Ponto da situação

Hoje ficámos a saber que os trabalhadores da função pública (who else?) com vínculo de nomeação, que fiquem de baixa médica por um período superior a um mês, vão perder o direito a gozar férias e ficam também sem o correspondente subsídio (Qual subsídio? Têm a certeza de que esta notícia é sobre Portugal?).

Além disso, parece que o ministro da Economia, mais conhecido por Álvaro do Pastel de Nata não ficou satisfeito com a redução de 30 para 20 dias de indemnização por cada ano de trabalho para as compensações por despedimento por mútuo acordo, e não descansa enquanto não conseguir reduzir as indemnizações para um máximo de 10 a 12 dias por ano de trabalho.


Compreende-se a necessidade que o Estado tem de arranjar dinheiro. Precisa de fazer um mealheiro para pagar aos administradores da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), uma vez que estes vão continuar a receber salários durante dois anos depois de abandonarem as suas funções. Ou seja, durante 2 anos podem ter outro cargo qualquer (desde que não seja no sector da energia) pelo qual recebem um ordenado, que vão acumular com o salário da ERSE, apesar de já não trabalharem naquele organismo. Se quiserem ir de férias durante 2 anos, também podem, porque nós pagamos. Supostamente é para evitar tentações de corrupção, o que deve ser muito eficaz, considerando que a penalização por beneficiar uma dada empresa é ter 2 anos de férias pagas, antes de ingressar efectivamente na empresa que supostamente poderiam beneficiar.

Agora tenho de me ir embora porque vou ao google procurar imagens dos senhores administradores da ERSE para colar no tablier do meu carro. Nunca se sabe quando poderei encontrar um deles numa passadeira, quero reconhecê-los com toda a certeza antes de acelerar a fundo.
   

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