quinta-feira, 3 de abril de 2014

Onde há de tudo, também há disto

Há uns dias, tive nas minhas mãos um livro. Parece que é um romance, mas por via das dúvidas os senhores da editora escreveram isso na capa, não fosse alguém desconfiar. Chama-se O primeiro alquimista, e diz que é uma história de amor e coragem na idade do bronze em Portugal.

Não fiquem já espantados, de onde isto saiu ainda há mais:

"Breia sabia que não conseguiria continuar a correr assim durante muito mais tempo. Olhando para o sopé do declive que começara a subir viu que os dois portadores-de-machado que a seguiam havia mais de meia lua estavam demasiado perto."

Com uma introdução destas, quem é que não decide imediatamente passar a próxima meia lua (seja lá isso o que for) a devorar esta literatura de alto gabarito? E os diálogos? Oh senhores, os diálogos...!

"- Vejo por entre as giestas algumas grandes lajes de pedra-cinzenta (e depois tem uma nota de rodapé a explicar que é granito) e... afloramentos de pedra-luz? (e outra nota a explicar que são cristais de quartzo hialino, que é uma coisa que fica sempre bem num romance)"

Também tenho uns afloramentos, mas a Biblioteca tem de preservar tudo o que lhe é confiado, por isso vou esperar que me passem.


2 comentários:

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