sexta-feira, 23 de setembro de 2016

500 anos depois


A celebrar 500 anos sobre o dia exacto em que o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende foi publicado - 28 de Setembro de 1516 - a Biblioteca Pública de Évora inicia as Conferências do Cenáculo 2016 com a conferência do Professor João Alves Dias sobre esta obra fundamental do Renascimento português.

Às 18h00 será inaugurada uma mostra bibliográfica que inclui a primeira edição do Cancioneiro e várias outras obras que, de uma ou outra forma, com ele se relacionam.

Contamos consigo!

A minha visão da situação actual das bibliotecas públicas em Portugal

Zélia Parreira @ O Lugar da Cultura from O Lugar da Cultura on Vimeo.

Intervenção n'O lugar da Cultura. Centro Cultural de Belém, Abril de 2015.

sábado, 30 de julho de 2016

Intervalo

São muitos dias acumulados, muitas semanas a um ritmo imparável. Um cansaço que toma conta de todos os centímetros do nosso organismo, agravado por um calor que nunca dá tréguas. Esperam-se as férias, contam-se os dias até chegar aqui, à hora em que vamos fechar a porta e ter, por fim, uns dias de descanso.

E é por isso que não se compreende este nó na garganta, este aperto de saudades dos dias que não vamos viver aqui, das rotinas que não vamos cumprir, dos leitores que não vamos atender, dos livros que não vamos emprestar.

Boas férias. Voltamos a fazer Biblioteca no dia 16 de Agosto.


domingo, 24 de julho de 2016

E às bibliotecas disse nada...

...mas pelo menos manifesta a sua admiração pelo Director Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas e deve um reconhecimento à Biblioteca Nacional pelo extraordinário esforço que tem feito.  Pois deve.

A entrevista ao Ministro da Cultura para ler aqui.

sábado, 23 de julho de 2016

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Duas notas muito rápidas:

a) CR7 é a "instituição" portuguesa mais conhecida no mundo inteiro.  Não há pessoa, lugar, objecto ou produto de origem portuguesa que tenha mais notoriedade do que ele. Não há sítio no mundo onde não se saiba quem ele é.  Trata-se de uma estratégia publicitária brilhante para o turismo da Madeira, a custo zero.

b) Avenidas e ruas com o nome do Eusébio são do melhor que há, já para não falar na usurpação de um lugar no panteão. E ai de quem discorde...

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pode ser um Solero... vá.

A brigada da dieta atacou outra vez, mesmo ali onde dói, na consciência. Oh, meus ricos magnuns de amêndoas saboreados com tanto deleite... Aqui têm, não hei-de ficar a remoer-me sozinha. Vejam e comecem já a sentir-se culpados!

(Isto do sentimento de culpa não engordará?)


domingo, 3 de julho de 2016

O nascimento de uma leitora

Conheci-as num sábado de manhã, não há muito tempo. A mãe perguntou se podia requisitar livros, durante quanto tempo, etc. Inscreveu-se. Perguntei se não queria inscrever a menina, disse que não, bastava ela. Ao princípio levava poucos livros, porque depois não tinha tempo de os ler. Um livro para ela, dois ou três para a filha.

Revejo-as todos os sábados. Continua a levar um livro para ela, mas já leva nove livros para a filha. Às vezes trazem os livros da sala de leitura, mas quando chegam à portaria a menina escolhe mais um ou dois e ficam a decidir qual é o que não vai.

Ontem disse-me, orgulhosa, que a filha adora ouvir histórias e que quando quer que ela se porte bem, ameaça não ler a história à noite. A leitura antes de dormir tornou-se um hábito e o momento que a filha não quer perder por nada. E a Biblioteca está lá.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Um agradecimento há muito devido

Voltei há dias, por outras razões, ao consultório da pediatra dos meus filhos. Enquanto esperava pela Dra. Cristina Miranda, lembrei-me de tantas horas ali passadas. Tanta ansiedade com os problemas de ouvidos e cirurgias da Inês, tanto medo no primeiro exame da Mariana, depois de um parto tão difícil, tanta angústia nos primeiros meses do Pedro, enfraquecido por um refluxo que não o deixava alimentar-se.

Dito assim, parece tudo muito dramático e quando me lembro, pergunto-me como foi possível que os dias passassem ligeiros. Três filhos, três vidas, três ritmos de alimentação, de sono, de fraldas, três histórias de febres, de otites, três sequências de vacinas, de consultas, de exames de rastreio...

Mas tudo foi tranquilo, porque do outro lado da mesa, do outro lado do telefone, havia uma pessoa chamada Maria Cristina Miranda. Sempre calma, mas de uma precisão e rigor inigualáveis. Com ela houve sempre uma confiança total e absoluta e, como vim a perceber na pior fase da minha vida, uma generosidade e disponibilidade muito raras nos dias de hoje.

Nada sei sobre a sua vida privada, nem sobre os seus gostos ou hobbies. Nada sei sobre os problemas que a preocupam ou que partidas a vida já lhe pregou. Ela sabe dos meus, porque ali encontrei um apoio inestimável, um porto de abrigo, alguém com quem partilhei a mais nobre missão que me foi confiada: criar os meus filhos. Cuidou deles comigo, deu-me ferramentas e estratégias, ânimo e coragem.

