Ninguém ficou bem nesta fotografia

O Público traz hoje a notícia de um aluno de 5º ano apanhado a cabular durante um teste de português. Ao que parece, o aluno enviava as perguntas à mãe por sms e a mãe, tão preocupada, enviava as respostas na volta do correio.

O miúdo é um cábula e crescerá pensando que os outros é que têm a responsabilidade de lhe facilitar a vida. A mãe leva longe de mais o "envolvimento parental" e não contribui em nada para a formação de valores como a autonomia, a responsabilidade e sim, muito importante, a honestidade do seu filho. A professora não tinha mais nada com que se entreter a não ser coscuvilhar a caixa de mensagens do telemóvel particular de um aluno e o director da escola, em plena era digital, proíbe o uso de toda e qualquer tecnologia dentro da sala de aula, quando é urgente e imperativo que alunos e professores aprendam a conciliar a tecnologia com a aprendizagem, usando a primeira para conseguir a segunda.

O verdadeiro problema, no entanto, está na mentalidade. O que conta é a avaliação, o valor inscrito nas pautas e que servirá de base a estatísticas que colocarão o nosso país em lugares honrados nos rankings europeus e mundiais. A aprendizagem efectiva passou a ser uma cruzada de meia dúzia de utópicos que ainda insistem em fazer do ensino e da educação uma missão e não apenas um emprego ou a consequência inevitável de ter tido filhos.
                         

Comentários

  1. A professora devia-se ter limitado a desligar o telemóvel e a mantê-lo na sua posse até ao final do exame.

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