Património com vida

Ao meio-dia de hoje abriu oficialmente ao público a Igreja do Espírito Santo, na esquina entre a Rua da Romeira e a Rua do Espírito Santo. O pormenor das ruas é importante, porque a exposição escolhida para primeira etapa nesta nova fase do edifício é precisamente uma belíssima colecção de fotografias sobre a vivência desta zona ao longo do último século, intitulada "A rua é nossa".

A Igreja, que já teve todo o tipo de utilizações menos nobres vê-se agora restaurada, limpa, aberta à luz e às pessoas que podem admirar os magníficos frescos que a embelezam.



Mais um passo no trabalho da regeneração urbana realizado na cidade de Moura e que é testemunhada no livro "Moura - Parcerias para a regeneração urbana" que também foi apresentado hoje.

À hora a que vim para casa, as mesas prolongavam-se pela rua, o cheirinho a grelhados espalhava-se no ar e os mourenses punham em prática os seus salutares hábitos de convivência, dando alegria a um centro histórico que insiste em permanecer vivo, ao contrário de tantos concelhos supostamente desenvolvidos por circulares e rotundas que levam os habitantes para bairros periféricos, enquanto os centros morrem de solidão.

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