domingo, 30 de junho de 2013

Mais 20 quilómetros de memória colectiva



A Biblioteca Nacional celebrou este fim-de-semana, o final das obras que lhe permitiram ampliar o espaço disponível para o acolhimento de documentação. Foram ainda feitas intervenções com o objectivo de melhorar as condições de acondicionamento e segurança da memória colectiva do nosso país. Boas notícias!

Farmville

Enquanto o Tony dava música a alguns, outros procuravam alimentos mais concretos e definidos. Foi um fartote! Só acho que deviam ter levado sacos do Continente. Assim, já é abuso...



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Assembleia Municipal, 28 de Junho de 2013

O Sr. Álvaro Azedo (PS, JF Santo Agostinho) apresentou uma moção sobre a falta de segurança no Centro de Saúde de Moura devido ao cancelamento desse serviço por critérios economicistas.

O Sr. João Guerreiro (PSD) informou que a sua experiência profissional não lhe permitiu notar diferença. O que é importante é a prestação de cuidados de saúde.

A moção foi aprovada com 25 votos a favor e 1 voto contra (PSD)

1. Fiscalização dos actos da Câmara

O Sr. Álvaro Azedo (PS, JF Santo Agostinho) pediu esclarecimentos sobre a situação laboral dos trabalhadores da fábrica de assemblagem de painéis fotovoltaicos. Perguntou também pelo estado do pavimento de algumas ruas, acrescentando já ter sido informado pelo vereador José Oliveira da adjudicação da obra. Referiu ainda a existência de muitas ervas em algumas ruas. Por fim, pediu esclarecimentos sobre a regularização das verbas devidas às Juntas de Freguesia ao abrigo do protocolo de delegação de competências.

O Sr. João Dinis (PS, JF Sobral da Adiça) perguntou porque razão a obra da Ribeira da Perna Seca anda a um ritmo tão lento. Relativamente à rede de esgotos, referiu que, em sua opinião, este é o momento para realizar esta obra, antes de terminar a requalificação associada à obra da Ribeira da Perna Seca. Referiu ainda o péssimo estado de algumas estradas municipais.

O Sr. Ventinhas (PS), após análise do quadro das dívidas a fornecedores, verificou com agrado a redução das mesmas num valor aproximado de 300 milhões de euros desde Abril. Perguntou ainda porque não são subcontratadas empresas locais.

O Sr. Presidente da Câmara referiu, a propósito da moção apresentada, e considerando que desempenha também as funções de Presidente do Conselho Executivo da CIMBAL, esse assunto já foi debatido e será objecto de uma reunião entre a CIMBAL e a ULSBA para analisar o decréscimo da qualidade dos cuidados de saúde prestados no distrito.

Relativamente à fábrica de assemblagem de painéis fotovoltaicos, esclareceu que a Câmara Municipal não tem mandato sobre a fábrica, mas informou que estão a decorrer negociações para que a fábrica possa voltar a laborar com um novo operador. Acrescentou ainda que, no âmbito do trabalho desenvolvido a nível internacional pela Lógica, existem boas perspectivas para a colocação dos painéis a produzir pela fábrica.

Confirmou a resolução em breve do mau estado dos pavimentos e acolheu a indicação sobre as ervas nos passeios. Prestou em seguida esclarecimentos relativamente às questões sobre a transferência de verbas para as freguesias.

Sobre as questões colocadas pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Sobral, relembrou que na última reunião da Assembleia Municipal o Presidente da Câmara já havia informado que a estrada Moura-Sobral ia ser requalificada e estranhou a indiferença dos senhores presidentes das freguesias de Santo Agostinho e Sobral da Adiça perante a notícia, ficando surpreendido quando mais tarde, após uma reunião com as Estradas de Portugal, as juntas emitiram uma nota de imprensa anunciando uma novidade que já havia sido anunciada em Assembleia Municipal. Prestou ainda alguns esclarecimentos breves sobre as restantes questões apresentadas.

O Sr. João Dinis (PS, JF Sobral da Adiça) afirmou não ter sido informado em Assembleia Municipal sobre a requalificação da estrada.

O Sr. Presidente da Câmara leu em voz alta o excerto da acta (previamente enviada a todos os membros da Assembleia) que comprova que a informação foi efectivamente prestada na última reunião da Assembleia Municipal.

O Sr. João Dinis (PS, JF Sobral da Adiça) respondeu então que o que o Sr. Presidente tinha dito era que “tinha informação de que as obras iam avançar brevemente”, o que em sua opinião, não significa nada. Relembrou que esta obra é falada há mais de 2 anos.

O Sr. João Ramos (CDU) relembrou que de facto a obra já havia sido anunciada há 4 anos no programa eleitoral do PS.



2. Relatório e contas do município de Moura referente ao ano de 2012

O Sr. Ventinhas (PS) lamentou o facto de estarmos a meio do ano com esta situação por resolver. Considerou que deveria ter sido marcada uma nova reunião da mesma sessão da Assembleia Municipal, mas compreende que tal não tenha sido feito para evitar o pagamento de mais uma senha aos membros da Assembleia.

