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A mostrar mensagens de 2015

Viragem

Deixo em 2015 o fim da minha vida familiar tal como a conhecia.  Deixo para trás a ilusão de amizades que pensava verdadeiras. Fecharam-se os caminhos de volta à vida que tinha antes. Mesmo que fisicamente volte ao mesmo lugar, nada será como dantes.

Ficam de 2015 os amigos que me acompanharam, apesar de tudo.
Fica o orgulho enorme nos meus filhos. Ficas tu, apesar da distância.

Fica a felicidade que retiro do trabalho. Ficam as pessoas que conheci, as situações que experimentei, a aprendizagem constante. Fica a (cada vez mais) minha Biblioteca. Fica o congresso BAD que encheu Évora de Bibliotecários e Arquivistas.

2016 está aí. Há promessas que gostava de fazer, mas sei que não vou cumprir.  Ficam as que posso e vou cumprir: trabalhar muito pela minha biblioteca e acabar a tese de doutoramento. Depois disso é que vou pensar em comer menos chocolate.

Bom ano para todos. Todos mesmo!

Mais Serviço Público

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Estimados Leitores
Informamos que, a partir de 1 de Janeiro, o horário de funcionamento da Biblioteca Pública de Évora é o seguinte:
Segunda a Sexta: 9h30 - 18h00
Sábado: 10h00 - 17h00 Esperamos pela sua visita!

Serviço público

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Aviso

Estimados Leitores

Informamos que, devido às festividades do Natal, a Biblioteca Pública de Évora estará encerrada ao público nos dias 24 a 26 de Dezembro e nos dias 31 de Dezembro a 2 de Janeiro.

Boas Festas e Feliz 2016!

Festas felizes

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Boas festas a todos! Que o Natal seja o que todos esperam dele e que 2016 seja a oportunidade de concretizar sonhos e projectos. Felicidades!

Das ilusões de Natal

Se eu pudesse dar a minha opinião sem que me caíssem logo em cima, diria que acho espantoso que as pessoas exijam às autarquias que gastem o dinheiro que não chega para as necessidades básicas de funcionamento de um concelho em iluminações de Natal.  Aqueles que acham vergonhoso que não se comprem iluminações caríssimas não têm vergonha de se preocuparem mais com a aparência do que com a essência, ao contrário do que apregoam durante todo o ano? E desses que agora clamam indignados, por essas redes sociais, quantos foram votar? Ah, compreendo! É porque nos programas eleitorais não havia promessas sobre iluminações de Natal (que por acaso é uma festa religiosa).

Os fãs do Natal que me desculpem mas, tirando o tempo que passo com a minha família, acho isto tudo uma hipocrisia. Votos de felicidade de pessoas que durante o ano nem nos cumprimentam, um consumismo levado ao extremo e a solidariedade que devia existir todo o ano desbaratada assim, em meia dúzia de dias...

Um livro livro. Adoro, adoro, adoro!

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Passo a passo. Conto a conto. Pólo a pólo.

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Da série "E pensar que há árvores que morrem para isto"

Entre os três volumes da saga, a Biblioteca Pública de Évora já tem (no dia de hoje) 49 exemplares de As cinquenta sombras de Grey. Assim por alto, mais de 14000 folhas de papel.

Ninguém merece.

A partir de amanhã, na BPE!

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A Biblioteca Pública de Évora orgulha-se de apresentar neste Natal o trabalho desenvolvido por uma das suas voluntárias. A mesma qualidade e perfeição aplicadas na produção de caixas, pastas e capilhas para o acondicionamento dos documentos mais valiosos da Casa-Forte da BPE é visível nas mimosas agendas, simpáticos cadernos e outros produtos que a Célia Figueira apresenta na sua Oficina dos Cadernos - Encadernação artesanal (https://www.facebook.com/oficinadoscadernos/?fref=ts)

A acompanhar o trabalho da Célia estará o projecto Janelas do Alentejo. A visitar, conhecer, comprar e oferecer na BPE, entre 10 de Dezembro e 8 de Janeiro. Esperamos por si!

Um imbecil é apenas um imbecil e nada mais que um imbecil.

“O homem dá à mulher direcção, indica-lhe um caminho. Uma mulher não é capaz de definir um caminho. Sem um homem, fica sem saber o que fazer. A mulher dá ao homem equilíbrio, moderação, porque um homem sozinho só faz asneiras, como beber em excesso e conduzir o carro a 200 à hora”.

(...)defendeu a privatização da polícia, a privatização dos tribunais e o fim da legislação que impede o trabalho infantil. “Se a criança vai ou não trabalhar, é com os pais”.

Acabaria com o ensino obrigatório e defendeu a mercantilização das eleições, com a livre compra e venda de votos. “É precisamente a pensar nos pobres que eu punha a questão da transacção do voto. Se uma pessoa tem direito a um voto mas não quer usá-lo, tem de o deitar fora. Noutro sistema, poderá vendê-lo a alguém que queira votar várias vezes. Já viu quantos pobrezinhos ficavam beneficiados?”

“Vá a África e veja porque é que eles não trabalham. Gostam muito de sexo; nós também gostamos, mas se estivéssemos o dia todo na cama não fazía…

AMAlentejo

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Porque tenho andado arredada das reuniões de trabalho e da apresentação à comunicação social, não dei ainda o devido destaque a esta iniciativa que considero louvável (caso contrário não integraria a sua comissão promotora).

