É o que temos

Dois médicos do Hospital da Guarda foram multados por terem escrito ao primeiro-ministro recorrendo a papel timbrado e ao serviço de correio da instituição. A notícia é avançada pelo Público de hoje, que precisa o valor da multa para a falta: 33 mil euros, no total.
Realmente, são comportamentos que prejudicam gravemente o país, que ignoram de forma grosseira a lei, e que beneficiaram financeiramente e de forma ilegítima os seus autores... Ainda que a atitude seja condenável (e não estou completamente convencida que o seja), estará a penalização ajustada ao suposto crime?

Comentários

  1. Há um problema em certos profissionais que perdem a noção sobre a sua vida profissional pública e a sua vida profissional privada... Tenho dois exemplos, em que indirectamente estive relacionado e ambos envolvendo a classe médica.
    O primeiro aconteceu com um familiar que teve um AVC e no seu processo de acompanhamento das mazelas da doença, foi contactado pelos serviços do Hospital José Joaquim Fernandes (Beja) para se deslocar a uma consulta. Mas quando chegou a consulta foi confrontado que, nem o seu acompanhamento regular, nem a leitura de algum exame anteriormente feito ou outro procedimento médico, não eram o motivo desta consulta, o real motivo da consulta era apenas a informação que o médico iria reformar-se e iria praticar a actividade em um consultório privado.
    O segundo exemplo, aconteceu com outro familiar que após uma marcação de uma consulta para o consultório privado, foi informado que agenda estava cheia. Mas surgiu a possibilidade de se deslocar ao Hospital José Joaquim Fernandes para ser consultado. Quando chegou ao Hospital foi consultado pelo médico, mas após terminar a consulta pediu-lhe 80 que não tiveram direito a um recibo, nem do médico e nem do hospital.

    Possivelmente só devemos conhecer metade desta história e a informação...

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