sábado, 13 de novembro de 2021

Trinta anos de serviço público

 

Trinta anos de funcionária pública efectiva.
Estava no 2º ano da licenciatura. Para trás ainda ficaram 4 anos de contratos. Categoria equivalente ao actual Assistente Operacional. Sim, comecei pela base e o caminho foi longo e cheio de obstáculos. Como diz a minha irmã mais velha, "quando chega a tua vez é sempre mais difícil". Mas sabe melhor.
 
 Pode ser uma imagem de texto que diz "CÂMARA MUNICIPAL DE MOURA Despacho Em conformidade com disposto no 으 2 do arto 3° do D.L. nº 146-C/80, de 22/5, nomeio por urgente conveniência serviço, para exercício das funções técnico auxiliar turismo, classe, 13.11.91, Sra Zélia Maria Charráz Parreira, a inexistência de pessoal neste Município, para sempenho da referida função. Município de Moura, 13 de Novembro de 1991 de- o Prjesidente da Câmara Manuel António Vitorino Mestre"

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Em espera

 

Setembro de 2018. Um leitor perguntou por este livro. Não estava disponível para empréstimo, só tínhamos na colecção B. Com a entrada da Biblioteca em obras, o depósito legal foi ficando retido, desde final de 2017 até que as obras acabassem. Só agora estamos a receber esses livros.
Não sei o nome do leitor, mas ele aqui está. Um pedido que demorou 3 anos a satisfazer.
 
 Pode ser uma imagem de livro e texto que diz "O CENTAURO NO JARDIM MOACYR SCLIAR ROMANCE 3 REDIÇÃO SEM"

sábado, 30 de outubro de 2021

If you believe

 "I am here to tell you, if you are a human being, and if you seek to improve the lives of human beings, you are not neutral. If you believe in fostering learning, you are not neutral. If you believe that the best learning comes from the most diverse sources, you are not neutral. If you believe that libraries can lift people and communities and institutions out of poverty, and ignorance, and irrelevance, then you are not neutral." 

David Lankes

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

De onde eu vejo:

Marcelo é o grande responsável pela crise que se formou em duas semanas, se ela acontecer mesmo. O orçamento não ser aprovado não implica a queda automática do governo. Foi Marcelo quem introduziu essa ameaça para condicionar a decisão das esquerdas. Saiu o tiro pela culatra. Ninguém comeu a sopa e agora estamos todos impedidos de brincar.
 
PS: provavelmente vence, provavelmente com uma maioria ainda mais insegura e insuficiente. Visto do Largo do Rato, antes agora do que mais tarde e com oportunidade para fazer a remodelação que tardava. Visto do resto do país... que confusão!
 
PSD: cedo de mais para ir a eleições, se tem ambição de ser governo. Apanhado com as calças na mão, e nem sequer sabemos de quem são as calças.
 
CDU: vai pagar o preço da coerência política, tal como António Filipe enunciou. Perdeu votantes por apoiar, perde por desapoiar, continua a perder pelo distanciamento prático, vivido, daqueles que quer defender.
 
BE: também vai descer e muito. Após o recuo do PCP, apareceu como a solução, sem medir bem as consequências. Voltou atrás, mas a cambalhota já estava dada. O distanciamento progressivo da direcção do BE face à realidade e às pessoas provocou e vai consolidar os maus resultados de Marisa Matias e das autárquicas.
 
CDS: se Cecília Meireles for cabeça de lista por Lisboa, talvez seja eleita.
 
PAN: talvez sim, talvez não, com tendência para uma ligeira descida.
 
CH: a multiplicação de cretinos é inevitável e está à vista. mas parece-me que quanto mais depressa houver mais vozes do CH, mais depressa estoura. O silêncio e a adoração em volta do querido líder têm os dias contados e daí ao precipício, é um passo. O problema é que, tal como nas câmaras, é um passo que pode durar 4 anos. 
 
IL: quase me esquecia deles. É assim que estão.
 
Ou seja, a seguir ao caos semeado nas câmaras, segue-se o caos no governo da Nação.
 
