terça-feira, 9 de outubro de 2012

Para sair da crise: Alternativa 1

- Convém nesta altura avisar os portugueses de que terão de se preparar para pagar muitos impostos no próximo ano. Não concorda, Pedro?
- Oh Vítor, tem toda a razão, eu não diria melhor, muitos impostos... e não vemos outra solução, infelizmente. Não, não vemos outra solução.
- Oh Pedro, mas os portugueses não podem ser sujeitos a tantos sacrifícios, temos de arranjar uma solução.
- Sim, Vítor, mas qual é a solução que propõe?
- Bem, ainda estamos a gastar algum dinheiro com os funcionários públicos... Há muitos que, não só não foram despedidos, como ainda recebem dinheiro que lhes permite alguns luxos, como por exemplo adquirir comida!
- Bem, Vítor, isso é que não podemos permitir. O regabofe acabou. Acabou. Por esta via, ainda me vejo obrigado a dispensar um dos meus vários motoristas, ou pior, deixar de contar com a valiosa colaboração de um ou dois de entre as dezenas, ou mesmo centenas de assessores altamente especializados que enchem os nossos gabinetes, e isso seria uma perda irreparável. Avance com os cortes nos funcionários públicos! Além disso, ainda ficamos com a possibilidade de nomear mais assessores para desempenharem as funções que esses funcionários agora asseguram, o que é sempre uma mais-valia, não é?
- Ok, Pedro assim farei. Primeiro temos de salvar os portugueses, que são um povo tão bom, tão pacífico. Esses funcionários do Estado são uns malvados, é justo que paguem a crise.




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