quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Olá PT!

É só para te relembrar que ainda aqui estou. Sem telemóvel, apesar de estar a pagar o serviço desde a semana passada e de tu me estares sempre a agradecer pelo tempo em que estive a aguardar. O prazo máximo de 48 horas em que supostamente resolvias o problema também já passou.

Hum, o que me dizes?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Querida PT

Tenho de encarar de uma vez por todas a verdade sobre a nossa relação. Por muito que queira, nunca será uma relação normal, está visto. É mais do tipo "quanto mais me bates, mais gosto de ti", o que acaba por ser um bocado doentio.

Andamos sempre assim, de candeias às avessas, mas a verdade é que não conseguimos separar-nos. Até já acho que merecia uma borla, considerando tudo o que tenho aturado. 

Da última vez pensei que era definitivo e já estava preparada para ver aqueles rolos de fios abandonarem a minha casa para darem lugar à zon que dizem que é toda boa, mas reconsiderei e decidir dar uma nova oportunidade à minha companhia de sempre. Para provar a minha boa fé, fui mais longe e aderi ao Meo4O (o nome por acaso não é muito feliz, e nem mesmo o Ricardo Araújo Pereira e os seus acólitos conseguem disfarçar isto).

Depois de muitos telefonemas e duas visitas a lojas PT - "Lá é mais rápido, activam-lhe o serviço de imediato" - nada de novo. Os miúdos sem moche, à espera da activação do serviço, "Oh mãe, estou farta de ser anti-social!" e do outro lado da linha "Sra D. Zélia Parreira, muito obrigado pelo tempo que esteve a aguardar", mas não temos nada de novo para lhe dizer.

Enfim, chega a mensagem aos telefones dos miúdos. O serviço está activo, pode começar a falar. No meu é que... nada.

Não fico preocupada, afinal, o que é que pode correr mal? Deve estar a chegar, com certeza, até porque também devo receber o aviso relativo à alteração do tarifário da televisão e internet. 

Mais um dia, nada. 

Dois dias, nada.

Três dias e nada. Vou ligar. 13 minutos a ouvir música e uma mensagem repetitiva sobre como posso resolver todos os meus problemas em www.ptcliente.pt. Entre ataques de tosse e uma voz que oscila entre a Júlia Pinheiro e outra coisa não identificada, explico a situação. Vão passar-me ao departamento adequado. Ah não, afinal enganaram-se, tenho de desligar e voltar a ligar. Coisa simples, são só mais umas 327 repetições da mensagem e sou atendida outra vez. Explico tudinho muito bem, confirmo que sou a Sra. D. Zélia Parreira, obrigada pelo tempo que esteve a aguardar e vão passar-me ao departamento adequado. Onde é que eu já ouvi isto? Já não estou muito bem disposta, "Olhe minha senhora, veja lá se acerta desta vez, não me apetece passar aqui a tarde inteira!"

"Boa tarde, em que posso ajudá-la?" Tem a minha ficha toda à frente, mas tenho de contar a história toda outra vez. A esta hora já há pelo menos mais 4789 pessoas a ouvir música e publicidade à área de cliente PT. Confirma outra vez quem eu sou, o que implica o número de contribuinte, o número de telefone fixo e o número de telemóvel de contacto. "Exactamente  está tudo certo. Vamos então confirmar os números de telemóvel que aderiram ao serviço."

E é aí que está a surpresa! Uma alma caridosa enganou-se a registar o meu número - foi só um dígito de diferença - o que significa que outro número recebeu de bónus um pacote de vários minutos grátis para todas as redes, várias sms e internet até não sei quantos megas, tudo convenientemente pago por mim. Tudo isto apesar de o meu numero de telemóvel - que entretanto ficou sem saldo - constar na minha ficha de cliente e servir para publicidade de todas as empresas do grupo PT, por ser o número de contacto directo.

De forma que é assim, PT, tratas-me mal. Não queres saber de mim para nada, só para me pregar umas valentes inquietações. E nem posso desabafar, porque lá está... não tenho saldo! Prometeste que ias resolver isto "tão breve quanto possível" e eu não carreguei mais o telemóvel. Por isso é que te escrevo esta carta, a ver se te toco o coração. Mesmo assim, é mais rápido do que ligar para a linha "PT, muito obrigada pelo tempo que esteve a aguardar" ou ir a www.ptcliente.pt, onde afinal não se resolve nada.

