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A mostrar mensagens de Abril, 2014

Amanhã em Sines, a representar a Biblioteca Pública de Évora

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Dia mundial do livro

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23 de Abril. dia mundial do livro, na BPE

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Convite

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Hoje, na BPE

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Anos de solidão

Morreu Gabriel Garcia Marquez.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios na BPE

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A Biblioteca Pública de Évora vai comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A 18 de Abril (Sexta-feira, feriado) haverá visitas guiadas ao interior da BPE, às 14h30 e às 16h00.

Venha conhecer o nosso fundo documental, acompanhar o percurso dos livros desde a sua chegada até ao balcão de empréstimo e compreender a forma como estão organizados na estante.
As inscrições podem ser feitas através do telefone 266 769 330 ou pelo endereço de email bpevora@bpe.pt
Venha visitar-nos!

Alexandra Lucas Coelho, prémio Associação Portuguesa de Escritores

Eis parte do discurso de aceitação:
Estou a voltar a Portugal 40 anos depois do 25 de Abril, do fim da guerra infame, do ridículo império. Já é mau um governo achar que o país é seu, quanto mais que os países dos outros são seus. Todos os impérios são ridículos na medida em que a ilusão de dominar outro é sempre ridícula, antes de se tornar progressivamente criminosa. Entre as razões porque quis morar no Brasil houve isso: querer experimentar a herança do colonialismo português depois de ter passado tantos anos a cobrir as heranças do colonialismo dos outros, otomanos, ingleses, franceses, espanhóis ou russos. E volto para morar no Alentejo, com a alegria de daqui a nada serem os 40 anos da mais bela revolução do meu século XX, e do Alentejo ter sido uma espécie de terra em transe dessa revolução, impossível como todas. Este prémio é tradicionalmente entregue pelo Presidente da República, cargo agora ocupado por um político, Cavaco Silva, que há 30 anos representa tudo o que associo …

O sítio mais feliz de Portugal

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Enquanto espero, vejo-os chegar. Percorrem o corredor com o nervoso miudinho de quem chega ao local onde é esperado. Do outro lado, alguém se manifesta. Sorriso rasgado, vê chegar aquele que espera. Encontram-se neste ponto. Abraços, beijos, afectos tomam o lugar da saudade que apertava o peito ainda há bocadinho. Ali só há reencontro e alegria.

É só um bocadinho de chão, simples, sem pretensões. Fica no terminal de chegadas do aeroporto de Lisboa e é bem capaz de ser o sítio mais feliz de Portugal.

A "animação" nas Bibliotecas Públicas

Pergunto muitas vezes a mim própria se, na ânsia de chamar gente à Biblioteca, não estamos a transformá-la num gigantesco ATL. E, desses participantes entusiastas que gastam material que não temos dinheiro para comprar, quantos se tornam leitores?

Algures, há um risco que separa a promoção da leitura e a disponibilização do acesso ao conhecimento da "festivaleirice". Convinha procurá-lo.

Adenda: A conselho da Manuela Barreto Nunes, aqui deixo um artigo para todos lermos:http://bid.ub.edu/02comell.htm

Onde há de tudo, também há disto

Há uns dias, tive nas minhas mãos um livro. Parece que é um romance, mas por via das dúvidas os senhores da editora escreveram isso na capa, não fosse alguém desconfiar. Chama-se O primeiro alquimista, e diz que é uma história de amor e coragem na idade do bronze em Portugal.

Não fiquem já espantados, de onde isto saiu ainda há mais:

"Breia sabia que não conseguiria continuar a correr assim durante muito mais tempo. Olhando para o sopé do declive que começara a subir viu que os dois portadores-de-machado que a seguiam havia mais de meia lua estavam demasiado perto."

Com uma introdução destas, quem é que não decide imediatamente passar a próxima meia lua (seja lá isso o que for) a devorar esta literatura de alto gabarito? E os diálogos? Oh senhores, os diálogos...!

"- Vejo por entre as giestas algumas grandes lajes de pedra-cinzenta (e depois tem uma nota de rodapé a explicar que é granito) e... afloramentos de pedra-luz? (e outra nota a explicar que são cristais de quar…

Hoje, na BPE

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Estou na Biblioteca. Onde habitualmente reina o silêncio e a tranquilidade hoje há risos, vozes e correrias. Na sala de cimélios, sempre habitada por investigadores mais ou menos sisudos que analisam com rigor documentos com vários séculos, canta-se à alentejana. "Olh'a laranja da China..."
Na sala de exposições, sob o olhar de Florbela Espanca, mecanismos movem-se como por magia, por acção da luz solar, ainda que seja um sol "fabricado". Ao lado, na hemeroteca, há vulcões em erupção e fósseis de dinossauros.

Sobe-se a escada. Histórias e histórias sem fim, plateias atentas e concentradas. Cá fora, no Bibliomóvel, há mais histórias e actividades. Ao lado, no Museu, nascem pequenos pintores e arqueólogos.

Por todo o lado há meninos, meninas. Alguns dizem-me que já cá tinham vindo uma vez. Peço-lhes que voltem, que tragam os pais. Caras espantadas: "Os meus pais também podem vir?"

É um dia especial. É o Dia do Livro Infantil, na Biblioteca Pública de É…

Pedro

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Gosta de música, ouve-a constantemente, mas os ritmos já são diferentes dos meus e já não a reconheço. Respira futebol, vive para o Sporting e vibra com o Real Madrid (nós, as raparigas, gostamos mais do Barça), o A. C. Milan, o Bayern de Munique...

Anda aborrecido, trocaram-lhe as voltas e caiu nas Humanidades quando só vive para o Desporto. A vinda para Évora, que tanto o transtornou, vai possibilitar-lhe essa escolha. Pelo menos isso. Morre de saudades da rapaziada de sempre, dos amigos da primeira infância.

É um homem entre mulheres. Atura-nos todos os dias desde que nasceu, sempre em minoria. Recolhe os frutos de ser o mais novo, de ser "o menino".

Era o meu "Pisca", agora é o Pedro e faz hoje 16 anos. Parabéns, filho.

Urbano Tavares Rodrigues na Biblioteca Nacional

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A vida e obra do Homem que deu o nome à minha primeira Biblioteca estarão em exposição na Biblioteca Nacional de Portugal entre 1 de Abril e 28 de Junho de 2014. Um percurso único de um homem singular. Recomendo a visita.

Mais informações aqui.