Porque sou defensora de mais atitude e menos palavreado, de mais acções e menos dissertações, convido-vos a passar das declarações de amor e saudade (para os que estão afastados) ao Alentejo para uma postura mais pró-activa. Juntem-se a esta causa e participem no Congresso AMAlentejo, que decorrerá em Tróia no início do mês de Abril.


Este é um movimento que une diferentes visões políticas e partidárias, diferentes latitudes dentro deste imenso mundo que é o Alentejo e diferentes sensibilidades culturais, científicas e artísticas. É um movimento de todo o Alentejo, como podem constatar pela composição da Comissão Promotora, que podem consultar aqui
Junte-se a nós. Ame o Alentejo.

Santo Amador

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Se há sítio que eu gostava que todas as pessoas conhecessem (além da BPE, claro!), esse sítio chama-se Santo Amador. Costumo dizer que é um microcosmo. Nunca conheci outro lugar assim. 

São pouco mais de 400 pessoas, cada uma mais defensora da sua terra e da sua identidade do que a outra. É uma freguesia do interior do Alentejo a que já foi retirado quase tudo, menos a escola - e que luta tão difícil tem sido travada! - e que talvez por isso, aproveita com gosto o que ainda lhe resta. E o que lhe resta é a alegria de viver, o orgulho no Alentejo, nas suas raízes e tradições e o desejo sempre firme e corajoso de manter Santo Amador vivo e com vida. 

Não, não me enganei, são coisas diferentes. Aos Santoamadorenses não interessa apenas que a aldeia exista. Eles querem que ela tenha vida e portanto, todos - repito, todos! - contribuem para isso. 

Boas festas a todos e um abraço muito especial aos membros da ADASA (Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador), que …

O velho, o novo e o vazio

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É assim por todo o lado, em todos os serviços públicos onde é necessário conhecimento especializado. Os "velhos" saem e já não entra ninguém. As "mobilidades" são - na sua maioria e com o meu pedido de desculpas às excepções - repositórios de pessoas problemáticas, pouco produtivas, eternamente insatisfeitas e muitas vezes incapazes de integrar uma equipa, empurradas para uma terra de ninguém onde estas más características só se agravam.
Além da óbvia dificuldade dos serviços que se vêem impedidos de prosseguir as suas missões (quanto mais melhorar o seu desempenho) há uma outra consequência terrível desta "purga" à função pública: Não há transmissão de conhecimento prático. Os jovens chegam ao mercado de trabalho cheios de conhecimento teórico, que  só a convivência com os colegas que já lá estão transforma em experiência. Mas em vez disso, o que Portugal vai ter na administração pública é um esgotamento gradual da capacidade de trabalho especializado a…

A felicidade num saco de supermercado

Acabaram de sair. Um pai, duas filhas e um saco de supermercado carregado. Antes deles já tinham saído os meus amigos, o Gui e a Gui (chamemos-lhes assim) com a mãe. Um saco de pano a abarrotar e mãe a protestar "Não podemos levar mais, viemos a pé!"

A rotina repete-se todos os sábados. Pais ou mães, filhos e sacos cheios. Entram e descarregam os sacos. Os miúdos estão impacientes  por isso sobem logo as escadas enquanto a colega da portaria fica a fazer as devoluções.

Desaparecem entre as estantes da sala de leitura. Ouvem-se muitas conversas. "Olha este, pai!", "Esse já leste, não te lembras?", "Mas eu quero outra vez!". De vez em quando vêm perguntar qualquer coisa. "Tem livros de Natal?" ou "Onde estão os livros dos dinossauros?"

Depois fazem o percurso inverso, com os sacos carregados. Dizem que é o abastecimento para a semana que se segue.

Não consigo deixar de ficar emocionada. Tenho vontade de lhes pedir para os fotog…

Adivinhem quem está de volta à BPE?

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Ainda só vai no segundo ano, mas se depender de mim, pode muito bem tornar-se na nossa tradição de Natal.

De 15 a 19 de Dezembro, às 18h30, há espectáculo dos Bonecos de Santo Aleixo na Biblioteca Pública de Évora. Não vão perder, pois não?

Ser ou não ser... estúpido

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O Washington Post publicou um estudo (vale o que vale) sobre a estupidez: O que é estúpido e como deixar de agir de forma estúpida. O artigo está aqui e republico parte de uma versão portuguesa.
À cabeça das coisas mais estúpidas surgem aquelas que resultam da chamada “ignorância confiante“, conforme a definem os investigadores, e que resulta do facto de as pessoas acharem que podem fazer algo que, de facto, não conseguem.

“A coisa mais estúpida que uma pessoa pode fazer é sobrestimar-se“, nota Balazs Aczel, frisando que isto não tem nada que ver com “um QI baixo”, mas com “uma má percepção das suas próprias capacidades”.

Depois, surge a “falta de controlo” como justificação para a estupidez quando esta resulta “comportamentos obsessivos, compulsivos ou de toxicodependência”, refere Balazs Aczel.

Por fim, a “falta de atenção/falta de sentido prático” é outra justificação para comportamentos estúpidos, resultando de actos irracionais ou fruto de distracção.

Este retrato da estupidez …

Não fui eu que disse.