Relativamente ao exercício orçamental de 2012, assinalou a folga orçamental em sua opinião excessiva e sublinhou mais uma vez a redução da dívida a fornecedores. Lamentou porém que as previsões da receita obtida com a entrada de fundos comunitários fique aquém do projectado. Quanto ao quadro de pessoal, cuja orçamentação estava estimada em 2 milhões de euros, regista um acréscimo de 30 mil euros nos custos com pessoal em 2012, relativamente a 2011, embora este acréscimo se deva a prestações sociais e não a remunerações.

O Sr. Presidente da Câmara prestou os esclarecimentos pedidos.


Aprovado por maioria com 15 votos a favor e 11 abstenções (PS e JF Amareleja)*


3. 2ª revisão ao Orçamento e GOP referentes ao ano económico de 2013

O Sr. Ventinhas (PS) referiu que a primeira revisão não deveria ter sido designada dessa forma, uma vez que se tratava apenas de uma modificação.

Relativamente à revisão em apreciação, colocou questões de detalhe sobre os números apresentados, que foram respondidas pelo Sr. Presidente da Câmara.


Aprovado por maioria com 16 votos a favor e 11 abstenções (PS e JF Amareleja)


4. Autorização para assumpção de compromissos plurianuais – empreitada de ligação de esgotos à ETAR de Moura

O Sr. Ventinhas (PS) relembrou  a aprovação de empréstimos bancários no início do mandato, que se destinavam à realização de várias obras entre as quais esta em apreciação. Considerou a obra bastante necessária e urgente.

Aprovado por unanimidade.


* Um dos eleitos estava ausente da sala

Tomem nota!


     

domingo, 23 de junho de 2013

Campeões

O meu Sporting acaba de se sagrar Campeão Nacional de Futsal. Nada mais justo. Durante toda a época perdeu apenas um jogo, com o Rio Ave, a 23 de Março de 2013, dia de eleições e de viragem no  Sporting Clube de Portugal. Seria uma grande injustiça perder o título nesta série de jogos-finais cuja utilidade tenho dificuldade em compreender.

Durante toda a época, assisti apenas a um jogo desta equipa de futsal. Adivinhem qual? Yep. Esse mesmo. A única derrota. Mas não faz mal. Mesmo aqui na minha cozinha saltei e vibrei, gritei golo, cantei, fiz a festa. Campeões, campeões, nós somos campeões!



Sobre a cegueira

A perda de humanidade e os efeitos devastadores do "Salve-se quem puder". Crónica do Professor João Teixeira Lopes no Público:

Os tempos não vão de feição. Não falo apenas da violência ideológica que impregna o purismo monetarista e a destruição de todas as formas de contrato social, que rouba o chão às pessoas, expropriando-as de qualquer possibilidade de mapear o futuro.

Falo também da tristeza, do ensimesmamento, do recuo para o silêncio da casa, do resmungo entre dentes, da difusa sensação de culpa (andamos a viver acima das possibilidades…), da omnipresente chantagem e acima de tudo do medo.

Falo ainda dessa terrível guerra civil que se vem travando entre os mais pobres e que os governantes, às várias escalas (nacional, europeia, global), vêm promovendo com êxito.

Um sociólogo, José Madureira Pinto, chamou-lhe há muitos anos «anomia implosiva», uma espécie de explosão para dentro, sem criar laços solidários com outros: para dentro da própria pessoa (suicídio, mutilações de personalidade ou identidade, auto flagelação) ou da própria classe social (guerra latente ou aberta entre os pobres).

O habitante do bairro olha para o vizinho com desconfiança e por vezes acidez ou mesmo ódio, porque acha que os cem ou duzentos euros que ainda recebe do rendimento social de inserção ou do subsídio de desemprego são fruto de uma qualquer fraude manhosa.

Nos locais de trabalho, começa-se a disputar a atenção do patrão porque a sobrevivência pode depender de não ser despedido. Nos supermercados, vigiam-se uns aos outros, para apanhar o ladrão em flagrante e infligir-lhe vergonha, dano e pena. Estava a passar com a minha mãe de carro junto a um desses estabelecimentos quando deparo com um adolescente em fuga. Não mais de 14 anos, roupa de rua, boné ao contrário e o pavor estampado no olhar porque estava prestes a ser agarrado. No seu encalço dois polícias que, mal o alcançam, lhe distribuem fartas bofetadas e o derrubam com um toque certeiro do cassetete nas pernas.

Perante a insistência de uma violência desnecessária, protestei. No fundo da rua, uma pequena multidão de empregados do supermercado e de transeuntes formava uma compacta claque de apoio à enérgica ação policial. No automóvel em frente ao meu, uma família de aparência humilde vituperava contra a minha atitude: “Você não percebe que o puto roubou?” Andamos na caça do pequeno ladrão e a destruirmo-nos uns aos outros. Assim, não nos aperceberemos da galinheira em que nos transformamos, com a raposa lá dentro, de dentes afiados e olhar cintilant
e.


sábado, 22 de junho de 2013

Estamos juntos

Serei - com orgulho - a terceira na lista apresentada pela CDU à Assembleia Municipal para as eleições autárquicas de 29 de Setembro.

