Actualização

Isto de ter um blogue e mantê-lo actualizado não é fácil. Gosto muito de escrever aqui, não o faço por obrigação, ou para manter qualquer média, mas mesmo assim, sinto alguns remorsos quando deixo isto ao abandono, sem uma notícia.

Às vezes não há mesmo nada para dizer, mas desta vez nem é o caso. Simplesmente, não há tempo. A feira do livro é uma actividade muito intensa, que absorve a nossa energia, o nosso tempo, tudo. Mas meus amigos, garanto-vos que compensa.

Este ano compensa ainda mais graças ao Projecto dos Padrinhos de Leitura. Não há palavras para descrever a reacção dos miúdos e a alegria com que partem à procura do "seu" livro.

Ontem à noite, casa cheia para ver o "Auto da Barca do Inferno", no espaço da Feira do Livro. Uma boa experiência para repetir hoje à noite, com "Felizmente há luar", no Cine-Teatro Caridade. E amanhã, no Serão de Contos que decorrerá na Feira do Livro, com contadores de histórias como Jorge Serafim, Joaninha Duarte, José Craveira e Carlos Marques. Especialmente para o público sénior, haverá uma sessão extra de Contos com o Jorge Serafim às 18h00, no espaço da Feira.

Se é tudo positivo? Não, não é. Há dias, recebemos os cumprimentos de uma pessoa de fora, ligada ao que se designou chamar indústria da cultura, por termos um programa verdadeiramente cultural, e não um mero programa de animação.  É pena que os "intelectuais" da nossa praça não concordem e primem pela ausência.

Comentários

  1. ... a minha ausência tem-se primado por questões laborais ...

    ...(ó pra ele a meter-se no grupo dos intelectuais)... rssss

    LT

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  2. É um dos melhores programas, num espaço que respira vontade e cultura.

    Parabéns

    tz

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  3. Para mim, e para muita gente com quem tenho contactado, esta Feira do Livro, está a ser em termos de programação cultural, do melhor que tem havido, desde o teatro, à música, à poesia, aos contos, diversificada e de qualidade. Pergunta-se onde estão a maioria dos intelectuais da nossa praça? Do Nosso concelho? Professores, músicos, pessoal do teatro e das artes. Queixam-se que não há nada, quando há e de qualidade superior, não vão, não visitam o espaço, não compram um livro, pois… é mais snob dizerem que foram à Fnac, ao CCB, à Gulbenkian, é o eterno problema, o provincianismo saloio. O que temos é bom e de muita qualidade, tenho visitado muitas Feiras do Livro, Lisboa, Porto, Aveiro, Évora, e o que posso dizer é que á nossa dimensão, esta está entre as melhores do País, tem um verdadeiro programa cultural, e não um programa de simples animação, que não nos envergonha, antes pelo contrário, nos deve orgulhar. A ideia dos Padrinhos de Leitura é excelente, e isto é só o inicio, para o ano tenho a certeza, que muitos mais vão aderir. Só é pena que a nossa Rádio e o nosso Jornal local, não dêem cobertura a um evento desta envergadura, fazem directos por tudo e por nada, promovem coisas, que valha-me Deus, e a Cultura, nunca estão presente, não herdaram a superior qualidade intelectual dos fundadores do Jornal a Planície, que eram uma referência no panorama cultural da região e até do País, mas é o que temos.
    Muitos parabéns à Câmara de Moura, por esta aposta constante, à Bibliotecária e a todos quantos tornaram possível este evento. Estão de parabéns. Eu tenho falado com muitas pessoas de foram que também visitam a Feira, tal como eu, e todos somos unânimes, é das melhores que temos visto. Continuem.

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  4. O burro ou a burra anónimo: 10.08... que escreceu essas palavras,no lugar de criticar á imprensa local é porque não lê o Jornal ou não ouve os programas da Rádio...já agora não é necessário ser intelectual para visitar uma Feira do Livro porque se fosse o caso estáva-mos bem lixados...há já me esquecia é que intelectuais de meia tijela em Moura é obra que não falta.

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  5. Concordo plenamente com o anónimo das 10:08. A superioridade intelectual que alguns pensam possuir, não lhe permite visitar uma qualquer Feira do Livro de Província, ou ainda participar em espectáculos, que não sejam na grande Urbe e em grandes salas, às vezes confundem-se com o Povo, misturam-se com eles, que os grandes intelectuais às vezes também têm essa responsabilidade social, ou caridadezinha, e o Povo agradece. Mas não lhes exijam o Céu, frequentar eventos menores, isso já é pedir muito.
    A humildade faz-se em todos as vertentes da vida, às vezes fazem-me lembrar aquelas pessoas que viajam muito e põem na mala, um autocolante de cada País que visitam, e a enchem com isso, mostrando com isso o seu poder aos simples mortais que não viajam a lado nenhum.
    Às vezes até tiram fotografias com o Povo, como quem tira com os Índios da Amazónia, durante um passeio turístico, para mais tarde recordar.
    Ah, como eu os compreendo, os tiques de snobismo estão sempre presentes, apenas consomem cultura paga a bom preço e em locais apropriados para o efeito, que é isso de uma Tenda, ou um Cine-teatrozinho, depois oferecem-nos as referências dos que viram, os bilhetes se for preciso, para comprovar, ou falam-nos disso como se fosse tudo muito natural, no meio duma qualquer conversa banal, de Bola, Política, ou má-língua, tipo, como quem não quer a coisa, toma lá isto.
    São os tiques dos Bloquistas.
    Convido então o Povo a visitar a Feira do Livro.