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Irónico

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Dia de Sporting

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«E na defesa não passa nada
Resolve tudo à cabeçada
é o TONEL
é o TONEL
é o TONEL
é o TONEL»

Para ler

A crónica de Pacheco Pereira no Público: http://www.publico.pt/politica/noticia/acabou-acabou-acabou-1715820

Não acabou,  nem podemos ceder à tentação de pensar que agora tudo se vai resolver por si. É preciso limpar o que ainda ficou para trás. É preciso construir um caminho diferente.

Expectante

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As vozes que já se fizeram ouvir dizem que será um bom Ministro. Não tenho opinião formada, vou esperar para ver. Para já foi uma surpresa, o que não é mau.

Quanto nos custa uma biblioteca?

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Na era das tabelas excel, respondo com outra questão. Quanto poupa se utilizar a sua biblioteca? Faça os cálculos aqui, é fácil:


Depois, se ainda tiver dúvidas, consulte o orçamento da sua Biblioteca e divida pelos habitantes do seu concelho para saber exactamente quanto sai do seu bolso para financiar a biblioteca.
Quem havia de dizer? Um investimento altamente lucrativo!

E ser feliz

E é isto, sem o episódio do estacionamento e sem qualquer ilusão romântica.

Também tive este choque,  quando ouvi a minha filha mais velha,  há muitos anos, falar na casa da mãe e na casa do pai. Foi aí que percebi que, na ânsia de fazer tudo certinho, de ser politicamente correcta, justa e isenta, tinha falhado no mais importante: ser a família e a casa deles. E foi o que fiz daí em diante.

Se falo nisto, não é para me lamentar ou lavar roupa suja.  É para que outras mães e outros pais possam pensar nisso. Deixar de viver em função do que se passa do outro lado, seja bom ou mau, e procurar apenas ser o lugar a que eles chamam casa. E ser feliz assim.

Paris, todos os dias.

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E se o horror que se viveu em Paris fosse diário? Se as bombas, os tiros, os cadáveres fossem constantes? Se as ruas fossem uma amálgama de destroços e fossemos obrigados a considerar a possibilidade de todos os familiares que deixámos de ver estarem mortos?

Não fugiam dali? Não tentavam salvar os vossos filhos? Eu tentava.
Pensem nisto quando culparem os refugiados por todos os males.


Há-de haver mais romarias

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E agora já temos Secretário de Estado

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Nuno Vassalo e Silva, até agora Director Geral do Património Cultural é o novo Secretário de Estado da Cultura. É uma boa notícia, tenho a melhor impressão dele, destes dois anos em que nos fomos cruzando por aí. Desejo-lhe a melhor sorte e bom trabalho, caso tenha a oportunidade de o desempenhar. A conjuntura é difícil mas é preciso enfrentá-la.


E levar a BPE no seu bolso? Parece-lhe bem?

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Já pode aceder à Biblioteca Pública de Évora a partir do seu smartphone. Instale a aplicação a partir do endereço www.mylib.eu ou procure a aplicação A minha biblioteca no Google Play.

Bem-vindo à Biblioteca Pública de Évora!


Dias 29 e 30 na Biblioteca Nacional de Portugal

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Este Seminário Internacional, o quinto de uma série de seminários organizados pelo Consórcio CDU (Haia) de dois em dois anos, tem como objetivo explorar as questões da gestão de sistemas de classificação dentro e entre sistemas de informação, dando particular atenção às possibilidades de partilha e exploração de dados de autoridade de assuntos em rede, no ambiente de dados ligados (linked data).

As práticas e técnicas de dados ligados têm aberto novos horizontes à exploração de vocabulários controlados e reforçado as suas potencialidades na descoberta de recursos. Os vocabulários controlados por sistemas de autoridade, em que se incluem as classificações, ganham, assim, uma renovada perspetiva tanto a nível local como global.

O seminário destina-se a profissionais de informação em geral, com interesse primordial para especialistas e investigadores de classificação e indexação bem como estudantes interessados em sistemas de organização do conhecimento.

Habemus Ministra

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E na véspera do primeiro dia, renasceu o Ministério da Cultura, associado a outras preocupações que ficam muito bem a uma senhora, como a Igualdade e a Cidadania.

Ao contrário de quase todos os meus amigos e colegas, não considero essencial a existência de um MC, embora reconheça que a participação no Conselho de Minsitros, o peso institucional associado e o estatuto de assunto-suficientemente-relevante-para-ir-a-ministério são uma mais valia.

A mim preocupa-me mais saber se há uma política cultural e que política é essa. Assim sendo, vou esperar para ver.


#somosbibliotecas

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Em preparação há longos meses, arrancou no 12º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas a campanha de promoção das bibliotecas públicas, com o slogan Somos Bibliotecas. Públicas. Municipais. De todos.


Se me estão a ler, é muito elevada a probabilidade de já terem ouvido, ou lido, o que vou dizer a seguir, mas não me canso de repetir por ser a minha mais firme convicção.

A Biblioteca Pública é a mais democrática das instituições, a que melhor garante a igualdade de acesso à informação para todos os cidadãos, a que melhor assegura o direito à liberdade de expressão e de pensamento, contribuindo assim para valores tão essenciais como a defesa e consolidação dos direitos humanos.