Obrigada por tudo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Inês, 22



Para a que vive a vida com a alegria do Verão.
Para a que sacode os problemas como sacode o cabelo.
Para a que enfrenta o mundo com a confiança de que tudo se vai resolver.
Para a menina que me fez mãe e que nunca deixará de ser a menina linda, linda que conheci há exactamente 22 anos.

Parabéns!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Distracções planeadas.

De todas as pragas que o Facebook nos trouxe, o narcisismo avassalador é capaz de ser uma das piores.

Pessoas aparentemente equilibradas e racionais a tirarem dezenas de fotografias a si próprias,  em poses supostamente distraídas,  apanhadas desprevenidas pelo clique do seu próprio dedo no seu muito pessoal e intransmissível telemóvel.

domingo, 5 de junho de 2016

Pesos e medidas




(Foto de Tiago Mota Saraiva)

Quando o jornalista lhe relembra que as únicas turmas que vão ser encerradas – aliás, que não vão abrir com financiamento do Estado – são as de zonas onde o serviço público satisfaz as necessidades de ensino, o professor manifestante pede-lhe a identificação, duvidando que seja jornalista. Esperava ser levado ao colo, não esperava ser confrontado com o óbvio.

Quero acreditar que este detalhe demonstra uma viragem decisiva na opinião pública, traduzida nos comentários que vários jornalistas e comentadores fizeram em seguida. Ao contrário dos primeiros dias, em que o movimento dos amarelos foi levado ao colo pela comunicação social, a imprensa parece mudar a sua postura e a partir daqui, parece-me que o caminho amarelo será descendente.

Para isso contribuiu – e muito – a infeliz “manifestação” de hoje. Eram só 50 mas, graças ao local e ao momento, tiveram muito mais destaque do que muitas manifestações de mais de 50 milhares em que participei. Estive presente em luta por muitos direitos: desde logo o direito ao trabalho que permita a todos os cidadãos o sustento das suas famílias, o direito a cuidados de saúde para todos, o direito à indignação pela sangria imposta às famílias para salvar bancos vítimas de corruptos, o direito à cultura e a tudo o que ela representa – identidade, património, história, conhecimento, livre expressão – e sim, o direito à escola pública.

Nunca, nas manifestações dessa esquerda tão mal amada, vi o que vi hoje, nas mãos dos senhores professores dos colégios privados. Além das ofensas óbvias, vistas e revistas nas televisões e nas redes sociais, o que hoje estava patente era o mais absoluto desprezo pela opinião dos outros, pela convicção dos outros, pelo voto dos outros. 

A esquerda, que reuniu o consenso que permitiu ao PS formar governo, obteve votos. Obteve os votos necessários para que esse consenso fosse mais forte do que o consenso da direita. A CDU e o BE mereceram milhares e milhares de votos que lhes permitiram eleger o número de deputados suficiente para terem uma palavra a dizer. Infelizmente, para estes senhores e outros eternos inconformados que por aí andam, um voto num partido de esquerda não pode ter o mesmo peso nem merecer o mesmo respeito que um voto num partido de direita. Em sua opinião, votar no que eles chamam extrema-esquerda até devia ser considerado crime. Ora esta esquerda tem tanto de extrema como o CDS tem de extrema-direita. Esses votos também devem ser criminalizados? 

Se os colégios deixam de ser viáveis sem o financiamento do Estado, é porque essas são as regras do todo-poderoso mercado. É assim que funciona o mundo da iniciativa privada. Caso contrário, o Estado tinha que injectar dinheiro em todas as empresas que passam dificuldades no país.

Se as escolas privadas têm melhores condições que as públicas, é exactamente por isso que o dinheiro do Estado tem de ser canalizado para a escola pública, para a dotar de melhores condições, ao alcance de todos.

Atirar para os olhos dos portugueses com o “maior despedimento colectivo da história” só pode ser uma anedota infeliz, quando todos ainda nos lembramos dos mais de 30 mil professores que a educação de Crato entregou ao desemprego. Já para não falar na enorme janela de oportunidade que isto representará nas suas vidas, como tão bem aconselhou Passos Coelho aos desempregados quando era primeiro-ministro. 

E falar no colégio privado das filhas da Secretária de Estado é um tiro no pé, porque para a educação das meninas, os meus impostos não contribuíram. Foi ela pagou as propinas.

Sobre as palavras de ordem de baixo-nível, nem me vou pronunciar. Mas confesso que não queria os meus filhos ensinados por estes senhores. Livra!

domingo, 15 de maio de 2016

Antes do último jogo



Obrigada Sporting,  por tudo. Pela época, pelos cânticos,  pelas lágrimas, pelos abraços, pelos saltos, pelos gritos, pelos golos. Obrigada dirigentes, treinador, jogadores. Obrigada Adrien e Rui Patrício, capitães das nossas almas.

Obrigada Sportinguistas. Amanhã continuamos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

+ Biblioteca, mais perto de si!


