sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mil novecentos e oitenta e quatro



Tinha 14 anos e era 1984. Esperei pelo livro quase todo o ano e finalmente, uns dias antes do natal, chegou às minhas mãos. É o livro da minha vida, não tenho dúvidas. Mesmo que nunca mais o tenha voltado a ler. Mesmo que me invada um frio gorduroso e desconfortável de cada vez que abro uma página ao acaso. Mesmo que volte a sentir o medo dos ratos, da solidão ou da desilusão. Determinou a minha visão do mundo e encontro-o uma e outra vez, em pequenos detalhes do quotidiano, mas sobretudo, na enorme liberdade de pensar que tenho, todos os dias, a oportunidade de ter coragem em vez de ter medo. 
                         

3 comentários:

  1. é um extraordinário alerta para certas e camufladas, porque progressivas, reduções à liberdade...

    :-)

    ResponderEliminar
  2. Continua actual... mais que actual!

    ResponderEliminar