Ao contrário da educação escolar (que a Constituição Portuguesa recomenda que seja tendencialmente gratuita) que tem registado um acréscimo de custos muitas vezes incomportável para as famílias, voltando a aprofundar o fosso entre os que podem e os que não podem ter acesso ao ensino, a …

12º Congresso BAD - Dia 3

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Sala de Docentes da Universidade de Évora, 23 de Outubro, 11h00.

Congresso BAD

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Amanhã, às 14h00, no Anfiteatro (Sala 131).


Visita à BPE

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A dar início ao Congresso BAD, no âmbito dos eventos pré-congresso e mediante inscrição, vai realizar-se uma visita técnica à Biblioteca Pública de Évora, no dia 20, pelas 10h30.

Além desta visita, está também disponível para todos os congressistas uma visita guiada aos espaços da BPE, no dia 21, às 21h00.


Novo Portal da Biblioteca Pública de Évora

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A Biblioteca Pública de Évora convida-o/a para a apresentação pública do novo Portal de Acesso Online e da aplicação da BPE para smartphone, que decorrerá no dia 20 de Outubro, pelas 18h00, na Sala de Leitura Geral da Biblioteca.

Nesse dia entrará também em funcionamento o novo equipamento de auto-atendimento.

Contamos consigo!

Congresso BAD

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O maior evento da minha área profissional está a chegar e é em Évora. Se nas últimas semanas os meus dias já tiveram 12, 13 e 14 horas de trabalho, daqui até sexta-feira vai ser ainda mais intenso, mas isso não interessa nada, porque este vai ser o melhor Congresso de sempre.

Caros colegas, bem-vindos a Évora!


De partida.

Estão de partida.  Todos.

A mais velha segue o seu percurso e vai para Mestrado na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. A do meio segue o seu sonho e vai para a Licenciatura em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa.  O mais novo segue a sua vocação e vai conciliar o secundário com o Curso de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva no Sporting Clube de Portugal.

Apesar da ansiedade pelos dias que aí vêm, apesar da saudade que já sinto, apesar da solidão e do silêncio que vão invadir a minha casa sempre tao cheia de gente, este é um momento de alegria, de felicidade, de realização e de um orgulho que não me cabe no peito.

Se não fosse este aperto no coração e este nó na garganta,  era bem capaz de ser um dos dias mais felizes da minha vida.

O naufrágio da humanidade

Pois claro, que incómodo! Esta gente pobre e a morrer, a interromper a sucessão de selfies de sorriso fingido, os pés na areia, as bolas de berlim.

Que chatice, sermos confrontados agora com pessoas que morrem à nossa porta, quando podemos partilhar fotos espectaculares do leão Cecil e pedir a condenação do americano que não conhecemos de lado nenhum e a quem foi vendido o direito de caçar!

Que incómodo, ter que encarar a prova da nossa desumanidade, da nossa incapacidade, da nossa estupidez, do nosso egoísmo quando há tantas frases para partilhar sobre a inveja que todas as outras pessoas têm de nós e da nossa vida tão perfeita...

Que hipocrisia! Que vergonha!

1 de Setembro

21 anos a ser bibliotecária.
21 anos da coisa mais extraordinária que fiz na vida a seguir aos meus filhos.
21 anos de missão e de luta, a defender a liberdade de expressão e de escolha, a garantir o acesso democrático ao saber e à cultura.
21 anos a estabelecer pontes, a promover encontros, a ligar pessoas, livros, informação, conhecimento.
21 anos de privilégio a ter a melhor profissão do mundo, a que permite a todos e cada um que se encontre, se supere, se reinvente cada dia pelo contacto com outras realidades, outras vivências, outros mundos.
21 anos a ser feliz todos os dias, porque todos os dias são passados na biblioteca.

Books change lives ou o alimento para a alma

Podia dizer aqui tanta coisa, a começar pelo facto de isto ser a prova de que uma biblioteca é o que "Faz" e não o que "É", mas vou deixar isto para outro dia.

No  meio do campo de refugiados em Calais nasceu uma biblioteca. E funciona. Não tem um edifício com projecto de arquitectura premiado nem estantes homologadas. Tem livros que nasceram de doações porque, e tomem bem atenção às palavras que se seguem, "a biblioteca é um dos serviços considerados essenciais que é prestado com base no voluntariado". Eu vou repetir para os mais desatentos: a biblioteca é um serviço essencial, mesmo numa situação limite como é um campo de refugiados.

A sua criadora, uma professora britânica, não precisou de um único cêntimo dos muitos milhões que já foram disponibilizados para construir muros que vão separar os europeus do resto do mundo. Precisou apenas de vontade para "começar algo que pudesse oferecer ajuda real e prática". Além do serviço de leitura, a bib…

Entre as brumas da memória

Se vivessemos num país a sério,  todos os portugueses saberiam o que se comemora hoje. Todos conheceriam a importância deste dia para a nossa História,  para a nossa cultura,  para tudo o que Portugal viveu e foi desde este mesmo dia, há 600 anos atrás.  Mas não vivemos num país a sério e o sentimento de orgulho que deveria encher-nos o peito hoje foi substituído por uma imensa e dolorosa vergonha pela ignorância,  insolência,  absoluto desrespeito e falta de sentido de Estado e até de patriotismo de quem nos governa.

Há 600 anos fomos maiores que o mar, maiores que o mundo que haveriamos de dar a conhecer e partimos para a construção de uma nova era. Há 600 anos engrandecemos Portugal e demos o primeiro passo na construção de um Império.  Há 600 anos, num dia como o de hoje, conquistámos Ceuta, a chave do Mediterrâneo.

