domingo, 6 de março de 2011

209 mil euros que se tornaram Imateriais

Chamava-se Grupo de Trabalho para o Património Imaterial, custou ao Estado a módica quantia de 209 mil euros e tinha por objectivo um levantamento em «campo», «sistemático» e «tendencialmente exaustivo» do património cultural imaterial português. Foi extinto pelos seus criadores (Ministério da Cultura e das Finanças), depois de se concluir que não havia levantamento nenhum e que a sua actividade se tinha limitado a... uma reunião.
                         

sexta-feira, 4 de março de 2011

Concurso Nacional de Leitura - Provas distritais

Programa

30 de Abril de 2011


10h30
Pré-eliminatória dos alunos de 3º ciclo do Ensino Básico (dos 25 concorrentes, serão apurado sete)

11h30
Passeio de barco na Albufeira de Alqueva, para os alunos concorrentes, professores e membros do júri, oferecido pela empresa Aquaspace.

13h30
Almoço

15h30
Prova final, no Cine-Teatro Caridade para os sete alunos apurados na prova do 3º ciclo do Ensino Básico e para os sete finalistas de Ensino Secundário, apresentada por Jorge Serafim.

Entrega de prémios e diplomas de participação.
                  

Cão como nós



Pode vir a ser o best seller da Feira do Livro de Moura. Chama-se "O cão de Sócrates" e retrata a vida doméstica dos últimos seis anos no Palácio de S. Bento, pelos olhos de um cão.
A história começa quando o primeiro-ministro decidiu adoptar um cãozinho para alegrar os corredores da sua residência oficial. O rafeiro, criado na rua, chegou a São Bento como um animal «carente, sem confiança própria» e «sem aquela coragem canina que os donos tanto apreciam» nos cães. Mas o convívio com Sócrates transformou-o por completo. «Foi em São Bento que mudei de vida e de atitude. O contacto íntimo e diário com o primeiro-ministro transformou-me, fez de mim um cão novo, um cão moderno. Observando o meu dono, seguindo os seus ensinamentos e copiando os seus gestos e acções com uma paixão canina, deixei de sentir que todos os outros cães me eram superiores e passei a considerá-los inferiores. Deixei de os temer e passei a fazê-los sofrer. Tal como o sr. primeiro-ministro, tornei-me um animal feroz».

O cão de Sócrates conta, por exemplo, que foi ele quem roeu o certificado de habilitações do primeiro-ministro emitido pela Universidade Independente, que as páginas do SOL são utilizadas para apanhar os seus cocós, que foi treinado para mudar o canal da televisão sempre que aparece Manuela Moura Guedes - «aquela jornalista da TVI de boca enorme e olhos muito abertos» - ou que o primeiro-ministro se fechou numa sala no Parlamento para ver várias vezes a repetição dos corninhos de Manuel Pinho dirigidos ao líder da bancada comunista antes de o demitir.

O caso Freeport e a greve geral são outros dos momentos recordados nas páginas do livro. E nem sequer as perguntas que a Comissão Parlamentar de Inquérito enviou ao primeiro-ministro sobre o negócio Prisa/TVI foram esquecidas: «O meu dono estava extenuado. Desde os últimos exames que fizera, via fax, na Universidade Independente, para terminar o curso de engenheiro, que não fazia uma directa nem estudava tanto».

Mas o cão, tal como os portugueses, está desiludido, triste, desalentado. «Ao longo destes seis anos fiz tudo o que podia para agradar ao meu dono - abocanhei as canelas de alguns jornalistas, rosnei ao Presidente da República, mordi à chanceler Angela Merkel, passei pulgas para os líderes da oposição e comi os jornais com notícias desfavoráveis. Sacrifiquei-me pelo meu dono, mas para quê?»

Sócrates não se apercebe do estado depressivo do seu fiel amigo, mas, ainda assim, não o censura. «Se este é o mesmo chefe de Governo que durante meses e meses não se apercebeu de uma gigantesca e mortífera crise financeira que ia alastrando pelo mundo e pelo país como é que eu queria que ele se apercebesse da crise depressiva de um cão?».