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  6. Ia escrever umas considerações mas depois do que li (comentário anterior) já não é necessário..até parece que "alguém" me lê os pensamentos...;O)

    Ainda faltam uns dias mas...a sensação é óptima..vale a pena trabalhar assim, com quem sabe e gosta do que faz.
    Também temos algumas arestas a limar (não é Zélia? ;O) ) mas o caminho é este sim, sempre em frente e com o GPS bem orientado, chegaremos mais facilmente ao destino e com vontade de continuar a andar...
    Zeza

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  7. Senhor/a comentador/a anónimo/a das 14h59:
    Para não ser acusada de censura, publiquei o comentário, mas confesso que não apreciei o tom. Não vale ofender, está bem?

    E pronto, não digo mais nada.

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  8. ... infelizmente, a superioridade intelectual em Moura não existe ...
    e mais não digo para não me fugir o pé para o chinelo ...

    Lixo Tóxico

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  9. Concordo plenamente com o anónimo das 10:08, no que diz respeito à pouca participação e envolvimento da Rádio e Jornal Local, nos eventos culturais promovidos pela Câmara de Moura, e a Feira do Livro é disso um caso, limitam-se a dar a notícia enviada pelo Gabinete de Informação da Câmara, mas não fazem reportagem no local, nem tiram fotografias, com outras entidades e acontecimentos menores já não é assim e todos sabemos disso, onde estão quando há inaugurações de Feiras do Livro, Exposições temáticas, espectáculos de música, teatro, apresentações etc.
    E isto é uma crítica construtiva, deveriam aparecer mais fazer reportagem, dar a conhecer o que de bom se faz na nossa cidade, deveriam por os olhos na saudosa Planície do inicio da sua existência, uma referência cultural da Terra e não só. Quanto ao defensor das 14:59, revela bem a capacidade de tolerância à crítica e a isenção, para além da educação, eu não quero acreditar que é alguém ligado ao meio da Rádio ou Jornal, porque isso seria mais grave.
    Concordo que não é preciso ser intelectual para visitar a Feira ou assistir aos espectáculos, nem quem promove estes eventos tem a mania da superioridade, mas já os que advogam uma certa capacidade intelectual, esses primarem pela ausência, é que é grave. Amigo ou amiga das 14:59, tenha mais educação e respeito pelas opiniões dos outros, o 25 de Abril, de que se calhar o senhor(a), não é muito adepto, fez agora 36 anos.

    Radiofónico

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  10. Para que a radio/jornal locais fizessem um bom trabalho seria necessário trabalharem lá jornalistas. Não há!!!
    Mas temos o cante alentejano porra...

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  11. Já eu ando entregue à lavagem e reciclagem das perucas...
    A profunda reflexão sobre a mudança de cor do meu cabelo não me deixa tempo para tanta actividade cultural. Bahh…loira que é loira não gosta de livros. Tantas lamentações sobre a falta de actividades interessantes em Moura mas depois, quando existem, há sempre tanto que fazer: ficar a dormir no sofá, pintar as unhas dos pés, ler a Lux, saber em que boutique a vizinha comprou aquele vestido que me assentaria 200% melhor…e a cor do cabelo, a eterna questão da cor do cabelo que alinhado com o poema Liberdade do Fernando Pessoa me assombra, constantemente, o neurónio:
    “Ai que prazer
    Não cumprir um dever,
    Ter um livro para ler
    E não o fazer!
    Ler é maçada,
    Estudar é nada.
    O Sol doira
    Sem literatura
    O rio corre, bem ou mal,
    Sem edição original.
    E a brisa, essa,
    De tão naturalmente matinal
    Como o tempo, não tem pressa (......)

    …E se no final do poema não consta que Jesus Cristo tivesse Biblioteca…onde terá ido ele buscar aquelas ideias “anarquistas” e “perigosas” de multiplicar os pães para oferecer ao povo como quem hoje oferece cultura!? Felizmente esta já não é um luxo reservada a alguns, ao contrário do pão e da educação.
    Pensamento “intelectual” do dia: Há sempre, algures, um livro, que um dia será a tua melhor arma de arremesso.
    Está decidido: Tendência Primavera 2010 – Red Sonja (a pedido). Cabeleira Ruiva nº6.

    RS

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