Citando o jornal Público de hoje:

Na madrugada de 21 de Agosto de 1415, quando o sol começou a nascer, os habitantes de Ceuta podiam ver na linha do horizonte que se p…

Bibliotecária de plantão III

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Com direito a reportagem fotográfica e tudo!




Manual de (sobre)vivência para adultos

Nota prévia:
Este texto não é da minha autoria. Subscrevo e considero-o muito pertinente. Copiei-o daqui.


O que é importante ouvir nem sempre é agradável. Transmitimos-lhe 20 factos dos quais certamente será bom que se consciencialize mas que lhe deixarão um gosto amargo.

1. Os seus pais estarão cada vez mais distantes. Ainda quererão que você faça o que eles querem que faça. Está tudo bem, você não tem que o fazer. Você não é obrigado. Você acabará por chegar a um ponto em que, na verdade, saberá melhor que os seus pais – e não há nada de errado com isso. Acontece.

2. Não só o mundo já não gira à sua volta – como nunca girou.

3. Haverá pessoas que irão ver o seu desconforto ou dor e não se irão importar, e pensarão que você merece, e sentir-se-ão divertidas ou excitadas com isso.

4. As pessoas não lhe devem a sua ajuda.

5. Você não está sob qualquer obrigação de permanecer numa relação com alguém que o tenha prejudicado, mesmo que seja um dos seus pais ou companheiro, ou mesmo que sej…

Bibliotecária de plantão II

Depois de registarmos os livros que vai requisitar, fica a falar comigo. Tem 6 anos e uma conversa que nunca mais acaba. Agradece o marcador de livros que lhe ofereço, diz que é uma grande ajuda porque "às vezes o pai chama para jantar" e ela ainda não acabou de ler.

Nem sei bem como, a conversa foi parar à Casa-forte de BPE. Explico-lhe o que é e digo-lhe que só eu tenho a chave e o código secreto. Não resisto e levo-a lá. Nem um metro de gente, ajuda-me a empurrar a porta pesada e mal entra, deixa escapar: "Este é o sítio mais fixe do mundo!".

Bibliotecária de plantão

Pelo terceiro dia, estou de serviço na portaria da Biblioteca. O reduzidíssimo quadro de pessoal e a necessidade de gozo de férias a isso obrigam. Não pensem que estou contrariada, muito pelo contrário. Estou até a considerar a hipótese de me mudar definitivamente para este posto. Ok, então só algumas manhãs ou tardes!

Há quem se surpreenda por me ver aqui. "Então, mas a bibliotecária é que está ao balcão?" ou "Não esperava nada encontrá-la aqui" estão entre as muitas reacções de surpresa destes dias, o que me tem feito pensar no que as pessoas esperam de um bibliotecário.

Na minha opinião, não se é melhor profissional por estar fechado no gabinete, afundado em reuniões e despachos. É aqui, no terreno, a meter as mãos na massa, que se aprende e se evolui. É aqui que tudo se passa e que verdadeiramente sentimos o pulsar da biblioteca. Atendemos os leitores, acolhemo-los na nossa casa e percebemos as suas preferências e as suas dificuldades. Estabelecemos laços, cria…

Da desilusão

Que fazer quando nos desiludimos? Quando percebemos os interesses ocultos por detrás de atitudes, gestos e palavras? Quando, depois de todo o investimento em tempo, emoções e sentimentos,  percebemos que era uma rua de sentido único?  Quando as palavras que são ditas à nossa frente com sorrisos contrariam as acções que os nossos olhos vêem praticar, ou pior ainda, que são praticadas longe dos nossos olhos?
E que fazer quando nos desiludimos connosco? Quando quebramos a promessa mil vezes feita? Quando cedemos ao que sabemos não ter pernas para andar e pior, quando deitamos orgulhosamente fora o que nos fazia tão felizes? 
Que fazemos com a desilusão?  Choramos a nossa,  encolhemos os ombros com a fatalidade da desilusão que causámos e seguimos em frente. Levamos a bagagem mais leve, porque ficam para trás aqueles em quem já não confiamos. 
Assim mesmo. Com crueldade e frieza. Dizem que se chama sobrevivência. Talvez seja só desumanidade, a desilusão da humanidade.

Prioridades

E se depois de uma visita guiada à Biblioteca, ao seu fundo patrimonial e à imensidão do fundo corrente daquela que é uma das 5 bibliotecas mais importantes do País (pelas minhas contas somos a 4ª) alguém que exerce a nobre função de Professor (e manda os alunos de castigo para a biblioteca) me diz: "Têm que pensar mas é em fazer uma biblioteca municipal com um bar", o que é que eu faço?

Ainda que não consiga perceber a importância da biblioteca, alguém acha razoável que, no estado em que isto está, se despreze uma biblioteca que recebe tudo - TUDO - o que é publicado em Portugal, que tem uma localização privilegiada e 210 anos de história para gastar o dinheiro que não temos a construir uma biblioteca municipal onde se tem que comprar tudo, incluindo os livros, só para dizer que temos um bar?





10 de Junho

Já houve um tempo em que quem nos governava era um farol inspirador.

