quarta-feira, 14 de abril de 2010

Em Londres III

"When a man is tired of London he is tired of life; for there is in London all that life can afford."

Samuel Johnson

(Quando um homem está cansado de Londres, está cansado da vida;
Porque há em Londres tudo o que a vida pode ter)



Dia 4

No dia em que o frio de Londres resolveu voltar, começámos em Hyde Park, à procura do mítico Speaker's Corner. É um recanto dentro do parque onde qualquer pessoa pode discursar sobre o que quiser, usando de total liberdade de expressão. Bem, na realidade, não se pode dizer mal ou ofender a família real ou o governo, e também não se podem dizer palavrões... Os oradores discursam em cima de um banco ou de um caixote, o que os isenta do cumprimento da lei britânica, pelo facto de não estarem a pisar solo inglês(!).

Enquanto esperamos pelos oradores inflamados, fazemos mais uma tentativa para tirar uma fotografia onde estejamos os oito, com o resultado que se vê:


E os primeiros oradores da manhã conseguiram ter mais público do que o comício político do dia anterior em Trafalgar Square:


A promessa estava feita desde que a viagem era apenas um projecto: Vamos ao Madame Tussaud. Ainda me tentei esquivar, afinal de contas, Baker Street, a lendária morada do fictício Sherlock Holmes era mesmo ali ao lado, e eu preferia ocupar o meu tempo lá, ou a passear por Hyde Park, mas fui arrastada até ao Museu de Cera.

Como se costuma dizer, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Achava uma parvoíce andar ali a tirar fotografias com bonecos, mas algum tempo depois de lá estar, a nossa figurinha era esta:


O Hitchcock a contar-nos o final surpreendente do seu último filme.



O Pedro a tentar acalmar os ânimos a este senhor que eu não sei quem é, mas parece que joga râguebi, e pelos vistos deve ser famoso, porque tem um boneco no Museu de Cera.



O meu cunhado Francisco Manta a prometer ao Mourinho que vai meter uma cunha por ele no Sporting.



E aqui a tirar a fotografia da praxe depois de ter assinado o contrato de limpeza do Palácio de Buckingham com a Rainha, enquanto aproveita para lhe falar num apartamentozito muito jeitoso que tem para vender.


Aqui estava eu a explicar ao Newton como é a teoria da gravidade. Ele tinha um bocadinho de dificuldade em perceber, coitado.

A minha sobrinha Carolina a curtir a música do Bob Marley.


E aqui os vencedores dos Oscars na categoria de Melhor Filha Mais Velha, Melhor Filha do Meio e Melhor Filho Mais Novo.

A parte que mais apreciei foi o final, em que entramos numa imitação de táxi londrino e somos conduzidos numa exposição animada sobre o "Espírito de Londres". É a história da cidade e do seu espírito de multiculturalidade, contada de uma forma muito divertida. Muito bom.

Enfim, aí vamos nós à procura de uma casa que nunca existiu, a não ser nas páginas dos livros. O número 221 B de Baker Street é a morada do mais famoso detective de todos os tempos: Sherlock Holmes, que veio em pessoa receber-nos à porta.




Antes do final do dia, mais uma viagem de metro até Knigtsbridge, para ver os famosos Armazéns Harrods. Não sei se é mais impressionante o luxo no interior, se a fila de carros topo de gama, com motorista e duas criadas (uma baby-sitter e uma desgraçada que carrega os sacos das compras) que permanece à porta.

Enfim, como é a última noite, e antes da última viagem de metro até ao hotel, um típico jantar inglês numa casa de bifes em Paddington, mesmo ao lado da estação.





Dia 5

Chegou o dia do regresso a casa. O tempo está frio, mas optamos por ir a pé até Oxford Street, que fica no prolongamento de Bayswater Road, a tal avenida perpendicular ao nosso hotel. Depois de uns bons 30 minutos a andar, chegamos à rua descrita como a mais comercial da Europa.




