terça-feira, 31 de julho de 2012

É só para avisar quem vai de férias

Que tudo estará diferente quando regressarem. As novas regras do código do trabalho entram em vigor amanhã e as alterações são todas favoráveis. A alguém, não a nós, trabalhadores.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

11º Congresso BAD


Já está disponível a lista das propostas (comunicações, posters e painéis) aceites para o 11º Congresso BAD, que se realiza de 18 a 20 de Outubro de 2012 na Fundação Calouste Gulbenkian. Eu e as minhas leis também lá estamos.

domingo, 29 de julho de 2012

Pois...


Carta aberta a António José Seguro

(Não comecem já a esbracejar porque dói-me muito a cabeça.)

Caro Tó-Zé

Como sabe, em tempos simpatizei consigo. Ainda simpatizo, não acredito que haja alguém em Portugal que não sinta alguma empatia consigo, porque você (posso tratá-lo assim?) é um rapaz simpático. O que é surpreendente é, considerando o ano horrível que acabamos de passar e somando-lhe as perspectivas negras dos meses e talvez anos que aí vêm, que você não consiga descolar nas sondagens.

Está a ver, o problema pode ser esse, você é só um rapaz simpático. Às vezes quer fazer cara de mau, mas não consegue e depois toda a gente fica cheia de pena de si enquanto comentam em voz baixa (às vezes não tão baixa) que o Tó-Zé não tem estofo para líder.

Eu acho que a melhor solução é assumir a sua condição. Se é um bom rapaz, paciente e tal, não vale a pena andar a imitar tiques d'O Padrinho ou coisa assim, porque é contraproducente. Coordene, delegue, observe quem está à sua volta e tente tirar partido do mau-feitio que alguns manifestamente têm. Eles fazem o papel de maus enquanto o Tó-Zé se afirma pela positiva, está a ver? Não pode fazer de polícia bom e polícia mau ao mesmo tempo...

Outra coisa muito importante: Deixe de andar a reboque dos cabeçalhos dos jornais. Este exemplo é flagrante e foi até a motivação para esta carta. É que dá a impressão que anda distraído, que o seu grupo de trabalho anda distraído e depois quando sai qualquer coisa nos jornais, o Tó-Zé veste o casaco e põe a gravata à pressa e vem para a televisão e para as rádios com o ar mais indignado que consegue arranjar e exige uma coisa qualquer, só para aparecer. Essa estratégia já o Louçã usou até à exaustão.

Quanto a mim, só tem duas opções: Ou arranja maneira de se antecipar a este tipo de notícias e ser o primeiro a confrontar o governo com factos deste género (é você que faz a notícia), ou então tem de encarar estas coisas com uma certa autoridade moral que a sua condição de bom rapaz ainda lhe dá, e demonstrar com ironia - quando lhe perguntarem, deixe que sejam os jornais a procurá-lo - a ineficácia do governo, as prioridades trocadas, blá, blá, blá. Percebe?


É que isto que você faz, Tó-Zé, tem pouca diferença do que eu e milhares de outros bloggers fazem. Leio as notícias, e quando há alguma coisa que me interessa, comento, se possível com alguma ironia. Mas eu posso fazer isso porque sou só uma eleitora insignificante, que vive algures numa terra pequena no meio do Alentejo profundo. Você quer ser Primeiro-Ministro, homem, tem de se fazer respeitar, e não é assim que lá vai, garanto-lhe. Parece um miúdo no recreio a apontar o dedo ao colega que foi descoberto a fazer asneira (depois de ele ter sido descoberto, claro!).

Tentar argumentar consigo nem tem piada, basta um ataque certeiro à sua insegurança para descredibilizar o que você diz. É a estratégia que o Passos Coelho utiliza, já reparou? Você aponta críticas e ele responde-lhe com uma ironia, você fica logo KO e aqueles seus "amigos" das filas de trás a esfregarem as mãos de contentes. Tem de ser ao contrário, percebe? Você é da oposição, o seu papel é obrigar o Governo a demonstrar que está certo.