Rede de Leitura Pública de Évora 

1.    Bibliomóvel Loja dos Sonhos
2.    Pólo de Valverde
3.    Pólo de Guadalupe
4.    Pólo do Tribunal da Relação de Évora
5.    Pólo do Bacelo
6.    Pólo da Senhora da Saúde
7.    Pólo da Horta das Figueiras
8.    Núcleo da Biblioteca Escolar da ES Severim de Faria
9.    Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Santa Clara
10.  Núcleo da Biblioteca Escolar da EB Conde de Vilalva
11.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício
12.  Pólo de Leitura da Associação É Neste País
13.  Pólo de Leitura da EMBRAER
14.  Pólo de Canaviais (a inaugurar no dia 21 de abril)
15.  Núcleo da Biblioteca Escolar do Colégio Salesianos de Évora
16.  Pólo de Azaruja (a inaugurar em Setembro)

17.  Pólo do Estabelecimento Prisional de Évora

Pólos em preparação: Jardim Público; Vendinha;

domingo, 17 de abril de 2016

Brasil, Abril de 2016

 
 
Por defeito de formação, tendo a pensar de que forma serão descritos nos livros de História, daqui a muitos anos, os acontecimentos de hoje. 
 
O que dirão, no futuro, os livros de História sobre o dia de hoje no Brasil? A muitos anos de distância, longe da emoção de quem vive os acontecimentos, tão distantes da esperança de quem saiu da pobreza extrema nos últimos anos, como da ânsia de poder de quem perdeu nas urnas, que dirão os historiadores?

E como contarão o restabelecimento dos laços entre os brasileiros, agora divididos por um muro, com amizades de uma vida destruídas em público, no palco das redes sociais?

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Declaração de interesses




Sou franca, directa e, por isso, inconveniente. A coisa piora quando o que está em causa é realmente importante para mim. Sou absolutamente insuportável em tudo o que diz respeito aos meus filhos, à Biblioteca, ao Alentejo e ao Sporting (por esta ordem).

Procuro, especialmente nestas coisas que verdadeiramente me importam, ser a maior crítica, para poder corrigir o que está mal, para não ser apanhada na curva, iludida com o aparente sucesso daquilo de que tanto gosto. Foi  por isso que me tornei excepcionalmente exigente em relação aos meus filhos, que penso e pondero tudo o que não está bem nas Bibliotecas (começando pela parte que me diz directamente respeito), que tento todos os dias valorizar o Alentejo e que me farto de rir com as asneiras do Mister JJ.

Percebo que algumas das coisas que digo são incómodas, inconvenientes. Compreendo que, no mundo do politicamente correcto, a crueza das minhas observações não seja bem interpretada. Como não sou de meias palavras, vou directa ao assunto:

Não tenho qualquer ambição de progressão (mais ou menos rápida) no domínio das Bibliotecas. Não estou a mostrar serviço com nenhuma intenção (mais ou menos oculta). Não aspiro a nenhum lugar de topo em nenhuma hierarquia. O sonho da minha vida, como é público, chama-se Biblioteca Pública de Évora, e estou a vivê-lo.

Todos os comentários, todas as críticas, todas as observações que faço sobre Bibliotecas, são com intenção de contribuir para o debate e acordar consciências. Lamento que a uns isso seja considerado como assertividade e a outros seja colado o rótulo de "ela anda atrás de qualquer coisa". Nem desta Biblioteca, pela qual esperei a vida toda, eu andei atrás. Apareceu no meu caminho e eu agarrei a oportunidade com todo o empenho possível.

Às vezes, as coisas são mesmo o que parecem. Não há esquemas nem teorias de conspiração. Aqui só há uma bibliotecária muito apaixonada pelo seu trabalho e muito orgulhosa da sua missão.

Podia, a partir de aqui, andar a lamentar-me pelos cantos sobre injustiça e outras tretas. Não o farei. Até posso, por momentos, ceder à tentação, mas depois vem esta força lá de dentro que me diz "Deixa-te de queixinhas, vai mas é trabalhar!". E eu vou.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pólo a pólo. Em Abril, voz aos livros!

Até podia escrever aqui quarenta e sete parágrafos sobre o verdadeiro deslumbramento que é trabalhar na Biblioteca Pública de Évora, mas isso, quem aqui vem, já está farto de saber. Por isso hoje quero falar do deslumbramento que é "fazer biblioteca" em Évora. Não, não é bem a mesma coisa. Eu vou explicar:

Fazer Biblioteca em Évora é ter uma reunião com um/a Presidente de Junta de Freguesia e ver um Pólo nascer antes de a reunião terminar. É ter uma conversa com um/a professor/a bibliotecário/a e ver um projecto de colaboração a despontar. É atender um telefonema e desligar com uma nova possibilidade no ar. É falar da importância da envolver a comunidade, de abraçar a cidade e o concelho neste esforço colectivo de fazer acontecer leitura, conhecimento, informação e receber de volta isto que aqui vos deixo.

Évora, de pólo a pólo, a celebrar Abril do livro e das leituras em liberdade.

Pólo A Pólo - Abril, Voz aos Livros | Parte 1, de 2 a 15 de Abril

sábado, 2 de abril de 2016

Pedro, 18


Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. Sou agora a mãe orgulhosa de três adultos.

Quando vamos na rua, já sou a mais baixa da família, mas cá dentro, onde se guardam as lembranças, as dores e as gargalhadas, continuo a ser  o colo, o amparo, o abrigo e sim, a autoridade que nenhuma maioridade certificada por bilhete de identidade alguma vez me retirou. Cá dentro eles são ainda tão pequeninos e eu continuo - e continuarei - a usar as expressões que eles usavam quando eram do tamanho que ainda têm, aqui dentro.

