A da abstenção, pois claro. Foi a vitória dos que não querem saber, dos que mudam de canal porque estão fartos de telejornais, dos que reclamam nas esplanadas, dos que partilham incentivos à extinção da assembleia da república e à aniquilação imediata de todos os deputados, dos que insistem em dizer que os políticos são todos iguais.
Felizmente, os eleitores ainda não são todos iguais. Ainda há alguns que insistem em ter uma palavra a dizer, e o que ontem disseram foi surpreendente. Após 3 anos de sobrevivência difícil, de sacrifícios impensados, de medidas que trouxeram tantos milhares de portugueses para a rua em protesto, seria de esperar uma adesão em massa à suposta alternativa. Mas à "mudança" os portugueses disseram Nim.
Enquanto ouvia os resultados e as declarações, só me lembrava do serpentear que os balões fazem quando os desapertamos. Dão voltas e mais voltas enquanto perdem todo o gás que lhes resta. Não se arranja uma botija de oxigénio nova?
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Pois é ... "Criaram" a ideia aos cidadãos que não há "almoços de borla" ... ou seja que importante é estar bem e antes de mais deixar os nosso bem, bem colocados, bem arrumadinhos ... Precisamos da nova geração para um novo paradigma. É mais fácil destruir do que fazer de novo e bem.
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