Pergunta para queijo: se o PSD e o PS votam tantas vezes em uníssono, porque é que tem que ser a esquerda a viabilizar o orçamento? A direita também pode negociar e apoiar.

sábado, 16 de outubro de 2021

Dos deveres

"O que cada um de nós deve fazer em primeiro lugar, pois não temos outro remédio, é respeitar as nossas próprias convicções, não calar, seja onde for, seja como for, conscientes de que isso não muda nada, mas que ao fazê-lo, pelo menos temos a certeza de que não estamos a mudar."

José Saramago

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Riga

As aguas do rio Daugava são negras e agitadas, mas Riga é uma cidade pacificada. 
 
Lado a lado há edifícios de outros séculos, típicas edificações do período soviético e arquitectura actual. Os géneros mais importantes são a Arte Nova e as construções em madeira, muitas das quais estão a ser recuperadas.
 
As igrejas são bastante diferentes entre si: os pináculos que aspiram aos céus dos Luteranos contrastam com os sólidos e simples edifícios ortodoxos. De vez em quando, uma igreja católica, simples e discreta.
 
Tranquilidade e uma luz de Outono ímpar, é o que me fica na memória. Eu, que detesto esta estação, fiquei fascinada por estas cores, que vão do dourado ao bordeaux. Por todo o lado há folhas caídas, mas isso não é problema. Pelo contrário, é motivo de atracção e há visitas organizadas ao "Outono Dourado".
 
A liberdade é firmemente declarada e o monumento que a representa dá início à Avenida que leva o seu nome, onde fica a Biblioteca Central de Riga. Os vestígios soviéticos foram absorvidos, excepto um: a Casa de Canto, a antiga sede do KGB, que ninguém quer ocupar. Sucessivamente colocada para venda ou arrendamento, mantém-se na esfera pública e acabou por receber o museu do KGB no piso térreo. São as águas negras e agitadas da memória.
 
 https://gasteicomviagem.com/wp-content/uploads/2021/05/liberdade-monumento-6972.jpg

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

No dia seguinte


PS: O desfile triunfal foi travado por semáforos em demasiados cruzamentos. O alerta está aí, claro e indiscutível. A bazuca não foi atractiva e a forma como a vão utilizar pode determinar tudo. 
 
PSD: Não ganha, mas é o grande vencedor. 
 
CDU: Até quando? Ou faz rapidamente uma reavaliação, ouvindo os críticos internos, ou o caminho é sem retorno.
 
CDS: Aos ombros do meu tio, vejo o horizonte.
 
BE: Catarina Martins parece sofrer do síndrome de Munchausen por procuração. Inflige críticas e ataques, para poder manter-se como a cuidadora. Entretanto, alheou-se da realidade e dos cidadãos, numa actuação sempre encenada. Por isso nunca conseguiu descolar nas eleições em que a proximidade conta.
 
CH: A maioria silenciosa, que não se manifesta, que não avalia propostas, que não está para se maçar a informar-se, que alinha pelos soundbytes sem aprofundar (prometem mudar x para y, mas como, concretizem?), votou e impôs a sua vontade. O problema é que isto é um balão e pode tender para qualquer um dos lados: encher ainda mais ou rebentar a qualquer instante.
 
Localmente:
 
Évora ingovernável. CDU segura a Câmara como o Sporting ganha o jogo com um penalty do Porro aos 98 minutos. PSD é o grande vencedor e só não foi mais longe porque nunca pensou que isso fosse possível.
 
Em Moura vence modestamente a #GenteQueFechaBibliotecas e o CH elegeu uma vereadora e 6 membros para a Assembleia Municipal. Adivinham-se 4 anos de estagnação, com a desculpa da falta de condições de governabilidade. Mesmo em último lugar, é ao partido do cretino que temos que atribuir a vitória (e que amarga que ela é!). Faltou "um bocadinho assim" à CDU e PSD desaparece do panorama eleitoral concelhio. PS, CDU e PSD têm muito para reflectir, mas será que o farão?

domingo, 26 de setembro de 2021

Eleições: o fim de uma noite triste.

Noite triste, muito triste pelo meu concelho.
O povo é quem mais ordena, boa sorte com o resultado das escolhas.

Distracções

Como é que continuamos todos a fingir que não sabemos que Marcelo vive em Cascais e vota em Celorico de Basto, é um mistério que me intriga. Não somos legalmente obrigados a ter a morada actualizada?

