domingo, 30 de setembro de 2012

As formigas


Estivemos ontem no Terreiro do Povo. Fomos muitos, muitos milhares. Queremos trabalhar e reconstruir o nosso país. Queremos paz, não queremos convulsão social, mas lembrem-se: somos livres, não temos medo.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rogério Charraz

Fazem favor de seguir muito atentamente os episódios de hoje e amanhã na novela Louco Amor da TVI *, porque o meu primo Rogério Charraz vai cantar e actuar. É o auge da novela, de certeza!



* Rogério, até me fazes fazer publicidade à TVI! Eu... estou desconsoladinha. Só por vocês é que eu faço isto. Entretanto, acho que vou mudar o meu nome de guerra para Zélia Charraz Parreira. Continua a ser muito feio, mas dá mesmo orgulho.
   

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Perceberam? Ou é preciso fazer um desenho?


TODOS! Ouviu, senhor diz-que-é-uma-espécie-de-ministro-da-saúde, mais o Conselho Sem Ética? Ai se eu os apanho numa passadeira, ao volante do meu lindinho...! Só fico com pena de esfolar a pintura. É que é verde!
                   

Vamos ajudar a Inês a chegar à final

Amigos

Já aqui publiquei diversas vezes um apelo para o vosso voto na Inês Gonçalves, e hoje estou aqui novamente. A Inês é uma amiga e nessa condição, farei o que está ao meu alcance para a ajudar. Se ela cantasse mal, teria um problema. Como poderia pedir aos meus amigos e conhecidos, reais e virtuais, que apoiassem uma pessoa no seu sonho, sem ela ter qualidade?

Porém, como já puderam constatar, a Inês tem muita qualidade. Canta muitíssimo bem e ainda por cima é uma pessoa corajosa, forte, determinada e sobretudo, uma pessoa de bem.

A Inês precisa do nosso apoio e eu aqui estou, esticando a rede um bocadinho, alargando-a aos que por uma ou outra razão vêm a este blogue e lêem o que aqui escrevo (mesmo que seja só para copiar a receita do bolo de chocolate). Peço-vos que façam o mesmo. Espalhem este apelo. Passem a palavra. Divulguem e sobretudo, a partir de dia 2, votem!

A final no Estoril será no dia 6 de Outubro, por isso há um espaço de tempo muito curto para as votações. Dia 2, após a actuação da Inês no Portugal no Coração, vamos todos votar tantas vezes quantas as que forem possíveis no número que for digvulgado.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ponto da situação

Hoje ficámos a saber que os trabalhadores da função pública (who else?) com vínculo de nomeação, que fiquem de baixa médica por um período superior a um mês, vão perder o direito a gozar férias e ficam também sem o correspondente subsídio (Qual subsídio? Têm a certeza de que esta notícia é sobre Portugal?).

Além disso, parece que o ministro da Economia, mais conhecido por Álvaro do Pastel de Nata não ficou satisfeito com a redução de 30 para 20 dias de indemnização por cada ano de trabalho para as compensações por despedimento por mútuo acordo, e não descansa enquanto não conseguir reduzir as indemnizações para um máximo de 10 a 12 dias por ano de trabalho.


Compreende-se a necessidade que o Estado tem de arranjar dinheiro. Precisa de fazer um mealheiro para pagar aos administradores da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), uma vez que estes vão continuar a receber salários durante dois anos depois de abandonarem as suas funções. Ou seja, durante 2 anos podem ter outro cargo qualquer (desde que não seja no sector da energia) pelo qual recebem um ordenado, que vão acumular com o salário da ERSE, apesar de já não trabalharem naquele organismo. Se quiserem ir de férias durante 2 anos, também podem, porque nós pagamos. Supostamente é para evitar tentações de corrupção, o que deve ser muito eficaz, considerando que a penalização por beneficiar uma dada empresa é ter 2 anos de férias pagas, antes de ingressar efectivamente na empresa que supostamente poderiam beneficiar.

Agora tenho de me ir embora porque vou ao google procurar imagens dos senhores administradores da ERSE para colar no tablier do meu carro. Nunca se sabe quando poderei encontrar um deles numa passadeira, quero reconhecê-los com toda a certeza antes de acelerar a fundo.
   