«Há seis anos que sou o cão do sr. primeiro-ministro e o seu maior e mais fiel amigo de quatro patas apesar de, nos últimos meses, andar militantemente à procura de um novo dono. A verdade é que estou muito desiludido com ele. Eu sei que cerca de 10 milhões de portugueses também estão desiludidos com o meu dono e muito provavelmente também eles estão a tentar encontrar um novo dono para governar o país».
                      

quinta-feira, 3 de março de 2011

Que não haja dúvidas

Este post é para si.


Para si, que não leu Maquiavel, mas acha que é uma boa ideia dividir para reinar, mesmo desconhecendo as qualidades que deve ter um Príncipe. Para si, que não tem estratégia, nem visão, nem rumo, nem planeamento, nem intenções, contentando-se em sobreviver à custa das rasteiras que estende a quem passa por si.

É um post sobre a sua incompetência e intolerância, sobre a ganância cega que o leva a semear discórdia e injustiça, atirando para cima dos ombros a culpa que nunca é sua, a responsabilidade que nunca assume, porque nada, ninguém o pode desviar dos seus objectivos.

A posição confortável em que hoje se encontra traz-lhe falinhas mansas, sorrisos, palmadinhas nas costas, subserviência. Não se iluda. Eu sei que não consegue compreender a importância de Galileu, mas o que ele afirmava é mesmo verdade. O Mundo não gira à sua volta. Os mesmos fracos de espírito, destituídos de carácter que agora o adulam, serão os primeiros a apontar-lhe o dedo e a rir-se na sua cara quando finalmente cair do poleiro onde se encontra. E a queda, meu caro, é inevitável. É a lei da vida, compreende? É que apesar de tudo, você é apenas, e muito simplesmente, um imbecil.
                 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Feira do Livro de Moura 2011


(Cartaz elaborado no Sector Gráfico da C M Moura, por Luís Pedro Raposo)
                                    

Fico chateada, é claro que fico chateada.

O Correio da Manhã noticia hoje que os funcionários  públicos correm o risco de receber o subsídio de Natal em certificados do tesouro ou de aforro. Não há dinheiro.

Obviamente, o Governo apressar-se-á a vir a público desmentir esta falsidade e afirmar, com gestos contidos, a condizer com a seriedade do momento, que esta medida nunca passou pela cabeça do governo. Afinal, o nosso primeiro até iniciou uma campanha de reabilitação da imagem destes mártires...

Lá para Julho, talvez Agosto, o ministro Teixeira dos Santos começará a dar sinais públicos de preocupação. Entretanto, o assunto já deixou de ser novidade. Em vez do choque, a reacção será "Já aqui há tempos se tinha ouvido falar neste assunto... tinha de ser."

E pronto, cordeirinhos prontos para o abate, com o selo da incompetência que insistem em nos colar na testa, roubados uma e outra vez, lá vamos nós, sacrificar-nos mais um pouco, descer mais um degrau a caminho do inferno, para que BPNs e BPPs e Portucales e Freeports e Faces Ocultas continuem a ficar com o nosso dinheiro, com o dinheiro que é dos meus filhos, fruto do meu trabalho.
                   

terça-feira, 1 de março de 2011

Mudar para o quê?

O deputado social-democrata José Pedro Aguiar-Branco declarou hoje ao jornal Sol que «'Se o Governo não muda, é do interesse nacional mudarmos o Governo'.

Faz-me lembrar aquela anedota do homem que entrou num autocarro que por acaso estava vazio e sentou-se num dos muitos lugares disponíveis. A meio, apercebeu-se que a janela não estava bem vedada e que lhe chovia em cima. Queixou-se ao condutor e este respondeu-lhe:
- Oh homem, troque de lugar!
- Mas troco com quem, não há aqui mais ninguém...
               

BIBLIOTECAS: ESTAMOS DISPONÍVEIS

No dia em que as bibliotecas de todo o país podem voltar a reabrir ao público, mais de 100 mais de 400 personalidades de vários sect...