Beijinhos


"A oportunidade do radiotelescópio SKA"

Num artigo no jornal Público de ontem, sobre o impacto das estruturas de investigação científica na inovação e na indústria, os Professores Domingos Barbosa e Rui Aguiar chamam a atenção para a oportunidade que Portugal tem de mudar o seu paradigma de desenvolvimento científico com o projecto Square Kilometer Array (SKA).

Os investigadores descrevem este projecto como:
"Grande infraestrutura global (...) uma rede digital de sensores, interligando antenas e centros de supercomputação. (...) coloca desafios quer às tecnologias de informação e computação, ou TIC, (produzindo um tráfego de dados muitas vezes maior que o da Internet), quer à inclusão de energias renováveis (como a solar), no que será uma imensa máquina com 3000 quilómetros de extensão decifrando o Universo.
(...)
Portugal, apesar da sua pequena dimensão nesta área, foi capaz de explorar a sua localização e as suas capacidades na engenharia para conquistar um local de teste experimental do SKA para Moura, no Alentejo."
  

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Voa!



Literalmente a levantar voo, está a Inês Gonçalves, que parte hoje para o Dubai, onde actuará entre 29 de Janeiro e 4 de Fevereiro no Four Points by Sheraton. Leva o fado na voz e o Alentejo no coração e vai de certeza deixar-nos muito orgulhosos.

Felicidades, Inês!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Consequências da gripe

1. Seja a que horas for, o Nuno Markl está sempre no canal Q. Ainda não percebi se a sede do canal é na casa dele ou se foi ele que se mudou para lá. Para o 1º andar ou assim... Acho que aquele miúdo que faz a voz do CR7 no anúncio da LINIC (é verdade, foi o próprio que confessou ser o trabalho mais bem pago que fez) também mora lá com ele.

2.  Sabiam que o Dallas está a dar novamente? Não é uma reposição, é uma nova versão, uma actualização, em que o Bobby faz de Bobby e o JR faz de JR e a Sue Ellen de Sue Ellen. Muito petróleo a jorrar, mas sem o glamour dos penteados cheios de laca e dos enchumaços nos ombros.

3. Depois de ter liquidado à pressa o Conta-me como foi, a RTP está a tentar emendar a mão e criou uma versão pós 1974. Chama-se Depois do Adeus e dá aos sábados à noite. A música do genérico, já se sabe, é a música portuguesa mais bonita de sempre. Os episódios já emitidos podem ser vistos aqui.

 

Vendo baratinha

Gripe em bom estado, muito resistente. 

Ora... Porque é que hei-de fazer-me difícil? Ofereço-a!
   

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Parabéns João!

Lembram-se daquelas notícias que se publicavam antigamente nos jornais, sobre o filho do excelentíssimo senhor doutor Fulano de Tal e da senhora dona Beltrana do Outro Lado que acabava de concluir o curso X ou Y? Ao recém graduado, a direcção do jornal desejava as maiores felicidades e sucesso profissional. Era tudo muito cheio de salamaleques, e a maior parte das vezes, com o objectivo de obter as boas graças do menino prodígio e da sua família.

Lembram-se? Isto não tem nada a ver.

O que trago aqui é um grande orgulho e satisfação por ter podido assistir hoje na (minha) Universidade de Évora e na companhia de vários amigos e familiares, às Provas Públicas de Mestrado no âmbito da temática d'O Sul Ibérico e o Mediterrâneo - História Moderna, do meu amigo João Ramos.

A dissertação, que teve como título "Fronteira e relações do poder. Noudar e Barrancos no Antigo Regime", é o produto de muito esforço e sacrifício, mas sobretudo de uma paixão pela História local e regional que o júri não se cansou de elogiar e que premiou com uns muito merecidos 18 valores.

