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A mostrar mensagens de Março, 2014

2 de Abril - Dia Internacional do Livro Infantil, na BPE

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34 anos de Feira do Livro

Eu tive o privilégio de fazer parte de 19 edições. E foi tão bom!

Assembleia Municipal - 24 Março 2014

Desta vez a organização do texto está um bocadinho atabalhoada, mas não houve tempo para mais. Aqui fica o essencial da reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Moura que decorreu ontem à noite.


1. Contrato programa entre a CMM e a COMOIPREL
Eleito José Maria Pós-de-Mina: Informou que ele e a Dra. Antónia Baião estão impedidos de participar neste ponto por serem cooperantes na COMOIPREL, pelo que pediram para se retirar. O mesmo pedido apresentou o Sr. Álvaro Azedo, pela mesma razão. Após se ter retirado, voltou à mesa por considerar que, sendo representante da freguesia, não estava impedido de votar.
Eleito João Socorro: Questionou sobre a responsabilidade a assumir pelo segundo outorgante e como seria resolvido algum incumprimento, uma vez que estava em causa a transferência de dinheiro.
O Presidente da Câmara respondeu que seria resolvido através dos meios habituais, caso não houvesse acordo.
Aprovado por unanimidade dos presentes (24).

2. Contrato programa entre a CMM e a Herda…

Um poema no Dia Mundial da Poesia

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Dia 21 de Março há poesia à solta em Évora... Procure-a nas ruas!

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Um poema por dia, até ao Dia Mundial da Poesia

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

Um poema por dia, até ao Dia Mundial da Poesia

Se Tu Viesses Ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

2 de Abril, Dia Internacional do Livro Infantil

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CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO

Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma?

Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça.

Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas …

21 de Março, dia mundial da poesia

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Este ano, na Biblioteca Pública de Évora, a comemoração do Dia Mundial da Poesia irá decorrer em torno de Florbela Espanca.

A partir desta data, ficará disponível ao público, através da página da BPE, o espólio existente na instituição relativo à poetisa alentejana.

O espólio reúne um variado conjunto de documentos dos quais se destacam 24 cartas escritas por Florbela Espanca a Guido Battelli nos últimos meses da sua vida, com a indicação expressa do académico italiano, para só serem abertas decorridos 11 anos após a morte de Florbela.

Um caderno contendo 18 poemas autógrafos, entre os quais Ser Poeta, ficará também disponível para consulta pública bem como a 1ª edição do Livro de Soror Saudade, alguns documentos iconográficos e ainda material relativo ao falecimento de Florbela Espanca.

Para além da colocação on-line do espólio, a Biblioteca vai também ter patente, entre os dias 21 de Março e 17 de Abril, uma mostra bibliográfica com parte desta documentação à qual se juntará outro …

Um poema por dia, até ao Dia Mundial da Poesia

Saudades

Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

Um poema por dia, até ao dia Mundial da Poesia

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Árvores do Alentejo

Horas mortas... curvadas aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca

Uns têm coragem, outros deixam-se ficar. 2

Eu não quero pagar por aquilo que não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país.
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei.

Não fui eu que gastei mais do que era para mim
Não fui eu que tirei, não fui eu que comi
Não fui eu que comprei, não fui eu que escondi
Quando estava a olhar não fui eu que fugi.

Não é essa a razão para me quererem moldar
Porque eu não me escolhi para a fila do pão
Este barco afundou houve alguém que o cegou
Não fui eu que o não vi.

Eu não quero pagar por aquilo que não fiz
Não me fazem ver que a luta é pelo meu país.
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei
Não me fazem ver que fui eu que errei.

Talvez do que não sei talvez do que não vi
Foi de mão para mão, mas não passou para mim
E perdeu-se a razão tudo bom se feriu
Foi mesquinha a canção desse amor a fingir.

Não me falem do fim se o caminho é mentir
Se quiseram entrar não souberam sair
Não fui eu quem falhou, não fui eu quem cegou
Já não sabem sair.

