sábado, 19 de novembro de 2016

Indignados

A Coca-Cola (pobrezinha) está muito indignada por causa do acréscimo do chamado imposto dos refrigerantes. Confesso que nem percebo bem a mensagem publicitária. O que é que pretendem? Que as pessoas deixem de comprar Coca-Cola (pobrezinha) para não contribuírem para o OE?

Convém explicar à Coca-Cola (pobrezinha) que o produto que comercializa é uma das maiores pragas no consumo alimentar das últimas décadas e que antes de reclamarem, mais vale que ponham os olhos nos pacotes de tabaco e que agradeçam o facto de ainda ninguém lhes ter mexido no design do rótulo.

52% é melhor do que nada, que é o que levam cá de casa. Pobrezinhos.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Visto daqui

É verdade que não percebo nada de teoria política,  apenas observo a natureza humana. E daqui, de onde eu vejo, os votos em Clinton tiveram três motivações e nenhuma delas era "porque ela merece":
a) porque são militantemente do partido democrata;
b) porque ela era mulher;
c) porque odiavam mais o adversário.

Sim, nao sejamos ingénuos, o trunfo de eleger a primeira mulher foi jogado à exaustão e para ela foi sempre uma vantagem, não um obstáculo. Vivemos a era do politicamente correcto,  convém não esquecer.  

Como se viu, não foi suficiente para vencer os militantemente republicanos e os que estão saturados do sistema e só querem que a bolha rebente, não importa como.

Se o  sistema tivesse prestado atenção à natureza humana,  ontem Obama teria recebido Bernie Sanders na Casa Branca.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nem fazendo-lhes o desenho...


Foram precisos 16 anos mas a profecia cumpriu-se – Donald Trump chegou à presidência dos Estados Unidos. Bom, no episódio da série Os Simpsons, “clássico” indiscutível da Fox, o multimilionário já não está na Casa Branca, mas esteve.

Foi a 19 de Março de 2000 que o episódio a que os argumentistas chamaram Bart to the Future pôs o jovem Bart a imaginar-se uns anos mais à frente, já adulto, de camisa havaiana, chinelos nos pés e rabo de cavalo, quando a sua irmã Lisa é Presidente dos EUA. É precisamente ela que se refere ao homem que agora acaba de ser eleito, numa cena na sala oval: “Herdámos uma grave crise orçamental do Presidente Trump”. E para que não restem dúvidas, um assessor mostra-lhe, através de um gráfico, em que estado o empresário deixou o país – “falido”.


Dan Greaney, que escreveu este episódio, veio agora dizer, durante a campanha, às revistas The Hollywood Reporter e Variety, que criar um cenário em que Donald Trump tinha sido Presidente lhe pareceu “consistente com uma visão da América a enlouquecer” – “[Trump na Casa Branca] era a última paragem lógica antes [de a América] bater no fundo.”

Os autores da série queriam que Lisa, que nesse episódio é "a primeira mulher heterossexual" a liderar o país, se visse confrontada com uma situação catastrófica: “Precisávamos que tivesse todos os problemas antes de chegar lá, que nada pudesse ter corrido pior, e foi por isso mesmo que pusemos Trump na Presidência antes de Lisa”, explicou Greaney. A ideia era “alertar a América”.
Retirado daqui.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Foi assim que aconteceu

Perguntaram-me o que queria no Natal, disse que queria livros. Devia ter aí uns 7 anos, estava na segunda classe. Fui à livraria da D. Purita. Escolhi, escolhi, escolhi. Cabeça inclinada para o lado, num posição à qual me haveria de habituar ao longo da vida.

Acabei por me decidir por este "Porquê?" e mais um ou dois livros de histórias, creio que da Anita. Passei horas a folhear este livro, observava os desenhos tentando tirar deles os pormenores que o texto, necessariamente breve, insistia em omitir. Quando me perguntam como comecei a ler, vejo-me em frente à estante, na loja da D. Purita, a escolher este livro e mais do que isso, a assumir a minha escolha, quando havia tantas "histórias mais bonitas".


Chegou-me agora às mãos uma 16ª edição, de 1990, que andava perdida entre o exército de livros que espera catalogação. Olho para ele, olho para a minha vida, eternamente insatisfeita com as respostas estabelecidas, eternamente à procura do porquê das coisas, eternamente a fugir do "é assim porque sempre foi assim e porque é assim que toda a gente faz".

Não podia ter feito outra escolha, pois não?


Bem-vindos à era do absurdo

Todos o consideraram demasiado louco para poder ser eleito.  Todos consideraram um absurdo impossível a hipótese de ele se tornar presidente. E perante a arrogância das certezas absolutas e a indiferença pela raiva surda das classes mais desfavorecidas e profundamente ignorantes (os EUA são demasiado egocêntricos para perderem tempo a estudar a história do mundo e das civilizações), ele foi vencendo etapa após etapa até chegar aqui.