Pense nisto. Cumprimentos,

Zélia Parreira

Crónica de uma dor de cabeça


A mini-aplicação da meteorologia no ambiente de trabalho diz que está um sol radioso lá fora. É possível, mas a minha casa parece o refúgio de uma toupeira. As janelas estão fechadas, toda a casa está na penumbra, até a luz teimosa da clarabóia é filtrada por uma cortina azul-escura.

Esta manhã armei-me em valente, fui regar as plantas e lavar o quintal. Mesmo com a rede de sombreamento, a luz foi demais para o que eu posso suportar e aqui estou eu outra vez, praticamente às escuras, com a luminosidade do monitor quase no mínimo e esta dor de cabeça a impedir-me de tudo. Só a escuridão e o silêncio ajudam a aguentar.

Hoje é do lado esquerdo. Ainda assim, quase insignificante quando comparada com a de ontem. Tinha tanta coisa para fazer... Pois tinha.



sábado, 28 de julho de 2012

Já que estamos em ambiente olímpico

Acho que mereço uma medalha, porque hoje devo ter batido o record de comprimidos para a dor de cabeça. Os senhores do Migraleve não quererão ser meus patrocinadores?

Ain...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ainda acham a vossa vida difícil?

Leiam isto e pensem bem. Não passamos de uns cobardes.


Lido e pensado a partir deste post, via Delito de Opinião.

Está explicado

Depois de muita gente perguntar onde andava a Sra. Ministra Assunção Cristas que, tendo a seu cargo o Ordenamento do Território e a Agricultura, não tinha sido vista durante os incêndios, eis que ela reaparece, para falar da chuva.

Está visto que só os problemas relacionados com a chuva estão incluídos na competência do seu Ministério. Ou a falta dela, caso em que recomenda a oração, ou o seu excesso, caso em que recomenda que se faça um seguro. Ai não fez? Tivesse feito...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tarifário Relvas

O ministro dos casos deste governo não acaba uns para começar outros. Agora ficámos a saber que por ser presidente da Assembleia Municipal de Tomar, a Câmara lhe disponibilizava um telemóvel para ele fazer umas chamaditas, coitado, que ele era muito carenciado e não podia pagar o telemóvel do bolso dele. Desconhece-se ainda o teor das chamadas, mas sabe-se que a Câmara de Tomar pagou:

€1.229, 96 no mês de Abril de 2009
€7.444, 46 em 2009 (ano de eleições europeias, legislativas e autárquicas).
€26.463 nos últimos seis anos
€367 é, em média, o valor da factura mensal do telemóvel de Relvas, pago por Tomar, nos últimos seis anos.

Não consigo deixar de pensar quantos livros podia comprar com estes trocos...

terça-feira, 24 de julho de 2012

O (des)acordo ortográfico


Roubado do Facebook
:)

Conferir o original no blogue da autora: http://abibliotecadejacinto.blogspot.pt/2009/08/o-acordo-ortografico-e-o-futuro-da.html


"Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas. É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra. Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”? Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”. Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som. Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z” . Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”. Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”. Ponha um q.

Não pensem qe me esqesi do som “ch”. O som “ch” será reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não ? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa. Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente. Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu? Para qê qomplicar?!? Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam! Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax. Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! qe é qe temux o “u”? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil!

Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i” . I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”. Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”. Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?"


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Por via das dúvidas, amanhã vou buscar o pão a outro lado

Quando entrei na loja, a conversa já ia a meio entre a filha da dona e uma cliente.
- Também há o monte de Fulano, ele arranjou-o todo, está pintado...
- Ora, se está assim, deve custar um balúrdio.
- Posso perguntar, se quiseres.
- Não, não quero saber, esse deve querer muito dinheiro. Quero um monte mas tem de ser barato.
- Sabe - diz a mãe, que é dona da loja - ela não quer viver aqui em Moura, dentro da cidade.
- Nem pensar! Não quero viver no meio desta gente. Se eu morasse aqui em Moura, primeiro tinha de matar as minhas vizinhas todas. Nem sequer me deixam dormir a sesta. Viver aqui na casa dos meus pais foi a pior experiência da minha vida!
Já tinha o pão no saco, mas não me atrevi a perguntar quanto era. É que eu, cliente da loja, faço parte "desta gente" que vive em Moura. Vivo mesmo no centro e adoro. Estarei louca?


