segunda-feira, 29 de julho de 2013

Relíquias

Perguntam-me com frequência como é que eu tenho conseguido educar 3 filhos sozinha, e sobretudo, como tenho conseguido que eles respeitem a minha autoridade de forma inquestionável. Embora o exemplo que anexo possa fazer pensar o contrário, a minha casa não tem um regime militar, tem até um ambiente muito descontraído onde os amigos (de todos) costumam sentir-se muito bem-vindos. Mas para que isso hoje decorra de forma normal e sem pressões, foi importante o estabelecimento de regras claras desde o início.

Hoje, numa pesquisa de documentos pessoais, fui encontrar esta relíquia que foi afixada na porta do frigorífico nas primeiras férias de verão em que eles pediram para ficarem em casa durante o dia, à sua responsabilidade. Antes que façam queixa de mim à CPCJ, recordo que vivo a 50 metros da biblioteca!


Estou farta de rir sozinha, e ainda vou procurar outro em que dividia as tarefas de casa (levar o lixo, pôr a mesa, etc...). Era demais!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Noventa minutos.


Noventa minutos de pausa, de férias da vida de todos os dias. Sem prazos, sem obrigações, sem compromissos e tarefas. Só aquela bola a rolar no relvado, dez jogadores, o Rui Patrício, o treinador e a vontade indomável do Marcelo Boeck a empurrar a equipa para a frente.

Noventa minutos, tic-tac, tic-tac, tic-tac... O entusiasmo inflacionado dos relatadores, a tragédia de dimensão universal quando há um erro de arbitragem contra nós, o riso franco e aberto quando um dos nossos faz uma gracinha. Os aplausos aos arranques mágicos de Capel, à irreverência e juventude dos miúdos da Academia. A voz do Botas: "Sportinguistas...".

As camisolas, os cachecóis, as bandeiras. O verde e o branco. Os gritos. Os braços no ar. Os cânticos. As frases mágicas: "É goooooolo! É do Sporting!"

A alma lavada. A descompressão. O reset para uma nova semana.

Amanhã começa a nossa época.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Notícias breves 1

Hoje criei um documento novo no word. Chama-se "tese - capítulo dos métodos".  São as primeiras palavras do resto da minha vida. Avancemos, portanto.
   

Monarquia e República

Nós, que vivemos numa República, optámos por eleger Cavaco Silva. Não sei se isso diz grande coisa de nós enquanto País...
 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eh pá...

O que é isto? Antes de lerem, verifiquem se têm Gurosan por perto.

             

Siga!

Não me incomoda o alvoroço à volta do "bebé real". Qual é o problema? A criança é desde o primeiro segundo de vida, o anunciado chefe do Estado que o vê nascer, é perfeitamente natural que os britânicos vivam este momento com intensidade.

Até acho mais natural este alvoroço do que as efusivas comemorações de um campeonato ou de uma taça de futebol e toda a gente sabe que eu vibro com o futebol. É que campeonatos há muitos, e só têm validade de um ano. Chefes de estado de uma das nações mais influentes no xadrez político mundial, já não há assim tantos.

Para ser sincera, estou mais espantada com o suposto horror que toda a gente parece ter a este acontecimento, enquanto disfarçadamente devoram todas as notícias e imagens mil vezes repetidas, mesmo que façam o esforço de afivelar um conveniente ar de desprezo na cara. Se não interessa, basta ignorar. Só não compreendo de onde vêm as audiências e as vendas de revistas sobre estes temas, se ninguém quer saber destes assuntos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Mas quem se dedica a estudar isto?

Quem sugere os temas dos muitos estudos com que somos bombardeados todos os dias? Há com cada uma... Reparem neste:


O curioso é que não há nada que prove que os vencedores de prémios Nobel consomem chocolate. Bom, mas como isto é um estudo científico, e tal, sublinho aqui uma frase: “as pessoas inteligentes que têm hipóteses de ganhar um prémio Nobel estão mais atentas aos benefícios do chocolate e, consequentemente, tendem a consumi-lo em maiores quantidades.”

Posto isto, qualquer semelhança entre esta conclusão e a  imagem de capa no meu perfil do facebook não é mera coincidência. 



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Expliquem-me por favor

160 mil euros para um piquenique do sr. Silva nas Selvagens. Qual é a utilidade deste passeio? Esta gente vive neste mundo?

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Marcada para sempre"

Dantes, há vários anos, era apoiante do PS nas eleições autárquicas. Já aqui o disse várias vezes, tal como em outros locais públicos. Não é segredo para ninguém, faço questão de não esconder quem sou e de onde venho.

