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A mostrar mensagens de Junho, 2011

Este país não é normal... - 2

Depois de tanta tinta ter corrido sobre a trágica morte do jovem cantor e actor Angélico Vieira e de um dos passageiros que seguiam no carro, eis que hoje, surge isto:

Uma miúda de 18 anos, sem carta, resolve acelerar a fundo na A24, transportando uma irmã de apenas 1 ano e a ama da criança. Despistou-se e, para não ser apanhada sem carta de condução... fugiu.

A bebé tem um traumatismo craniano, e a irmã, se eu a apanhasse aqui à minha frente provavelmente ficava com outro, porque levava tantas...

Este país não é normal... - 1

Já não bastava a arrogância da ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que se recusou a passar a pasta a Francisco José Viegas alegando que "Ministro não passa pasta a Secretário de Estado". 


Agora ficámos a saber que o governo socialista mandou apagar dos computadores dos funcionários de vários ministériostoda a informação que mantinham nos computadores com que trabalhavam, o histórico dos emails profissionais, a lista de contactos e até tudo o resto que continham nos discos rígidos

Quando o futebol é o que menos importa no campeonato

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Ainda sou do tempo em que não havia televisão por cabo. Nessa época, era comum nas tardes de Domingo, ver os homens sentados nos bancos da Praça ou do Jardim com o rádio colado ao ouvido, ou pousado entre eles, enquanto os locutores relatavam com emoção as jogadas dos heróis da bola.

No estúdio havia uma espécie de maestro, que coordenava a emissão, passando de um estádio para o outro. De vez em quando, aquele grito. "Goooooooooooooooloooooooo!". O relato que estava no ar era subitamente interrompido e a atenção desviada para o estádio onde, graças à magia de um qualquer pontapé, a bola acabava de entrar na baliza.

O futebol era por isso uma das definições das tardes de Domingo, a que se juntavam as bolachas recheadas de chocolate do Sr. Nicolau, à porta do Jardim e, lá mais para a tardinha, as matinés d'Os Amarelos.

Agora, o futebol é à noite e a horas tão óbvias como 19:15 ou 20:45, para fazer coincidir os intervalos cheios de publicidade com as horas certas do relógi…

É o que dá ter amigos arquivistas...

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Guardam tudo... e depois encontram!


Jornada de Reflexão BAD em Moura

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2ª Jornada de Reflexão Construir comunidades, reforçar o reconhecimento profissional
Biblioteca Municipal de Moura (Cine-Teatro Caridade) 2 de Julho de 2011

OBJECTIVO DO ENCONTRO Promover a reflexão e o debate em torno do tema desta Jornada; Orientar resultados do encontro para a estratégia da Associação; Agregar/envolver associados e potenciais associados na reflexão e conhecer as suas necessidades, interesses e perspectivas.
ORGANIZAÇÃO DO EVENTO
Sessão plenária seguida de duas sessões paralelas, de acordo com os seguintes temas, numa tentativa de orientar a reflexão para o caso BAD e a montagem da sua nova estratégia:
TEMA  1
Interior/litoral: uma profissão a duas velocidades?
Existem diferenças entre o exercício da profissão de I-D no interior e no litoral do país? Que oportunidades e vantagens, em ambas as situações? Qual o papel da BAD para amplificar as boas práticas/iniciativas inovadoras e atenuar eventuais desvantagens existentes?  Coordenação: Nuno Marçal (moderador), Dora Pereira e Nuno…

O que nos espera

Ser ou não ser, eis a questão

Centenas de pessoas concentraram-se na noite de segunda feira, junto do Hospital de Santo António, no Porto, para uma vigília de apoio ao cantor Angélico Vieira.Já sei que vou ser mal interpretada, mas mesmo assim, vou dar a minha opinião. Assim como assim, estou em minha casa, não é verdade?

Ainda bem que há tanta gente preocupada com o estado de Angélico Vieira. Eu, aqui nos confins do Alentejo profundo, também desejo que recupere e sobreviva. Mas não consigo deixar de me sentir revoltada (sempre tive esta mania de alinhar com os mais fracotes e impotentes) por ninguém se importar com a miúda que também está internada em estado grave e sobretudo com a "pessoa" que morreu vítima da irresponsabilidade de um jovem que tinha tudo nas mãos, mas optou por conduzir a alta velocidade, sem cinto de segurança, num carro que não era seu e que nem tinha seguro de responsabilidade civil.

Um jovem que é, como toda a sua "geração morangueira" um exemplo seguido pelos adolescent…

Liberdade de expressão

Bernardo Bairrão era administrador do grupo Media Capital, que detém a TVI. Foi convidado para um lugar de Secretário de Estado no Ministério da Administração Interna e depois, apenas algumas horas depois, foi substituído por Filipe Lobo d'Ávila sem sequer ter tomado posse.

Tudo porque foi impaciente e resolveu começar a emitir opiniões - antes de estar no lugar - contrárias à privatização da RTP, e portanto, à opinião daquele que é agora o grande líder.

"Ou estás comigo, ou estás contra mim", outra vez?

15 poemas, 75 dias, 75 pessoas

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A última semana de Um poema por dia está aí. Durante 75 dias ouvimos 15 poemas ditos por 75 pessoas oriundas das mais diversas áreas e sem estatuto profissional de declamadores. Poemas simplesmente ditos. Uma ideia óptima e muito simples, que só peca por chegar ao fim.

Podem rever os vídeos aqui. Eu escolhi este:


Bom fim-de-semana

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Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...

1968-1991-2011

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A "minha" Biblioteca celebra hoje 20 anos sobre a inauguração da 1ª fase das obras de remodelação que lhe permitiram estar no grupo das primeiras, a nível nacional, a integrar a Rede de Bibliotecas Públicas portuguesa.