Muitas vezes me perguntei como era possível que um louco como Hitler tivesse conseguido chegar ao poder.  Hoje, no dia em que passam 27 anos sobre a queda do muro de Berlim, acabei de testemunhar em directo como tudo aconteceu, apesar das certezas inabaláveis de comentadores, politólogos, jornalistas, políticos e toda uma imensa massa de gente que tem como função vender opinião em vez de dar informação.

Agora todos vão tentar analisar e compreender como foi possível que isto acontecesse. Infelizmente, para os EUA e para o mundo, já vão demasiado tarde.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Para memória futura, 02

Repescado de há um ano, nos dias agitados do nascimento da geringonça:

"Dogma é uma crença ou doutrina estabelecida de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerada um ponto fundamental e indiscutível de uma crença." (Wikipedia)

Como por exemplo o dogma que por aí vai relativamente às pessoas de esquerda e à sua alegada incapacidade de pensar de forma livre e independente.

Eu não duvido que na direita haja pessoas sérias, honestas, trabalhadoras, inteligentes e livres. Conheço e admiro umas quantas. Deve ser porque o chip que me implantaram atrás da orelha trazia essa configuração de série. Infelizmente, o chip dos livres pensadores de direita tem um software mais fraquinho. Como não dispõem de um componente chamado respeito por opiniões diferentes, instalaram uma dose extra de dogma. Agora andam à nora...

Até o meu gps reage melhor quando eu me perco. Mal dá pela diferença relativamente ao planeado, começa logo a dizer: Recalculando...

domingo, 6 de novembro de 2016

Ups!


“Um visitante decide tocar na estátua derrubando-a sob o olhar incrédulo dos demais. Isto aconteceu hoje no Museu Nacional Arte Antiga” (ver aqui).

sábado, 5 de novembro de 2016

A minha estreia no Instagram

Está  certo, está tudo um bocadinho inclinado, mas era a perspectiva mais gira... E confirma-se, só falo de bibliotecas.

BPE, Sábado de manhã

BPE, Sábado de manhã

BPE, Sábado de manhã

Para memória futura

A contabilidade dos gostos no Facebook é uma tentação a que poucos conseguem resistir. No meu caso, o Facebook é um instrumento de divulgação da Biblioteca Pública em geral e da (minha) Biblioteca de Évora em particular. Os "gostos" são, por isso, pouco relevantes. O que me interessa é que a mensagem vá passando e crie raízes no pensamento das pessoas.

Sei que várias pessoas deixaram de me seguir porque "eu só falo de bibliotecas", mas isso não me incomoda por aí além. Eu também deixei de seguir várias pessoas, essencialmente porque não me interessa saber tudo o que querem contar-nos sobre as suas vidas: onde estão, o que comem, o que compram... Em contrapartida, sigo várias pessoas que não conheço pessoalmente (e a quem, por essa razão, não tenho a lata de pedir amizade) porque têm opiniões que gosto de conhecer, trazem novas perspectivas a assuntos que a minha cabeça já catalogou e arrumou, porque me fazem questionar as certezas absolutas, porque são fontes de informação, porque trazem algo novo.

Mesmo consciente de tudo isto, há silêncios ensurdecedores e há comentários infelizes, que me fazem questionar o tempo que vivemos em conjunto, a amizade ou pelo menos, a camaradagem e o respeito que pensava existirem. 


Ao contrário do que parece evidente, não me parece que tenha sido eu a iludida. Verifico que a ilusão foi dos outros, dos que não aceitam que eu seja diferente da pessoa que projectaram em mim: apenas mais uma ovelha dócil no rebanho, apenas mais uma vontade facilmente convertida ao que é supostamente "melhor para os meus (seus) interesses" ou, pior ainda, alguém que apenas existe enquanto concorda connosco e nos é útil.


Compreendo. Fora destes parâmetros todos a minha existência e persistência é imperdoável. Eu também não desculpava.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Conferências do Cenáculo

O que escondem os biombos? A história da relação Portugal - Japão nos séculos XVI e XVII através dos biombos japoneses | Alexandra Curvelo




terça-feira, 1 de novembro de 2016

As Marcas da Inquisição: 480 anos da Inquisição de Évora





No ano em que se assinalam os 480 anos da instalação do Tribunal do Santo Ofício em Portugal, o CIDEHUS, a Biblioteca Pública de Évora, o Museu de Évora, a Fundação Eugénio de Almeida e a Câmara Municipal de Évora, organizam uma exposição que pretende dar a conhecer alguns dos tesouros guardados no Museu e na Biblioteca. Estes objectos permitem fazer a História de uma das instituições mais marcantes da sociedade portuguesa entre os séculos XVI a XVIII.

A reportagem da RTP sobre esta exposição pode ser vista aqui (minuto 5:40 da segunda parte: http://www.rtp.pt/p…/p2225/e257159/portugal-em-direto/533839