quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No mundo dos livros

Um dos melhores blogues que já encontrei, desde sempre, é a Livreira Anarquista. Por favor, não deixem de visitar, com regularidade (o link também está na barra lateral), para compreenderem melhor as agruras de uma livreira, que é como quem diz, de uma bibliotecária. Deixo-vos aqui um pequeno excerto, um de muitos que me fizeram rir a bom rir.

Ainda por cima, partilha integralmente a minha "estima" pela Nora Roberts, que eu acredito vivamente não ser uma pessoa, mas sim uma cooperativa de redactores cujos lucros são proporcionais ao número de páginas que escrevem.

FREGUESA: Eu queria “O Cigarro”, do Valter Hugo Mãe.
(…devia escrever o nome dele com minúsculas mas…não consigo!)
LIVREIRA ANARQUISTA: “O Cigarro” do Valter Hugo Mãe!?…não conheço nenhum livro dele com esse nome, mas vou investigar só para ter a certeza…
(…alguns segundos de pesquisa…)
LIVREIRA ANARQUISTA: Não, realmente não aparece aqui nenhum livro dele com esse título…não será de outro autor?
FREGUESA: Pois…não sei….era “O Cigarro“…
LIVREIRA ANARQUISTA: Poderá ser o “Diário de um Fumador”? (que era uma novidade e até estava na montra)
FREGUESA: Não… Oh, lembrei-me agora, não é “O Cigarro”! É “O Tabaco”!
LIVREIRA ANARQUISTA: “O Tabaco“…do Valter Hugo Mãe?
FREGUESA: Sim!
LIVREIRA ANARQUISTA: Pois…mas ficamos na mesma porque ele também não tem nenhum livro chamado “O Tabaco“…
FREGUESA: Mas eu tenho a certeza que tem “cigarro” ou “tabaco” no título…
LIVREIRA ANARQUISTA: Será a “Tabacaria”, do Fernando Pessoa?
(Ela abana negativamente a cabeça)
LIVREIRA ANARQUISTA: …ou “O Prazer de Fumar”?…ou o “Método Simples Para Deixar de Fumar”?…esse é muito procurado…
FREGUESA: Algum deles é do Valter Hugo Mãe?
LIVREIRA ANARQUISTA: Não. O mais recente do Valter Hugo Mãe chama-se “A Máquina de Fazer Espanhóis”, não tem mesmo nada a ver com o que a senhora procura…
FREGUESA (subitamente histérica): É ISSO MESMO! “A Máquina de Fazer Espanhóis”! É mesmo esse que eu procuro!
                                       
                 Os insondáveis mistérios do distúrbio associativo…

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cada vez gosto menos disto.

Primeiro, o Ministro suspendeu o encerramento já previsto de 654 escolas com menos de 21 alunos. Depois, soubemos que afinal, o encerramento de escolas ia prosseguir. Mais tarde, o número foi fixado em 266. E agora, já fala em 300... 
                       


Como já devem ter percebido, tenho um gostinho especial pela culinária. Sigo a série Masterchef (Austrália) há algum tempo (SIC Mulher) e agora, também na versão portuguesa na RTP.

É confrangedor ver como, apesar do enorme esforço da produção para que todas as condições sejam idênticas nas várias versões do Masterchef, os dois programas parecem a sorte grande e a aproximação.

Na versão australiana, o programa é apresentado por dois divertidos, competentes, porém humildes chefs (Gary Mehigan e George Calombaris), acompanhados por um emproado mas simpático crítico gastronómico (Matt Preston).

Os concorrentes conseguem competir em ambiente de entreajuda e equipa, e apesar das sucessivas provas e rondas eliminatórias, mantêm uma enorme solidariedade e amizade. Já experimentei a receita da Pavlova e de uns calamares muito mais fáceis e saborosos que os habituais.

Em Portugal, há 3 chefs donos da verdade absoluta, sem um pingo de simpatia, porque a produção destes programas acha que os concorrentes precisam de ser assustados e viver em pavor constante. A apresentação fica a cargo da bengala de serviço na RTP, Sílvia Alberto. As rondas eliminatórias desapareceram e foram substituídas pelas decisões absolutamente arbitrárias do júri, que já demonstraram bem as suas preferências e a protecção que dão a alguns concorrentes (que entretanto já andam às turras).

Na versão australiana, há Masterclasses, onde os concorrentes (e nós) aprendem a confeccionar vários pratos com os anfitriões do programa. Na versão portuguesa só há arrogância.

Até a forma como as provas são concluídas é diferente. Do sorridente "Step away from your benches", passou-se para um ameaçador "Ninguém toca mais nos pratos!"

Resultado: Da demonstração australiana de que a cozinha pode ser um lugar feliz, passa-se para a versão portuguesa da cozinha como um lugar de sofrimento. Que pena...
                         

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ainda o BPN

Depois de ter adquirido o BPN por apenas 1,66 % do valor que o Estado Português (leia-se os contribuintes portugueses) injectou naquele Banco, e de ter declarado o despedimento iminente de 750 trabalhadores, o Administrador do BIC sai-se com esta:




É preciso descaramento!
                 

Para começar bem um fim-de-semana prolongado


   

Bom dia, boa semana!

Uma diferença insignificante de 2 360 000 000 euros

Definitivamente, não consigo compreender estes negócios da alta finança. Se nós pagámos 2,4 mil milhões de euros para evitar a falência do BPN, porque é que ele foi vendido por apenas 40 milhões à filha do José Eduardo dos Santos?

       

BIBLIOTECAS: ESTAMOS DISPONÍVEIS

No dia em que as bibliotecas de todo o país podem voltar a reabrir ao público, mais de 100 mais de 400 personalidades de vários sect...