Eu não qu…

Uns têm coragem, outros deixam-se ficar. 1

TODOS LÁ P'RA TRÁS

(Pedro Abrunhosa/Pedro Abrunhosa)

Tenho medo de contar
O que acabo de assistir,
Um homem a trabalhar
E mais de vinte a dirigir,
Por decreto, tudo certo,
Diz a lei que assim se faz,
Até que o homem se fartou
E berrou
'Agora Todos lá p'ra trás!
Todos, Todos, lá p'ra trás,
Venham ver como se faz,
Todos, Todos lá p'ra trás!'

Vi a Geração Currículo,
Dez estágios no Japão,
Cinco cursos, doutorados,
Recibos verdes e pão,
Tudo às cegas, e os colegas,
Enterrados no sofá,
Voltam pra casa dos pais
Que fartos, berram:
'Agora Todos lá p'ra trás!
Todos, Todos, lá p'ra trás,
Estudou e é um incapaz,
Todos, Todos lá p'ra trás!'

Ah, se eu te dissesse
Tudo o que vai no meu país,
Ah, se eu conseguisse,
Matar o mal pela raiz.
E se tu viesses
Também beber desta euforia,
Os dois somos multidão,
E toda a gente gritaria:
'Agora Todos lá p'ra trás!
Todos, Todos, lá p'ra trás,
É a nossa vez, queremos Paz,
Todos, Todos lá p'ra trás!&…

Feira do Livro 2014

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Março vai a meio e na minha cabeça sempre cheia de palavras andam a pular expressões como "depósito legal", "Cenáculo", "Sala de leitura", "Cimélios", "Casa Forte", "Pólo de Valverde", "catalogação do depósito", "dia mundial da poesia", " Florbela Espanca"...

Até que saio para a rua e vejo a primavera a chegar. "Cheira a Feira do Livro", penso imediatamente. Mas não cheira. Ainda não enviei dezenas de emails que começam invariavelmente com " A Câmara Municipal de Moura vai promover, entre  --- e --- de Abril a nnª edição da Feira do Livro de Moura..." Ainda não recebi ficheiros de preços, nem caixas, nem imprimi milhares de talões para depois "andarmos à roda". Não fechei espectáculos nem desafiei ninguém.

Não tenho saudades, confesso, e perdoem-me a franqueza. Tive a minha conta, foram 19 edições da Feira do Livro e o "meu" modelo já estava gasto. Novas op…

Guardar só o que é bom de guardar

Uma Biblioteca fora de si

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A 23 de Abril de 2014, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Pública de Évora inaugurará o seu primeiro pólo ou delegação nas instalações da União de Freguesias de N. Sra. da Tourega e N. Sra. de Guadalupe, sitas respectivamente nas localidades de Valverde e Guadalupe.

Esta parceria com a União de Freguesias é a primeira de muitas que esperamos estabelecer e permitirá criar uma nova relação de proximidade entre a Biblioteca e a comunidade que serve, aproveitando o vasto fundo documental que o depósito legal nos proporciona e colocando-o ao serviço da população.

O funcionamento dos dois postos de atendimento deste Pólo será assegurado pela União de Freguesias, cabendo à BPE a colocação e gestão do fundo documental. Em ambos haverá um sector infanto-juvenil e um sector de adultos, bem como uma zona de publicações de referência. O acesso é livre e gratuito e a requisição de livros implica apenas a obtenção do cartão de leitor da BPE, que pode ser feita presencialmente ou via internet, na n…

8 de Março, na Biblioteca Pública de Évora

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Gosto disto

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A Câmara Municipal do Porto vai assumir a organização da Feira do Livro do Porto, garantindo assim a sua realização, desta vez nos Jardins do Palácio de Cristal, entre 5 e 21 de Setembro. É muito bom ver a autarquia chamar a si a organização de um evento com este. Significa que o valoriza e o considera imprescindível. Quando o que é comum é o desinvestimento, este é um bom sinal. Parabéns pela coragem da decisão.