Hoje, o meu filho mais novo faz 18 anos. É carinhoso (quando ninguém está a ver), bem-humorado e bom companheiro. É teimoso, obstinado e orgulhoso. Amadureceu tanto nos últimos meses, longe de mim... criou asas, está a voar.

Quero que saibas que tenho muito orgulho em ti, filho. E que confio em ti. E que estarei aqui sempre, sempre.

Parabéns!

 

 


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Amanhã é Dia Internacional do Livro Infantil

Todos os anos o International Board on Books for Young People (IBBY) divulga uma mensagem para celebrar o Dia Internacional do Livro Infantil, celebrado a 2 de Abril, data do nascimento de um dos mais importantes escritores de livros infantis de sempre, Hans Christian Andersen. De todas as mensagens, a minha preferida é esta, por isso, aqui a deixo outra vez em jeito de celebração.
 
«Que haverá nos livros?»

«Que haverá nos livros? – costumava perguntar a mim mesma, quando tinha três ou quatro anos, sentada no meu banquinho na livraria dos meus avós.

Atrás da caixa, sentava-se a avó. Do outro lado do balcão, a minha mãe esperava os clientes. Por detrás dela, as estantes chegavam até ao tecto e, para se poder alcançar os livros das prateleiras de cima, uma grande escada, suspensa de uma barra de ferro por dois ganchos, deslizava da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. Não pensem que me aborrecia! Quando um cliente entrava na loja, eu punha-me a adivinhar irá escolher um livro das estantes inferiores ou interessar-se-á por algum colocado nas de cima?

Jovem, ágil e inteligente, a minha mãe sabia onde se encontrava cada livro, subia a escada se necessário, descia com um livro de capa azul, vermelha ou dourada e colocava-o diante do comprador. Eu sentia-me orgulhosa da minha mãe e cada vez me interessava mais e mais pelo que pudesse existir nos livros. Nas filas de baixo, também os havia de capa azul, vermelha ou dourada, cheios de letras negras, pequeninas, mas nenhum tinha desenhos tão bonitos como os meus!

Em minha casa toda a gente lia. A minha mãe, o meu pai, os meus avós. Ao observar os seus rostos inclinados sobre um livro, ao ver que às vezes sorriam, que outras vezes se punham sérios, e que em certos momentos viravam a página com uma atenção tensa, interrogava-me: Por onde andarão? Se lhes falo, não me ouvem e, quando por fim me prestam atenção, parecem acabados de sair de algum lugar distante. Por que não me levam com eles? Que existe afinal nos livros? Qual é o segredo que não me querem contar?

Mais tarde aprendi a ler. E descobri, enfim, o segredo dos livros. Descobri que neles estava tudo. Não apenas fadas, gnomos, princesas e bruxas malvadas. Também lá estávamos tu e eu com todas as nossas alegrias, as nossas preocupações, os nossos desejos, as nossas tristezas; o bem e o mal, a verdade e a falsidade, a natureza, o universo. Tudo isso cabe nos livros. Abre um livro! Ele partilhará contigo todos os seus segredos.»

Éva Janikovszky Malasartes

sexta-feira, 25 de março de 2016

Biblioteca Pública de Évora: 211 anos

1805

Na 6ª Feira 8 de Fevereiro, dia de S. João da Mata, se assentou a última estante da nova Livraria.

Na  4ª  Feira  seis  de  Março,  dia  de  santa  Colecta,  e  aniversário  do  Bispo  de Beja,  e  Arcebispo  de  Évora  fui  abrir  em  a  nova  Livraria  os  primeiros  Caixotes  dos livros que vieram de Beja para ela.

Na 3ª feira 19 de Março, S. José, fui assentar no seu lugar por cima da porta da livraria o painel de N. Sra. cópia  do  original  de  Trevisani,  mestre de  Francisco  Vieira  português  antigo,  a qual  cópia  é  feita  pela  Princesa  D.  Maria  Benedicta,  viúva  do  meu  príncipe  D.  José,  a qual ela deu a sua mãe a rainha D. Mariana Vitória, mulher del rei D. José, e por morte deste Senhor mo deu a mim em 1790 quando voltei para Beja.

Na 2ª feira 25 de Março, Anunciação de Nossa Senhora fui por o 1º livro na estante da nova livraria e foi o 1º tomo da polyglota de Ximenes, fui com o vigário geral , capellães e pessoas de família.  (...) Mandei abrir um caixote e o primeiro livro que abri e li foi a Évora Gloriosa, o que me pareceu coisa de reflectir.


Diários de Frei Manuel do Cenáculo
BPE, Cod. CXXIX/1-21

sexta-feira, 11 de março de 2016

#somosbibliotecas há 30 anos



Há 30 anos, no dia de hoje, eu era uma miúda de 16 anos, a frequentar o ensino secundário. A minha música preferida era o “Take my breath away” dos Berlin e as preocupações que me ensombravam os dias eram tão importantes que afinal, se desvaneceram.

Há 30 anos, no fim deste dia, 11 de Março de 1986, fui dormir com a tranquilidade das pessoas irresponsáveis. Mal sabia que nesse dia, algures, num gabinete em Lisboa, uma folha A4 contendo um despacho fora assinada pela então Secretária de Estado da Cultura, Teresa Patrício Gouveia. Essa assinatura, naquela folha A4, teve o poder de mudar a minha vida para sempre.

