A saída de Vítor Gaspar não é, afinal, nada de bom. Já nem falo da falta de credibilidade da sua sucessora, insistentemente sublinhada por todos. O que importa é que a política de austeridade continua, tal como continuam as baterias apontadas à classe média em geral e à função pública em particular. Significa apenas que, no momento final, quando se fechar para balanço, Gaspar já não estará para responder pelo que implementou. Agora mesmo, neste instante em que sabemos tão pouco, uma das coisas que sabemos é que Gaspar pediu a demissão em Outubro e se arrastou penosamente até ontem. Iliba-se portanto, de responsabilidades por tudo o que ocorreu de então para cá: Orçamentos chumbados pelo Tribunal Constitucional, previsões económicas anedóticas, declarações bombásticas sobre momentos de viragem. Até porque, como todos sabemos, a culpa é, e sempre foi, do clima.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Mãe
Vou herdar-lhe as flores, pedi-as às minhas irmãs. Um dos grandes amores da sua vida. Mas mãos dela, tudo florescia. O galho mai...
-
Vou herdar-lhe as flores, pedi-as às minhas irmãs. Um dos grandes amores da sua vida. Mas mãos dela, tudo florescia. O galho mai...
-
Quando falo no Migraleve, no seu desaparecimento do mercado e no complicado esquema de fornecimento externo que consiste basicamente em crav...
-
Porque razão temos filhos? Porque razão insistimos em trazer vidas a este planeta das quais não somos capazes de cuidar? Porque razão as...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.