quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Viragem

Deixo em 2015 o fim da minha vida familiar tal como a conhecia.  Deixo para trás a ilusão de amizades que pensava verdadeiras. Fecharam-se os caminhos de volta à vida que tinha antes. Mesmo que fisicamente volte ao mesmo lugar, nada será como dantes.

Ficam de 2015 os amigos que me acompanharam, apesar de tudo.
Fica o orgulho enorme nos meus filhos. Ficas tu, apesar da distância.

Fica a felicidade que retiro do trabalho. Ficam as pessoas que conheci, as situações que experimentei, a aprendizagem constante. Fica a (cada vez mais) minha Biblioteca. Fica o congresso BAD que encheu Évora de Bibliotecários e Arquivistas.

2016 está aí. Há promessas que gostava de fazer, mas sei que não vou cumprir.  Ficam as que posso e vou cumprir: trabalhar muito pela minha biblioteca e acabar a tese de doutoramento. Depois disso é que vou pensar em comer menos chocolate.

Bom ano para todos. Todos mesmo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mais Serviço Público



Estimados Leitores
Informamos que, a partir de 1 de Janeiro, o horário de funcionamento da Biblioteca Pública de Évora é o seguinte:
Segunda a Sexta: 9h30 - 18h00
Sábado: 10h00 - 17h00
Esperamos pela sua visita!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Serviço público



Aviso

Estimados Leitores

Informamos que, devido às festividades do Natal, a Biblioteca Pública de Évora estará encerrada ao público nos dias 24 a 26 de Dezembro e nos dias 31 de Dezembro a 2 de Janeiro.

Boas Festas e Feliz 2016!

Festas felizes


Boas festas a todos! Que o Natal seja o que todos esperam dele e que 2016 seja a oportunidade de concretizar sonhos e projectos. Felicidades!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Das ilusões de Natal

Se eu pudesse dar a minha opinião sem que me caíssem logo em cima, diria que acho espantoso que as pessoas exijam às autarquias que gastem o dinheiro que não chega para as necessidades básicas de funcionamento de um concelho em iluminações de Natal.  Aqueles que acham vergonhoso que não se comprem iluminações caríssimas não têm vergonha de se preocuparem mais com a aparência do que com a essência, ao contrário do que apregoam durante todo o ano? E desses que agora clamam indignados, por essas redes sociais, quantos foram votar? Ah, compreendo! É porque nos programas eleitorais não havia promessas sobre iluminações de Natal (que por acaso é uma festa religiosa).

Os fãs do Natal que me desculpem mas, tirando o tempo que passo com a minha família, acho isto tudo uma hipocrisia. Votos de felicidade de pessoas que durante o ano nem nos cumprimentam, um consumismo levado ao extremo e a solidariedade que devia existir todo o ano desbaratada assim, em meia dúzia de dias...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A partir de amanhã, na BPE!

A Biblioteca Pública de Évora orgulha-se de apresentar neste Natal o trabalho desenvolvido por uma das suas voluntárias. A mesma qualidade e perfeição aplicadas na produção de caixas, pastas e capilhas para o acondicionamento dos documentos mais valiosos da Casa-Forte da BPE é visível nas mimosas agendas, simpáticos cadernos e outros produtos que a Célia Figueira apresenta na sua Oficina dos Cadernos - Encadernação artesanal (https://www.facebook.com/oficinadoscadernos/?fref=ts)

A acompanhar o trabalho da Célia estará o projecto Janelas do Alentejo. A visitar, conhecer, comprar e oferecer na BPE, entre 10 de Dezembro e 8 de Janeiro. Esperamos por si!

Um imbecil é apenas um imbecil e nada mais que um imbecil.

“O homem dá à mulher direcção, indica-lhe um caminho. Uma mulher não é capaz de definir um caminho. Sem um homem, fica sem saber o que fazer. A mulher dá ao homem equilíbrio, moderação, porque um homem sozinho só faz asneiras, como beber em excesso e conduzir o carro a 200 à hora”.