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tem razão, Sr. Ministro


Tem razão, Sr. Ministro. Tem, de facto, razão. Há demasiadas cigarras em Portugal. Só é pena o senhor ser uma delas.

Citando Rui Zink:
Era uma vez uma cigarra e uma formiga que eram comadres em Braga e se encontram na capital e uma delas pergunta à outra: "Olha lá, se há vinte anos que tens casa em Lisboa como é que recebes 14 mil euros anuais de subsídio de deslocação?" Ao que a outra responde, com um sorriso malandro: "Ó filha, o que queres? O mundo é dos espertos."
Moral: não importa quem é a cigarra ou a formiga. Na vida real, de resto, as cigarras e as formigas nem falam. Os actos. Os actos é que, esses, falam por si.

Enquanto a cigarra Miguel Macedo anda por aí a cantar, o formigueiro organiza-se. Dia 29 logo se vê se há assim tão poucas formigas.


   

Back to the office

E foi assim que acabaram as pseudo-férias.
           

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tecnologia revolucionária



A tecnologia é complexa, mas com um pouco de atenção, chega-se lá. E depois de utilizar a primeira vez, torna-se instintivo. Enjoy!

Encontrado aqui.
                           

Conselho de Coordenação da Coligação de Partidos

Apresenta-se em seguida a proposta de regulamento do CCCP:

1. Antes de falarem à comunicação social ou ao vizinho do lado, os meninos Pedro e Paulo têm de pedir autorização ao CCCP.

2. Todos os amiguinhos do Pedro e do Paulo ficam proibidos de brincar durante 15 dias se contarem a estranhos o que ouvem durante as brincadeiras.

3. Aos meninos Pedro e Paulo será aplicado um castigo não inferior a 18 reguadas (TSU), por cada discussão que tiverem. O castigo será aplicado por qualquer membro do CCCP.

4. O não cumprimento do ponto 1, do ponto 2 e aplicação de qualquer castigo ao abrigo do ponto 3 darão origem a uma comunicação aos pais e encarregados de educação dos meninos envolvidos, que ficarão obrigados ao pagamento de uma multa não inferior às aplicadas pelo Ministério da Educação.

5. Qualquer hesitação ou arrependimento de qualquer menino da coligação na difícil missão de extinguir a classe média e trabalhadora, será severamente punido.

Parágrafo único: Considerando a rebeldia dos membros da coligação e a tendência inata para o disparate, o CCCP reserva-se o direito de aplicar sanções e multas além das que aqui estão previstas, sempre que se justificar, incluindo a possibilidade de serem obrigados a partilhar uma refeição com o senhor que como bolo-rei de boca aberta.





quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Carta aos jogadores do Sporting


Não percebo nada de tácticas de futebol. Cruzamentos, linhas de passe, esquemas de jogo, losangos, 4-3-3 e outras variações são apenas ruído que antecede o momento em que se "inicia a partida". Desligo novamente a atenção enquanto os comentadores isentos que são contratados pelos meios de comunicação social para, com afinco, arrasarem o Sporting, debitam as suas teorias. Espero calmamente por aquele momento em que a bola entra na baliza e a palavra mágica soa no auricular. Golo.

Às vezes, o chorrilho de má-fé é tão potente que eu distraio-me um bocadinho mais do que seria de desejar e quando o comentador grita golo, eu tenho de esperar pacientemente que a garganta lhe seque para ouvir enfim "É do Sporting!".

Podem continuar a perder tempo, jogos e pontos, que eu não vou mudar de hábitos. Longe da televisão (superstições, o que querem?), mas de rádio ligado, estarei lá. A cada passe, cruzamento, corrida, chuto na bola, defesa, canto, pontapé de baliza e claro, a cada golo, eu estarei lá. Em Alvalade podem ouvir-se assobios ou palmas, é indiferente. Do lado de cá das ondas hertzianas estarei eu. A estudar ou a passar a ferro, a cozinhar ou a ver qualquer coisa na televisão que não se assemelhe a um jogo de futebol, a trabalhar ou numa festa, na rua ou numa sala de espectáculos, a ler ou a conversar. Estarei sempre, não duvidem.