É claro que só o soube muitos anos mais tarde. Nem mesmo quando o Presidente da Câmara me chamou, em 1993, para me propor o lugar de bibliotecária, que não podia estar vago, no cumprimento do contrato-programa assinado entre o Município e o IPLB, tive essa noção. Na altura, a proposta foi inesperada mas surpreendentemente natural. Naquele instante, não tive dúvidas, era para aquilo que me tinha preparado. Por causa daquele despacho e das consequências que ele foi acumulando, tornei-me visceralmente bibliotecária. Foi graças a ele que a Biblioteca de Moura se formou e me recebeu, e depois dela nasceram os pólos, e fez-se a Feira do Livro, e um dia atrevi-me a sonhar com a Biblioteca Pública de Évora. Por ser Bibliotecária em Évora, esta tornou-se a minha terra e a terra dos meus filhos. E depois de aqui chegar, encontrei o António e esta terra agora também é dele, que nem sequer imaginava que tudo isto seria ditado por um despacho assinado há 30 anos. 

Multipliquem agora esta minha história por todos os que foram tocados por este processo. Graças ao Despacho que criou o Grupo de Trabalho constituído, entre outros, pela Dra. Maria José Moura e pela Dra. Teresa Calçada, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas foi planeada, pensada e construída. Para a concretização plena deste Rede foram criados Cursos de Formação na área da Biblioteconomia, que geraram trabalho para as Universidades e Escolas e habilitaram centenas de novos profissionais com qualificações específicas para o trabalho das Bibliotecas. Daqui saíram bibliotecários para a leitura púbica, mas também para as universidades, onde, com o seu trabalho, tocam a vida de milhares de estudantes universitários, proporcionando-lhes melhores condições de acesso à informação e ao conhecimento.

Nos Municípios, dezenas de arquitectos e engenheiros desenharam, projectaram e fizeram nascer edifícios de bibliotecas validados pela tutela, através do então Instituto Português do Livro e da Leitura. Do papel à construção, as mãos de pedreiros, carpinteiros, electricistas, canalizadores, pintores ergueram bibliotecas. Ao lado, um novo nicho de mercado nascia, dada a necessidade de equipar as bibliotecas com mobiliário adequado, equipamento informático e software de gestão de bibliotecas.

Da Rede de Leitura Pública à Rede de Bibliotecas Escolares foi um passo, dado pela Dra. Teresa Calçada. Novo impulso de construção e desenvolvimento e o nascimento do Plano Nacional de Leitura. As vidas de milhares de estudantes tocadas pelo trabalho das bibliotecas escolares e dos professores bibliotecários. Até as editoras, que tradicionalmente viam as bibliotecas como concorrência às vendas, receberam um impulso inesperado, resultado da aposta de um país na leitura e no consumo literário. Os escritores são lidos e os ilustradores apreciados. Os contadores de histórias nasceram e levam a palavra a todos os cantos do país.

Todas estas pessoas – e são milhares – viram as suas vidas tocadas por um projecto que fez florir uma primavera de bibliotecas e as transformou em sítios felizes.

É certo, ao verão da maturidade e da consolidação, da partida para novos desafios, ultrapassada que estava a fase de construção, seguiu-se o outono do desânimo, do desinvestimento, do cansaço. Creio que o que nos falta é o rumo, o planeamento. Hoje, como ontem, impõe-se a criação de um novo grupo que pense, avalie e planeie as bibliotecas que queremos ter. E (os meus colegas que me desculpem a insistência) falta garra a muitos bibliotecários. É preciso lutar todos os dias. É preciso Ser Biblioteca todos os dias, todos os minutos. 

Celebremos estes 30 anos em festa, porque é muito o que nos orgulha. Mas que a nossa festa seja também preparar o amanhã (como bons Bibliotecários) e abrir caminho para cumprir o despacho nº 23/86 de 11 de Março, que mudou a minha vida e a vida de tantos bibliotecários que, com o seu trabalho, estão a contribuir para mudar o país.


Notas finais, porque nem seria eu se não dissesse o que me vai na alma:

1. Decorre hoje, no MUDE, em Lisboa, uma celebração destes 30 anos de RNBP. Não estarei presente porque, infelizmente, a Rede faz distinção entre as bibliotecas apoiadas pelo programa e as que não receberam apoio, pelo que a Biblioteca Pública de Évora não está integrada. Esta é a minha forma de protesto.

2. A comemoração é organizada pela Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e decorre num Museu. Lamento que não seja a tutela a comemorar este facto tão importante e que a actividade não decorra numa biblioteca.

3. A BAD é, neste momento, a estrutura que melhor pode catalisar os nossos anseios. A não ser que a tutela decida tomar medidas ou que todos tenhamos uma epifania às 9 da manhã de um dia ainda por inventar, só a BAD pode dar corpo e consistência a um plano de acção e apresentá-lo ao país. Associem-se! E aos que dizem não quererem associar-se porque acham que a BAD não corresponde às expectativas que tinham (ouço isto algumas vezes), há um remédio. Chama-se eleições para os órgãos de direcção. Façam como quiserem, mas participem!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Alentejo cumprido


Manifestei-me logo no início desta polémica e depois calei-me. Volto a ela hoje para a arrumar definitivamente.