(...)defendeu a privatização da polícia, a privatização dos tribunais e o fim da legislação que impede o trabalho infantil. “Se a criança vai ou não trabalhar, é com os pais”.

Acabaria com o ensino obrigatório e defendeu a mercantilização das eleições, com a livre compra e venda de votos. “É precisamente a pensar nos pobres que eu punha a questão da transacção do voto. Se uma pessoa tem direito a um voto mas não quer usá-lo, tem de o deitar fora. Noutro sistema, poderá vendê-lo a alguém que queira votar várias vezes. Já viu quantos pobrezinhos ficavam beneficiados?”

“Vá a África e veja porque é que eles não trabalham. Gostam muito de sexo; nós também gostamos, mas se estivéssemos o dia todo na cama não fazíamos mais nada”.

Tudo isto e mais umas alarvidades para ler aqui.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

AMAlentejo

Porque tenho andado arredada das reuniões de trabalho e da apresentação à comunicação social, não dei ainda o devido destaque a esta iniciativa que considero louvável (caso contrário não integraria a sua comissão promotora).

Porque sou defensora de mais atitude e menos palavreado, de mais acções e menos dissertações, convido-vos a passar das declarações de amor e saudade (para os que estão afastados) ao Alentejo para uma postura mais pró-activa. Juntem-se a esta causa e participem no Congresso AMAlentejo, que decorrerá em Tróia no início do mês de Abril.


Este é um movimento que une diferentes visões políticas e partidárias, diferentes latitudes dentro deste imenso mundo que é o Alentejo e diferentes sensibilidades culturais, científicas e artísticas. É um movimento de todo o Alentejo, como podem constatar pela composição da Comissão Promotora, que podem consultar aqui

Junte-se a nós. Ame o Alentejo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Santo Amador

Se há sítio que eu gostava que todas as pessoas conhecessem (além da BPE, claro!), esse sítio chama-se Santo Amador. Costumo dizer que é um microcosmo. Nunca conheci outro lugar assim. 

São pouco mais de 400 pessoas, cada uma mais defensora da sua terra e da sua identidade do que a outra. É uma freguesia do interior do Alentejo a que já foi retirado quase tudo, menos a escola - e que luta tão difícil tem sido travada! - e que talvez por isso, aproveita com gosto o que ainda lhe resta. E o que lhe resta é a alegria de viver, o orgulho no Alentejo, nas suas raízes e tradições e o desejo sempre firme e corajoso de manter Santo Amador vivo e com vida. 

Não, não me enganei, são coisas diferentes. Aos Santoamadorenses não interessa apenas que a aldeia exista. Eles querem que ela tenha vida e portanto, todos - repito, todos! - contribuem para isso. 

Boas festas a todos e um abraço muito especial aos membros da ADASA (Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador), que organizam e mobilizam esta força de vontade em nome de todos os Santoamadorenses. 


domingo, 6 de dezembro de 2015

O velho, o novo e o vazio


É assim por todo o lado, em todos os serviços públicos onde é necessário conhecimento especializado. Os "velhos" saem e já não entra ninguém. As "mobilidades" são - na sua maioria e com o meu pedido de desculpas às excepções - repositórios de pessoas problemáticas, pouco produtivas, eternamente insatisfeitas e muitas vezes incapazes de integrar uma equipa, empurradas para uma terra de ninguém onde estas más características só se agravam.

Além da óbvia dificuldade dos serviços que se vêem impedidos de prosseguir as suas missões (quanto mais melhorar o seu desempenho) há uma outra consequência terrível desta "purga" à função pública: Não há transmissão de conhecimento prático. Os jovens chegam ao mercado de trabalho cheios de conhecimento teórico, que  só a convivência com os colegas que já lá estão transforma em experiência. Mas em vez disso, o que Portugal vai ter na administração pública é um esgotamento gradual da capacidade de trabalho especializado até à ruptura total. Só nesse momento de absoluto desespero e perdas irreparáveis será tomada a decisão de abrir portas aos "novos", que nessa altura já serão uns trintões ou quarentões frustrados por anos de desemprego alternados com estágios sem futuro. Entretanto, o saber laboriosamente acumulado por décadas de experiência prática já terá desaparecido. Abandonada para sempre a cultura do "ser" uma profissão, passa-se para a cultura do "por enquanto estou ali".