Não quero mudar de treinador, já basta a asneira com o Paulo Bento. Gosto muito do Sá Pinto, mas talvez se pudesse começar por retirar um bocadinho da medicação para a ansiedade, até porque o tempo da tranquilidade já lá vai. Não quero mudar de direcção, gosto deste Presidente. Parece-me uma pessoa séria e honesta e isso não tem preço. O que eu gostava mesmo, era que o Sporting pudesse ganhar jogos.  É que, apesar de ser uma adepta incondicional, tenho esta fraqueza, gosto que o meu clube ganhe. O que querem que vos diga? Gosto.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Alguém tem um comprimidinho para eu pôr debaixo da língua?


9,3% !!!

Os que são geridos e administrados, ou seja, os que trabalham e ganham uma parcela ridícula dos ordenados destes senhores, pagam 11% e a partir de Janeiro, vão passar a pagar 18%. 

Justo e equilibrado, não acham? Onde é que anda esse comprimido? Quanto tempo vai demorar a fazer efeito até que eu caia redonda e inconsciente?
             

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ditados populares

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

A propósito da birra entre Passos e Portas. Os partidos e os políticos que ignoraram a voz da rua, estão subitamente activos no ataque mútuo e reagem a cada palavra que é dita. Conferências de imprensa, reuniões de cúpula, há de tudo.

Se alguém tivesse dúvidas, aqui estava a prova. O povo não interessa nada, e o país é apenas um recreio para dividir em parcelas pelos meninos do costume. A seguir, votem neles outra vez, ou deixem-se ficar em casa, que eles até preferem que ninguém lhes incomode a brincadeira.

Enquanto o futebol continua de molho...


A tasquinha do Núcleo Sportinguista de Moura obteve o 1º lugar no Concurso de Petiscos da Feira de Setembro de 2012. Parabéns!

Nota: Eu sei que o país continua em crise, e que há coisas mais importantes do que o futebol, mas há tempo para tudo e o Sporting também faz parte da minha vida. De forma que, cá estou eu, a ver o fim da tabela, mas sempre verde e branca.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Impossível é continuar


Confesso que já estou um bocadinho cansada de ler o nobre texto de uma senhora de 32 anos que manda os governantes do nosso país praticar um acto que habitualmente é conotado com prazer...

É que a ditosa senhora descobriu na passada sexta-feira que estava indignada. Até aqui, enquanto despojaram os funcionários públicos dos direitos de progressão na carreira, de parcelas dos seus salários, de abonos de família e sim, dos tão famigerados subsídios, a senhora dos 32 anos não reagiu. Não era nada com ela, porque ela nem sequer era funcionária pública. Foi de férias.

Quando despojaram os reformados de parcelas importantes do dinheiro que era deles, porque contribuíram durante toda a sua vida de trabalho para terem o direito a uma velhice digna, a senhora dos 32 anos, nada disse. Não era nada com ela, porque ela nem sequer era reformada. Comprou prendas de natal.

Quando famílias inteiras ficaram sem emprego, sem possibilidade de pagar uma casa, de alimentar os filhos, obrigando-se a recorrer às cantinas escolares ou ao banco alimentar para que as crianças tivessem pelo menos uma refeição decente, a senhora dos 32 anos nada disse. Não era nada com ela, porque ela estava empregada. Deixou-se ficar no seu T2.

Quando milhares desceram a Avenida da Liberdade e outras Avenidas protestando pelo mais que evidente saque a descoberto às famílias com o objectivo de dar o dinheiro à banca, a senhora dos 32 anos nada disse. Ou talvez tenha abanado a cabeça em sinal de desaprovação, pensando com os seus botões que estes funcionários públicos são todos uma cambada, deviam saber o que é trabalhar e mais valia que não incomodassem o seu sábado à tarde com aquela gritaria.

Porém, chegou sexta-feira, ouviu o governante em quem muito provavelmente votou anunciar-lhe que perdeu o equivalente a um subsídio, e acordou. Ei-la que vocifera a plenos pulmões, por essas redes sociais fora, recomendando as relações sexuais sem fins de procriação a todos os membros do executivo e políticos deste país. Cada vez que leio o seu texto, lembro-me disto:

E Não Sobrou Ninguém
"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse."
Martin Niemöller (1892 - 1984)
Ou na versão de Brecht:

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde. 