Reafirmo o que disse. Este senhor é um imbecil. Vive de polémicas, sem elas passaria incógnito. Faz afirmações verídicas - mas não verdadeiras - e espera que os visados se manifestem e lhe dêem a notoriedade que nunca conseguiu alcançar com mérito. Desse ponto de vista, é inteligente, concedo-o, mas do ponto de vista da formulação de ideais, construção de teorias, observação crítica do mundo é apenas e só, um imbecil.

Muita gente (eu incluída) embarcou na estratégia dele, ajudou a dar fama à mediocridade que escreve. Confesso que na altura de partilhar pensei isso mesmo, mas ainda assim, a imensa indignação que senti pela quantidade de (sai um alentejanismo) alarvidades que o senhor enunciou falou mais alto.

Chegada a hora, o Alentejo respondeu como sempre: com dignidade. Com a tranquilidade de quem já resistiu a tudo e continua aqui, de pé, como os sobreiros que nos dão a sombra e evitam a desertificação destas terras.

O Alentejo foi a Lisboa e cantou. Contra o desprezo da administração central que lhe retira todos os meios de subsistência, o Alentejo responde a cantar e diz "Estamos aqui". Contra as políticas económicas e de suposto desenvolvimento que vão deixando as povoações isoladas e abandonadas, o Alentejo canta e diz "Estamos aqui". Contra os que, sem nada saberem do que é ser Alentejano, ridicularizam o nosso modo de vida em mil anedotas e escrevem livros com os quais esperam atingir a fama efémera, o Alentejo canta e diz "Continuamos aqui".

Sonhamos o Alentejo todos os dias. Trabalhamos para cumprir o Alentejo todos os dias. Somos Alentejo, sempre!

Alentejo, Alentejo
Terra sagrada do pão
Eu hei-de ir ao Alentejo
Mesmo que seja no Verão
Ver o doirado do trigo
Na imensa solidão
Alentejo Alentejo
Terra sagrada do pão

Nota: Este texto foi escrito ao abrigo do meu direito à liberdade de expressão.



sexta-feira, 4 de março de 2016

Cem mil

Hoje chegámos aos 100 000 livros disponibilizados no catálogo online da BPE. Para chegar aqui foi necessária a contribuição de todas as pessoas que compõem esta equipa empenhada que tenho o orgulho de coordenar na Biblioteca Pública de Évora. Este número redondinho é vosso. Muitos parabéns pelo trabalho realizado e muito obrigada pelo empenho de todos.

Em Abril de 2014 havia 50 mil títulos no catálogo. Em menos de dois anos, com os poucos recursos disponíveis, foi possível duplicar esse número e disponibilizar cinquenta mil novos títulos aos utilizadores. Para acompanhar o ritmo de edição e reduzir gradualmente o imenso volume de livros acumulados gerado pela recepção do depósito legal desde 1931 precisávamos do dobro das pessoas a catalogar. Mas - como me ensinou um extraordinário Chefe que tive há alguns anos - isto é o que temos e é com isto que temos de trabalhar. E digam lá, não trabalhámos nada mal, pois não? 

Ps: Já só nos faltam cerca de 900 mil. Vamos a eles!


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Mariana, 19

E de repente, tinhas 18 anos e o mundo revelou-se. Os teus planos, sempre tão cuidadosamente traçados, levaram um banho de realidade e incerteza. Primeiro, a lotaria dos exames, o cálculo das possibilidades feito uma e outra vez. Depois, a angústia até ao resultado e, por fim, o primeiro dia de uma nova vida, numa cidade desconhecida.  Pelo meio, ainda havia a carta de condução,  adiada para os períodos de férias e fins de semana.

Mas eis que aqui chegámos. Os 18 passaram e tu... conseguiste tudo. Todos os planos superados.

Sei que foi provavelmente o ano mais dificil da tua vida, tantas vezes a ser posta à prova, tantas vezes sujeita à incerteza do resultado. Sei que para mim, como tua mãe, foi, porque aqui ao lado, nada podia fazer a não ser amparar-te se caísses, ou ficar a ver-te caminhar se fosses bem sucedida.

E é assim que estou, a ver-te caminhar com tudo o que aprendeste sobre a vida durante este ano.  Toda a gente quer fazer 18 anos porque chega à idade adulta, mal imaginam a reviravolta que a vida lhes dá.

Mas tu, tal como há 19 anos, sobreviveste e aí estás,  pronta a enunciar o decreto-lei competente, se não colaborarmos nas nossas tarefas. É nestes momentos de desafio que as pessoas revelam a sua força e o seu carácter, e os teus estão à vista.

E digo-te mais: estes bons resultados do Sporting não têm nada a ver com o JJ. É porque tu agora estás em Lisboa, vais aos jogos e eles sabem perfeitamente que a Mariana #QuerOSportingCampeao!

Parabéns, filha.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Em frente

Agradeço a todos os amigos que fizeram questão de me felicitar pelo meu aniversário.  A vossa presença na minha vida é o alento que me faz seguir em frente, lutar por aquilo em que acredito e nunca desistir de fazer o que ainda não foi feito.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Manual de instruções, que hoje foi dia de fazer anos

É em português do Brasil, mas foi o que se arranjou.