Para o João, mas também para a sua família - especialmente a Anabela e o JP, pelo suporte que sempre souberam ser - um grande abraço de parabéns.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Querido diário

O dr. Mário Soares já saiu do hospital, mas ninguém esclarece a que horas tem de tomar a medicação, o que é preocupante. A ministra Cristas continua grávida, o que é um fenómeno raro. O primeiro-ministro mostra-se cada vez mais coerente e foi novamente apanhado a mentir (depois de ter andado um ano e meio a dizer que não ia pedir prolongamento do prazo do empréstimo da troika, eis que o vice Gaspar veio anunciar precisamente o contrário).

Como vês, querido diário, nada de novo. A não ser o utilizador que estava ao computador, se deixou dormir e bateu com a cara em cima do teclado.
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Moura, concelho educador


Hoje iniciam-se as actividades da Semana da Comunidade Educativa 2013. Todas as informações sobre as actividades e outras curiosidades estão disponíveis na página do Facebook em http://www.facebook.com/pages/Moura-Concelho-Educador/120633004776464?ref=stream e no novíssimo Portal da Educação, aqui: http://portal.cm-moura.maiseducacao.pt/Noticias/Paginas/Semana-da-Comunidade-Educativa-2013.aspx.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Sobre a extinção de freguesias

A Notícias Magazine desta semana traz uma reportagem sobre a extinção de freguesias, em que é referido o caso de Santo Amador, uma das freguesias do concelho de Moura que foram apagadas do mapa.

Considerando a forma como as habilitações académicas dos nossos políticos têm vindo a ser obtidas, pergunto a mim própria se conseguirão ler a reportagem, e mais importante ainda, se a entendem.
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Confidencialidade

- Bom dia, tudo bem?(Sorriso de circunstância) Eu sou a Tânia. A senhora paga taxas de telefone? Ah tem MEO? Então é consigo mesmo que eu tenho de falar, para deixar de pagar taxas. Já ajudei o vizinho C. e o vizinho M. e o vizinho A. e eles já deixaram de pagar taxas.
- Não me parece. Obrigada, não estou interessada.
- Ah é?
(Sorriso subitamente congelado) Então vai continuar a pagar, boa tarde!
E pronto, foi assim que logo às nove da manhã de sábado, fiquei a saber tudo sobre as taxas dos vizinhos.
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Põem-se a jeito...

Fui a uma loja da TMN e da MEO e da PT. Não, não tem nada a ver com a minha avaria-que-afinal-era-um-problema-da-central-que-afinal-já-era-um-problema-local e que já está resolvida. Eram outras coisas...

Estava lá uma senhora, à minha frente, que queria pedir uma 2ª via de um cartão de telefone que nem sequer era dela, e o desgraçado do funcionário, etiquetado com um pin a dizer "Olá, eu sou o Luís", a tentar explicar-lhe que não podia tratar do assunto, tinha de ser o próprio... Mas ela insistia, e repetia "porque o telemóvel foi roubado, percebe?"

Até que o pobre funcionário com o pin a dizer "olá, eu sou o não-sei-quantos", lhe perguntou "Mas afinal, onde é que o telemóvel foi roubado?"

"Oh", responde a senhora muito encavacada, "foi no jogo do benfica..."

Gargalhada geral de ambos os lados do balcão. É tão bom encontrar quem nos compreenda!

Há dias assim.

Olho para trás e vejo-os. Estão ali, apenas à espera de um sinal para virem em meu auxílio. Não sei se estou à altura da dedicação que me prestam. Sinto-me subitamente muito pequena, mas sei que quando chegar a hora, estarei bem alto, porque eles me elevam sobre os seus ombros.

A todos os que sabem quem são, mais uma vez, obrigada. Oxalá nunca precise de retribuir, mas se precisarem de mim, cá estarei.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Que mal se tratam os filhos dos outros...

Antes de abrir a porta disse duas ou três vezes "Estão mesmo interessados? Não me façam perder tempo, tenho muita gente interessada nesta casa".

"A verdade é que andamos a ver casas. Hoje ainda tenho mais casas para ver e depois decidiremos."

Começa a abrir portas, todas fechadas à chave. "Estes quartos estão fechados deste Outubro, não têm respiração, é por isso que cheiram assim."