Se em alguns domínios a ruptura é benéfica, não é o caso das bibliotecas, onde o velho precisa de ser constantemente refrescado pelo novo, sob perigo de perder o contacto com a realidade, e o novo precisa de herdar do velho os valores de missão e o sentido de responsabilidade para com a comunidade.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A felicidade num saco de supermercado

Acabaram de sair. Um pai, duas filhas e um saco de supermercado carregado. Antes deles já tinham saído os meus amigos, o Gui e a Gui (chamemos-lhes assim) com a mãe. Um saco de pano a abarrotar e mãe a protestar "Não podemos levar mais, viemos a pé!"

A rotina repete-se todos os sábados. Pais ou mães, filhos e sacos cheios. Entram e descarregam os sacos. Os miúdos estão impacientes  por isso sobem logo as escadas enquanto a colega da portaria fica a fazer as devoluções.

Desaparecem entre as estantes da sala de leitura. Ouvem-se muitas conversas. "Olha este, pai!", "Esse já leste, não te lembras?", "Mas eu quero outra vez!". De vez em quando vêm perguntar qualquer coisa. "Tem livros de Natal?" ou "Onde estão os livros dos dinossauros?"

Depois fazem o percurso inverso, com os sacos carregados. Dizem que é o abastecimento para a semana que se segue.

Não consigo deixar de ficar emocionada. Tenho vontade de lhes pedir para os fotografar enquanto se afastam. Um pai ou uma mãe, os filhos e um saco com uma semana inteira de histórias lá dentro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Adivinhem quem está de volta à BPE?



Ainda só vai no segundo ano, mas se depender de mim, pode muito bem tornar-se na nossa tradição de Natal.

De 15 a 19 de Dezembro, às 18h30, há espectáculo dos Bonecos de Santo Aleixo na Biblioteca Pública de Évora. Não vão perder, pois não?

Ser ou não ser... estúpido


O Washington Post publicou um estudo (vale o que vale) sobre a estupidez: O que é estúpido e como deixar de agir de forma estúpida. O artigo está aqui e republico parte de uma versão portuguesa.
À cabeça das coisas mais estúpidas surgem aquelas que resultam da chamada “ignorância confiante“, conforme a definem os investigadores, e que resulta do facto de as pessoas acharem que podem fazer algo que, de facto, não conseguem.

“A coisa mais estúpida que uma pessoa pode fazer é sobrestimar-se“, nota Balazs Aczel, frisando que isto não tem nada que ver com “um QI baixo”, mas com “uma má percepção das suas próprias capacidades”.

Depois, surge a “falta de controlo” como justificação para a estupidez quando esta resulta “comportamentos obsessivos, compulsivos ou de toxicodependência”, refere Balazs Aczel.

Por fim, a “falta de atenção/falta de sentido prático” é outra justificação para comportamentos estúpidos, resultando de actos irracionais ou fruto de distracção.

Este retrato da estupidez ajuda a “prever” que tipo de situações podem “aumentar a probabilidade” de virmos a fazer coisas que os outros consideram estúpidas, conforme salienta Balazs Aczel.

Assim, “se não quisermos fazer algo estúpido, convém provavelmente não termos expectativas exageradas acerca das nossas capacidades“, alerta o investigador. “A pior coisa a fazer é agir de forma confiante quando o nosso comportamento não deixa de ser irracional. Mais estúpido que isso, impossível”, conclui.
Quer a melhor estratégia para evitar ser estúpido? É partir do princípio que não sabe. Já Sócrates o dizia (o verdadeiro).