 Para Marcelo “é difícil de entender” e “não faz sentido” a abstenção nas autárquicas

sábado, 25 de setembro de 2021

Dia de reflexão

Para mim, será um bom resultado eleitoral se o cretino tiver um mau resultado. Tudo o resto se aguenta e cá estaremos para trabalhar com quem vier. 
 
Se for #GenteQueFechaBibliotecas e que "ganha com a covid", teremos que continuar a lutar e esperar que eles se vão embora para podermos recomeçar. Tudo tem solução. A burrice de um povo que vota no cretino é que já me parece insolúvel e com consequências muito graves para todos, incluindo os que tentam manter a sanidade mental e votam em gente séria, ou pelo menos, mais séria.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Educar os filhos

 

Mariana: Pedro, vais a casa para votar?
Pedro: Claro, com a mãe que tenho, o que é que achas?

terça-feira, 21 de setembro de 2021

sábado, 18 de setembro de 2021

Abdicar

 Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "T "Em Em nome dos interesses pessoais, muito abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime. Hannah Arendt"


 
Tão adequado a estes tempos que vivemos, a estes dias que passam.
Sorriem, comentam e aplaudem os que acham que lhes podem ser úteis, atacam ferozmente os que não lhes fizeram favores.
Tão evidentes que se tornam, tão fracos e domáveis que se revelam. Grau zero da dignidade. Erradamente menosprezados, são o elemento mais perigoso da sociedade, porque são manipuláveis e inflamáveis.
Votam assim, controlados à distância por promessas, ilusões e frustrações indignadas, e contabilizados juntos, conseguem impôr a sua imbecilidade ao resto da sociedade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

#GenteQueFechaBibliotecas

 

    A ouvir o debate dos candidatos à freguesia da Póvoa de S. Miguel.
     
    Ponto prévio: eu sou Bibliotecária. É óbvio que há mais vida para além das Bibliotecas, mas sobre outros assuntos específicos não me pronuncio, porque não sei o suficiente para argumentar e debater. 
     
    Diz o sr. Presidente da Junta que os arquivos da sua autarquia estão todos "à molhada" (sic) e que há um projecto para os organizar e criar um arquivo, talvez até com espaço de leitura, ou seja, uma biblioteca.
     
    Eu vou ignorar o facto de o senhor não saber distinguir uma biblioteca de um arquivo administrativo e vou directa à minha questão: o que é feito da Biblioteca da Póvoa de S. Miguel? A Biblioteca instalada (em 2006?) pela Câmara na escola, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares, que funcionava como biblioteca escolar e pública, rentabilizando recursos, espaço e funcionária, ao serviço da população escolar e da população em geral?
     
    Não se indignou, quando o executivo actual retirou a funcionária para a colocar noutro serviço e fechou a Biblioteca? Não procurou soluções? 
     
    E depois de 4 anos em exercício, vem prometer que nos próximos 2 anos, com eles, a Póvoa dá o salto? Para aonde?
     

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Jorge Sampaio

O único presidente que ajudei a eleger. De resto, confesso, votei em branco ou noutro candidato.
 
Foi no final dos anos 90. Sampaio, eleito Presidente, decidiu homenagear a Cultura. Convidou figuras públicas, vultos culturais, intelectuais e... Bibliotecários. Considerava-os imprescindíveis para a disseminação cultural efectiva, no território.
 
Voltou a ter esse gesto nas presidências abertas que realizou pelo país. Convidava autarcas, gestores dos grandes organismos regionais, figuras de relevo na região e Bibliotecários. Voltei a ter o privilégio de o cumprimentar em Beja, creio que em 2001, onde lhe agradeci o gesto e ele me agradeceu o trabalho que fazíamos.
 
Guardo esses momentos com muito carinho e gratidão. Um gesto tão pequeno, mas tão grande.
 
Por cada Leão que cair, outro se levantará. 
Que descanse em paz. Obrigada.

 

quinta-feira, 25 de março de 2021

Biblioteca Pública de Évora: 216 anos

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Bom dia! Sejam bem-vindos à Biblioteca Pública de Évora!
 
Comemoramos hoje 216 anos de existência. Celebramos a vida da mais antiga Biblioteca Pública portuguesa, a primeira que abriu com a intenção de partilhar e divulgar conhecimento para toda a comunidade, para todos os que nela procuram crescer, evoluir, melhorar.
 
