quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ser bibliotecário

É frequente perguntarem-me se gosto daquilo que faço. Sim, gosto muito. Confesso que vim aqui para por uma série de (felizes) coincidências, ou talvez fosse o destino, não sei. Mas se pudesse voltar atrás, e com conhecimento de causa, seria esta a profissão que escolheria.

Para eventuais descrentes, aqui fica um texto que me enviou há uns tempos, o meu professor Dr. José António Calixto, director da Biblioteca Pública de Évora:


Porque todos devem cair de joelhos
e adorar um(a) bibliotecário/a


OK. Pois. Todos temos as nossas ideias preconcebidas do que é ser bibliotecário e do que eles fazem o dia todo. Muitas pessoas pensam nos bibliotecários como funcionários públicos de estatuto menor, esgueirando-se por todo o lado, a fazer "ssssh" constantemente, para não falar de selar e carimbar coisas a torto e a direito.

Ora... pensem melhor!

Os Bibliotecários têm licenciaturas e pós-graduações em ciências da informação e, muitas vezes, mestrados em Sistemas de Dados e Interface Homem/Computador, gestão da informação, promoção da leitura, etc.

Os bibliotecários podem catalogar tudo o que existe entre um alho e a orelha de um cão. Podem catalogá-lo a si.

Os bibliotecários controlam poderes inimagináveis. Com um leve torcer do pulso a sua tese de doutoramento desaparece por trás de 50 anos de "Crónica Feminina", para nunca mais ser encontrada. Podem descobrir informação para o seu trabalho final que nem você sabia que existia. Podem até guiá-lo para novos e mais apropriados temas de investigação.

As pessoas tornam-se bibliotecários porque sabem demais. O seu conhecimento estende-se muito para além das meras categorias. Não podem ser confinados a meras disciplinas. Os bibliotecários sabem e conhecem tudo. Eles dão ordem ao caos. Dão cultura e sabedoria às massas. Preservam todos os aspectos do conhecimento humano.

Ser bibliotecário é fixe. E dão cabo do canastro a quem pense o contrário!


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nenhum homem é uma ilha.

No momento em que passam quatro anos sobre aqueles dias loucos e felizes da minha transferência para Évora, apercebo-me do impacto que a...