segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma família que poderia ser a nossa


O Tonico, a Rosalina e o grande Rafael são uma família de amigos. Hoje precisam de nós, como em outros momentos da longa vida que todos esperamos ter, já precisámos ou poderemos vir a precisar de outros. Além de contarmos com a presença de todos os amigos na festa de dia 2 de Março, deixamos também aqui o NIB da conta aberta em nome deste movimento de solidariedade para todos os que não podem estar presentes e querem contribuir, ou para quem, estando presente, quer dar uma ajuda mais generosa ao nosso amigo Tonico:


Conta da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo em nome de 
ANTONIO J C LOPES - DONATIVOS
0045 6250 40255237587 81

IBAN: PT50 0045 6250 4025 5237 5878 1

CCCMPTPL

Contamos com a ajuda de todos neste grande abraço de solidariedade ao Tonico.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

O primeiro dia

Foi ontem. Mais de 400 pessoas encheram o Espaço Sheherazade para assistirem à apresentação do candidato da CDU à Presidência da Câmara Municipal de Moura.

Santiago Macias esteve igual a si próprio. Um discurso brilhante. Com política, sim, mas com muita emoção.   Foi uma festa bonita e um arranque cheio de energia para os meses de trabalho que aí vêm. Sim, porque as eleições não são diferentes do que vem depois. Exige-se esforço, dedicação, empenho, determinação e entusiasmo. O carisma ou o currículo não chegam, embora não faltem ao Santiago. Haverá muito trabalho, mas há muita gente cheia de vontade de o fazer e felizmente, nem todos à espera de qualquer recompensa. E aqui está toda a diferença.

Duas notas finais e pessoais:

1. Por curiosidade, todos os Presidentes de Câmara eleitos e reeleitos após o 25 de Abril, moraram aqui na minha rua. O Eng. Luiz Ramos, Manuel Romana Angelo e o Dr. José Maria Pós-de-Mina. Por curiosidade, o Dr. Santiago Macias também aqui morou, o que é um belíssimo presságio. A todos os interessados em eleições futuras, informo que, pelo preço certo, estou disponível para vender a minha casa :)

2. Este é o segundo de vários textos que certamente escreverei sobre as eleições autárquicas até Outubro. Embora a minha posição política seja conhecida, são textos pessoais e não qualquer tipo de propaganda ou publicidade. Reafirmo que este é um blogue pessoal, que administro segundo alguns princípios, todos eles subordinados à minha vontade: A periodicidade com que escrevo, os temas que escolho, a hora a que programo a publicação dos posts, e sim, os comentários que aceito.Quem não concordar, com o devido respeito, faça o favor de passar ao lado.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

What else?

Não podia ser outra música, não é Mariana?
Feliz 16º aniversário, filha adolescente super responsável, super dedicada, que me deixas todos os dias super orgulhosa.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

43: Vives o que sonhas?



O Licor 43, ou Cuarenta y Tres, produzido em Cartagena, é provavelmente o mais famoso licor espanhol. É elaborado com sumo de limão, laranja e outros frutos, e aromatizado com ervas, especiarias e com o sabor do Mediterrâneo. Não se sabe ao certo a origem da sua receita, mas a lenda diz que já é fabricado desde que os romanos habitavam a Península Ibérica.

O seu nome deriva do facto de na sua composição incluir 43 ingredientes diferentes. Tantos quantos os anos que eu completo hoje. O slogan é "Vives lo que sueñas?" Nada mais apropriado.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

19 anos

Mais ou menos a idade dos jogadores que ontem salvaram a equipa sénior. Parabéns ao Núcleo Sportinguista de Moura.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Maria José de Brito

Disseram-me que a Maria José de Brito fechou. Quem não é de Moura estará nesta altura a perguntar "Quem?".

A D. Maria José de Brito é uma senhora sem idade que tem uma loja. Não é bem uma loja, é um armazém. Talvez não seja bem um armazém, mas um depósito de tudo o que já foi alguma vez comercializado neste país desde que a menina Maria José decidiu ter "uma porta aberta".

Ainda me lembro da outra loja, pequena e completamente atafulhada de mercadoria. Lembro-me do alívio da clientela quando se espalhou a notícia das novas instalações, uma espaço amplo de uma antiga oficina, reconvertido agora em armazém.

