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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

Mil novecentos e oitenta e quatro

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Tinha 14 anos e era 1984. Esperei pelo livro quase todo o ano e finalmente, uns dias antes do natal, chegou às minhas mãos. É o livro da minha vida, não tenho dúvidas. Mesmo que nunca mais o tenha voltado a ler. Mesmo que me invada um frio gorduroso e desconfortável de cada vez que abro uma página ao acaso. Mesmo que volte a sentir o medo dos ratos, da solidão ou da desilusão. Determinou a minha visão do mundo e encontro-o uma e outra vez, em pequenos detalhes do quotidiano, mas sobretudo, na enorme liberdade de pensar que tenho, todos os dias, a oportunidade de ter coragem em vez de ter medo.

Palavras para quê, é um artista português

Isaltino Morais vai ser libertado. O processo apresenta várias irregularidades que podem determinar a sua nulidade e até poderão originar processos por atentado à honra e liberdade do Presidente da Câmara de Oeiras.

O rigor da notícia

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A jogar com menos dez? Só ficou um em campo?

Demasiado tempo livre

O Senhor Presidente da República veio ontem lamentar que os portugueses em geral, e os políticos em particular, não tenham ouvido os seus repetidos avisos sobre a situação do país. Coitado, estava nervoso por estar na televisão e enganou-se, porque toda a gente sabe que ele só se sente confortável quando fala aos portugueses pela página do Facebook, o que significa que lemos os seus avisos.

Se tivesse optado por falar de viva voz, e de preferência com a boca desocupada de bolo-rei, talvez tivesse sido levado mais a sério. É que isto de escrever protestos no Facebook, deve ser prática comum de 99% dos amigos virtuais que por aí andam, não é propriamente muito original e não chama nada a atenção.

Não abona nada em favor da democracia a sua posição de vítima do sistema, lembrando que o PR nada pode fazer. Se assim é, qual é a utilidade da Presidência da República? Porque é que se candidatou? Se bem me lembro, durante o período da campanha eleitoral, tentou mesmo convencer-nos que a sua e…

Scones

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Descobri que no Pingo Doce há scones prontos a comer (basta um minuto no microondas). Até à próxima vez que me mandem mudar de caixa depois de ter as compras todas em cima do tapete, sou outra vez cliente.

Recorrente

Já ouvimos falar disto no ano passado, e no entanto tudo continua igual. E vou ficar por aqui, porque quem comenta o assunto ainda corre o risco de ser acusado de falta de ética. Já me aconteceu a mim.

Só não sei se ainda lhe podemos chamar voluntariado. Ou bolsa de estudo.

A Câmara Municipal de Felgueiras disponibilizou 75 mil euros destinada a 35 bolsas de estudo para o ensino superior que serão atribuídas a jovens em troca da participação destes em acções de voluntariado promovidas pela autarquia ou por instituições do concelho.

Ambos estão errados

A minha filha tem um professor que insiste em dizer "ambos os dois" e pior ainda, "ambos os quatro".

Ain...

Perdoem-me

... se não partilho o entusiasmo que parece ter tomado conta da blogosfera pela entrevista de Passos Coelho à RTP1.

O meu recibo de vencimento continua igual, com aquele desfasamento entre o salário base e o que de facto recebo; os meus 3 filhos continuam a precisar de cadernos, livros e mais uma imensidão de material escolar que varia consoante o humor de alguns professores; eles crescem, mas a roupa não estica e ainda continuamos a precisar de pelo menos 3 refeições por dia. Pelo meio ainda há água, luz e taxas de audiovisual para pagar, despesas médicas e de farmácia, e sim, confesso, o enorme luxo de beber 2 cafés por dia.

De nada me serve que PPC não faça campanha por Jardim na Madeira, porque o partido do qual é líder continua assumidamente presente. Não era este mesmo PSD que se recusava a apoiar candidatos cuja integridade e honestidade levantasse dúvidas?

Além disso, o dinheiro já lá não está, e eu vou ter de contribuir para a sua reposição. É suposto ficar contente com o qu…

Ler não importa onde

via publicação do 'Bibliotecário ambulante' Nuno Marçal no Facebook

Entretanto, na pérola do Atlântico...

O  buraco da Madeira está cada vez maior e ameaça engolir-nos a todos.


Adenda:
Sobre este assunto, aconselho a divertida leitura desta crónica.

Um bom dia

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Foi hoje assinado, no Pólo da Biblioteca Municipal em Sobral da Adiça, o contrato de consignação da empreitada de regularização da Ribeira da Perna Seca.

Um dia muito esperado pela população e por todos os que ao longo dos anos têm tido responsabilidades de gestão neste concelho. Fruto da perseverança, da coragem e da determinação, as obras terão início em breve e prolongar-se-ão previsivelmente por 365 dias.