No primeiro, está uma cama por fazer, o colchão ainda com a marca do corpo que ali pernoitou. "Este é de uma miúda que vai sair no fim do mês". Ainda com a frase "fechados desde Outubro" na cabeça, olho à volta desolada. Está tudo ali. Roupa interior, objectos pessoais, a vida da "miúda que vai sair no final do mês" devassada por uma data de gente que ela não conhece nem nunca conhecerá.

Avançamos, o melhor ainda está para vir. Tudo me faz lembrar as casas desocupadas, velhas e sem  condições que costumávamos alugar para fazer as festas da passagem de ano. A cozinha é... um sítio com um lava-louça e vários armários, um de cada nação, espalhados pelas paredes. Como precisamos de espaço para cinco pessoas, ele sugere que se acabe com a "sala". Até dispensa uma mesa velha de plástico que está tombada no quintal para pôr na cozinha "e fazem ali a sala, está a ver?" Além disso, há um alpendre, podem almoçar e jantar ali, ao ar livre. "Esta gente nova não tem frio, está a ver?"

Abano a cabeça, digo coisas vagas e inofensivas como "pois, compreendo" e "sim, estou a ver".

Chegamos enfim ao ex-líbris. A casa de banho é razoável, se estiver a concorrer na categoria "Casinhas para o cão", como a que eu tenho no quintal.

Por uma questão de educação pergunto "E o preço?"

"São quantos? Cinco? Setecentos euros, pode ser? Acha muito? Faço 650. Despesas à parte, claro!"

Claro.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Estou traumatizada

Acabei de ver o Fama Show. Inteirinho! Depois admiram-se das Pepas Xavier deste mundo... Não é isso que se anda a produzir? Ao menos a mala Chanel é paga por ela, ao passo que estes cérebros todos são pagos por nós.

Sim, eu sei que a televisão é privada, e de onde é que vêm as receitas? Da publicidade. E as receitas da publicidade? Da venda dos produtos que publicitam. E os produtos que são vendidos são pagos por quem? Ora aí está! Uma boa percentagem do que pagamos no supermercado vai para publicidade, que por sua vez paga isto tudo.

Não se iludam. No fim pagamos sempre nós, mesmo por aquilo que não queremos comprar. Como este Fama Show, por exemplo. Ou o BPN, mas isso são outros quinhentos.
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tão bonita...

E no entanto...


Meu país desgraçado!...
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas ...

Meu país desgraçado!...
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?

Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
— busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.

E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.

Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!

Povo anémico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
— olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!

Sebastião da Gama

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

...

Estou a ouvir as notícias sobre as propostas do FMI. Só tenho vontade de chorar. Três filhos adolescentes e apenas o que resta do meu ordenado. Como é que eu faço?


FMI diz que chegou a hora das reformas "inteligentes"
FMI sugere cortes até 20% nas pensões e subida da idade da reforma
Função Pública volta a ser a mais visada no corte de quatro mil milhões
Cortes na Função Pública devem atingir salários mais baixos e serem permanentes
Dois anos na mobilidade especial pode conduzir ao despedimento
Subsídio de desemprego continua demasiado longo e elevado
FMI admite dispensa de 50 mil entre professores e pessoal auxiliar
FMI sugere delegação de competências de ensino nos privados
Governo tem margem para voltar a subir taxas moderadoras na Saúde 
FMI aponta baterias a forças militares e polícias portugueses
   

Lembram-se dela?


Esta é a Árvore da Partilha do Natal de 2012, construída apenas com o reaproveitamento de materiais utilizados recolhidos pela comunidade, posteriormente trabalhados pelos alunos das escolas do concelho de Moura. 


Porque é que volto a falar nisto? Porque a nossa árvore venceu o Concurso Europeu Árvore de Natal Ecológica! Quinhentas mil vezes mais barata do que as iluminações de Lisboa, mas repleta de emoção, criatividade e entreajuda. Afinal de contas, isto é que é o Natal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Coisas da vida

Acabei de descobrir uma coisa que me desiludiu muito. Perceber como a natureza humana é fraca e cede nos princípios mais elementares a troco de meia dúzia de incensos e louvores... é triste. Sinto pena de quem não consegue manter a coluna vertebral direita, de quem perde de vista o "bem maior" em benefício de uns instantes - tão efémeros - de glória.

