O nascimento de uma leitora

Conheci-as num sábado de manhã, não há muito tempo. A mãe perguntou se podia requisitar livros, durante quanto tempo, etc. Inscreveu-se. Perguntei se não queria inscrever a menina, disse que não, bastava ela. Ao princípio levava poucos livros, porque depois não tinha tempo de os ler. Um livro para ela, dois ou três para a filha.

Revejo-as todos os sábados. Continua a levar um livro para ela, mas já leva nove livros para a filha. Às vezes trazem os livros da sala de leitura, mas quando chegam à portaria a menina escolhe mais um ou dois e ficam a decidir qual é o que não vai.

Ontem disse-me, orgulhosa, que a filha adora ouvir histórias e que quando quer que ela se porte bem, ameaça não ler a história à noite. A leitura antes de dormir tornou-se um hábito e o momento que a filha não quer perder por nada. E a Biblioteca está lá.


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