É preciso manter a esperança,  mas também é preciso que cada um de nós cumpra a sua parte e não abdique de segurar o leme da nossa vida, com a nossa voz, o nosso voto, a nossa participação activa e cidadã.

Mostrengo

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?”
E o homem do leme disse, tremendo:
“El-Rei D. João Segundo!”

“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
“Quem vem poder o que eu só posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu e disse:
“El-Rei D. João Segundo!”

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três veze…

Dra. Inês Parreira

Hoje a minha filha Inês queima a fita.

Foi um percurso muito difícil para ela, para mim, para os quatro. Há 14 anos, quando a nossa vida ficou virada do avesso, muita gente teve a enorme simpatia de me dizer “Nunca vais conseguir criar estes miúdos sozinha”, “Como é que tu podes pensar em pôr estes miúdos a estudar?” e outras pérolas do género.

Confesso que também me assustei. Fechei-me no quarto e chorei, chorei e chorei. Uma semana mais tarde e 11 quilos a menos, foi dessa escuridão que saí um dia para abrir a porta. Era a Professora Geninha, que tinha sido minha professora de português no secundário. Não quis entrar. Deu-me um pequeno ramo de flores e disse-me a palavra mágica: Coragem.

Nunca lhe consegui agradecer devidamente, porque cada vez que me lembro desse instante as lágrimas voltam, os dedos tremem e eu que nunca me calo, fico sem palavras. Obrigada Geninha. Obrigada, obrigada, obrigada.  Foi graças a essa palavra que no dia seguinte me levantei de manhã e fui trabalhar. A…

A "minha" Biblioteca

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(Basta clicar na imagem para aceder ao vídeo. Imagens no ínício do programa e ao minuto 6:50 da primeira parte e 7:20 da segunda parte )

Sim. Podemos.

Só hoje vi o filme "O mordomo".  É verdade, só hoje. Senti,  nos últimos minutos,  a mesma esperança que naquela madrugada de 2008 em que ouvi Barack Obama discursar em Chicago.

Há quem diga que a sua passagem pela Casa Branca ficou aquém do esperado, que não cumpriu o que prometeu. Talvez. A História faz-se no longo prazo e este filme relembra como foi possível mudar o mundo em apenas 30 anos. Em tempo histórico é menos que um piscar de olhos.

Para mim, Obama cumpriu o seu papel. Demonstrou a possibilidade de tornar verdadeiros e palpáveis os sonhos que nem nos atrevemos a sonhar.  A sua existência e a sua eleição fizeram mais pelo combate contra a intolerância do que muitas intervenções mais ou menos armadas, incluindo as que o seu próprio país insiste em levar a cabo.

Acredito honestamente que foi esta escolha que fiz para a minha vida e que não conseguiria vivr de outra forma. Ousar sonhar mas, mais do que isso, ousar acreditar que é possível. Acreditar que vale a pena …

Sem limites

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Quando pensamos que a Humanidade já não nos pode desiludir, aparece o caso infeliz daqueles seis neurónios que vivem isolados nos cérebros de seis seres com aspecto humano que acham piada humilhar outro ser humano.

E depois disto, quando lamentamos a nossa incapacidade para educar a geração que se segue, quando percebemos a forma como, por acção ou inacção, contribuímos para uma cultura de violência e desprezo pelo próximo, de valorização da aparência em vez da essência, da supremacia dos esquemas e da desonestidade em detrimento do mérito e do trabalho, surge isto. Eu, que tenho dificuldade em calar-me, fico sem palavras para descrever até que ponto a natureza humana é capaz de descer. "Presença no Pingo Doce"????


Alentejo, Alentejo

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Eu nasci em Aldeia Nova de S. Bento, vivi em Moura e agora vivo em Évora. Sair do Alentejo não é opção. Não quero que o Alentejo perca a sua identidade, mas quero lutar todos os dias para um Alentejo melhor, em que o cante não seja um tónico para a fome e a dor, mas sim uma forma orgulhosa de dizer Alentejo. Tenho um pesado sotaque alentejano que não quero perder e que leva o Alentejo comigo, onde quer que eu vá.

Sim, o Alentejo foi sempre espoliado, económica e politicamente. Os alentejanos aguentam, por isso, a sangria continua, até que os mais teimosos desistam de fazer nascer aqui os seus filhos, desistam de os levar à escola aqui, desistam de voltar para cá quando terminam os estudos, desistam de aqui trabalhar, desistam de voltar a ser terra, quando morrerem.

Mas não quero que me deixem em paz. Quero que olhem para o Alentejo. Quero que olhem para os Alentejanos e que aprendam com eles a resistir a tudo.

Isto vem a propósito disto. E já agora, o "baixo alentejo" (assi…

Ui! Que medo!

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Quero começar e nem sei por onde... Ok, vai por onde me dói mais:

1. "há bibliotecas com livros antigos"....? Mas então o que querem que lhes faça? Que os deite fora? Sobreviveram às chamas da Inquisição, ao terror das invasões francesas, à escuridão do Estado Novo que afinal era tão velho e agora eram apagados em nome do AO90? Será que esta gente tem noção do que escreve?

