TDT

Cortaram-nos a possibilidade de progressão na carreira. Ninguém reclamou.
Cortaram-nos nas reformas. Ninguém reclamou.
Cortaram-nos os aumentos. Ninguém reclamou.
Cortaram-nos os abonos de família. Ninguém reclamou.
Cortaram-nos meio subsídio de natal. Ninguém reclamou.
Cortaram-nos os subsídios de férias e de natal para os próximos anos, ou até para o resto da vida. Não interessa, ninguém reclamou.
Agora, vão cortar a televisão. Será desta que há revolução?

Infelizmente, não. Os que têm força para se revoltar já há muito que subscreveram pacotes privados de televisão. Os outros, os que vivem sozinhos e longe do mundo, naquele lugar irreal a que chamam interior do país, ou naquele universo das "famílias carenciadas" que fica bem em qualquer discurso político, vão ficar como estão. Na escuridão.
           

Comentários

  1. Somos um povo que dá dó ver...
    Somos uns parvos!

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  2. Os portugueses não precisam de televisão. Apenas interessa ouvir o que dizem estes salvadores que temos.

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  3. O Otelo diz que só precisa de 800 militares, mas as esquerdas andam a dormir desde 74, por isso a revolução está seriamente comprometida. Sabem que mais? Vamos voltar a ver as variedades da TV espanhola ao sábado à noite, o Verão Azul e outras coisas, já que os canais que temos estão mortos para a vida há muito tempo, e segundo o ministro responsável por este pelouro "não há para já planos de incluir a RTP Memória (paga por todos nós!) ou outros canais de informação na rede de TDT". Cá para mim há algum sucateiro a ser sorteado na compra da sucata em que se vão transformar os emissores analógicos. É esperar para ver.

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