Depois, fui ficando desiludida. Por uma questão de ética e de princípios, vou abster-me de reproduzir aqui o que vi e ouvi em várias circunstâncias. Até à gota de água. Em 2005, durante a campanha autárquica, o PS escreveu-me uma carta (ainda estou para saber quem deu autorização para a cedência dos meus dados pessoais). Num tom paternalista, aconselhava-me o sentido de voto e sobretudo, alertava-me para a necessidade de me libertar do medo que me era imposto nos corredores da Câmara, através de ameaças e outras atitudes dignas da máfia napolitana. Foi aí que me decidi. Eu, até aí declarada apoiante socialista, não só não era alvo de qualquer tipo de perseguição, como registava, com apreço, um extraordinário apoio do executivo à biblioteca, e às minhas propostas, com especial destaque para a feira do livro, que cresceu a olhos vistos nesses anos.

Ainda assim, tive medo - sim, medo - de declarar publicamente o meu apoio à CDU. Temia os comentários maldosos, as eternas acusações e a cereja no topo do bolo: "Agora és comunista?"

Um dia, um amigo partiu. Era jovem e tinha a vida pela frente. Enquanto vinha do funeral para casa, não consegui deixar de pensar que a vida não se compadece com receios e diplomacias. Enviei uma sms ao João Ramos,  a pessoa que mais responsabilidade tem na minha adesão a esta causa. Manifestei o meu apoio publicamente e as acusações vieram. Lembro-me de encontrar uma pessoa que considerava amiga, que, no meio da descompostura que me pregou, ainda me disse "Mesmo que quisesses votar neles, não dizias nada a ninguém, assim ficas marcada para sempre!"

Ainda hoje continuam a cair acusações (aqui na caixa de comentários, por exemplo, todos religiosamente guardados com os respectivos IPs), tal como as ameaças. Dizem que vou passar a andar com um balde e uma esfregona à frente, que vou desterrada para um pólo, etc. São também sobejamente conhecidas as atitudes de sobranceria ao entrar em serviços da autarquia, ou em conversas com funcionários, que terminam invariavelmente com "Assim que tomarmos posse, isto muda tudo!"

É por isso que acho graça a quem vem agora, com ares de virgem ofendida, atirar acusações para o ar. Não me surpreende, nada disso, já estou tão habituadinha, tenho cá tanto material desse... mas continua a ser ridículo.

Três notas finais:
1. Não serão permitidos comentários neste post.
2. Este não é um blogue de política, nem de debate. É meu, pessoal.
3. Durante a gestão CDU, subi de categoria apenas duas vezes, em 16 anos. Devia estar já no topo da carreira, ainda nem sequer cheguei a meio. Concorri duas vezes a lugares de chefia, e não fui a escolhida. Nada beneficiei, a título pessoal, com os executivos CDU. Porque é que, mesmo assim, apoio esta candidatura? Porque não confundo a árvore com a floresta. Tenho três filhos, quero que eles vivam num concelho melhor.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Prefiro policiais

Parece que Cavaco Silva tem estado a ouvir opiniões para tomar uma decisão (não se riam, por favor) e hoje vai falar ao país. Eu confesso já que não tenciono assistir. Não gosto de filmes com zombies.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

"Amigáveis"

O programa de rescisões amigáveis no Estado já foi publicado. Assistentes técnicos e operacionais com menos de 59 anos podem pedir a rescisão dos seus contratos por tempo indeterminado. A iniciativa cabe, em princípio, ao trabalhador, mas os dirigentes devem "tomar iniciativas para encorajar" o processo.

Está aberta a época da graxa ao chefe.

Balanço de uma semana em que tudo ficou na mesma









domingo, 7 de julho de 2013

LOL

A filha da amiga da vizinha da frente põe uma fotografia. Comenta logo: "lol!" O colega de trabalho da secção ao lado queixa-se das maldadezinhas tiranas do chefe. "Lol", pois claro. E o calor, essa novidade que o verão deste ano trouxe e sobre o qual toda a gente fala, não merece um comentário? "Lol", evidentemente.

Está na altura de publicar qualquer coisinha. Afinal de contas, quem não aparece esquece e o facebook pergunta insistentemente o que está a pensar. Põe uma fotografia do filho, com a Bimby estrategicamente colocada por trás. "Diz aqui alguma coisa", insiste o facebook. O que há-de dizer? Lol, com certeza! Está tudo dito.


Ps: "LOL" é um acrónimo da expressão Laughing Out Loud, que significa em português rir em voz alta, ou rir às gargalhadas. Pensem nisso, antes de andarem a lolar a torto e a direito!



sábado, 6 de julho de 2013

"Pois sorte!"

Nem nas povoações de Amareleja, Santo Aleixo da Restauração, Santo Amador e Sobral da Adiça, no concelho de Moura, o círculo de fogo alentejano, como é conhecida, a onda de calor causou apreensões ou problemas de saúde pública. Os bombeiros voluntários de Moura foram confrontados com vários focos de incêndio no concelho, este sim o problema maior que surge associado às elevadas temperaturas, na região.
Francisca Agulhas Pereira, residente no Sobral da Adiça, garante que o calor "é o que é próprio da época". Os mais velhos, como é o seu caso, já sabem como lidar com temperaturas acima dos 40 graus. Nos cafés e locais de convívio das freguesias do interior alentejano, o ar condicionado dos cafés e centros de convívio ajuda a manter um ambiente estável sem problemas de maior e facilitam o convívio. "Junta as pessoas", salienta Luís Murteira Cebola, residente na freguesia do Sobral da Adiça.
Na Amareleja, onde normalmente se registam as mais elevadas temperaturas do país, o estado de espírito é de despreocupação: "Não há nada melhor que uma cerveja fresca, ou uma boa sesta para aguentar o calor", observa Francisco Jesus Valente, frisando que já aguentou 48 graus mais de uma vez: "E continuo vivo", diz.



