quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia da Criança em Moura

Como diz a publicidade a uma coisa qualquer que agora não interessa nada, vais ver, ou vens viver?








A Biblioteca Municipal vai estar presente com a actividade nº 4, na Rua 1º de Dezembro. Participem!
              

terça-feira, 29 de maio de 2012

Haja alegria

Uma proposta irrecusável

Leões do Alentejo



Esta é a família (como eles próprios se descrevem) que acaba de ganhar a Supertaça Distrital de Futsal. Parabéns Leões do Núcleo Sportinguista de Moura!


Fotografias roubadas do Facebook do Sr. Presidente do Núcleo Sportinguista de Moura
            

Para acabar a noite... ou começar um novo dia


Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais"
             





segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ainda hoje, se possível


Mas os que tiveram no ano passado pagam, especialmente se ainda por cima forem diabéticos. Deve ser uma daquelas lógicas matemáticas das equações (menos com menos dá mais). O senhor ministro diz que vai escrever uma cartinha a todos os hospitais com as instruções. Acha que pode ser em correio azul?
                  

O que está lá a fazer?

Vicente Moura, Presidente do Comité Olímpico Internacional faz questão de baixar as expectativas, prevendo uma participação sem qualquer medalha nos Jogos Olímpicos de Londres.

O senhor lá faz a defesa da sua dama, que consiste basicamente numa crítica a toda a gente, menos a ele próprio, bem entendido. É um daqueles caso em que a culpa é sempre dos outros e ele se vê impedido de fazer seja o que for para contrariar o movimento de proporções gigantescas que quer boicotar o desporto nacional.

A sério? Se não é capaz de fazer frente a esses "poderes instalados", venha-se embora, homem! Bata com a porta, denuncie as irregularidades, grite aos quatro ventos que não compactua com o que está a ser feito, mas demarque-se. Chega de ameaças que nunca cumpre. Agora assim, confortavelmente sentado na cadeira do poder que recusa abandonar, depois das trapalhadas que têm sido as últimas participações olímpicas, e ainda por cima a querer deixar o sucessor escolhido... Não há pachorra.
         

domingo, 27 de maio de 2012

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada




Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou.

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei
Para lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
Para voltar a viver
Já não sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber.

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O quarto vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala.

sábado, 26 de maio de 2012

Fenómenos

Expliquem-me lá, que eu devo ser mesmo burra, que diferença é que há entre estas muito simpáticas senhoras e os nossos Homens da Luta no ano passado? O quê, sabem fazer Arroz de Pato? Ok, voto nelas.

Red Shoes


Tenho duas grandes mágoas na vida. Uma é não saber desenhar. Nos primeiros dias de escola, depois de ter acabado os trabalhos, a professora disse-nos para ocuparmos o tempo com um desenho. Ainda tentei dizer que não era preciso, mas ela insistiu. Desenhei um cão e as 3 patas visíveis, digamos assim, e acabei a chorar porque não sabia onde havia de desenhar a quarta pata. E pronto, essa vertente artística ficou arrumada.

A outra mágoa, é a de não saber cantar. Tenho mesmo pena. Porém, a Rita Red Shoes não canta melhor do que eu e está a dar um concerto no Rock in Rio. Eu também tenho uns sapatos vermelhos, bem giros, por acaso. Zélia é que não é um nome muito comercial, mas é só mesmo o que me falta...

Acham que ela recebe por aquilo?
   
         

Quem?

Quem foi o idiota que se lembrou de inventar o "baile de finalistas"? Quem foi a cabecinha oca que decidiu que teria de ser uma cerimónia engalanada? Estariam conscientes? Oh senhores, com a crise que por aí vai e nós a perder tempo com estas tretas...
     

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coerência, democracia e outras coisas insignificantes

Ficámos a saber que o senhor Presidente da República escreve como aprendeu na escola, e que depois há alguém que lhe corrige o que está certo, transformando-o num desses desagradáveis textos em acordês. Acontece que este senhor, foi uma das personalidades que ratificou esta bela "coisa", como ele próprio esclarece: "Quando fui ao Brasil em 2008, face à pressão que então se fazia sentir no Brasil, o Governo português disse-me que podia e devia anunciar a ratificação do acordo, o que fiz”.

Obrigada, senhor Presidente, por ter seguido as ordens que lhe deram, apesar de não tencionar cumprir o que estava a ratificar e de não ter prestado atenção à vontade da maioria da população portuguesa. Ainda é assim que as coisas se decidem em democracia, não é? Pela vontade da maioria?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre ontem

Festa, muita festa, alegria e muita esperança. O ambiente no estádio é indescritível, ainda bem que pude lá estar. Depois veio a chuva, o golo e o frio que tomou conta de tudo. Perdemos, parabéns à Académica.