Adenda posterior: Ontem à noite recebi uma sms: "Faz favor de vir tomar café connosco para sabermos onde compras o pão". Querias! :))


Na primeira pessoa

Transcrevo aqui apenas uma parte. Vale a pena ler o texto completo, no Público de hoje.
Chegou sexta, dia 13. Sabia que quem tivesse horário zero seria notificado pela direcção da escola até às 18h30. Faltava um quarto de hora para as cinco quando caiu a mensagem de email. "Assunto: notificação." Chorei, horas, até já nem saber que chorava. E insisto: não foi só por causa do horário zero, daquele murro no estômago que é ler que não há alunos para nós. Foi também por sentir que algo em mim se quebrara, de forma irremediável.
Passei a vida a fazer contas e cada decisão que tomei assentou em cálculos precisos. Objectivo mínimo: garantir aos meus filhos uma qualidade de vida superior à que eu tive, como os meus pais fizeram em relação a mim.
Já tinha percebido que a realidade é avessa à Matemática. Não fosse assim e o futuro teria acontecido como está descrito nesta folha em Excel, em que eu e o meu marido sustentámos a decisão de pedir um empréstimo. A casa existe, mas há este flagrante desvio na parcela dos vencimentos. Juntos, ganhamos menos 800 euros por mês do que previmos na altura.
Podem argumentar que errámos no cálculo das probabilidades. Mas, por mais que isso agora pareça estranho, na altura era natural as pessoas confiarem na estabilidade das leis, como as que garantiam que íamos progredir na carreira ou receber os vencimentos por inteiro e os subsídios pelo Natal e no Verão.
Tentei adaptar-me a essa fragilidade de um Estado, que antes achava assente em leis estáveis e seguras. Mas sucumbi, no último mês, à situação inimaginável que é todos os dias - todos - sentir que esse edifício treme e se deforma. A ponto de não passar pelo sono sem um sobressalto, tais as probabilidades de adormecer professora e acordar descartável.
Dizem-me que há muitas hipóteses de eu ser "repescada", de voltar a ter um horário, alunos. E eu penso: talvez. Mas não posso voltar a ter-me a mim, tal como eu era antes disto. 
Assim se destrói um País.

domingo, 22 de julho de 2012

Enquanto houver estrada pra andar




Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

sábado, 21 de julho de 2012

A cigarra e a formiga

Ontem, 20 de Julho, morreu Helena Cidade Moura, responsável pela maior campanha de alfabetização organizada em Portugal no pós-25 de Abril. Empenhou-se permanentemente na luta pela democracia e pela liberdade e, tal como uma formiguinha, trabalhou até ao fim da vida pela erradicação do analfabetismo no nosso país.

Infelizmente, os meios de comunicação social estavam distraídos. É que ontem também morreu uma cigarra.


Adenda:
Via comentador no Delito de Opinião, aqui fica a dedicatória que a própria Helena Cidade Moura deixou no seu Manual de Alfabetização publicado em 1979:

Àqueles que cortam à noite as estradas desertas a pé ou de motoreta contra o vento e contra a chuva e se dirigem à luz acesa na escola da terra adormecida.
Aos jovens que trocam as noites de descanso ou de convívio pelo grupo de alfabetizandos e que no fim de pouco tempo trazem no olhar as marcas da luta daqueles que passaram a ser os seus companheiros.
Àqueles que mal acabado o exame da 4ª classe entendem que devem alfabetizar os seus vizinhos. E depois de um dia de trabalho vão à noite à escola transformar em vida participada os gestos dos professores letrados que os ensinaram.
A todos os companheiros com quem tenho trocado experiências e que comigo são autores deste trabalho.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ditados populares

Se queres ser bom, morre ou vai-te.

A propósito da morte de José Hermano Saraiva.

Tavira. Do Paraíso ao Inferno.


As corporações de bombeiros estão a pedir ajuda: Leite, água e frutas são os bens mais necessários e podem ser entregues em qualquer quartel. Se estiverem perto, ajudem por favor.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Isto não é uma vergonha?

