A última pérola do Governo é a identificação da profissão de cada um de nós no Cartão de Cidadão. Onde não há espaço para inscrever o número de eleitor, vai ter de caber a informação sobre as funções que desempenhamos no nosso trabalho.
Hoje em dia, como todos sabemos, a estabilidade profissional é comum. As pessoas raramente evoluem, nunca mudam de profissão, não são obrigadas a "flexibilizar as suas competências" e nem lhes passa pela cabeça serem confrontadas com a perda do seu posto de trabalho por circunstâncias para as quais não contribuíram. Sendo a profissão uma característica tão estável e perpétua, faz todo o sentido incluí-la num cartão pelo qual é preciso pagar 15 euros, apesar de ser obrigatório proceder à sua substituição de cada vez que há alterações.
Mas já viram bem o que é apresentar um cartão em todas as repartições públicas com a indicação "Profissão: Primeiro-Ministro de Portugal"? Manda cá um estilo...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
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