Se estivesse frio em Julho e 40 graus em Dezembro é que era cá um espanto...!

É preciso dizer que moro neste concelho há 39 anos, nunca lhe ouvi chamar círculo de fogo, mas não está mal posto. Quem teve esta ideia deve ser da Amareleja, a terra das alcunhas.

Já agora, em Safara e na Póvoa ( e em Moura, já agora) está cá uma fresquidão que nem queiram saber.
                 


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fantoches

E de repente, tudo se resume a um teatro de fantoches.

A inconstitucionalidade orçamental obrigou a um segundo resgate, não tenhamos dúvidas. O Governo não poderia admitir tal falhanço. Arma-se o teatrinho, batem-se umas portas e embrulha-se tudo em papel de cetim.

Pelo caminho, ainda se consegue manipular a opinião da sociedade portuguesa contra aqueles que pedem a demissão do governo. "Viram bem o que dois dias de instabilidade fizeram à nossa economia? Imaginem o caos causado pela queda do governo!". À conta do papão dos mercados financeiros, retira-se voz e credibilidade a todos os que daqui para a frente se manifestarem a favor de outra via, de outro caminho. Retira-se o direito à indignação, ao protesto. Retira-se o direito. Ponto final.

Em bolsa, muita gente perdeu dinheiro, mas outros, os que anteciparam jogadas, ganharam de certeza. E no meio disto tudo, ainda conseguiram lixar a vida ao pastel de nata.

Ah, é verdade! Ainda vamos ter que gramar a cara de enjoado do Tó-Zero, que pelos vistos levou uma manhã inteira ao telefone "a desdobrar-se em contactos", para resolver a delicada situação política e económica nacional. Alguém o pode acordar, por favor?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ervançum

Acreditem em mim, não vão querer perder!


Professora, eles portaram-se mal!

A nível económico, as gracinhas dos meninos que andam em São Bento a brincar aos ministros desbarataram em meia dúzia de horas o que os sacrifícios impostos aos portugueses tinham permitido recuperar em seis meses. Espera-se que estes dois loucos sejam proporcionalmente responsabilizados e penalizados pelo desrespeito pelos "mercados", essa entidade abstracta e toda poderosa.

Também gostava de acreditar que estes idiotas não terão o descaramento de voltar a pronunciar palavras como credibilidade, estabilidade, seriedade ou austeridade, mas depois de ler o que disse Durão Barroso, já perdi a esperança.

A democracia segue dentro de momentos. Ou talvez não.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

12

Aqui está ela outra vez. A noite de 3 para 4 de Julho. Ainda não é este ano que vou dormir, já sei. A tristeza imensa já cá está e o medo avassalador está a chegar com o anoitecer. 12 anos depois, ainda é a pior noite do ano. Revivo tudo hora a hora, enquanto espero que o sol me traga o recomeço.
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

O rei vai nu

...mas não digam nada em voz alta. Ele ainda não percebeu, coitado.
     

Podes parar de dar saltinhos

"Eu estou aqui" diz o Tó-Zé. Pois... Isso é outra parte do problema.

Adeus II


29 de Setembro pode ser um bom dia para as eleições. Era só acrescentar um boletim de voto.

Adeus

A saída de Vítor Gaspar não é, afinal, nada de bom. Já nem falo da falta de credibilidade da sua sucessora, insistentemente sublinhada por todos. O que importa é que a política de austeridade continua, tal como continuam as baterias apontadas à classe média em geral e à função pública em particular. Significa apenas que, no momento final, quando se fechar para balanço, Gaspar já não estará para responder pelo que implementou. Agora mesmo, neste instante em que sabemos tão pouco, uma das coisas que sabemos é que Gaspar pediu a demissão em Outubro e se arrastou penosamente até ontem. Iliba-se portanto, de responsabilidades por tudo o que ocorreu de então para cá: Orçamentos chumbados pelo Tribunal Constitucional, previsões económicas anedóticas, declarações bombásticas sobre momentos de viragem. Até porque, como todos sabemos, a culpa é, e sempre foi, do clima.
     

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Hoje, definitivamente, é o meu dia :)


1 de Julho
Dia Mundial das Bibliotecas
Aniversário do Sporting Clube de Portugal


Tudo o que me interessa saber sobre a Croácia



Agora que a Croácia acaba de se juntar ao clube dos nobres falidos, os jornais enchem-se de informação sobre o país. A mim só me interessa saber uma coisinha: Como é que estamos de lei de bibliotecas? Hum?
         

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...