Em plena Volta a França, as imagens de televisão mostram isto ao mundo:


Mais informações aqui.


31118

 

Há Homens assim, grandes como o mundo.

Nelson Mandela completa hoje 94 anos e é o sócio nº 31118 do Sporting Clube de Portugal.

Vagas na ONU



As Nações Unidas recebem, até 12 de setembro, candidaturas de jovens portugueses até 32 anos de idade, no âmbito de um concurso internacional para preenchimento de vagas em vários departamentos.

Portugal é incluídos pelo segundo ano consecutivo no "Programa de Jovens Profissionais" da ONU, para preenchimento de até 150 posições, na organização internacional. Engenharia, assuntos económicos, comunicação social e ciências sociais são alguns dos postos que a organização internacional pretende preencher este ano.

As candidaturas serão recebidas através do site careers.un.org, a um exame que terá lugar em dezembro, para os pré-seleccionados.

Os escolhidos irão preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em Nova Iorque.

Mais informações: https://careers.un.org/lbw/home.aspx?viewtype=NCE

terça-feira, 17 de julho de 2012

E é pouco!



MANIFESTO “UM FILHO VALE UM”  
Todos os dias a sociedade pede mais às famílias. Mais impostos. Mais tempo. Mais responsabilidade e dedicação.
Afinal as famílias são aquela estrutura que está sempre lá. Conta-se com ela para o dia-a-dia e para os momentos extraordinários. É a solidez das famílias que confere resiliência às sociedades. E o que distingue muitas vezes uma crise de uma catástrofe é apenas a existência de redes familiares suficientemente fortes e funcionais para absorverem e reagirem aos diversos problemas e desafios que marcam cada geração.
Mas para que as famílias possam cumprir a sua missão é preciso darmos-lhes condições para que possam resistir, crescer e ter os filhos que desejam. Se a decisão de ter filhos for feita com verdadeira liberdade e responsabilidade, teremos mais crescimento económico, mais capacidade de pagar melhores reformas, saúde e educação.
O nascimento de um filho representa um momento muito especial. Para os pais, um filho tem um valor incomensurável, valerá sempre muito mais do que um. Verdadeiramente o seu valor é tanto que não é possível contabilizá‐lo. Sempre assim foi e assim continua a ser. O nosso manifesto, porém, não exige tanto. Pede apenas que cada filho possa ser visto e considerado como aquilo que é: um filho. Um filho tem de valer um!
O Estado reconhece as crianças como cidadãos mas, muitas vezes, ignora a sua existência ou considera-as como uma percentagem variável. Esse equívoco deve ser corrigido. Essa injustiça tem de ser reparada. A capitação dos rendimentos familiares para efeitos fiscais e de acesso aos serviços sociais deve ser a regra. Para os pais um filho vale tudo. Para o Estado um filho deve valer um.

Para ver e aderir aqui.

De onde vens? Venho da festa...


Há muitos anos que não se vivia uma festa com o sentimento de bairrismo que se viu nestes dias. Vamos por partes:

1.
Comissão de Festas: Não houve. Os sacrificados elementos da Associação de Festas de Nossa Senhora do Carmo puseram mãos ao trabalho (que remédio, não havia mais ninguém) e deram uma lição à cidade inteira. Com trabalho e honra, tudo se faz. Com criatividade e vontade, faz-se ainda melhor.

Em vez de espectáculos caros e quase vazios nos sítios do costume, enquanto a malta se divertia à porta dos bares, a Associação adoptou o velho lema Se não os podes vencer, junta-te a eles. Os bares foram chamados a colaborar activamente nas festas, defendendo e aumentando as suas possibilidades de lucro e  o resultado foi uma cidade viva em todas as ruas e praças. Estão todos de parabéns, mas o meu destaque tem de ser para aquele punhado de homens que não desistiu e nos deu uma belíssima Festa, cheia de alegria, de amigos, de família. Obrigada!

2.
Os amigos. Que coisa tão simples e absolutamente extraordinária é passar tempo com amigos. Rir e conversar, petiscar qualquer coisinha, sentir que temos o nosso lugar. Tão simples. Tão extraordinário.