Último almoço em Londres: Pizza, para não variar muito. Mais uma foto de família e a frase tantas vezes repetida nestes dias no metro, na rua, nas praças, nas estações e paragens: "Estamos todos? Contem-se lá. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito. Está tudo."

De regresso ao hotel, a última passagem por Marble Arch, originalmente construído para a entrada do Palácio de Buckingham, e depois transferido para o Hyde Park, alegadamente porque o carro que transportava a rainha não cabia na passagem, pelo que foi necessário retirá-lo da entrada do Palácio.



Já no aeroporto, enquanto esperamos pelo embarque, não resisitimos a aceder à internet, a começar... pelo Açúcar Amarelo, claro!

São cinco e meia da tarde. O avião deixa a pista, eu deixo a Inglaterra. Levo comigo a satisfação enorme destes últimos dias, mas sobretudo o grato prazer de ter conseguido cá chegar. Mais um projecto concretizado, com muito esforço, muita espera, muita paciência, mas muita determinação. Costumava dizer que não haveria de morrer sem visitar a Inglaterra, agora sei que não vou morrer sem lá voltar. Até à próxima!


8 comentários:

  1. ... isso é que foi passear ... grande clã lá pelas terras de Sua Majestade ... espero que venha retemperada para a feira do livro.

    Já agora que me diz ao resultado do Chaves com a Naval???

    tss tsss
    LT

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  2. José Francisco15/04/10, 11:18

    O senhor que o Pedro está a tentar acalmar é o John Lomu, jogador de râguebi da Nova Zelândia.

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  3. ... está ainda apardalada da viagem ... nem reagiu ao trocadilho do jogo de futebol ... será que perdeu a alma ???

    tss tsss

    Lixo Tóxico

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  4. LT

    Você é terrível!

    Não estou nada apardalada, só não me apetece "perceber", percebe?

    Ora, pronto, levem lá a bicicleta, já sei que vou ter que os gramar este ano a cantar vitória.

    A minha alma está bem e recomenda-se, verdinha como sempre (agora ficava bem dizer como os campos de Inglaterra).

    Olhe lá, sempre tive o palpite que você era empresário. Já leu o post de cima? Estamos a precisar da colaboração dos empresários do concelho, tenho a certeza que vai participar. Eu sei que você anda doidinho por ajudar na Feira do Livro. Só não aparece porque perdia o anonimato. Mas assim, já pode fazer a sua parte.

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  5. Se o LT levar a máscara ninguém o reconhecerá. Tenho quase a certeza.
    Eu já ando tratando do fato...

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  6. ... tendência forte para o verão 2010, o estilo "natural sofisticado" nos lembra a simplicidade de BBardot ...

    in:
    http://trendmethod.net/tag/pin-up/

    LT

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  7. LT:
    Não era bem isso que eu tinha em mente mas...pronto...se pedirem muito levo um penteado que inclua bandolete com borboletas.

    "Seu penteado combina com:
    vestidos vintage
    saias amplas
    camisas de botão ajustadas
    cintos marcando a cintura,
    lingeries sensuais
    sapatilhas românticas e com glamour.
    tudo isso sempre abusando das cores e estampas..."
    Espectáculo, agora fiquei na dúvida. Tenho que ir ao baú dos anos 50 confirmar o que é que sobreviveu à traça.

    Mas afinal isto é a tendência BB Verão 2010 ou a versão mais ousada da Floribela??
    Estou a ver que nem no meu "estado de graça" anónimo, me safo...:)

    Obs. Levo a bandolete se prometer levar a esfregona (Não é negociável).

    ZP:
    Convenceu-me.
    Quando a BB se cansar do estilo natural e começar a ficar com tiques de vedeta, vai querer ir "shoping" a essa rua mais comercial da Europa para abusar das cores e das estampas.
    Não sei é se esses padrões me favorecem. O meu guarda-roupa é mais estilo "Miss Marple" com cheiro a bolas de naftalina. O fato azul e vermelho é só para ocasiões muito especiais... :)

    BB

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  8. Tanto comentario... Estao cheios de pena de não terem ido!!! AH AH AH!!!

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