Que satisfação trará esta matilha de "admiradores", sabendo que mais à frente, quando o caminho se tornar mais estreito, vão desaparecer como areia por entre os dedos? De que adianta que hoje concordem com tudo o que dizemos, riam de todas as piadas, admirem tudo o que fazemos? Amanhã não restará nada, porque aqueles que valiam a pena foram esquecidos algures, pelo caminho.
 

A indústria milionária das micoses

Não, não se enganaram. Estou mesmo a falar de micoses, aquelas coisas desagradáveis à vista e não só. Nunca me tinha apercebido, mas deve haver uma multidão de micoses a minar portugueses, especialmente nos pés, convenientemente escondidas noutros tantos sapatinhos.

Presumo também que os medicamentos devem ser caros, ou ter uma elevada percentagem de lucro. Só isso explica o número de anúncios publicitários a produtos para tratamento das micoses que passam diariamente na televisão portuguesa. Da próxima vez que ficarem em casa, em dia de semana, liguem a TV num dos canais portugueses (a 2 não vale) e façam-lhes as contas. Cada marca passa aí umas 25 a 30 vezes em cada um dos canais, às vezes com poucos segundos de intervalo.

Os anúncios são visualmente bastante explícitos, cheios de unhas podres e coisas do género. Um grupo de almas mais sensíveis até já criou um movimento no facebook, contra as imagens de micoses em anúncios.  Ainda não valeu de nada, porque eles "andem" aí, com particular insistência na hora do almoço. Deve ser para ajudar a população portuguesa a perder o apetite.

Pronto, e agora desculpem lá qualquer coisinha, mas o que querem, esta é mesmo uma daquelas coisas que me fazem comichão na sola dos pés. Será essa a intenção?
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O comando devia ser meu, parte 2

Após um segundo contacto ainda ontem, garantiram-me que o problema era a nível central e não aqui em casa, nem uma anomalia na zona, como me haviam garantido da primeira vez. "Então resolvam!". Mas não aconteceu.

Terceiro contacto hoje à hora do almoço e por fim, lá veio o técnico. O problema afinal é um fio que não está a fazer contacto (há explicações para todos os gostos). Com o pouco tempo disponível (sem autorização para trabalho extraordinário e outro pedido para cumprir ainda durante a tarde), fez uma ligação temporária e deixou-me o serviço a funcionar até ter possibilidade de resolver a questão de forma definitiva. Agradeço o profissionalismo e empenho que demonstrou, esforçando-se para deixar o cliente com o problema resolvido.

O melhor veio a seguir. No meu telemóvel, recebi esta sms, sem direito de resposta:
PT: A avaria do seu serviço 28* *** *** já está resolvida. Para mais informações sobre avarias ligue 16209. Obrigado.
Não fosse isto, já nem falaria no assunto, mas dado o teor da mensagem, aqui fica o testemunho da "avaria resolvida".




Os clientes ganham-se com serviços que funcionam bem e problemas rapidamente resolvidos e não com campanhas milionárias de publicidade. Ainda têm a sorte de ter funcionários com sentido de responsabilidade (incluindo o senhor que me contactou via mail e a quem agradeço a preocupação e o zelo) senão era o caos.


Como te sentes, Zélia?

Oh Facebook, deslarga-me!
   

domingo, 6 de janeiro de 2013

O comando devia ser meu

São 18h38 de uma tarde de Domingo. Há cerca de 2 horas que não há televisão, internet nem telefone na minha casa. A situação repete-se com frequência há várias semanas, mas tem vindo a agravar-se.

Liguei mais uma vez para o apoio da MEO. Liguei do meu telemóvel, evidentemente, pagando a chamada a peso de ouro. Não conseguem resolver o problema, blá, blá, blá, serei contactada por uma equipa técnica no prazo máximo de 24 horas. Até lá, isolados do mundo, à excepção do telemóvel e da pen wireless do Sapo. 

Infelizmente, não têm a mesma tolerância para o pagamento das facturas. Pago 77 euros por mês, e só tenho os serviços básicos e a pen wireless. Até o telefone que comprei "em 10 suaves prestações de apenas 5,90 €", quando o outro se avariou e não houve direito à sua substituição, deu confusão. Após as primeiras 3 prestações, "enganaram-se" e cobraram o valor remanescente todo de uma vez.

