segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

À tarde, longe de Alvalade


Ontem à tarde não estive em Alvalade.

(Pausa para respirar fundo)

Ouvi a festa pelo rádio, enquanto os meus filhos (estudantes com demasiados testes durante esta semana para que pudesse dar-me ao luxo de lhes roubar um dia de estudo) assistiam pela televisão.

Ouvi o repórter falar nas centenas de miúdos sportinguistas, equipados a rigor à volta do campo para receberem as equipas. Ouvi-o descrever a forma como milhares de famílias sportinguistas encheram as bancadas. Ouvi as suas vozes de apoio do princípio ao fim do jogo. Ouvi os cânticos e as palmas e pela primeira vez em muitos anos, não gritei com eles quando a bola entrou na baliza, apenas respirei fundo, outra vez.

No final da primeira parte, a minha cabeça estourava e resolvi dar uma volta com o Stromp, o nosso cão. Regressei a casa, já o jogo tinha terminado e um Domingos mais aliviado era entrevistado pelos repórteres de serviço.

Num jogo sem história e quase sem brilho, foi um dos dias em que senti mais orgulho de ser Sportinguista. Ontem demos uma lição a muita gente, pela forma como os Sportinguistas mostraram a sua garra, a sua fé e disseram Presente!, sem se importarem com os resultados que a equipa apresentou nos últimos tempos.

Quantos clubes têm uma massa associativa e adepta feita desta fibra? Em Portugal, só há um, o Sporting e mais nenhum.

2 comentários:

  1. realmente, se não formos nós a nos elogiar quem é que nos elogia?

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  2. Daniel, Daniel... essa benfiquite aguda dá-te cabo do estômago.

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