A entrada da loja é um portão de ferro, de onde se vislumbra um caminho com a largura suficiente para uma pessoa passar, aberto por entre artigos em verga e outros objectos de maior dimensão. Ficam ali à saída porque não são muito fáceis de roubar, a sua dimensão protege-os do amigo do alheio. Mais à frente o caminho desemboca numa clareira, um espaço com 4 a 5 metros quadrados onde as clientes aguardam pacientemente a sua vez de se encostarem ao balcão e pedirem enfim, aquilo que as trouxe até ali. E isso pode ser qualquer coisa: calças e camisolas, casacos, camisas, pijamas, fatos de treino, meias, roupa interior, camisolas de aquecimento, roupa para trabalhos mais pesados, botas, lençóis, cobertores e edredons, colchas, toalhas de banho, toalhas de mesa e também louças, talheres e copos. Há jogos e brinquedos, cortinas de duche, pantufas, chinelos, fatos de banho, bibes para o jardim-de-infância, instrumentos e pequenos equipamentos de cozinha, baús, mesas e cadeiras. Só não há comida.

Do ponto de vista do cliente, o amontoado é indescritível e parece impossível encontrar seja o que for ali. Mas enganam-se. Tudo tem uma ordem meticulosa, uma organização lógica que visa o aproveitamento máximo do espaço e a entrada constante de novas mercadorias sem que nada do que lá está se deite fora.

Já lá comprei muita coisa: Cobertores para a cama dos meus filhos, muitos pijamas e camisolas interiores que os mantiveram quentinhos em muitos Invernos, meias e fatos de treino que levavam para a escola, sem medo dos efeitos das brincadeiras. Afinal era tudo muito mais barato do que em qualquer outro sítio e os miúdos andavam à vontade. Foi lá que comprei os bibes que vestiram nos primeiros dias de escola e muitos lençóis para todas as camas.

Nunca tive o hábito de comprar lá roupa. Não por vergonha ou qualquer outro tipo de preconceito, mas porque comprar lá seja o que for, só é possível mediante duas estratégias: Saber muito bem o que se quer, pedir e esperar pacientemente que a menina Maria José surja de um dos minúsculos corredores que ficam por trás do balcão com o que pretendemos na mão, ou assistir às compras da cliente que está à nossa frente, descobrir que afinal, a menina Maria José também vende daquilo e pedir igual quando chegar a nossa vez.

Dizem as más-línguas cá do burgo que há por aí muitas senhoras com ar de finas que afinal só vestem na boutique MJB... Eu cá acho que elas fazem bem, só invejo a perspicácia que lhes permite vislumbrar o que trazem vestido no meio da loja.

E agora isto... Uma notícia que é um terramoto na vida quotidiana da minha terra. A Maria José de Brito, essa catedral de consumo onde todos podiam comprar, fechou as portas. Foi vítima das regras idiotas de facturação e das registadoras supersónicas que o governo impôs. Para quê, se a menina Maria José fazia a conta à nossa frente, em bocados de embalagens que cortava à medida para o efeito? E para todos termos a certeza de não haver engano, até fazia a prova dos nove!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pelo Tonico

Há pessoas que fazem parte da história de uma comunidade. O Tonico é uma delas. Um apreciador da Vida e de tudo o que ela tem de bom. Um Amigo firme, fiel e íntegro. O marido da Rosalina e Pai do Rafael, tão amigo do meu Pedro desde a infância. O Sportinguista. O Mourense, de nascença e de coração. 

O Tonico está a passar um momento muito difícil da sua vida, e precisa da nossa ajuda. É a nossa vez de retribuir a alegria que sempre partilhou connosco. 

Dia 2 de Março estaremos lá. Que ninguém falte!


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A ordem natural das coisas

Em Outubro, a minha filha mais velha vai votar pela primeira vez. Já terá completado os 19 anos nessa altura, mas tal como todos os outros jovens eleitores de primeira viagem, praticamente só conheceu um Presidente da Câmara.

José Maria Prazeres Pós-de-Mina é O Presidente do Município de Moura desde 1997. Três recandidaturas e quatro mandatos depois, conquistou votos e apoiantes em todas as áreas políticas. Conquistou-me a mim, que chorei na noite em que foi eleito, com medo das represálias que todos anunciavam para os não-comunistas. Estávamos todos enganados e aquelas lágrimas foram em vão. Hoje continuo a não ser comunista, mas durante este percurso conheci muita gente, percebi muitas coisas, deixei cair muitos mitos.

A escolha de um sucessor para a candidatura às próximas eleições poderia afigurar-se como um problema para resolver, dado o impacto que a figura do actual Presidente teve nos últimos anos na vida do concelho. Porém, nada disso aconteceu. É certo que, não sendo militante, "correndo por fora", desconheço muito do que se passa a nível interno, mas do sítio onde eu estou, tudo me pareceu muito natural e tranquilo.