2. Ai termina o prazo de transição? Olha, multem-me!


Conversas de mãe

É-se mãe porque eles nascem. Num instante passam da não existência para o projecto mais importante das nossas vidas. Os longos nove meses de espera não nos preparam para nada, porque nada nem ninguém está preparado para o enorme e extraordinário milagre da vida.
Quando o dia chega percebemos como somos insignificantes perante o sábio labor da mãe natureza. E sobretudo, percebemos que, sem aviso prévio passamos a ser personagens secundárias na nossa própria vida. Tudo o que fazemos é por eles e para eles. Mesmo quando julgamos andar a cuidar da nossa vidinha, na verdade estamos a agir com a consciência de que as nossas acções são modelo para os futuros comportamentos deles e sim, é verdade, para que eles se orgulhem de nós. 
Quanto temos mais do que um filho, o mistério é ainda maior. Ao milagre de termos conseguido gerar uma vida completa, junta-se o milagre de ver aquele sentimento que não nos cabe no peito multiplicar-se e ainda assim arranjar espaço. 
Nem tudo é fácil.  No longo pe…

23 de Abril é Dia Mundial do Livro

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A UNESCO declarou o dia 23 de Abril, tradicionalmente dedicado a São Jorge, como Dia Mundial do Livro.

Segundo a lenda, São Jorge matou o dragão que atemorizava o povo, e do sangue do dragão nasceu uma rosa que o santo deu de presente à sua princesa. Por isso, nesta data manda a tradição que os cavalheiros ofereçam uma rosa vermelha às suas damas. Em troca, estas devem oferecer-lhes um livro.

Assinala-se também neste dia a morte de dois dos mais famosos escritores de sempre: William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

Para assinalar a data, a Biblioteca Pública de Évora promove a iniciativa "Blind date with a book". Há livros que se querem dar a conhecer e que estão à sua espera. Visite-nos!

Haverá alguém para quem esta imagem seja conveniente?

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A mim não me convém nada. Aliás, estou muitíssimo irritada. Andava eu toda ofendida com a observação infeliz do locutor da Rádio Comercial que diz que já ninguém vai a bibliotecas, porque são sítios fora de moda, afinal a entidade que tutela as bibliotecas públicas pensa da mesma forma...
A notícia é má e mal elaborada. Pega em informações soltas e desconexas, mistura tudo e põe um título para chamar a atenção. Mau jornalismo, feito de forma preguiçosa e que de uma só penada destrói todo o trabalho de advocacy que andamos a tentar fazer em defesa das bibliotecas públicas.
Se isto já é mau, o que está na génese da notícia é pior. Números jogados ao acaso, a tentar provar que a culpa disto tudo é das câmaras municipais que não investem nas suas bibliotecas. Este jogo do empurra já cheira mal e só prejudica as bibliotecas públicas. 
Faz-se crer que só uma grande injecção de dinheiro pode salvar o sector. Organização, trabalho de campo, ouvir e acompanhar os bibliotecários: zero! Agora v…

Não se arranja um dicionário lá para a secção?

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O que é a extra-munção?

Podem, por favor, verificar pelo menos se as pessoas não são analfabetas antes de as porem a escrever rodapés de notícias?

Irra, que é demais!

6 anos

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Este blogue, praticamente moribundo ou pelo menos em estado pré-comatoso, faz hoje seis anos.

Já me passou pela cabeça encerrá-lo, mas sei que não é isso que quero. É preciso redefini-lo, porque o espírito com que nasceu já não faz sentido. A conjuntura mudou porque a minha vida mudou profundamente. A vontade de escrever mantém-se mas confesso que a existência de gente mal-formada que vem para a internet destilar ódio a coberto do anonimato me arrefeceu o ímpeto.

Por enquanto mantemos a casa aberta, vamos ver no que dá.

A cada leitor, seu livro. A cada livro, seu leitor.

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Fui à Rodoviária levar a minha filha mais velha.Enquanto esperávamos, olhei à volta. Uma senhora sentou-se, tinha um livro na mão. Pareceu-me ver uma cota igual às da BPE, quando ela virou o livro. Olhei para o topo, vi o carimbo da BPE, confirmei. É um livro nosso, nas mãos de uma leitora. Disse à Inês: Aquele livro é da Biblioteca.

Olhei novamente para a senhora. Enquanto passava os olhos por algumas linhas do livro, sorria com ar satisfeito. Eu e a minha filha dissemos ao mesmo tempo: Está tão contente! E eu fiquei de coração cheio.

Pedro

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Convívio difícil,  com o Pedro que às 9h28 de hoje completa 17 anos. Momentos de calma e tranquilidade exasperante para quem anda a mil como eu, a contrastar com a obstinação e teimosia sem igual de certos dias. Tudo temperado com um sentido de humor impagável, quando está bem disposto, e mordaz quando está contrariado.

Teve a sorte de nascer no mesmo dia que Hans Christian Andersen e o azar de ter de competir sempre com as actividades da biblioteca para a comemoração do Dia do Livro Infantil.

Este ano, o dia é só teu. Parabéns filho!



Os Organizadores

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De um modo silencioso, sim. De forma modesta, nem por isso. Cada pequena escolha, cada opção pela colocação numa área temática ou noutra, cada decisão de envio para depósito é uma presunção de sabedoria e carrega a arrogância de saber o que é melhor para o outro. 
Por muito que analise, observe, elabore estudos e estatísticas, sou capaz de conhecer todos os meus utilizadores? Por muito que me escude na heróica tarefa de dar ordem ao caos, consigo incluir a visão que os meus leitores têm do mundo? Ou estou a impôr-lhes a minha organização mental? Quando falamos em formar leitores, pensamos imediatamente na tarefa de os ensinar a movimentar-se na biblioteca e aproveitar todo o seu potencial. Na verdade, não temos consciência de que estamos mesmo a "formar" leitores, na medida em que os tentamos moldar ao nosso esquema de pensamento,
Temos esse direito? E não o tendo, qual é a alternativa?

