de funcionamento no momento da inauguração e nos primeiros anos de vida da biblioteca, passa a ser apenas um acordo de cavalheiros quando esse período se esgota. Acontece que os cavalheiros não são todos iguais e o poder autárquico assenta precisamente na sua rotatividade, que aliás, já está estabelecida pela lei. O senhor que se segue ao autarca que pediu uma biblioteca nem sempre tem as mesmas intenções ou convicções e o resultado são situações de morte lenta e agonizante de bibliotecas que à partida, tinham tudo para dar certo. 
No seu interior, bibliotecários mais ou menos qualificados lutam diariamente para dar provas da sua imensa criatividade e capacidade de inovação e inventar novas estratégias que lhes permitam ultrapassar quotidianamente as dificuldades ridículas e mesquinhas que os impedem de concretizar a sua nobre missão. Mentimos deliberadamente aos nossos utilizadores porque a ética profissional não nos permite desmascarar o profundo desinteresse e falta de fé dos executivos políticos na Biblioteca. 
Em muitos casos, ex-líbris arquitectónicos ofuscam o enorme vazio de meios e fundos necessários ao bom funcionamento da biblioteca. Noutros casos, nem isso. O cenário e o dia-a-dia são deprimentes. A pouco e pouco, as bibliotecas públicas vão readquirindo o estado – e em breve o estatuto - de lugares sombrios cheios de livros velhos, que ninguém quer ler. Os meios tecnológicos com que nos tentámos adaptar à sociedade da informação tornam-se desactualizados a cada dia, mas a sua substituição é impensável.
O mundo lá fora, entretanto, continua o seu caminho imparável, cada vez mais rápido, cada vez mais dinâmico, cada vez mais distante. 
25 anos de trabalho correm o risco de ficar perdidos na história do que poderíamos ter sido. Os Homens e as Mulheres que fizeram esta rede pensaram que o caminho era irreversível. Bem cedo percebemos que estavam enganados nesse ponto. Apenas nesse, porque tiveram razão em tudo o resto e trilharam o caminho que precisava de ser feito. 
As bibliotecas públicas são a mais democrata e democrática das instituições. São o baluarte da liberdade de expressão e de pensamento, do acesso igual e solidário a todas as fontes de informação e conhecimento, são o único caminho que une diferenças em vez de as acentuar e dividir. As bibliotecas públicas são a nossa missão e é a nós que cabe a sua defesa. Não podemos permitir que o acesso à informação e à cultura seja sistematicamente a primeira vítima das crises económicas. Temos o dever de garantir que a biblioteca continuará a exercer as suas funções de forma livre e isenta de pressões, porque é nestes momentos que os cidadãos mais precisam dos nossos serviços. 
Não baixemos os braços. Temos uma história, um património, uma missão a defender. Somos bibliotecários, saberemos estar à altura do que isso significa.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A primeira de muitas


Desde o dia 23 de julho que a Biblioteca Municipal de Tomar deixou de disponibilizar aos seus leitores os jornais diários e revistas que eram consultados na zona dos periódicos.O corte tem como argumento a Lei dos Compromissos, que não permite a compra de qualquer produto se a autarquia não tiver dinheiro “em caixa”.Já estão a ser recolhidas assinaturas para que, pelo menos, sejam mantidos dois jornais diários e um semanário.
Quando as instituições que deveriam ser sagradas funcionam segundo a Lei do Improviso; Quando as bibliotecas que são pilares fundamentais da democracia, da igualdade de acesso à informação, ao conhecimento e ao lazer deixam de ser prioridade; Quando se usam chavões como "fazer parte da solução em vez de fazer parte do problema" para fingir que não existem problemas por resolver; Quando médias e quotas têm mais valor do que pessoas e vidas; Quando ser medíocre calado tem mais valor do que ter voz e espírito crítico; Quando tentar ser melhor e fazer melhor é um incómodo; Quando a informação se torna um perigo; Quando a liberdade é pesada numa balança pela medida do dinheiro, é tempo de levantarmos a voz e mostrar que somos mais do que números. Somos cidadãos livres e dignos, e queremos continuar a sê-lo.

Esta é a mesma autarquia que gastou 26 463 euros nos últimos seis anos só com a conta de telemóvel do Sr. Miguel Relvas. Já aqui eu pensava na quantidade de livros que poderia comprar com este dinheiro. Afinal, a realidade consegue ser pior do que a minha pior imaginação. Não há vergonha, não há dignidade, começa a estar em causa a liberdade.