Onde estava, minha senhora? Distraída? No seu facebook não havia protestos? Não encontrava pessoas na rua ou na vizinhança a passar necessidades? Acha que não há mais ninguém neste país que trabalhe e mereça a devida recompensa?

Do alto dos meus 42 anos, 25 dos quais a trabalhar e contribuir para que as senhoras de 32 anos deste país tenham estradas, escolas e hospitais, 21 anos de formação académica que de nada me adiantou, lhe digo: Acalme-se. Os seus palavrões nada resolvem. A violência é o que muitos querem promover para poderem apontar o dedo em seguida.

Há muitos meses que conto tostões. Há muitos anos que sou insultada por ser funcionária pública. Há muitos dias que fico acordada, de olhos abertos, sem saber o que vai ser o futuro dos meus filhos. Mas também, há muitas manifestações em que digo Presente. Há muitas greves em que abdico de um dia de salário que tanta falta me faz, para mostrar a minha indignação. Há muitas eleições que deixei de votar nos partidos do centro, como lhe chama.

O que fazemos? Não sei. Não tenho solução. Para já, é preciso pôr fim a este caminho. Nem mais um passo. E depois, vamos tentar um caminho diferente, como na Islândia, por exemplo. Impossível, dirão alguns. Impossível é continuar, digo eu.

A decorrer


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Oooops!

Passámos as 250 000 visitas e eu nem dei conta. Como a minha especialidade são os livros, deixo-vos imagens de uma instalação construída com 250 000 livros usados... em Londres, of course. É o projecto aMAZEme. Um livro para cada visita.



aMAZEme

aMAZEme




Marcos Saboya e Gualter Pupo no Royal Festival Hall em Londres, 31 de Julho de 2012


Obrigada, e voltem sempre!

Lido e copiado

Acordem!


"Há um caminho, não pode ser dito em voz alta, mas há um caminho definido: é preciso esmagar os salários, é fundamental empobrecer violentamente, sobre todos, quem trabalha por conta de outrem. O que é preciso é chegar a um limite em que cada um de nós estará disposto a trabalhar dezoito horas por uma côdea. Para que esse homem novo surja é preciso destruir a economia, criar ainda mais desemprego, forçar mais empresas a falir (a taxa de IVA para a restauração está a cumprir na íntegra a sua função, por exemplo) e depois da destruição total da economia, como por milagre, tudo será maravilhoso.
Claro que não houve anúncios nos cortes na despesa, claro que as renegociações dos valores das parcerias público-privadas foram mais uma vez atiradas para as calendas, claro que não houve a mínima preocupação em tributar outras formas de rendimento que não o trabalho, claro que a preocupação sobre o tremendo aumento da desigualdade que estas medidas vão ainda mais gerar pura e simplesmente não existe. É cada vez mais claro que nada disso importa para o Governo: o que é vital é empobrecer os portugueses, esses homens e mulheres que têm vivido num permanente regabofe. No entretanto, destrói-se por completo uma economia e, se não acordarmos, um país."
Copiado do Facebook, atribuído a Pedro Marques Lopes

"Temos de fazer alguma coisa agora, de outra forma eles não vão parar. E um dia vão criar um imposto sobre os dentes que temos na boca, outro sobre os beijos que damos às pessoas de quem gostamos, outro sobre cada aniversário dos nossos filhos, outro sobre os sonhos que trazemos atrás dos olhos. E quando isso não chegar, vão pedir-nos que entreguemos os dentes, os beijos, os filhos e os sonhos. Nessa altura vamos todos encolher-nos num canto qualquer e não nos restará mais nada a não ser pedir desculpa por existirmos.
Vemo-nos dia 15. Vemo-nos todos os dias, se for necessário."
Copiado do Facebook, atribuído a David Machado


