quarta-feira, 26 de maio de 2010

A quem é que eu vou contar isto?


Quando supostamente está a terminar o primeiro ano lectivo em que a utilização do Magalhães seria plena em todas as escolas, veio a saber-se que afinal «tem utilização limitada. "Se for uma vez por semana já é muito".»

No caso do Governo Regional dos Açores, o Magalhães foi mesmo posto de lado, tendo-se optado por adquirir outros modelos, que ficarão à guarda das escolas. A decisão baseou-se num inquérito que revelou que o sistema não funciona.

Os problemas de ligação à Internet, a falta de habilitação de alguns professores e as avarias frequentes, entre as quais a falta de teclas e as constantes desconfigurações são as principais razões apontadas para que o Magalhães seja utilizado apenas como "uma consola de jogos muito limitada". Mas muitos professores questionam a utilização do Magalhães em sala de aula quando nem todos os alunos possuem o computador, o que faz com que se instale rapidamente a confusão e a indisciplina.

Só a produção das primeiras 500 mil unidades custou aos cofres do Estado 80 milhões de euros. Apenas uma pequena parcela deste valor foi recuperada com a venda dos computadores, já que muitos foram vendidos a preços simbólicos ou oferecidos.

Ou seja, o Estado investiu no Plano Tecnológico para a Educação sem o mínimo de planificação a nível da utilização, sem rigor na atribuição dos computadores, sem cuidado na obtenção de um produto capaz de responder satisfatoriamente ao nível de utilização expectável. Percebi bem?

2 comentários:

  1. ... alguém também avaliou se a reduzida dimensão do ecrã poderá ter efeitos nas camadas mais jovens de utilizadores, de efeitos relacionados com estrabismo e outras coisas do género ???

    LT

    ... mas como o José nosso primeiro ministro é um grande adepto do Magalhães, relembrei-me de um video que esta´no blog dos PDMoura sobre o José a tentar hablar castelhano ... é de rir ... e conta-se que antes, no bar da tve ele pediu:
    - Una siandes de jamon.
    ao que lhe retorquiu o empregado:
    - Un bocadillo de jamón?
    responde-lhe o nosso José:
    -Non, bocadilho non, intieira, una siandes intieira ...

    rssssssssss
    LT

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  2. As esferográficas e os isqueiros que oferecem nas propagandas e campanhas de marketing também não costumam ter muita qualidade.
    Gostava que também não me assaltassem dúvidas sobre a empresa que forneceu o produto, mas assaltos descarados do Governo é coisa que não falta nem faltará nos próximos tempos.

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