Os aquarianos têm uma personalidade forte e atraente. Há dois tipos de aquarianos: um é tímido, sensível, e paciente. O outro é exuberante, vivo, e pode chegar a esconder as profundezas de sua personalidade embaixo de um ar frívolo. Ambos os tipos de Aquário têm uma força de convicção e da verdade muito forte e são tão honestos que sabem mudar de opinião se aparecem provas que mostram o contrário do que pensavam antes. Os aquarianos são capazes de ver os dois lados de um argumento, o que os fazem um dos signos mais tolerantes e sem preconceitos de todo o zodíaco. Estão abertos à verdade e dispostos a aprender de todos.

O aquariano é humano, sincero, refinado e idealista. Sabe ser perseverante e expressar-se com razão, moderação e, às vezes, com humor. Quase todos os aquarianos são inteligentes, claros e lógicos. Muitos são imaginativos e psíquicos. Às vezes sentem a necessidade de retirar-se do mundo para meditar ou pensar. Negam-se a seguir a multidão.

Apesar da personalidade aberta dos aquarianos e de seu desejo de ajudar à humanidade, eles não costumam fazer amigos com facilidade. Não se entregam de alma tão rápido. Porém, uma vez que decidem que vale a pena amar alguém, se convertem em um amigo ou amante disposto a sacrificar tudo por seu companheiro e ser fiel durante a vida inteira. Mas às vezes vivem uma desilusão emocional, porque seus ideais pessoais lhes levam a exigir mais de seu companheiro do que deveriam. Quando um aquariano se sente enganado, sua fúria é terrível.

O aquariano consegue seus melhores frutos trabalhado em grupo, desde que seja o líder. O aquariano tem um sentido de unidade com a natureza e um desejo pelo conhecimento e pelo saber que lhe pode levar a ser um excelente cientista, astrônomo ou historiador. Também tem facilidade para trabalhar em qualquer campo técnico. Os aquarianos costumam ser bons escritores, professores, assistentes sociais e psicólogos. Também são bons músicos.

O problema dos aquarianos quanto às relações pessoais é quando tendem a fugir ante um problema. Sentem uma grande preocupação pelo bem da humanidade e não compreendem as posturas contrárias às causas que tanto perseguem. Apesar de ter certos segredos, os aquarianos não compreendem uma falta de integridade ou promessas quebradas. Faz parte de seu lado negativo sentir-se magoado por uma traição ou ficar em silêncio até explodir em um momento de raiva. Não obstante, é um dos signos do zodíaco mais receptivos a escutar outras verdades e a aprender dos demais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Vergílio Ferreira na Biblioteca Pública de Évora


"Vim do Norte, da montanha, da água e da verdura: a extraordinária individualidade da planície resiste longamente a quem a ignora. Mas por fim, não me foi difícil perceber [que] a linguagem da Serra se reconhece de algum modo na planura: é a linguagem da força cósmica, da desolação, do silêncio. (...) Assim eu não tive de me reinventar totalmente para me reconhecer aqui (...).

De longe aguardo pois que eu relembre a cidade, o Alentejo, para que os veja melhor. Decerto Évora me surgirá então mais nítida na sua maravilha estranha. A horas súbitas e inesperadas, ela me aparecerá nas ruas, tão cheias de ecos de outrora, no espectro das raças que a habitam, nos seus pregões, no estrépito das carroças matinais, na voz raiada à lonjura dos seus corais camponeses, nas gigantescas tardes de verão... 

(...) Mas sei bem que Évora me deu mais: o que em grande parte aqui sonhei, pensei, sofri (...) a tessitura afinal de uma grande fracção da minha vida. Isso bastava para que eu a amasse, a sentisse minha de algum modo, como sentimos nossa a pessoa que somos."


Vergílio Ferreira, 1959



Associando-se às comemorações do Centenário de Vergílio Ferreira, a Biblioteca Pública de Évora, a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a Universidade de Évora inauguram, dia 29 de Fevereiro, às 19 horas, a exposição 'Vergílio Ferreira na Biblioteca Publica em Évora', sobre o percurso de vida e a obra do escritor que para sempre ficou ligado a Évora. 

Sala de Exposições temporárias da Biblioteca Pública de Évora
29 de Fevereiro a 28 de Março.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O reembolso do IRS ou a glória de não cumprir um dever


Desde final de 2014 que se sabia que seria preciso validar as facturas no portal das finanças, mas o que é que o português faz? Deixa para o fim.
Agora, o prazo tem que ser alargado porque os pobre portugueses não conseguem cumprir prazos. Em resultado deste atraso, as declarações de IRS vão ser adiadas e adivinhem? Os reembolsos também. E se isto vai atrasar para os rendimentos de trabalhadores dependentes, os desgraçados dos trabalhadores independentes podem esperar pelo reembolso lá para Setembro...
Depois, a partir do primeiro dia de entrega das declarações, vamos assistir ao nascimento de fóruns que discutem e debatem o provável prazo de devolução das verbas pagas a mais em IRS. E vamos assistir a comentários de teor vergonhoso, insultando a classe política e os funcionários públicos (especialmente os que trabalham nas finanças) pela demora no reembolso das verbas que os portugueses se atrasaram a declarar, só pelo prazer de não cumprir um dever.
Caramba, o ano já acabou há um mês e meio! Custava muito terem ido ao site dar meia dúzia de cliques? Irra, que é demais!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Eng. Luiz Ramos

Na minha terra morreu hoje um homem bom. Um homem de palavra, respeitado por todos.  Íntegro, honesto, vertical. Foi Presidente da Câmara pouco depois do 25 de Abril. Foi meu vizinho.

