quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Este país não é para doentes

São 8 e pouco da manhã, estou num hospital público português. Ao meu lado está um casal a falar baixinho com ar preocupado. As análises de rotina, realizadas no hospital, custaram a módica quantia de 24,68 €. No guichet está outro casal. A funcionária pede-lhes 68 euros pelas análises que constam da requisição. Não vinham preparados, pedem desculpa e vão ao multibanco levantar dinheiro.

Agora é quase meio-dia e estou no balcão de marcação de análises e exames. À minha frente está um senhor de idade. Tem vários exames externos para fazer, porque o hospital público não tem os meios e a capacidade de resposta que seria desejável. Um dos exames é em Algés e o senhor pede transporte. “Já não há, só podemos pedir transporte para doentes acamados”, responde a funcionária, “Se quiser transporte agora, tem de pagar do seu bolso. Não tem ninguém de família que o leve lá?” O senhor diz que não, não tem ninguém. “Vá procurar o seu médico, explique-lhe a situação, pode ser que ele ainda lhe passe uma requisição…” Ao lado está outra senhora a marcar análises, a quem pedem mais 21 euros.

É este o serviço nacional de saúde, que desejámos público e tendencialmente gratuito? É este o Estado social de que tanto ouço falar nas notícias? 

Anda toda a gente preocupada com os impostos que poderão vir a taxar as heranças deixadas por quem morre (se há herança é porque havia património) e ninguém se lembra dos que ainda estão vivos?
                        

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Recebido via e-mail

Obriga-me a ética pela qual tento pautar a minha vida a publicar o seguinte e-mail, cujo autor não se identifica:


Exma Senhora Zélia Parreira.
Não pode o CDS deixar passar em claro, a sua postagem de 17 de Agosto de 2011.
É Vossa Excelência livre de fazer os considerandos que entender relativamente aos assuntos que entender. Inclusivamente os que dizem respeito à Conselheira Nacional e Presidente da Distrital de Beja do CDS e ao próprio em si. Contudo somos também nós  e a visada livres, de agir em conformidade.
Quando refere "Tiros nos Pés", há depreensão de uma certeza, e de um julgamento. Não é bom acrescentar um Ponto a um Conto, sem conhecer em pormenor toda a história. Para julgar existem as autoridades competentes, que melhor do que ninguém são conhecedoras da matéria de facto.
Quando diz "Há pessoas que não conseguem manter-se afastadas de polémicas", mais uma vez influi, opinião pessoal, sobre uma pessoa em particular, representante de uma instituição, com um propósito no minimo pouco abonatório.

Posto isto, e reportando-nos ao link a que Vossa Excelência indica, sobre a palavra polémicas, nomeados que estão os principais cargos, provou-se, muito mais do aquilo que a Presidente da Distrital de Beja havia dito há rádio Pax. O CDS, ficou no Alentejo, com as principais Direcções Regionais. Quando aqueles comentários que tanta celeuma e opinião sem nexo deram a nível nacional, mais uma vez estavam a acrescentar um Ponto quando não conheciam todo o Conto.

Com os melhores cumprimentos, CDS Beja.

Vou reler outra vez, não sei se compreendi bem, confesso.

                  

Balanços

Tenho esta mania de fazer balanços. Nas épocas festivas, nos dias de aniversário, os outros festejam e riem e eu passo o tempo a fazer balanços. O que fiz, o que poderia ter feito, o que ainda não consegui fazer, o que já vou perdendo a esperança de conseguir.

Nos últimos dias tenho dado comigo a avaliar mais vezes do que gostaria, se vale a pena continuar com este blogue. Até aqui o balanço tem sido muito positivo, mas começo a duvidar que seja sempre assim.

Sei que os tempos que aí vêm não serão fáceis porque esta treta de ter opinião e expressá-la descaradamente não é bem aceite, essa é que é a verdade. Toda a gente tem algo a dizer sobre tudo, mas ninguém, ou quase ninguém, consegue tolerar diferenças de opinião. E vai daí, acham que podem ofender e humilhar, a coberto do anonimato.

Assumo tudo o que aqui disse. Toda a gente me conhece, o meu nome está identificado, o meu email também. Quando erro, admito o meu erro e peço desculpas. Não posso evitar o chavão, quem nunca errou que atire a primeira pedra. O problema é que quem atira as pedras, esconde a mão porque sabe que já errou muito, e continua a errar. São normalmente seres covardes, frustrados e infelizes. Se tivessem um pingo de amor-próprio não teriam problema em dar a cara pelo que escrevem.

E eu, sinceramente, começo a não ter paciência. Já me chegam as preocupações da minha vida - que não são poucas -, o cansaço do trabalho e a responsabilidade de tomar conta da minha família. Tenho muito orgulho no meu percurso de vida e como tal, não estou disposta a permitir que qualquer imbecil me venha incomodar.

Não gosto de tomar decisões definitivas, até porque nunca as cumpro. A vida vai-me encaminhando para o rumo que tem de tomar, e com este blogue também será assim. Para já, pus fim aos comentários anónimos. O que se segue, logo se vê.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ok, vou comentar o jogo de ontem

Ain...*


*Suspiro profundo, acompanhado de um acentuado descair de ombros e uma expressão de desalento na cara.
             

domingo, 28 de agosto de 2011

É a vida...




Need I say I love you
Need I say I care
Need I say that emotion’s
Something we don't share
I don't want to be sitting here
Trying to deceive you
Cos you know I know baby
I don't wanna go.


We cannot live together
We cannot live apart
That's the situation
I've known it from the start
Every time that I look at you
I can’t see the future
Cos you know I know baby
I don't wanna go.


Throwing it all away
Throwing it all away
Is there nothing that I can say
To make you change your mind
I watch the world go round and round
And see mine turning upside down
You're throwing it all away.


Now who’ll light up the darkness
Who will hold your hand
Who will find you the answers
When you don't understand
Why should I have to be the one
Who has to convince you
Cos you know I know baby
That I don't wanna go.


Someday you'll be sorry
Someday when you're free
Memories will remind you
That our love was meant to be
Late at night when you call my name
The only sound you'll hear
Is the sound of your voice calling
Calling after me.


Just throwing it all away
Throwing it all away
There's nothing I can say
You’re throwing it all away.

sábado, 27 de agosto de 2011

...

Jogamos todos os dias à defesa. Vestimos a armadura de manhã e carregamo-la orgulhosamente até à noite, ao instante em que finalmente podemos descansar e respirar, descair os ombros e parar de fingir que somos fortes e invencíveis e que aguentamos tudo. Alguns de nós até se dão ao luxo de chorar nesse momento, outros simplesmente afundam a cabeça na escuridão, esperando que no dia seguinte o milagre aconteça e a vida se transforme naquilo que sonhámos que seria. 

E depois há imprevistos. Alguém diz em voz alta aquilo que tanto nos esforçamos por calar. O vídeo deve estar a aparecer aí pela internet. Procurem a entrevista de Carla Andrino ao programa Alta Definição.
                                            

BIBLIOTECAS: ESTAMOS DISPONÍVEIS

No dia em que as bibliotecas de todo o país podem voltar a reabrir ao público, mais de 100 mais de 400 personalidades de vários sect...