Parabéns a todos os que de alguma forma lutaram por esta realização, aos que se empenharam em reunir fundos que o poder central recusou comparticipar, aos que votaram propostas e resoluções mesmo que isso significasse contrariar disciplinas de voto, e sobretudo, parabéns à população do Sobral da Adiça.


Imagem das cheias de Dezembro de 2009, retirada daqui

Ainda só é o primeiro dia da semana...

O blogue Leitura por prazer ou o prazer da leitura chamou-me a atenção. O Plano Nacional de Leitura e o Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares acabam de ser extintos. O trabalho desenvolvido, os resultados obtidos, o enorme investimento realizado de nada valeram.

O Jornal da Tarde passou uma reportagem sobre os protestos realizados ontem em várias cidades relativamente ao desprezo a que a cultura é votada. Por um lado, alguém dizia que só um povo culto pode ser um povo livre. Por outro, alguém comentava o facto de ver ali muitos soldados, mas nenhum general. De Francisco José Viegas, por exemplo, não se ouviu ainda uma única palavra.

Sobre a semana que passou

Na educação, foi a habitual trapalhada do início do ano escolar. Milhares de professores, com 15 e 20 anos de serviço, sem colocação e ao mesmo tempo, escolas sem professores suficientes. 


As universidades abriram as suas portas e desde ontem, 42243 candidatos festejam o seu novo estatuto de estudantes universitários.  Dos 53.500 lugares colocados à disposição pelas instituições de ensino superior, houve 12 cursos que não mereceram o interesse de nenhum candidato e 483 cursos que nem conseguiram chegar aos 20 alunos interessados. Será que quem planificou  e homologou estes cursos vive completamente alheado da realidade?


Na economia, quero dizer, na justiça, quero dizer, na absoluta falta de vergonha e desrespeito pelo próximo, temos mais uma actuação de Alberto João Jardim. Com a esperteza do costume, continua a manter os dirigentes do seu partido e o próprio Presidente da República dentro do seu bolso, obrigando-os a um silêncio ensurdecedor  sobre a sua conduta vergonhosa. Uma dívida …

Novamente às voltas com a DGLB

No âmbito do programa de reorganização das estruturas do Estado Português, o Governo decidiu fundir a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a Direcção-Geral de Arquivos.

Como dizia alguém que já li hoje, a evolução pode nem sempre ser sinónimo de melhoria. Se é verdade que somos todos profissionais de informação e documentação, os objectivos das duas estruturas são bem diferentes. Conseguirá a nova "agência" gerir com equilíbrio os seus dois "braços"? Vamos aguardar.

Piada de ocasião, parte II

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Oh JJ, é MAN-CHES-TER U-NI-TED! Quem é que deu o curso de inglês a este homem? Devolvam o dinheiro já!


Piada de ocasião

Parece que é suposto apoiarmos os jogadores portugueses nas competições europeias, independentemente do clube onde jogam. Ok, faz de conta que sou do Manchester United desde pequenina.

Não desapareci...

Estou apenas sem vontade e sem inspiração.

Jornadas BAD

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Desta vez não vou poder estar presente, mas desejo a todos os colegas uma óptima jornada de trabalho. Os trabalhos podem ser seguidos em directo aqui.

Aí está a Feira de Setembro

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Dia 8 (Quinta-Feira) 21:00 h - Sessão de Inauguração da Feira  Animação dos Pavilhões de Exposição e Espaço das Tasquinhas com:  Grupo Coral e Etnográfico do Ateneu Mourense  Grupo Musical «Margem Esquerda» (Moura) 
Dia 9 (Sexta-Feira)  14:30 h - Colóquio: Casas da Nossa Cidade (Auditório da COMOIPREL)  17:00 h - Chá das 5 – Conversas acompanhadas com chá aromático e sabores locais: «Um cabaz PROVE em Moura - fruta e legumes de proximidade», pela ADCMOURA  (Pavilhão 2)  19:00 h - Animação dos Pavilhões de Exposição e Espaço das Tasquinhas com:  Grupo Coral «As Papoilas em Flor» (Stº. Aleixo da Restauração)  Grupo Coral «Brisas do Guadiana» (Moura)  21:00 h - Animação dos Pavilhões de Exposição e Espaço das Tasquinhas com:  Grupo de Acordeonistas «Alentejo em Melodia» - C.R.A.M. «Os Leões»  22:00 h - Espectáculo com Projecto PUCARINHO 
Dia 10 (Sábado)  9:30 h - Fórum: Escola Nacional de Caça, Pesca e Biodiversidade (Auditório da COMOIPREL)  10:00 h - XVIII Concurso de Méis (Edifício da COMOIPREL)  Encon…

A Boazinha

Maria de Belém Roseira será, muito provavelmente, eleita Presidente do Partido Socialista no congresso do próximo fim-de-semana. Nada a opor, simpatizo com a senhora, serena, educada, diplomática, com um sorriso desarmante. O problema é que, ao contrário de outras mulheres eleitas para cargos dirigentes, Maria de Belém parece ser escolhida por ser "a boazinha", a que não discorda, a que não cria problemas, a que deita água na fervura.