À família do Eng. Luiz Ramos deixo as minhas condolências. A perda é difícil mas fica a certeza de uma vida que valeu a pena, que fez a diferença e contribuiu positivamente para o mundo.


sábado, 9 de janeiro de 2016

A Biblioteca Pública de Évora orgulha-se de acolher a exposição de aguarelas do jovem João Catarrunas (https://www.facebook.com/riscoseesquissos). 
Estão todos convidados!



23 de Janeiro a 25 de Fevereiro 2016
Sala de Exposições Temporárias da BPE

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Viragem

Deixo em 2015 o fim da minha vida familiar tal como a conhecia.  Deixo para trás a ilusão de amizades que pensava verdadeiras. Fecharam-se os caminhos de volta à vida que tinha antes. Mesmo que fisicamente volte ao mesmo lugar, nada será como dantes.

Ficam de 2015 os amigos que me acompanharam, apesar de tudo.
Fica o orgulho enorme nos meus filhos. Ficas tu, apesar da distância.

Fica a felicidade que retiro do trabalho. Ficam as pessoas que conheci, as situações que experimentei, a aprendizagem constante. Fica a (cada vez mais) minha Biblioteca. Fica o congresso BAD que encheu Évora de Bibliotecários e Arquivistas.

2016 está aí. Há promessas que gostava de fazer, mas sei que não vou cumprir.  Ficam as que posso e vou cumprir: trabalhar muito pela minha biblioteca e acabar a tese de doutoramento. Depois disso é que vou pensar em comer menos chocolate.

Bom ano para todos. Todos mesmo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mais Serviço Público



Estimados Leitores
Informamos que, a partir de 1 de Janeiro, o horário de funcionamento da Biblioteca Pública de Évora é o seguinte:
Segunda a Sexta: 9h30 - 18h00
Sábado: 10h00 - 17h00
Esperamos pela sua visita!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Serviço público



Aviso

Estimados Leitores

Informamos que, devido às festividades do Natal, a Biblioteca Pública de Évora estará encerrada ao público nos dias 24 a 26 de Dezembro e nos dias 31 de Dezembro a 2 de Janeiro.

Boas Festas e Feliz 2016!

Festas felizes


Boas festas a todos! Que o Natal seja o que todos esperam dele e que 2016 seja a oportunidade de concretizar sonhos e projectos. Felicidades!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Das ilusões de Natal

Se eu pudesse dar a minha opinião sem que me caíssem logo em cima, diria que acho espantoso que as pessoas exijam às autarquias que gastem o dinheiro que não chega para as necessidades básicas de funcionamento de um concelho em iluminações de Natal.  Aqueles que acham vergonhoso que não se comprem iluminações caríssimas não têm vergonha de se preocuparem mais com a aparência do que com a essência, ao contrário do que apregoam durante todo o ano? E desses que agora clamam indignados, por essas redes sociais, quantos foram votar? Ah, compreendo! É porque nos programas eleitorais não havia promessas sobre iluminações de Natal (que por acaso é uma festa religiosa).

Os fãs do Natal que me desculpem mas, tirando o tempo que passo com a minha família, acho isto tudo uma hipocrisia. Votos de felicidade de pessoas que durante o ano nem nos cumprimentam, um consumismo levado ao extremo e a solidariedade que devia existir todo o ano desbaratada assim, em meia dúzia de dias...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A partir de amanhã, na BPE!

A Biblioteca Pública de Évora orgulha-se de apresentar neste Natal o trabalho desenvolvido por uma das suas voluntárias. A mesma qualidade e perfeição aplicadas na produção de caixas, pastas e capilhas para o acondicionamento dos documentos mais valiosos da Casa-Forte da BPE é visível nas mimosas agendas, simpáticos cadernos e outros produtos que a Célia Figueira apresenta na sua Oficina dos Cadernos - Encadernação artesanal (https://www.facebook.com/oficinadoscadernos/?fref=ts)

A acompanhar o trabalho da Célia estará o projecto Janelas do Alentejo. A visitar, conhecer, comprar e oferecer na BPE, entre 10 de Dezembro e 8 de Janeiro. Esperamos por si!

Um imbecil é apenas um imbecil e nada mais que um imbecil.

“O homem dá à mulher direcção, indica-lhe um caminho. Uma mulher não é capaz de definir um caminho. Sem um homem, fica sem saber o que fazer. A mulher dá ao homem equilíbrio, moderação, porque um homem sozinho só faz asneiras, como beber em excesso e conduzir o carro a 200 à hora”.

(...)defendeu a privatização da polícia, a privatização dos tribunais e o fim da legislação que impede o trabalho infantil. “Se a criança vai ou não trabalhar, é com os pais”.

Acabaria com o ensino obrigatório e defendeu a mercantilização das eleições, com a livre compra e venda de votos. “É precisamente a pensar nos pobres que eu punha a questão da transacção do voto. Se uma pessoa tem direito a um voto mas não quer usá-lo, tem de o deitar fora. Noutro sistema, poderá vendê-lo a alguém que queira votar várias vezes. Já viu quantos pobrezinhos ficavam beneficiados?”

“Vá a África e veja porque é que eles não trabalham. Gostam muito de sexo; nós também gostamos, mas se estivéssemos o dia todo na cama não fazíamos mais nada”.

Tudo isto e mais umas alarvidades para ler aqui.