Santiago Macias é o candidato natural e acaba de anunciar o seu Sim. Conheci-o nos meus primeiros dias na Câmara de Moura. Foi meu chefe num verão alucinante que passei a trabalhar na secção sócio-cultural, a apoiar a Céu e a Vitória na organização da primeira Feira do Melão, um produto regional de altíssima qualidade.

Haverá certamente muitas linhas cheias de elogios à sua pessoa por essa internet fora a partir de hoje. Não é do meu feitio, não o vou fazer aqui. Afinal de contas, se for eleito será meu Chefe, não me parece correcto. Basta dizer que terá o meu voto e o meu apoio.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Culpada

À luz da Lei de Godwin, considero-me culpada. Mas como reagir de outra forma a isto, a não ser relembrando que Hitler acreditava no mesmo?

Não se iludam, também eu quero que todas as crianças tenham uma vida digna, pais que os amem e eduquem e lhes proporcionem condições de habitação, alimentação e educação acima do satisfatório. O que há a fazer para garantir isto é dar aos pais a oportunidade de traballho para poderem assegurar o sustento da sua família. Sem caridadezinhas e sem decisões arbitrárias por parte de quem se acha moralmente superior.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que é isto?

Se isto é verdade, o país aproxima-se cada vez mais de um perigoso processo de selecção social que me envergonha, me enoja e que repudio absolutamente.

Além da evidente ilegalidade da atitude, que pelos vistos vai ficar impune, permitam-me que pergunte: Onde andam agora as senhoras caridosas dos movimentos anti-aborto?

Há algum prémio?

Se há, deve ser atribuído à Biblioteca Municipal. Incluindo os três bebés que vão nascer até ao verão, já contabilizamos 25 filhos :)

Merece ou não merece prémio?



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Demo-crato-ização

Já tinha decidido que não falava aqui de política, mas parece que uma regra só o é quando tem excepções, por isso, aqui fica. O governo surrealista que a maioria dos votos depositados em urna elegeu, tem vindo de mansinho a cortar apoios, fechar instituições e dificultar os mecanismos de desenvolvimento do conhecimento científico.

Quando julgávamos que o processo de garantir a igualdade de acesso à informação e ao conhecimento era irreversível, quando pensávamos que a condição económica nunca mais seria factor diferenciador na formação dos indivíduos, tcharaaaaaannnnn... estávamos enganados.



Se discorda do rumo que está a ser tomado, por favor, subscreva esta petição:


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Dias maus

Isto não tem andado nada bem, a verdade é esta. "Isto" sou eu e a minha vida. A verdade é que, por muito que sejamos avisados, nunca estamos verdadeiramente preparados para perceber até que ponto a natureza humana é capaz de ir.

Na verdade, sempre acreditei que a maldade encontrava terreno fértil nos dias fáceis. Se o ócio é a mãe de todos os vícios, a facilidade não deve andar longe. Mas enganei-me, é nos tempos de dificuldade que por vezes se revela o lado mais negro.

Só agora percebo porque razão fiquei tão chocada quando li o Ensaio sobre a cegueira. Na altura nem compreendi bem de onde vinha a angústia que me impediu de ler o que quer que fosse durante muito tempo, a tristeza que não conseguia combater. Era disto, desta maldade inata e incontrolável que o Homem traz ao de cima nos maus momentos. Não compreendi na altura porque recusava-me a acreditar que assim fosse na realidade.

Estas tretas da tristeza e da desilusão têm que se lhes diga. Entram sem pedir licença e tomam conta de nós. Arrastam-nos para a escuridão e para a solidão do silêncio, onde passamos a limpo na nossa cabeça as imagens e as palavras que vivemos e dissemos, tentando perceber em que ponto, em que instante, em que palavra esteve o nosso erro. Em que momento deveríamos ter dado o murro na mesa, ou calado a divergência? Até onde era possível aguentar e por quanto tempo arrastámos o que era insustentável?

Mas as memórias e a introspecção também têm o reverso. Trazem tudo, incluindo aquele momento em que, completamente perdida e sem norte, percebi que eu era o norte e o sul, e o chão, e tudo, tudo, para alguém. Tal como agora.

Cá estou, portanto, e nem sequer estou sozinha. Pronta para enfrentar os destroços de um naufrágio que insistem em aparecer na minha praia, depois de tantos anos, depois do desgosto e do luto por quem já não está nos meus afectos. Sobretudo, depois do medo, que foi avassalador e agora é só uma lembrança dos primeiros dias da minha segunda vida.