3.
O fogo. Claro, sem fogo não havia festa. Bastavam meia dúzia de foguetes, na realidade, mas foram mais do que meia dúzia e... verdes, muito verdes. Belo fogo.

4.
A procissão. Sou católica, não sou praticante. A Igreja é para mim mais lugar de reflexão do que de oração. Já lá passei muito tempo, muitas vezes, quando a vida insiste em me pôr à prova.
Acontece que esta procissão é algo que não se consegue explicar. Quem ainda nunca a fez, pode continuar a ler, mas não vai compreender.

Em miúda, cumpria o ritual de quase toda a gente aqui em Moura: via passar o cortejo, depois entrava um bocadinho, depois saía... Milhares de pessoas passam pelos cordões da procissão, entram na praça, saem quando chegam à rua onde moram, à casa da prima, da tia... ou vice-versa. Depois a minha filha mais velha nasceu, acabei o curso, comecei a trabalhar na biblioteca. Sentia-me bem ali, comecei a fazer percursos cada vez maiores.

Acho que só falhei um ano. Andava zangada com a vida... De resto, raras são as vezes em que não cumpro o caminho completo.

Há um ano também o fiz. A minha mãe tinha acabado de ser diagnosticada e eu fiz o caminho com muito revolta, muito medo, muita incompreensão. Pensei mil vezes O que é que eu estou aqui a fazer? De que vale tudo isto? Pensei muitas vezes, durante aquelas duas horas e aqueles (muitos) passos que se o pior acontecesse, nunca mais ninguém me apanharia ali. Fez-me bem. Deixei ali quase tudo, a catarse é completa.

O pior não aconteceu, por isso voltei este ano a cumprir, passo por passo, aquela procissão. Durante aquelas duas horas de silêncio, a cabeça não pára de pensar. No que já fiz, no que deveria ter feito, no que é melhor, no que é pior, no que é preciso, no que está certo. Vejo pessoas amigas, desamparadas, algumas não tiveram a mesma sorte que eu, a vida atraiçoou-os quando menos esperavam. Vejo pessoas felizes e sorrisos contentes. Vejo pessoas que ainda não perceberam o que é a vida, por mais anos que tenham "vivido". Estão ao lado da procissão a comentar as roupas, os saltos e as malas. Não percebem nada, são os verdadeiros infelizes.

Espero poder estar ali outra vez no próximo ano e nos outros que hão-de vir. Eu e a minha "fé especial" como alguém me disse no Domingo. Estarei para lavar a alma dos dias que já tiver deixado para trás e para respirar fundo para novos dias. Estarei para me lembrar das dificuldades vencidas, estarei para arranjar coragem para as dificuldades novas, estarei pela minha família, sobretudo pelos meus filhos. Como todos os outros dias da minha vida, só que tudo condensado em duas horas e muitos passos.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Um sonhador

Foi José Luís Peixoto quem mo apresentou, no seu Cemitério de pianos. 100 anos depois, era bom que Portugal conhecesse Francisco Lázaro.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

E agora conversas sérias

A Comissão de Festas de Nossa Senhora do Carmo do ano 1992 entregou à Associação Cultural em Honra de Nossa Senhora do Carmo o montante de € 7.844,20.

Parece-me muito bem. Parabéns pela atitude.

Conversa de miúdas



Louis Vuitton lança carteira inspirada na cidade de Évora. A carteira existe em dois tamanhos e é uma homenagem à cidade património mundial, à sua herança cultural extraordinariamente rica, onde os estilos arquitetónicos se multiplicam e fundem, variando entre o romântico e o gótico, o renascentista e o barroco.

Faço anos a 18 de Fevereiro, 'tá?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mais um dia

Acordei, liguei a televisão para ouvir/ver o noticiário da manhã.

O Relvas ainda é ministro e anda com a camisola que a comitiva olímpica ofereceu ao primeiro ministro, à procura de um sítio digno para a expor. Demorou um bocadinho mais do que a obter a licenciatura, mas lá conseguiu. Deixou-a no chão.