A maioridade

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Nesta madrugada sai a Mariana. Como tudo aquilo a que se propõe, vai fazer a viagem de finalistas que ela escolheu e não aquela que toda a gente faz. Exactamente como sempre disse que faria.

A Inês acaba de desligar o telefone: "Mãe, vais passar mais uma semana sem dormir!". Está no seu estágio, também ela no lugar onde sempre quis estagiar, a fazer aquilo que queria fazer. "Mãe, tu tinhas tanta razão! Não há nada melhor do que fazer as coisas bem feitas e deixar boa impressão por onde passamos."

O Pedro vai a caminho. Ao seu ritmo, como sempre. Com tranquilidade. Numa boa.

Como chegámos até aqui? Como deixaram de ser a minha ninhada para se transformarem nestas pessoas com vida própria, interesses definidos, metas estabelecidas, histórias para contar? O que fazem quando eu não estou, se quando estão por perto chamam "Mãe!" a cada minuto? E que farei eu quando todos tiverem voado do ninho, se de todas as coisas que já fiz ou farei na vida, a mais importan…

Mariana

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Tenho a certeza que me vais dizer "Mãe, não tinhas outra fotografia?", ainda por cima agora, quando esse aparelho já é só uma recordação. Tinha, mas gosto desta. Mostra a Mariana brincalhona e bem-disposta, a Mariana a quem dá a travadinha.
És sempre descrita como a mais responsável, a mais empenhada, a mais determinada, a mais preocupada. É verdade, és isso tudo, mas também és a miúda louca pelos 30 Seconds to Mars, a rapariga mais Sportinguista que conheço, superdivertida quando estás à vontade com quem te rodeia.
Há 18 anos passámos um mau bocado. Juntas. Sozinhas. Sobrevivemos e ficámos muito mais fortes. Tu porque te tornaste nessa força da natureza, como te descreveu a pediatra que te assistiu após o parto. Eu, porque te tenho a ti. Parabéns!
Ps.:Deves estar a pensar que depois disto te vou fazer as vontadinhas todas e vou deixar de te contrariar, mas tenho uma coisa para te dizer: Só que não!

E vão 45

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E você, sabe o que andaram os seus adolescentes a fazer na noite passada?

"O que fazem os adolescentes na rua até de madrugada? " pergunta o Diário de Notícias e pergunto eu.

Arrastam-se bêbadas e bêbados pelas ruas, deixando um rasto de vómito por onde passam e que os vizinhos dos spots da noite se encarregarão de fazer desaparecer depois de uma noite mal dormida. O vocabulário resume-se a uma dúzia de palavras. Além do inevitável "tipo", mais de metade são palavrões que gritam à exaustão a qualquer hora da madrugada. Não é juventude,  não é irreverência e com toda a certeza, não é divertimento. A mim parece-me apenas estupidez, mas é verdade que já não vou para nova...

"Peaners"

Segundo contas que vi por aqui, "no cenário mais extremo" cada português terá de pagar 550 euros se os gregos decidirem não pagar a dívida grega. É muito? Não, é uma esmola, comparada com todos os muitos 550 euros que mensalmente me roubam do ordenado há mais de 3 anos, já para não falar nos chamados subsídios (que na realidade fazem parte do ordenado, apenas eram "amealhados" pelo Estado com uma estratégia de divisão do ordenado anual em 14 prestações em vez das 12).

Enquanto os 550 euros que supostamente darei aos gregos servirão para restituir a electricidade à casa de 300 mil famílias que vivem à luz das velas por incapacidade de pagar a conta da luz, os (ora, assim por alto... 550x12x3 é igual a...) 19 800 euros que já paguei desapareceram em buracos para os quais também não contribui: BPN, BES, TGV e outras tretas. E para quê?

Até pode ser uma desilusão ver este novo governo grego implementar o seu programa, mas a lufada de ar fresco que se fez sentir por ess…

De novo, a Grécia

E quando o mundo parece concertado no caminho das inevitabilidades,  eis que a Grécia é de novo o berço da democracia.

Ao propalado medo do incógnito sobrepôs - se o cansaço de um sistema demasiado conhecido e sofrido na pele.

Agora que somos todos devedores da coragem dos gregos, estou curiosa para ver o que faremos com os votos que teremos nas mãos.

Ainda somos humanos, ou somos apenas máquinas de calcular?

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Depois da moda (horrível) de cada um pagar o seu consumo nas festas de aniversário, e ninguém dar prendas a nínguém, eis que surge um novo paradigma de convites para festas: os pagamentos por falta de comparência, com ameaças de processo jurídico e tudo.

No Reino Unido, os pais de um menino de 5 anos receberam uma factura no valor de 15,95 libras, envida pela mãe de um amiguinho da escola, por ter faltado à sua festa de anos. Que amorosa!


Charlie Hebdo

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Tantos mortos desnecessários. Tantas famílias destroçadas.
Se há aqui alguma religião, chama-se irracionalismo.
Que dias tão tristes para a humanidade!