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A mostrar mensagens de Junho, 2015

Prioridades

E se depois de uma visita guiada à Biblioteca, ao seu fundo patrimonial e à imensidão do fundo corrente daquela que é uma das 5 bibliotecas mais importantes do País (pelas minhas contas somos a 4ª) alguém que exerce a nobre função de Professor (e manda os alunos de castigo para a biblioteca) me diz: "Têm que pensar mas é em fazer uma biblioteca municipal com um bar", o que é que eu faço?

Ainda que não consiga perceber a importância da biblioteca, alguém acha razoável que, no estado em que isto está, se despreze uma biblioteca que recebe tudo - TUDO - o que é publicado em Portugal, que tem uma localização privilegiada e 210 anos de história para gastar o dinheiro que não temos a construir uma biblioteca municipal onde se tem que comprar tudo, incluindo os livros, só para dizer que temos um bar?





10 de Junho

Já houve um tempo em que quem nos governava era um farol inspirador.

É preciso manter a esperança,  mas também é preciso que cada um de nós cumpra a sua parte e não abdique de segurar o leme da nossa vida, com a nossa voz, o nosso voto, a nossa participação activa e cidadã.

Mostrengo

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?”
E o homem do leme disse, tremendo:
“El-Rei D. João Segundo!”

“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
“Quem vem poder o que eu só posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três veze…

Dra. Inês Parreira

Hoje a minha filha Inês queima a fita.

Foi um percurso muito difícil para ela, para mim, para os quatro. Há 14 anos, quando a nossa vida ficou virada do avesso, muita gente teve a enorme simpatia de me dizer “Nunca vais conseguir criar estes miúdos sozinha”, “Como é que tu podes pensar em pôr estes miúdos a estudar?” e outras pérolas do género.

Confesso que também me assustei. Fechei-me no quarto e chorei, chorei e chorei. Uma semana mais tarde e 11 quilos a menos, foi dessa escuridão que saí um dia para abrir a porta. Era a Professora Geninha, que tinha sido minha professora de português no secundário. Não quis entrar. Deu-me um pequeno ramo de flores e disse-me a palavra mágica: Coragem.

Nunca lhe consegui agradecer devidamente, porque cada vez que me lembro desse instante as lágrimas voltam, os dedos tremem e eu que nunca me calo, fico sem palavras. Obrigada Geninha. Obrigada, obrigada, obrigada.  Foi graças a essa palavra que no dia seguinte me levantei de manhã e fui trabalhar. A…

A "minha" Biblioteca

Imagem
(Basta clicar na imagem para aceder ao vídeo. Imagens no ínício do programa e ao minuto 6:50 da primeira parte e 7:20 da segunda parte )