Belisquei-me. É tudo verdade.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mas como é que é possível?


Estou demasiado indignada e revoltada para poder escrever um texto digno. Por isso, vou dizer só uma coisinha: Chega de folclore! Literalmente.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

O contra-ataque


O primeiro-ministro admitiu que a suspensão dos subsídios de férias e Natal possa ser alargada “a outros portugueses, que não sejam apenas funcionários públicos e pensionistas”.

Caso para dizer "ou há moralidade ou comem todos". A julgar pelos apupos e assobios que já se vão ouvindo, palpita-me que as próximas manifestações vão encher avenidas de gente a reclamar justamente pelos seus direitos. A partir de agora já não vão ser só os "preguiçosos dos funcionários públicos".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Espera-se o contra-ataque a qualquer momento


O Tribunal Constitucional (TC) acaba de considerar que o corte dos subsídios de férias e natal a funcionários públicos e pensionistas é inconstitucional.
Os juízes dizem estar em causa o princípio da igualdade.
O corte é aceite no corrente ano, por razões de interesse nacional, mas não pode manter-se por mais anos.
Esta decisão pode obrigar o Governo a pagar o 13 e o 14º meses já em 2013, ao contrário do planeado, já que pretendia só começar a pagar os subsídios em 2015, e de forma gradual. A totalidade dos dois subsídios poderia só voltar a ser paga em 2018.
Retirado daqui.
Acórdão  aqui.

Filipa

A mãe achou que ainda dava tempo para ir almoçar ao chinês, mas a Filipa não esteve pelos ajustes. Acabou de nascer a filha mais nova da minha colega Sandra e do Zé, e é por agora o elemento mais novo da família da Biblioteca.

Bem-vinda, pequenina, que a vida te traga muita sorte e saúde.
 

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Óptimo sempre foi inimigo do Bom, ou que desculpa tão esfarrapada.

Este projecto foi implementado em Matosinhos. Até aqui, tudo cinco estrelas. Acontece que os meninos com  necessidades educativas especiais estão excluídos. A CM Matosinhos explica que:
Até ao momento o projeto não envolve todas as crianças que se encontram abrangidas pela Educação Especial (esta situação ocorre em todo o concelho). A razão que justifica esta opção prende-se com a existência de um apoio especializado para todas as crianças inseridas na Educação Especial. 

E esta, hem?

A SIC diz que Macário Correia, Presidente da Câmara Municipal de Faro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Administrativo a perda de mandato, por ilegalidades alegadamente cometidas quando era «autarca de Loulé». A SIC precisa de ter mais rigor, já que Macário Correia foi Presidente de Câmara em... Tavira.

No fundo é mesmo uma questão de rigor. É mais fácil de aplicar aos outros, os funcionários da CM Faro que o digam.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

À deriva

Na Madeira um deputado regional eleito pelos cidadãos - vou repetir: um deputado regional legitimamente eleito - foi expulso de uma cerimónia oficial porque pediu para falar. Que o protocolo não lhe dê a palavra, ainda vá que não vá. Que a resposta seja "Levem esse senhor para fora da sala" é inadmissível e digno dos pergaminhos da pior das ditaduras, seja ela de direita, de esquerda, ou de loucura absoluta, como é o caso. Mas afinal, tudo tem uma explicação. A cerimónia não podia atrasar-se porque o AJJ tinha de ir condecorar a tia.


Nos Açores, Carlos César vai-se embora. Não é de livre vontade, mas não tem outro remédio. Sem profissão nem habilidade, pediu a reforma antecipada. A Caixa Geral de Aposentações negou-lhe o pedido. Passou então ao plano B: escolheu um sucessor - vou repetir: escolheu uma pessoa - que há-de retribuir com um gesto benevolente, com certeza. Até porque a intenção do escolhido Vasco Cordeiro foi bem clara: "Comigo, a principal preocupação é ter o melhor projecto para servir o Partido Socialista".Ups! Enganou-se...! Era para servir os Açores, ainda emendou antes de o repórter da SIC Notícias desligar a câmara.

E ainda dizem que "novidades, só no Continente!"

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...