"Não fiques nervosa", diz-me o meu amigo e companheiro de lista Gabriel Ramos, perante a minha surpresa face ao convite. Fico, é claro que fico, mas agradeço. Agradeço o voto de confiança, sobretudo considerando que me mantenho intransigentemente independente.

Até Setembro, há muito trabalho. E a seguir, começa o verdadeiro trabalho em defesa do concelho e dos munícipes.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Professores, greves e exames

Pergunto eu:

1. Para haver um braço de ferro, significa que há duas partes, certo? Ninguém faz um braço de ferro consigo próprio.
2. Quem vence o braço de ferro é, teoricamente, o mais forte, certo? A não ser que a parte que não tem razão admita o erro e desista.

Sendo assim, e se está tão preocupado com a estabilidade emocional dos alunos e das suas famílias, porque é que o Governo, em vez de atira barro à parede, não recua nas medidas propostas, permitindo que os exames se realizem com a tranquilidade necessária?
           

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mais uma...

É um texto de opinião, mas refere factos reais. Luís Menezes Leitão, no jornal i de hoje:

O país tem uma grande tradição de festas populares durante os feriados municipais. Salientam-se as festas de Santo António em Lisboa, a 13 de Junho, as festas de S. João no Porto, a 24 de Junho, e as festas da Rainha Santa em Coimbra, a 4 de Julho. Os portugueses irão assim esquecer por alguns momentos as agruras da sua vida quotidiana e participar nessas festividades, gozando os feriados.
Mas há alguns portugueses a quem foi retirado esse direito: os funcionários públicos. Efectivamente, a Lei 66/2012, de 31 de Agosto, resolveu estabelecer que para os trabalhadores em funções públicas o gozo dos feriados municipais passa a depender de deliberação do Conselho de Ministros, que já se sabe que nunca será adoptada. Os funcionários públicos e as suas famílias estão assim impedidos de participar nas festividades populares, ao contrário de qualquer outro cidadão.
Se há algo absolutamente revoltante é o ódio que este governo sempre teve aos funcionários públicos. Primeiro cortou-lhes os salários e aumentou-lhes os descontos, com o argumento de que nunca poderiam ser despedidos. A seguir vão mesmo ser despedidos. Mas até tal acontecer são privados de direitos que qualquer trabalhador possui.
Um Estado que não dignifica a sua função pública é um Estado que não se respeita a si próprio. A degradação do funcionalismo público é uma degradação do próprio Estado. O país irá pagar muito caro esta atitude do governo.

Tenho mesmo que perguntar: Ainda podemos sentar-nos onde quisermos nos autocarros ou temos de ir para os lugares de trás?

segunda-feira, 10 de junho de 2013

É tudo tão fácil no sofá... e na vida real?

"Chamo-me Rahim. Tenho 10 anos. Vivo aqui com o meu irmão mais novo. Às vezes, preocupa-me que possa adoecer, como a mãe adoeceu. Quem tomaria conta do meu irmão? Mas acredito que tudo vai correr bem. Hoje, a Unicef Suécia tem 177 000 likes no Facebook. Talvez chegue aos 200 000 no verão. Por isso, devemos ficar bem."



Um "Like" não salva vidas. O dinheiro (em doações) sim. 

10 de Junho

Com a sensibilidade de um elefante numa loja de loiça, a SIC dedica o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a uma maratona de filmes... Disney! E ainda tem a audácia de lhe chamar dia D. O "D" deve ser de "distraído", como convém que o povo ande.
 

domingo, 9 de junho de 2013

É hora de acordar

Porque as bibliotecas não são depósitos de livros, mas sim locais de debate e cidadania, portas de acesso à informação e ao conhecimento.
Os portugueses andaram a viver acima das suas possibilidades?
A austeridade e a redução de serviços públicos são inevitáveis?
Qual o peso da corrupção na crise que se vive em Portugal?
Vamos debater o impacto da corrupção nas vidas dos portugueses e os projetos que a Transparência e Integridade, Associação Cívica tem em curso para devolver a voz aos cidadãos, criando mecanismos de vigilância sobre o trabalho dos servidores públicos e de avaliação da transparência das instituições.
Com Paulo Morais e João Paulo Batalha
Membros da Direção da TIAC 
Biblioteca Pública de ÉvoraLargo Conde de Vila Flor
7000-804 Évora
Quinta-feira, 13 de Junho de 2013 | 21:30
Entrada livre. Informações aqui:
https://www.facebook.com/events/205197149628727/

sábado, 8 de junho de 2013

Pergunto-me...

... se alguma vez, no tempo de uma vida, a Fátima Campos Ferreira terá noção do ridículo? Aquela entrevista à Sara Norte foi surreal. Ou ainda faria parte da pena? Coitada da miúda...