segunda-feira, 18 de abril de 2016

+ Biblioteca, mais perto de si!


Rede de Leitura Pública de Évora 

1.    Bibliomóvel Loja dos Sonhos
2.    Pólo de Valverde
3.    Pólo de Guadalupe
4.    Pólo do Tribunal da Relação de Évora
5.    Pólo do Bacelo
6.    Pólo da Senhora da Saúde
7.    Pólo da Horta das Figueiras
8.    Núcleo da Biblioteca Escolar da ES Severim de Faria
9.    Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Santa Clara
10.  Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Conde de Vilalva
11.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício
12.  Pólo de Leitura da Associação É Neste País
13.  Pólo de Leitura da EMBRAER
14.  Pólo de Canaviais (a inaugurar no dia 21 de abril)
15.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Colégio Salesianos de Évora
16.  Pólo de Azaruja (a inaugurar em Setembro)

17.  Pólo do Estabelecimento Prisional de Évora

Pólos em preparação: Jardim Público; Vendinha;

domingo, 17 de abril de 2016

Brasil, Abril de 2016

 
 
Por defeito de formação, tendo a pensar de que forma serão descritos nos livros de História, daqui a muitos anos, os acontecimentos de hoje. 
 
O que dirão, no futuro, os livros de História sobre o dia de hoje no Brasil? A muitos anos de distância, longe da emoção de quem vive os acontecimentos, tão distantes da esperança de quem saiu da pobreza extrema nos últimos anos, como da ânsia de poder de quem perdeu nas urnas, que dirão os historiadores?

E como contarão o restabelecimento dos laços entre os brasileiros, agora divididos por um muro, com amizades de uma vida destruídas em público, no palco das redes sociais?

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Declaração de interesses




Sou franca, directa e, por isso, inconveniente. A coisa piora quando o que está em causa é realmente importante para mim. Sou absolutamente insuportável em tudo o que diz respeito aos meus filhos, à Biblioteca, ao Alentejo e ao Sporting (por esta ordem).

Procuro, especialmente nestas coisas que verdadeiramente me importam, ser a maior crítica, para poder corrigir o que está mal, para não ser apanhada na curva, iludida com o aparente sucesso daquilo de que tanto gosto. Foi  por isso que me tornei excepcionalmente exigente em relação aos meus filhos, que penso e pondero tudo o que não está bem nas Bibliotecas (começando pela parte que me diz directamente respeito), que tento todos os dias valorizar o Alentejo e que me farto de rir com as asneiras do Mister JJ.

Percebo que algumas das coisas que digo são incómodas, inconvenientes. Compreendo que, no mundo do politicamente correcto, a crueza das minhas observações não seja bem interpretada. Como não sou de meias palavras, vou directa ao assunto:

Não tenho qualquer ambição de progressão (mais ou menos rápida) no domínio das Bibliotecas. Não estou a mostrar serviço com nenhuma intenção (mais ou menos oculta). Não aspiro a nenhum lugar de topo em nenhuma hierarquia. O sonho da minha vida, como é público, chama-se Biblioteca Pública de Évora, e estou a vivê-lo.

Todos os comentários, todas as críticas, todas as observações que faço sobre Bibliotecas, são com intenção de contribuir para o debate e acordar consciências. Lamento que a uns isso seja considerado como assertividade e a outros seja colado o rótulo de "ela anda atrás de qualquer coisa". Nem desta Biblioteca, pela qual esperei a vida toda, eu andei atrás. Apareceu no meu caminho e eu agarrei a oportunidade com todo o empenho possível.

Às vezes, as coisas são mesmo o que parecem. Não há esquemas nem teorias de conspiração. Aqui só há uma bibliotecária muito apaixonada pelo seu trabalho e muito orgulhosa da sua missão.

Podia, a partir de aqui, andar a lamentar-me pelos cantos sobre injustiça e outras tretas. Não o farei. Até posso, por momentos, ceder à tentação, mas depois vem esta força lá de dentro que me diz "Deixa-te de queixinhas, vai mas é trabalhar!". E eu vou.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pólo a pólo. Em Abril, voz aos livros!