Cá estamos, de volta ao Alentejo profundo, prontos para recomeçar tudo outra vez. Quando é que é o jogo de apresentação da próxima época?
       

sábado, 19 de maio de 2012

Uma espécie de quarentena

O Bom Dia Portugal de fim-de-semana costuma ter "personalidades" que comentam a actualidade. Há de tudo. Já fiquei de boca aberta com o descaramento de Jorge Gabriel em sábado de reflexão antes das eleições autárquicas a apelar ao boicote no voto a uma determinada força política no concelho de onde é natural e onde eu agora vivo. Já tive o grato prazer de conhecer pessoas que valem mesmo a pena (ocorre-me a escritora Patrícia Reis, que passei a seguir com interesse) e hoje, dei de caras com a Mila Ferreira. Quem é? É a eterna "irmã da Adelaide Ferreira".

Ao que parece, acredita na polivalência, o que parece ser bom. Porém, como cantora, é aquele sucesso estrondoso que se conhece, o que a obrigou a editar o seu (creio que 7º) disco sozinha porque não arranjou nenhuma editora interessada. Pelo que ouvi, também é advogada, mas também deve ser muito bem sucedida, porque parece que tirou um curso rápido de uma ginástica qualquer e agora dá aulas disso. Também já foi professora e até gostava muito. Não tinha nada a ver com a magia do ensino ou com os alunos, era porque podia receber o ordenado a dia 21 sem ter um patrão a chateá-la, mas a lei mudou e ela teve de sair. Qualificações a mais, presumo eu.

A dita senhora impressionou-me muito, como vêem, porque além de um curriculum vitae (como é que eu hei-de dizer isto...) muito abrangente, é dona de umas teorias absolutamente espantosas, entre as quais destaco o facto de haver portugueses de 1ª, de 2ª,de 3ª, etc., que gozam dos correspondentes privilégios. A senhora é perspicaz e já percebeu que há uns que têm a vida muito facilitada e outros que... enfim, não têm. E sabem quem é que esta cantora actriz advogada professora e ginasta considera como sendo os cidadãos de primeira que mais privilégios têm? Tcharaaaaaan: Os funcionários públicos!

Estes tipos são sustentados pelo Estado e deviam era preocupar-se em trabalhar, francamente. Como aquela funcionária da Segurança Social que a acusou de ser mal-educada e de lhe faltar ao respeito e lhe desligou o telefone na cara (caramba, há funcionários públicos que não reconhecem o privilégio de estar a falar com a irmã da Adelaide Ferreira!). E além disso, os empregados do sector privado têm de parar de pedir salários dignos e têm de compreender que os patrões têm de enriquecer, porque só assim se desenvolve a economia. Essa treta do investimento é só conversa fiada, o importante é o enriquecimento dos patrões.

E pronto. Como sou funcionária pública, vou tentar manter-me afastada da senhora, para não a incomodar com os meus privilégios. Até vou evitar comprar o seu CD e aconselhar todos os meus amigos funcionários públicos a fazerem o mesmo. E quando a ouvir cantar, vou mudar de estação de rádio, ou de canal de TV. Comigo não precisa de se preocupar mais, até estou a pensar escrever àquele amigo da senhora (da irmã da Adelaide Ferreira) que agora é primeiro-ministro para pedir que evite utilizar dinheiro descontado do meu salário ofensivo de funcionária pública em hospitais, estradas ou outros serviços públicos que possam ser utilizados por esta estrela. Só para evitar o perigo de contágio, por mais nada.
             

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Eu e o Sporting

Acontece-me com frequência encontrar amigos que me cumprimentam e logo a seguir perguntam: E o teu Sporting? ou então Farto-me de rir contigo, rapariga, tu és mesmo doida com o futebol. Até já eu torço pelo Sporting e não era sportinguista...

Quem nunca experimentou torcer por um clube, ouvir o relato com o nervoso miudinho da ansiedade, gritar golo mal a bola entra na baliza, saltar no meio de milhares de outros sportinguistas em pleno estádio, nunca poderá compreender a minha devoção.

Sociologicamente é fácil de explicar: o sentimento de integração e pertença a um grupo, a identificação de interesses e objectivos, a partilha de alegrias e tristezas... Mas há algo mais, que vai para além do racionalmente explicável. Há magia e orgulho, há angústia e sofrimento, há a cabeça erguida, há a certeza de fazer parte do Sporting Clube de Portugal.

Domingo estarei na minha primeira final da Taça de Portugal ao vivo. Espero ganhar, quero ganhar, vamos ganhar. Mas sei que já estou a ganhar e o jogo ainda não começou, porque ninguém me tira estes dias que antecipam a final, a viagem que farei com os meus filhos até ao estádio, os 90 minutos de expectativas e cânticos e nervos.

Há tantos problemas na vida a precisarem da minha atenção? Há. Dedico-lhes todos os outros 9990 minutos de todas as semanas. Acham pouco?



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Novas regras

A nova lei orgânica da DGLAB (parece nome de experiência científica mas significa Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas) foi publicada hoje e está disponível para consulta aqui.

Não tenho qualquer opinião formada sobre a qualidade da lei, vamos ter de esperar para ver como corre. Para já, a única coisa que posso dizer é que estou muito satisfeita pela sua existência, porque significa a intenção de manter e consolidar a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, conferindo-lhe o apoio e a orientação que a anunciada extinção no tempo dos filósofos que vão estudar para Paris lhes queria retirar.
               

