A quem é que eu vou contar isto?


Quando supostamente está a terminar o primeiro ano lectivo em que a utilização do Magalhães seria plena em todas as escolas, veio a saber-se que afinal «tem utilização limitada. "Se for uma vez por semana já é muito".»

No caso do Governo Regional dos Açores, o Magalhães foi mesmo posto de lado, tendo-se optado por adquirir outros modelos, que ficarão à guarda das escolas. A decisão baseou-se num inquérito que revelou que o sistema não funciona.

Os problemas de ligação à Internet, a falta de habilitação de alguns professores e as avarias frequentes, entre as quais a falta de teclas e as constantes desconfigurações são as principais razões apontadas para que o Magalhães seja utilizado apenas como "uma consola de jogos muito limitada". Mas muitos professores questionam a utilização do Magalhães em sala de aula quando nem todos os alunos possuem o computador, o que faz com que se instale rapidamente a confusão e a indisciplina.

Só a produção das primeiras 500 mil unidades custou aos cofres do Estado 80 milhões de euros. Apenas uma pequena parcela deste valor foi recuperada com a venda dos computadores, já que muitos foram vendidos a preços simbólicos ou oferecidos.

Ou seja, o Estado investiu no Plano Tecnológico para a Educação sem o mínimo de planificação a nível da utilização, sem rigor na atribuição dos computadores, sem cuidado na obtenção de um produto capaz de responder satisfatoriamente ao nível de utilização expectável. Percebi bem?

Comentários

  1. ... alguém também avaliou se a reduzida dimensão do ecrã poderá ter efeitos nas camadas mais jovens de utilizadores, de efeitos relacionados com estrabismo e outras coisas do género ???

    LT

    ... mas como o José nosso primeiro ministro é um grande adepto do Magalhães, relembrei-me de um video que esta´no blog dos PDMoura sobre o José a tentar hablar castelhano ... é de rir ... e conta-se que antes, no bar da tve ele pediu:
    - Una siandes de jamon.
    ao que lhe retorquiu o empregado:
    - Un bocadillo de jamón?
    responde-lhe o nosso José:
    -Non, bocadilho non, intieira, una siandes intieira ...

    rssssssssss
    LT

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  2. As esferográficas e os isqueiros que oferecem nas propagandas e campanhas de marketing também não costumam ter muita qualidade.
    Gostava que também não me assaltassem dúvidas sobre a empresa que forneceu o produto, mas assaltos descarados do Governo é coisa que não falta nem faltará nos próximos tempos.

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