quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

E eu a queixar-me do Migraleve...

Quando falo no Migraleve, no seu desaparecimento do mercado e no complicado esquema de fornecimento externo que consiste basicamente em cravar toda a gente que vai a Inglaterra para me trazer uma caixinha ou duas, a maior parte das pessoas diz (ou pelo menos pensa) que se foi retirado é porque não prestava, porque era perigoso, bla bla bla.

Acontece que o medicamento está aprovado pelo infarmed, tem licença de venda em Portugal (e por esse motivo eu não consigo comprar online, de forma transparente e declarada), mas a farmacêutica opta por não o comercializar, apesar de ser a tábua de salvação de milhares de pessoas que sofrem de enxaqueca. Razão? É simples: cada caixa de 12 comprimidos custava 3 euros e pouco, enquanto uma caixa de 6 comprimidos de zomig (anunciado como a oitava maravilha do mundo e um autêntico flop) custa 33,86 (ao melhor preço garantido!). É como dizia  o outro, é só fazer as contas.

Agora, hoje, deparo-me com uma notícia do Público onde se divulga que os medicamentos oncológicos estão em falta no mercado porque não são suficientemente lucrativos. Medicamentos oncológicos, leram bem. Comprovados, autorizados, eficazes. Porém, pouco lucrativos, pelo que são para extinguir.

Ainda falta muito para fazermos uma revolução? É que isto está que não se pode.

1 comentário:

  1. olá tenho seguido o blog nao ou muito activa mas que tal uma petição online para a venda em farmacias?

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