A "minha" Biblioteca está a estourar pelas costuras. Durante estes vinte anos, crescemos de todas as formas possíveis, recusando aceitar os limites impostos pelas grossas paredes que a protegem. Estendemo-nos a todas as freguesias do concelho (caso raro, senão único em Portugal), fomos às escolas e criámos parcerias inéditas e exemplares com a Rede de Bibliotecas Escolares. Reformulámos serviços e implementámos projectos de promoção e difusão da leitura. Criámos o primeiro catálogo colectivo concelhio online a nível nacional e somos referência no funcionamento em rede. Fazemos uma das melhores feiras do livro do país e mantivemos sempre a "porta aberta", de acordo com os preceitos do Manifesto da UNESCO para as Bibliotecas Públicas


Durante…

Para as minhas passageiras de ontem

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Casa onde não há pão...

Francisco Louçã está desnorteado. O carisma do político sem gravata foi-se e o Bloco de Esquerda afundou.

A polémica agora é com Rui Tavares, que alegadamente terá dado indicações erradas numa entrevista, omitindo o nome de Fernando Rosas enquanto fundador do Bloco e substituindo-o pelo de Daniel Oliveira. Ora Rui Tavares diz que nunca disse tal coisa e Francisco Louçã, qual adolescente amuada, tratou de o desancar via Facebook. Os pedidos de desculpas e tentativas de conciliação que supostamente se sucederam não deram em nada e agora, na sequência desta questão de suprema importância, Rui Tavares, eurodeputado eleito pelas listas do Bloco de Esquerda resolve desvincular-se do partido que o elegeu, e assumir-se como eurodeputado independente, alinhando no Grupo político dos Verdes europeus. Diz que "perdeu a confiança pessoal e política".

E agora, pergunto eu: O senhor Rui Tavares, a quem eu até dava razão nesta quezília ridícula, acreditará que as pessoas que votaram no Blo…

Também acho que o dinheiro gasto em bibelots é um desperdício

E além disso, ainda é preciso andar sempre a limpar-lhes o pó... Uma desilusão para os que estavam à espera dos tais "lugares".


Passos Coelho já não nomeia novos governadores civis

Uma boa notícia - Parte II

O jornal Sol dá conta das intenções expressas no programa do novo Governo sobre as medidas a tomar na área da Cultura. Considerando ser «fundamental restaurar a identidade cultural e o prestígio dos teatros nacionais debilitados por políticas erráticas e irracionais», defende-se o «aperfeiçoamento do estatuto dos profissionais das artes», e aposta-se «na divulgação internacional dos criadores portugueses», e sim, muito importante, «completar a Rede de Bibliotecas Municipais»


É preciso lata!

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Ainda haverá esperança?

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Ainda é possível resistir a quem prefere atalhos para chegar aos objectivos?

O dia de hoje faz-nos pensar que sim. Fernando Nobre, depois de perder as eleições para primeira figura da Nação, falha a eleição para segunda figura do Estado e o Conselho Pedagógico do Centro de Estudos Judiciários deliberou que os candidatos a magistrados vão ter de repetir o exame do copianço que, pasme-se, era de cruzinhas...

Sim, ainda pode haver esperança.


Pobre República

Com o país a viver uma das maiores crise de que há memória, damos-nos ao luxo de continuar a comemorar a República, apesar de o ano de 2010 já se ter despedido há muito.

Há quanto tempo duram estas comemorações? Quantos salários principescos temos pago, a começar pelo ilustre Comissário Artur Santos Silva? Quantas pessoas estão envolvidas nesta estrutura? Não acham que já chega?

É hoje

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A todos os deputados que hoje iniciam as suas funções, votos de bom trabalho, e sobretudo, que não se esqueçam - cada um deles - que estão a representar milhares de pessoas que neles confiaram.

Uma boa notícia?

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Enquanto escritor, Francisco José Viegas manifestou-se várias vezes, pública e inequivocamente, contra a anunciada extinção da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Congratulou-se com a suspensão do processo e agora, daqui a dois dias, na qualidade de Secretário de Estado da Cultura, vai ter nas mãos a possibilidade de anular uma má decisão do anterior governo, optando por manter (e até reforçar) a DGLB.

Será a preocupação economicista suficiente para abafar a consciência de um homem, ou vamos ter finalmente, um boa notícia?


(Notícias dos protestos aqui, aqui e aqui.)

Mais uma crónica de Manuel António Pina

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Aqui, sobre isto.

Sopa de espinafres

Ela chegou primeiro, de mão dada com a filha. Vinha da caminhada, equipamento desportivo, calças justas e t-shirt a deixar ver o umbigo. A menina, que soube mais tarde chamar-se Inês, tinha aquele corpo rechonchudinho próprio dos seus 7 ou 8 anos, óculos e um equipamento cor-de-rosa.

A mãe olhava em volta sem parar, enquanto passava as mãos pelo cabelo. Sentou-se numa mesa e foi nessa altura que ele apareceu. Certificou-se que estacionava no lugar que lhe permitia dar o menor número de passos possível até chegar à mesa, abriu a porta traseira e deixou sair dois miúdos, rapazes.

O comportamento dela, típico de uma fêmea à procura de acasalamento, fez-me pensar que era uma nova família em constituição. Ela com a filha dela, ele com os filhos dele, numa acção de charme infantil, sexta-feira ao final da tarde na esplanada do McDonald´s. Mas rapidamente percebi que não. A cabeça dela continuava à roda como um cata-vento e ele emitia pouco mais que monossílabos. Afinal eram um casal em fina…