E para quem não pode ir ao Jamor...



terça-feira, 15 de maio de 2012

Eu vou! :)

  

Mais um


Desta feita, graças à amizade, disponibilidade e generosidade de pessoas muito especiais, que me dão o privilégio de serem meus amigos. Este, ainda por cima, fica a fazer parte da minha biblioteca pessoal. Obrigada!
           


segunda-feira, 14 de maio de 2012

A propósito de património


Foi inaugurado no passado Sábado, enquadrado na Olivomoura 2012, o Jardim das Oliveiras Miguel Hernandez. O espaço, muito agradável, está disponível ao público no mesmo horário do seu vizinho da frente, o núcleo museológico do Lagar de Varas.

O jardim tem cerca de 1600 metros quadrados e nele estão plantadas as variedades de oliveira mais tradicionais e representativas do Alentejo, como a cordovil, a verdeal ou a galega. 

Aquando da homenagem do município de Moura ao poeta Miguel Hernández, já havia sido anunciada a intenção de dar o seu nome a este jardim. A Moura ficará sempre associado o nome do poeta, que aqui foi detido em 1939, poucos dias depois do fim da Guerra Civil de Espanha, quando tentava escapar aos franquistas.  Depois da detenção, Miguel Hernández foi levado para  Rosal de la Frontera e depois para Huelva, onde terminou os seus dias na prisão e acabou por morrer em 1942, aos 31 anos, vítima de tuberculose.

Um dos seus poemas mais conhecidos é Aceituneros, que aqui fica na voz de Paco Ibañez.

Semana do Património Histórico


domingo, 13 de maio de 2012

31 toneladas

31 toneladas de velas em Fátima. 31 toneladas de desespero e um bocadinho de António Aleixo:


Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.

Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.

E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais p'los outros que por nós.

Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.

E o povo nada conhece...
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
          

sábado, 12 de maio de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O que eu gosto

Gosto muito de aqui vir, mas - como é que hei-de dizer isto? - enfim, nem sempre é possível. Está um sol fantástico lá fora, tenho muito, muito, muito trabalho pela frente :) e a conversa aqui no Açúcar fica para trás. Já pensei mil e quarenta e sete vezes "tenho que escrever qualquer coisa sobre isto no blogue", sendo que o "isto" é a coisa interessante que estou a fazer no momento, ou sobre a qual estou a conversar, mas depois... passa a oportunidade.

Pode ser que o fim-de-semana dê para reorganizar as coisas. Se bem que... já vos disse que hoje começa a Feira de Maio? É verdade. E Feira no meu dicionário quer dizer Tasquinha do Sporting. Vamos a eles (aos petiscos, pá!).


Programa das festas disponível aqui.

Ps. O título deste post fez-me lembrar uma piada do facebook: Há uma linha que separa o que eu gosto... das outras coisas. Chama-se 2ª circular. :)
              

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Há mundo lá fora?


Se há mundo e gente parva, problemas e guerras, economia e crise, barulho e confusão, deixem-nos ficar do lado de fora. Aqui só entram coisas boas.
   

segunda-feira, 7 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012

Adeus Sarkozy

A França acaba de escolher um low profile para presidente. Contra todas as expectativas geradas pela exposição mediática, pela intervenção (excessiva) na condução da Europa, pelos saltinhos ao lado de Angela Merkel, Sarkozy transforma-se no primeiro presidente que se recandidata e não consegue a reeleição.

Os tacões altos, a esposa modelo e a promoção nos meios de comunicação social não conseguiram iludir os franceses. Sarkozy quis reencarnar o Rei Sol, mas esqueceu-se que a França é mais do que Versailles. É também a Bastilha e a pátria da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

sábado, 5 de maio de 2012

De volta a casa

Com a alma cheia de amigos que já não via há muito tempo, de conversas saborosas com pessoas que partilham os mesmos interesses e caminhos, pessoas que vivem as bibliotecas como uma missão, uma atitude perante a vida e não apenas uma profissão. Levei um bocadinho da minha biblioteca, mas trouxe muito, muito mais em troca.



           

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Por estes dias

Depois da Feira do Livro, a vida regressa lentamente ao normal. Antes do regresso à rotina do dia-a-dia, ainda há mais umas etapas para cumprir. Amanhã e depois, estarei aqui:



Infelizmente, acabei de perceber que os dias na Feira, sem acesso ao correio electrónico profissional, me fizeram perder o prazo de entrega do resumo da comunicação que vou apresentar. A partir de domingo tenho mesmo de repor a ordem e o método na minha vida. Mas estou chateada, é claro que estou chateada :(
       

terça-feira, 1 de maio de 2012

Não vou


Violação de direitos, pressões inaceitáveis sobre a liberdade dos seus trabalhadores, exploração descarada, desrespeito pelos clientes e uma absoluta falta de responsabilidade social. Eis o Pingo Doce. 

Tudo tem um preço? Tudo não. A dignidade, a liberdade, a integridade não têm nem nunca terão preço.
                

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...