Na verdade, o cargo de Presidente no Partido Socialista parece-me ser, quase sempre, meramente honorífico,  e lembrado apenas quando é preciso comentar alguma dissidência interna. A sua atribuição pode nem sempre ser sinal de valorização. É um respeitoso "deixa-te estar aí sossegadinha que já fizeste a tua parte".

Maria de Belém merecia mais. É uma pena que assim seja.

A vida passa

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
    (Enlacemos as mãos.)


Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
    Mais longe que os deuses.


Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
    E sem desassossegos grandes.


Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
    E sempre iria ter ao mar.


Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
    Ouvindo correr o rio e vendo-o.


Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que soss…

Parabéns, António!

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Silêncio, meu.
Caminhava por entre sons fugindo aos fumos que se escapavam das janelas. A escuridão esgotava-se no contorno dos telhados incapaz de vencer a escassa iluminação pública e descer até à rua. Sentia que havia ainda muito tempo.A noite revelava-se propícia e pedia cor, de um vermelho vivo, esguichado num último fôlego, onde um vestígio de luz se apagasse para sempre. De preferência numa dor contida e abafada.-Perdão, queira desculpar...Um moço de casaco amarelo esbarrou comigo ao sair duma tabacaria para baixar as grades. Eram horas de fechar. Entrei, a loja estava vazia, adormecida na penumbra. Aguardei. O jovem espreitou.-Só se for coisa simples que estou mesmo a fechar. - gritou-me.Indiferente apontei para a máquina do tabaco, mas foi aquele amarelo vivo que tudo decidiu, um rasgo na noite, uma insinuação, ainda não da cor certa, numa inconformidade prestes a ser corrigida.O jovem entrou e debruçando-se sobre o balcão destrancou a máquina do tabaco. Sobre o altar o cordei…

Forte Apache

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A não perder de vista.

Bom fim-de-semana

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Enquanto foi só um bom momento deu
Enquanto foi só um pensamento meu
Deus, deu só num caso forte a mais.

Enquanto se achava graça ao que se escondeu
E as horas eram mais longas do que a verdade
Fez p'ra ser só outro caso mais.

Enquanto for só ternura de Verão
Eu vou,
Enquanto a excitação der para um carinho
Eu dou.
Traz
Uma leveza
Ah, mas concerteza
Eu dou
Um outro melhor bom dia.

Já trocámos nortadas por vento sul
Enquanto demos risadas foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais.

Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o Inverno for, depois, duro demais.

Os indiferentes

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Os Grandes Indiferentes
Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia  Tinha não sei qual guerra,  Quando a invasão ardia na cidade  E as mulheres gritavam,  Dois jogadores de xadrez jogavam  O seu jogo contínuo. 
À sombra de ampla árvore fitavam  O tabuleiro antigo,  E, ao lado de cada um, esperando os seus  Momentos mais folgados,  Quando havia movido a pedra, e agora  Esperava o adversário.  Um púcaro com vinho refrescava  Sobriamente a sua sede. 
Ardiam casas, saqueadas eram  As arcas e as paredes,  Violadas, as mulheres eram postas  Contra os muros caídos,  Traspassadas de lanças, as crianças  Eram sangue nas ruas...  Mas onde estavam, perto da cidade,  E longe do seu ruído,  Os jogadores de xadrez jogavam  O jogo de xadrez. 
Inda que nas mensagens do ermo vento  Lhes viessem os gritos,  E, ao refletir, soubessem desde a alma  Que por certo as mulheres  E as tenras filhas violadas eram  Nessa distância próxima,  Inda que, no momento que o pensavam,  Uma sombra ligeira  Lhes passasse …

Biblioteca nacional

Com a conclusão da fase de remodelação dos pisos da Torre de Depósitos que albergam as colecções do Fundo Geral e de Reservados, a Biblioteca Nacional de Portugal reabre a 1 de Setembro, conforme previsto, os respectivos serviços de Leitura.

As Salas de Leitura do Fundo Geral e de Reservados voltarão, assim, a operar nos horários habituais.

A pergunta do dia

Quem é o Ricardo Carvalho?

1 de Setembro

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Há 17 anos, no meu primeiro dia de trabalho na Biblioteca Municipal de Moura, este era o nº 1 no top britânico. Parte da banda sonora da comédia "Quatro casamentos e um funeral", manteve-se em primeiro lugar durante 15 semanas, entre o início de Junho e Outubro de 1994.