terça-feira, 4 de maio de 2010

Objectivo superado

Feira do Livro promove Moura



A Feiro do Livro de Moura está na rua e, até ao domingo, 2, promove a leitura e, ao mesmo tempo, a cultura. O programa de actividades é variado e pretende ir ao encontro de pequenos e graúdos.

Os livros saíram à rua, em Moura. As editoras trouxeram as suas obras e, até ao próximo dia 2, promove-se a leitura, dando especial atenção a pequenos e graúdos.


A Feira do Livro comemora a sua 30.ª edição e este espaço de cultura, de lazer e de convívio, à semelhança dos anos anteriores, continua a apostar na diversidade de actividades e, sobretudo, na formação de novos leitores.


As palavras andam à solta na Praça Sacadura Cabral e, durante o certame, há espaço para sessões de contos, apresentações de livros, teatro, exposições, animação, música, ateliers, humor, conversas, entre outros.


Em Moura o "saber não ocupa lugar" e, ano após ano, as histórias quebram fronteiras e barreiras culturais e despertam o prazer e, consequentemente, o pensamento, atraindo ao recinto da feira locais e forasteiros.


A Feira do Livro de Moura tem vindo a evoluir e marca já a agenda cultural do concelho e da região e, ao longo dos tempos, tem sofrido algumas alterações. Tanto que a Câmara Municipal de Moura, organizadora do evento, decidiu, já há algumas edições, que esta deveria de ocupar o espaço público da cidade e, deste modo, trouxe a magia das histórias para a rua. "É importante que o livro ocupe este espaço e que fale directamente com as pessoas, ajudando à promoção da cultura", considerou José Maria Pós-de-Mina, presidente da Câmara Municipal de Moura.


Para o autarca, "a Feira do Livro reveste-se de muito interesse e marca um lugar importante no panorama cultural, até porque têm sido verificada uma grande aceitação da população".


A feira é diariamente visitada por centenas de pessoas e, este ano, o certame também se associou às comemorações do 25 de Abril. "Todas as escolas do concelho passam pelo certame e na sua 30.ª edição continua a ser uma das melhores feiras do livro que se fazem no País", defendeu José Maria Pós-de-Mina.


O volume de vendas também tem dado um forte estímulo à organização e demonstra a importância que este certame tem para os mourenses. "Nos primeiros quatro dias da Feira do Livro foram vendidos mais de 1.500 livros e, num dos dias, atingimos os 3.000 mil euros de vendas de livros, o que é muito importante para um concelho como Moura", adiantou o presidente da câmara municipal.


Para José Maria Pós-de-Mina, "o certame revela ainda o excelente trabalho que tem sido desenvolvido pela biblioteca municipal, até porque existem pólos em todas as freguesias do concelho e as pessoas estão mais próximas da leitura".


Hoje, sexta-feira, 30, pelas 18 horas, no espaço da feira, acontece a apresentação do livro Casa da Misericórdia, de Joan Margarit, e, pelas 21 e 30 horas, no Cineteatro Caridade, sobe ao palco o espectáculo de crónica humorística sobre Portugal, com José Pedro Gomes.


Amanhã, sábado, há tapete de histórias, conversas com escritores e música. No domingo, 2, último dia do certame, há, mais uma vez, tapete de histórias, um espectáculo de teatro. A feira encerra com música."

Para ler no Diário do Alentejo

3 comentários:

  1. O que me chamou a atenção neste artigo é o título: "Feira do Livro promove Moura" e não o inverso. A princípio pensei que a Zélia se tivesse enganado, mas fui confirmar no link e é assim mesmo. É curioso.
    Aproveito para dar os meus parabéns à organização porque mesmo com todo o trabalho que têm, conseguem manter sempre a boa disposição e a preocupação de melhorar de ano para ano, o que faz com que a feira do livro seja realmente o grande marco cultural. Alguém com a mesma energia devia voltar a pegar em actividades que se extinguiram, como por exemplo o festival de música clássica ou o mês do teatro. Em vez de realizar actividades pontuais, sem enquadramento, a Câmara devia parar para pensar e planificar a actividade cultural. A feira do livro também andou a saltar de data em data e de lugar em lugar e só quando se tornou uma actividade constante e regular é que teve sucesso porque as pessoas já a aguardam. Isso de andar sempre a inventar coisas novas não dá bom resultado. Quantas festas e festivais já foram a grande aposta da Câmara? E afinal é a velhinha feira do livro que tem a maior aceitação, como diz o próprio presidente.

    JAF

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  2. Aconselho a ler o programa Mais Cultura, parámos para pensar e delineamos estratégias nesta área, mas esperamos também o contributo de todos os que se preocupam e interessam pela Cultura. Por outro lado, há actividades que consideramos, depois de avaliados os resultados, que não eram de manter por motivos vários. Não realizar o festival de música clássica não implica não promover actividades onde este género de música acontece...e todo o apoio dado ao Conservatório Regional de Baixo Alentejo, também nos tem possibilitado assistir a espectáculos variados e de bastante qualidade nesta área. O mesmo se passa com o mês do Teatro, de acordo com o que é a nossa politica de articulação com as entidades culturais locais, apoiamos o mês do teatro realizado por outros (G.T Moura Encanta por ex) e embora a fraca adesão do publico neste último ano, não deixaremos de apoiar esta iniciativa bem como as de outros grupos de Moura. Fazemos desta arte uma constante em actividades diversas (feira do livro, semana da criança, etc..), muita coisa se poderia fazer mas não é só disso que se trata, o importante é definir estratégias, e em parceria com outros, melhorar a oferta cultural do concelho bem como a formação.
    A feira do livro é mais que uma simples feira do livro, a feira do livro é um Festival de Cultura tendo como preocupação principal a promoção do livro e da leitura (aposta esta feita num trabalho sistemático ao longo dos anos com projectos diversos alem da feira) mas também a oferta de espectáculos de qualidade em várias áreas.
    Como referimos no Mais Cultura, a articulação entre politicas culturais e politicas educativas é fundamental. Há diferenças entre animação cultural e actividade cultural, esta última é constante e acontece se houver cada vez mais interesse e valorização das artes, a primeira pode e deve existir, de preferência também de qualidade, mas não dependerá dela o nosso desenvolvimento cultural.

    Zeza

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  3. Ah esqueci de dizer uma coisa ;O)
    Realmente a equipa da biblioteca é fantástica e coloca tudo de si nesta Feira, mas ela depende de muitos outros, também importantíssimos para a sua realização. E não esquecer também que se esta feira existe com esta qualidade é porque há uma aposta politica para que isso aconteça. Por um lado não existia um bom programa se o orçamento fosse menor, de igual forma o programa é discutido entre todos e aprovado na Câmara.
    Sem dúvida que temos uma óptima Bibliotecária e bons funcionários na nossa biblioteca (e pólos), mas temos também muitos outros, e em outras áreas que o são, não podemos é fazer feiras de tudo ;O)
    E também temos muitas coisas menos boas mas...se assim não fosse, não estaríamos aqui a fazer nada e lá teríamos que desmentir o dito: "ninguem é perfeito"...
    Zeza

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