O que faz o medo


Em comunicado emitido na quarta-feira à noite, a comissão de trabalhadores (CT) da RTP acusa o primeiro-ministro de obrigar à deslocação de vários profissionais do canal público à residência oficial em São Bento para a realização da entrevista agendada para esta quinta-feira, apenas para não enfrentar nas instalações da RTP "cara-a-cara os trabalhadores de uma empresa que o Governo está em vias de destruir".
"Não entendemos que, só para se poupar a esse confronto, tenha imposto a realização da entrevista em S. Bento, com um custo adicional de milhares de euros para o erário público, injustificável em tempo de cortes na despesa", refere a Comissão de Trabalhadores.
Felizmente, nós não temos medo, talvez porque não fizemos nada de mal, nada de que tivéssemos de nos arrepender, nada que prejudicasse seriamente os outros. Sem medo, desceremos a Avenida da Liberdade e todas as avenidas, ruas e becos que forem necessários para lutar pelo direito ao trabalho que nos permita sustentar os nossos filhos, pela liberdade, pela dignidade.

Ou fazemos ouvir a nossa voz ou calamo-nos para sempre. A conversa de café e a frase tantas vezes repetida do "Eu não sei onde é que isto vai parar" não servem para nada. Todos sabemos onde isto vai parar. Todos estamos já a sentir os efeitos. Há outras vias e nós, os portugueses, não queremos esta. Vamos lutar. É agora ou nunca.

Apoiado!

Para ouvir. São só 30 segundos, mas tem as palavras que andam na boca de todos nós.
 

Feliz e divertido


Era assim que o nosso PM estava, apenas duas horas depois de anunciar ao País as "medidas de austeridade" que é como quem diz, "Mais vale atirarem-se já todos para de baixo de um comboio. Ah, já não têm comboio? Atirem-se de uma ponte, ainda há por aí alguma?"

Olhe que as canções do Paulo Carvalho têm uma certa tendência a ser rastilho de revolução...
   


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Desculpem lá

Desculpem lá ter o Açúcar tão parado, mas só há desgraças para comentar, isto é uma tristeza... Quando conseguir reagir a este buraco sem fundo onde estamos metidos e arranjar um assunto giro, feliz ou divertido, volto. Prometo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Curso breve de Mentira

Uma cábula em quatro folhas A4, nas quais constam as normas para que os Ministros e respectivos assessores saibam responder às contornar as perguntas da imprensa sobre as medidas de austeridade.

É um curso breve, mas dá equivalência a uma licenciatura em Ciência da Mentira e da Falta de Seriedade. 1984 já lá vai, mas a visão de Orwell está cada vez mais perto.

Boas notícias 2



Pessoas do meu agregado familiar que são alunos na Universidade de Évora: 2!

Parabéns à minha filha Inês, oficialmente aluna da nossa Universidade, depois de já ter frequentado o ano lectivo de 1993/94 comigo, ainda antes de nascer. Qualquer dia ponho aqui a nossa fotografia na Queima das Fitas, quando faltavam 2 semanas para ela vir ao mundo.

Por acaso não fazem desconto de família nas propinas, não?

Boas notícias 1

... em breve serão 23!

No fundo

Digamos que fiquei em estado pré-comatoso com as notícias do ano que se avizinha. Não sei como estão os outros nove milhões, novecentos e noventa e nove mil portugueses, mas eu não aguento mais.

21 anos de formação académica, 25 anos de trabalho, 3 filhos à minha responsabilidade. Estou esgotada e por mais que tente, não há luz absolutamente nenhuma ao fundo do túnel. Já se provou, de todas as formas possíveis, que este caminho não resulta. Estou a ficar sem paciência, sem forças, sem esperança. Já chega, é tempo de inverter a situação.

Investir, produzir, gerar capacidade de consumo. Crescer em vez de esmagar. Esse é o único caminho.

Aos nossos governantes, apenas um comentário: Já ninguém espera que vocês sejam honestos, dedicados e empenhados, mas tentem mostrar algum carácter. Fazem a porcaria e desaparecem do radar ou escrevem lamúrias no facebook... Tenham vergonha, pá!
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Estamos quase lá!

O Alentejo também quer estar presente na final do Grande Prémio do Fado e a Inês será uma digna representante da nossa região. Vamos votar para que no dia 6 de Outubro o Casino do Estoril possa ouvir a voz da Inês Gonçalves!