A equipa técnica que venha, e traga o alicate. Vai ter de arrancar os fios que aquela equipa surrealista da instalação me colou pela casa toda e levar os seus equipamentos consigo, porque para mim já chega!

    

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O leitor

- E o que fazes na vida?
- Sou leitor.


Ganham a vida a ler em voz alta nas fábricas de charutos de Cuba. Lêem jornais, poesia, receitas de cozinha e romances eternos. Sem eles a rotina dos operários que passam os dias a enrolar folhas de tabaco não seria a mesma. De manhã, a imprensa diária, à tarde um clássico da literatura, de preferência com muito amor e intriga. Pelo meio pode haver o horóscopo da semana e até livros para ensinar a perder peso ou o último best-seller de Dan Brown.
Até à década de 1960, eram os próprios operários quem pagava o salário do leitor, que podia ser um deles. Faziam-no quer em dinheiro, quer produzindo uma quantidade superior de charutos para que o colega não tivesse de o fazer.
"Concentrados num romance, num poema ou num simples anúncio da secção de classificados, não olham nunca para o leitor, mas imprimem à folha de tabaco a paixão pelo que ouvem, pelas aventuras que vivem e os sonhos que sonham, para que o prazer dos que a fazem arder se converta em êxtase supremo."
Alguns dos trabalhadores (os poucos que tinham dinheiro para o fazer e que sabiam ler), incapazes de esperar pelos dias seguintes para saber o que tinha acontecido ao amargurado Edmond Dantés de Dumas ou ao nobre D. Quixote de Cervantes, compravam o romance, lembra o escritor. Outros, entusiasmados com as aventuras que os livros escondiam, decidiram aprender a ler e a escrever, fazendo dos funcionários das tabaqueiras a classe operária mais culta e informada da ilha.
A este propósito fiquei também a saber através de um colega que "Os trabalhadores da extracção da cortiça, aqui para os lados de Sines, já tinham este hábito no século passado: o letrado era poupado às tarefas manuais, ficando com a responsabilidade de ler o jornal aos restantes".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Polémica?

Uuuuhhhh... "A dúvida está instalada"! Afinal, trata-se de uma questão determinante para o futuro da nação.  A senhora que falou na RTP em representação da maternidade Júlio Dinis afirmou mesmo que era um objectivo desde há vários anos, mas que só este ano foi conseguido. Imagino o que o malvado sistema de avaliação na administração pública não as terá penalizado por causa disto. Este ano, que o Muito Bom já estava garantido, instala-se a polémica (atenção, atenção, tcharaaaaan!) para saber quem é o primeiro bebé do ano.

E as crianças, senhor? Expostas desta maneira...
           

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Olá Ano Novo!


15:30 h de dia 1 de Janeiro de 2013

Acabaram oficialmente as "festividades" em que andámos durante uns dias. Os pobres, velhos e desamparados estão a ser neste momento arquivados nas respectivas prateleiras para voltarem a ser desencantados no natal de 2013.

Os hospitais voltam ao sossego do dia-a-dia, sem luzes nem música, mas cheios de doentes que não podem pagar o transporte nem os tratamentos e que como tal, vão morrer a casa. Não fossem desobedientes, o ministro já pediu educadamente para não adoecerem.

Amanhã, toda a gente vai estar de trombas, mas não é por causa dos preços dos bens essenciais que estão a subir outra vez. Nem é preciso ser o senhor Pavlov para adivinhar o inevitável, mal se fala em Janeiro. É porque hoje, em algum momento entre o café que tomaram a seguir ao almoço e a hora de dormir, vão contar as calorias que acumularam nos últimos dias. Amontoaram-se em velocidade proporcionalmente inversa ao desaparecimento do dinheiro das carteiras, sugado pela febre de consumismo que teima em não desaparecer.

E pronto, vou passar a ferro. A realidade quando volta é para todos. Ok, talvez não para o Relvas e Cª, que ainda andam lá por Copacabana, ou lá o que é.

Ano novo


Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...