Até podia escrever aqui quarenta e sete parágrafos sobre o verdadeiro deslumbramento que é trabalhar na Biblioteca Pública de Évora, mas isso, quem aqui vem, já está farto de saber. Por isso hoje quero falar do deslumbramento que é "fazer biblioteca" em Évora. Não, não é bem a mesma coisa. Eu vou explicar:

Fazer Biblioteca em Évora é ter uma reunião com um/a Presidente de Junta de Freguesia e ver um Pólo nascer antes de a reunião terminar. É ter uma conversa com um/a professor/a bibliotecário/a e ver um projecto de colaboração a despontar. É atender um telefonema e desligar com uma nova possibilidade no ar. É falar da importância da envolver a comunidade, de abraçar a cidade e o concelho neste esforço colectivo de fazer acontecer leitura, conhecimento, informação e receber de volta isto que aqui vos deixo.

Évora, de pólo a pólo, a celebrar Abril do livro e das leituras em liberdade.

Pólo A Pólo - Abril, Voz aos Livros | Parte 1, de 2 a 15 de Abril

sábado, 2 de abril de 2016

Pedro, 18


Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. Sou agora a mãe orgulhosa de três adultos.

Quando vamos na rua, já sou a mais baixa da família, mas cá dentro, onde se guardam as lembranças, as dores e as gargalhadas, continuo a ser  o colo, o amparo, o abrigo e sim, a autoridade que nenhuma maioridade certificada por bilhete de identidade alguma vez me retirou. Cá dentro eles são ainda tão pequeninos e eu continuo - e continuarei - a usar as expressões que eles usavam quando eram do tamanho que ainda têm, aqui dentro.

Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. É carinhoso (quando ninguém está a ver), bem-humorado e bom companheiro. É teimoso, obstinado e orgulhoso. Amadureceu tanto nos últimos meses, longe de mim... criou asas, está a voar.

Quero que saibas que tenho muito orgulho em ti, filho. E que confio em ti. E que estarei aqui sempre, sempre.

Parabéns!

 

 


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Amanhã é Dia Internacional do Livro Infantil

Todos os anos o International Board on Books for Young People (IBBY) divulga uma mensagem para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado a 2 de Abril, data do nascimento de um dos mais importantes escritores de livros infantis de sempre, Hans Christian Andersen. De todas as mensagens, a minha preferida é esta, por isso, aqui a deixo outra vez em jeito de celebração.
 
«Que haverá nos livros?»

«Que haverá nos livros? – costumava perguntar a mim mesma, quando tinha três ou quatro anos, sentada no meu banquinho na livraria dos meus avós.

Atrás da caixa, sentava-se a avó. Do outro lado do balcão, a minha mãe esperava os clientes. Por detrás dela, as estantes chegavam até ao tecto e, para se poder alcançar os livros das prateleiras de cima, uma grande escada, suspensa de uma barra de ferro por dois ganchos, deslizava da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Não pensem que me aborrecia! Quando um cliente entrava na loja, eu punha-me a adivinhar irá escolher um livro das estantes inferiores ou interessar-se-á por algum colocado nas de cima?

Jovem, ágil e inteligente, a minha mãe sabia onde se encontrava cada livro, subia a escada se necessário, descia com um livro de capa azul, vermelha ou dourada e colocava-o diante do comprador. Eu sentia-me orgulhosa da minha mãe e cada vez me interessava mais e mais pelo que pudesse existir nos livros. Nas filas de baixo, também os havia de capa azul, vermelha ou dourada, cheios de letras negras, pequeninas, mas nenhum tinha desenhos tão bonitos como os meus!

Em minha casa toda a gente lia. A minha mãe, o meu pai, os meus avós. Ao observar os seus rostos inclinados sobre um livro, ao ver que às vezes sorriam, que outras vezes se punham sérios, e que em certos momentos viravam a página com uma atenção tensa, interrogava-me: Por onde andarão? Se lhes falo, não me ouvem e, quando por fim me prestam atenção, parecem acabados de sair de algum lugar distante. Por que não me levam com eles? Que existe afinal nos livros? Qual é o segredo que não me querem contar?

Mais tarde aprendi a ler. E descobri, enfim, o segredo dos livros. Descobri que neles estava tudo. Não apenas fadas, gnomos, princesas e bruxas malvadas. Também lá estávamos tu e eu com todas as nossas alegrias, as nossas preocupações, os nossos desejos, as nossas tristezas; o bem e o mal, a verdade e a falsidade, a natureza, o universo. Tudo isso cabe nos livros. Abre um livro! Ele partilhará contigo todos os seus segredos.»

Éva Janikovszky Malasartes

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...