Petição pela manutenção da equipa técnica da Biblioteca Municipal da Nazaré

Peço a todos os amigos e conhecidos que assinem e divulguem a petição pela manutenção da equipa técnica da Biblioteca Municipal da Nazaré, acessível neste endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72756

Relembro que este equipamento, de grande qualidade, foi financiado pelo Estado Português (leia-se contribuintes), para funcionar como Biblioteca Pública e servir a comunidade do concelho da Nazaré. O facto de existir um contrato-programa assinado parece infelizmente não conseguir impedir o desmantelamento progressivo do serviço e a sua adaptação para outros fins, que nada têm a ver com o projecto que mereceu o financiamento. É, afinal de contas, uma questão de cultura e respeito pelos compromissos assumidos. Ou será melhor dizer "de falta de cultura e falta de respeito pelos compromissos assumidos"?


Pedido de ajuda

Divulgo o pedido de uma amiga. O equipamento aqui pedido faz falta na zona do Minho.

Peço a quem possa ajudar ou saber quem possa ajudar/dar/emprestar, o seguinte material:
(por ordem de necessidade prioritária):
- 1 cadeira de banheira (o ideal seria 1 assento de banho giratório com encosto). Permite da cadeira de rodas, colocar no assento giratório que, por sua vez, desliza para o centro da banheira;
- 1 cadeira sanitária
- 1 cadeirão reclinável

Clap along, if you know what happiness is to you

Coisas que me passam pela cabeça

Não pode haver uma pessoa que, sendo minimamente normal, e carregando já nos ombros o peso de se chamar Zélia, se apresente como Zelinha. Não pode.

O Conto Tradicional

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O CONTO TRADICIONAL
MEMÓRIA | IDENTIDADE | PARTILHA


CONVENTO DOS REMÉDIOS
ÉVORA 13 DE FEVEREIRO A 30 DE ABRIL DE 2014

PROGRAMAÇÃO GERAL

EXPOSIÇÕES
13 Fev a 30 de Abril




Programação para MARÇO

Dia 1 (Sábado) 16:00 – Marionetas pelo TRULÉ – “Bonecos do Mundo”
Dia 5 (4.ª Feira) 18:00 – Tertúlia “TEATRO / ANIMAÇÃO CULTURAL”
Dia 8 (Sábado) 16:00 – Marionetas pelo TRULÉ – “Bonecos do Mundo”
Dia 11 (3.ª Feira) 18:30 – Cinema “A PRINCESA PELE DE BURRO” de Jacques Demi
Dia 12 (4.ª Feira) 18:00 – Tertúlia “OS CONTOS E A MÚSICA CLÁSSICA” (audição)
Dia 15 (Sábado) 16:00 – Workshop Pim Teatro – “Histórias do Arco da Velha”
Dia 18 (3.ª Feira) 18:00 – Roda de Contos
Dia 19 (4.ª Feira) 18:00 – Tertúlia “LITERATURA E POESIA”
Dia 22 (Sábado) 16:00 – Pim Teatro – “O AUTO DE S. MARTINHO”
Dia 25 (3.ª Feira) 18:30 – Cinema “A FLAUTA MÁGICA” – Ingmar Bergman
Dia 26 (4.ª Feira) 18:00 – Tertúlia “EDUCAÇÃO FORMAL / NÃO FORMAL”
Dia 29 (Sábado) 16:00 – Workshop Pim Teatro – “HISTÓRIAS  DENTRO DE UMA CAIXA”

2 meses

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Dois meses depois do meu primeiro dia na Biblioteca Pública de Évora, preparamos a reabertura das portas amanhã com um aspecto ligeiramente diferente. É a primeira de várias etapas que já estão delineadas no percurso da BPE para os próximos anos.

É importante hoje dizer o seguinte: Seja qual for o caminho percorrido durante a minha presença aqui, é possível fazê-lo porque outros trouxeram a BPE até este ponto. Se o serviço de empréstimo domiciliário não tivesse sido criado há uns anos, hoje era impossível repensar e redistribuir este serviço. Se hoje estamos a tentar criar um sistema de catalogação sistemático, é porque já alguém antes havia iniciado esse esforço e criado um catálogo informatizado. Se vamos avançar na criação de melhores condições para o fundo patrimonial, é porque ele foi preservado e salvaguardado para chegar até aqui. Se a Biblioteca é considerada como um local privilegiado para a realização de actividades culturais, é porque, antes de mim, alguém criou nas pessoas…