sábado, 30 de julho de 2016

Intervalo

São muitos dias acumulados, muitas semanas a um ritmo imparável. Um cansaço que toma conta de todos os centímetros do nosso organismo, agravado por um calor que nunca dá tréguas. Esperam-se as férias, contam-se os dias até chegar aqui, à hora em que vamos fechar a porta e ter, por fim, uns dias de descanso.

E é por isso que não se compreende este nó na garganta, este aperto de saudades dos dias que não vamos viver aqui, das rotinas que não vamos cumprir, dos leitores que não vamos atender, dos livros que não vamos emprestar.

Boas férias. Voltamos a fazer Biblioteca no dia 16 de Agosto.



domingo, 24 de julho de 2016

E às bibliotecas disse nada...

...mas pelo menos manifesta a sua admiração pelo Director Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e deve um reconhecimento à Biblioteca Nacional pelo extraordinário esforço que tem feito.  Pois deve.

A entrevista ao Ministro da Cultura para ler aqui.

sábado, 23 de julho de 2016

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Duas notas muito rápidas:

a) CR7 é a "instituição" portuguesa mais conhecida no mundo inteiro.  Não há pessoa, lugar, objecto ou produto de origem portuguesa que tenha mais notoriedade do que ele. Não há sítio no mundo onde não se saiba quem ele é.  Trata-se de uma estratégia publicitária brilhante para o turismo da Madeira, a custo zero.

b) Avenidas e ruas com o nome do Eusébio são do melhor que há, já para não falar na usurpação de um lugar no panteão. E ai de quem discorde...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pode ser um Solero... vá.

A brigada da dieta atacou outra vez, mesmo ali onde dói, na consciência. Oh, meus ricos magnuns de amêndoas saboreados com tanto deleite... Aqui têm, não hei-de ficar a remoer-me sozinha. Vejam e comecem já a sentir-se culpados!

(Isto do sentimento de culpa não engordará?)


domingo, 3 de julho de 2016

O nascimento de uma leitora

Conheci-as num sábado de manhã, não há muito tempo. A mãe perguntou se podia requisitar livros, durante quanto tempo, etc. Inscreveu-se. Perguntei se não queria inscrever a menina, disse que não, bastava ela. Ao princípio levava poucos livros, porque depois não tinha tempo de os ler. Um livro para ela, dois ou três para a filha.

Revejo-as todos os sábados. Continua a levar um livro para ela, mas já leva nove livros para a filha. Às vezes trazem os livros da sala de leitura, mas quando chegam à portaria a menina escolhe mais um ou dois e ficam a decidir qual é o que não vai.

Ontem disse-me, orgulhosa, que a filha adora ouvir histórias e que quando quer que ela se porte bem, ameaça não ler a história à noite. A leitura antes de dormir tornou-se um hábito e o momento que a filha não quer perder por nada. E a Biblioteca está lá.


Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...