É um aniversário singular, celebrado num contexto pandémico que não nos deixa festejar em conjunto, ver, tocar e percorrer os labirínticos comboios de livros, descobrir maravilhas e conversar sobre livros, leituras e pessoas. Mas é-o também porque fecha um ciclo difícil de dois anos em que foi necessário encerrar ao público, para realização das obras de reabilitação do edifício, resultado de um investimento inédito nesta Casa.
 
Foi um processo verdadeiramente penoso. Vários meses envoltos numa nuvem de pó, a retirar livros das estantes, encaixotar e selar caixas, empilhar e vê-las sair do edifício: 3247 caixas de livros.
Na Biblioteca permaneceram apenas os documentos da Casa Forte, onde não houve intervenção, e os livros do serviço de empréstimo domiciliário, do qual nunca pensámos abdicar. Mas também esses livros (aproximadamente 70.000) tiveram de ser movidos, do lugar onde se encontravam para o piso intermédio do depósito da Sala Filipe Simões. Foram centenas de vezes em que todo o pessoal foi convocado para “fazer comboio”, passando de mão em mão sacos de supermercado carregados de livros, sempre pela mesma ordem, da estante de origem à estante de destino, para garantir que encontraríamos os livros que os nossos leitores nos pedissem.
 
Durante a obra, em cenário quase digno de um filme de guerra, voltámos a carregar sacos por entre os andaimes, com as reservas pedidas pelos leitores e com as devoluções de cada dia. Nada lamentamos, antes pelo contrário. Foi um orgulho, para todos, termos conseguido assegurar o serviço.
 
Em maio de 2020 iniciámos o trabalho de re-arrumação. Antes de voltar a receber e abrir caixas, limpar os livros e colocá-los no sítio, foi também necessário pensar a Biblioteca, redistribuir espaços, conseguir criar condições para guardar tudo o que temos e trazer de volta à BPE a documentação acumulada nos antigos celeiros da EPAC – entretanto totalmente esvaziados – e deixar espaço livre para mais uns anos de funcionamento.
 
Este processo, que ainda está em curso, porque implica que várias condições estejam preenchidas, irá prolongar-se ao longo de vários anos: não basta arrumar, é preciso catalogar. Se não estiverem pesquisáveis, os nossos livros não existem para os utilizadores. Esse é um verdadeiro “buraco negro” que precisamos colmatar.
 
Para que a reabertura fosse possível, tivemos que nos focar nos espaços públicos, como as salas de leitura e os espaços de circulação. Mas a máquina continua a trabalhar no interior, devolvendo os livros aos seus lugares, já devidamente catalogados, revistos, cotados, em suma: disponíveis. Tudo isto graças ao trabalho incansável de uma equipa reduzida, mas de um empenho e dedicação absolutamente notáveis, a quem deixo o meu reconhecimento e gratidão.
 
Dadas as circunstâncias, este aniversário assinala também um recomeço. Retomamos o funcionamento, reiniciamos as atividades, planificamos o futuro.
 
Por isso, decidimos dedicar este dia a esse futuro, próximo, que estamos a construir. Durante as próximas horas daremos conhecimento de atividades, processos de trabalho interno, formas de relacionamento com o público, que estamos a lançar ou a retomar. Daremos também voz e rosto às pessoas que fazem esta Biblioteca, do lado de cá.
 
Fique connosco, acompanhe-nos neste dia e conheça o que estamos a preparar para si. Não esqueça que a peça mais importante da Biblioteca são as pessoas, os seus utilizadores. Tudo isto que fazemos só terá sentido consigo, com a sua presença, com a utilização dos serviços, a exigência para que possamos melhorar continuamente. 
 
Juntos, poderemos transformar a mais antiga Biblioteca Pública Portuguesa na Melhor Biblioteca do mundo!
 
Longa vida à BPE!
 
Évora, 25 de março de 2021
Zélia Parreira
Diretora da BPE
 

Trinta anos de serviço público

  Trinta anos de funcionária pública efectiva. Estava no 2º ano da licenciatura. Para trás ainda ficaram 4 anos de contratos. Categoria equi...