Mais uma...

É um texto de opinião, mas refere factos reais. Luís Menezes Leitão, no jornal i de hoje:

O país tem uma grande tradição de festas populares durante os feriados municipais. Salientam-se as festas de Santo António em Lisboa, a 13 de Junho, as festas de S. João no Porto, a 24 de Junho, e as festas da Rainha Santa em Coimbra, a 4 de Julho. Os portugueses irão assim esquecer por alguns momentos as agruras da sua vida quotidiana e participar nessas festividades, gozando os feriados.
Mas há alguns portugueses a quem foi retirado esse direito: os funcionários públicos. Efectivamente, a Lei 66/2012, de 31 de Agosto, resolveu estabelecer que para os trabalhadores em funções públicas o gozo dos feriados municipais passa a depender de deliberação do Conselho de Ministros, que já se sabe que nunca será adoptada. Os funcionários públicos e as suas famílias estão assim impedidos de participar nas festividades populares, ao contrário de qualquer outro cidadão.
Se há algo absolutamente revoltante é o ódio que este governo sempre teve aos funcionários públicos. Primeiro cortou-lhes os salários e aumentou-lhes os descontos, com o argumento de que nunca poderiam ser despedidos. A seguir vão mesmo ser despedidos. Mas até tal acontecer são privados de direitos que qualquer trabalhador possui.
Um Estado que não dignifica a sua função pública é um Estado que não se respeita a si próprio. A degradação do funcionalismo público é uma degradação do próprio Estado. O país irá pagar muito caro esta atitude do governo.

Tenho mesmo que perguntar: Ainda podemos sentar-nos onde quisermos nos autocarros ou temos de ir para os lugares de trás?

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