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Esclarecimento

A Câmara Municipal de Moura instalou recentemente em todo o concelho contentores para recolha de roupa e calçado usados. Os bens recolhidos serão depois encaminhados para distribuição por instituições de carácter social que os farão chegar gratuitamente a pessoas que deles necessitem.

Porém, estão a ser distribuídos por uma entidade particular, folhetos idênticos ao que se segue, com o intuito de recolher bens que as pessoas queiram dispensar, e que se destinam a revenda para obtenção de lucro.



Se quer doar os bens que já não lhe fazem falta, opte pela sua colocação nos contentores oficiais colocados para o efeito e garanta que a sua generosidade chega a quem dela precisa.


Contentores para depósito de roupas, cobertores, cortinas, toalhas, luvas, chapéus, lençóis, cintos, gravatas, toalhas de mesa, bolsas, brinquedos e produtos têxteis. 

Formação profissional


Toda a informação e fichas de inscrição em www.adcmoura.pt

Está a valer a pena!


terça-feira, 4 de setembro de 2012

O pesadelo


Entretanto, a SIC preferiu dar tempo de antena a um treinador de bancada que acha que os bombeiros deixam arder tudo porque "manifestamente" não querem fazer mais.

Geração prodígio

São muitos, muitos. Têm menos de 30 anos, mas um currículo invejável que lhes garante um futuro risonho. Há pouco mais de um ano contavam-se pelos dedos de uma mão os que já tinham produzido alguma coisa para a sociedade, mas agora fazem todos parte da nata política. É o fabuloso destino dos jovens assessores do Governo Passos, que em muitos casos, já se julgam melhores do que aqueles que os foram buscar ao expositor da Jota e lhes deram currículo, mordomias e ordenado, com direito a subsídios de férias e de natal.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Faço minhas as palavras da Bibliotecária, que por acaso sou eu.


Caros amigos que também são leitores da Biblioteca Municipal 
Muitos de vós estarão hoje a receber mensagens via telemóvel e via e-mail, solicitando a devolução dos livros ou outros documentos que requisitaram na Biblioteca Municipal de Moura.
Este é um problema grave que não conseguimos resolver. Neste momento, há mais de 800 utilizadores com livros em atraso, alguns deles com mais de 3 e 4 anos. 
Calculamos que estejam aproximadamente 3000 documentos fora da biblioteca, sem que os utilizadores que os requisitaram se dignem informar do seu paradeiro. 
Agradecemos a colaboração de todos os que lêem esta mensagem da seguinte forma:  
1.Devolvam os livros que requisitaram e dos quais já não precisam, há outras pessoas à espera desses livros.
2. Renovem o empréstimo dos documentos de que ainda precisam. Pode ser por telefone (285 250 446), por email (bmm.moura@cm-moura.pt ou bibliotecamoura@gmail.com), ou pelo facebook ( http://www.facebook.com/pages/Biblioteca-Municipal-de-Moura/170828566280419 ) 
3. Passem a mensagem aos vossos contactos. Estes livros que estão "desaparecidos" custaram dinheiro e foram pagos com os nossos impostos. O seu lugar é na biblioteca, para serem utilizados de forma livre e gratuita por todos.
Obrigada.

sábado, 1 de setembro de 2012

A bibliotecar desde 1994


1 de Setembro. 18 anos de Biblioteca Municipal de Moura.

Ilustração retirada daqui.

Sobre a RTP



Parece que toda a gente tem uma opinião sobre a RTP. Ninguém pára de falar no assunto, o que faz todo o sentido. Todo este alarido não passa de fogo de palha para distrair o povo, que receberá de braços abertos a solução que há-de aparecer como se se tratasse de uma cedência, quando na realidade corresponderá ao que sempre esteve planeado, mas que não podia ser apresentado como tal porque a sociedade civil protestaria. Assim, ganhamos as mesmas e ainda achamos que tivemos uma grande vitória.

Foi assim com o subsídio de natal de 2011, foi assim com a célebre meia hora de trabalho extra por dia, foi assim com a reestruturação nos quadros de professores. Atira-se uma ideia absurda e inconcebível para o ar, vê-se pegar fogo e depois, para acalmar os ânimos, abre-se a gaveta onde sempre esteve escondida a verdadeira intenção, que em condições normais, ninguém aceitaria. Somos tão burros!