terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quando os números começam a ser pessoas

Em Loulé, a cabeça iluminada de uma directora de escola que supostamente estudou psicologia e pedagogia e cidadania e entende o significado de palavras como crise, fome, desespero, proibiu uma criança de cinco anos de almoçar e obrigou-a a ficar sentada ao lado dos colegas enquanto almoçavam, porque os pais não pagaram a mensalidade correspondente até ao dia 9 de Outubro.

Uma das auxiliares ofereceu-se para pagar a refeição do seu bolso, mas a 'Cruela' não autorizou.

Das duas uma. Ou a direcção da escola vive no mesmo universo paralelo onde vivem o Cavaco, o Passos, o Gaspar e o Portas, ou trata-se de um conjunto de seres inqualificáveis e indignos de lidar com crianças.

Parece que, não contentes com a gracinha, reportaram a situação à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Acho bem, mas espero que os membros desta comissão tomem a atitude correcta e de bom senso: Uma recomendação ao Ministério da Educação para que estas pessoas nunca mais voltem a exercer qualquer profissão no ensino, ou já agora, que envolva o relacionamento com qualquer ser humano.


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