Quem ajuda quem?

Já não é a primeira vez que recebo, no meu local de trabalho, chamadas telefónicas de uma empresa chamada Memosource. Em troca da aquisição por 29,90 € de um kit composto por dois brindes, certamente produzidos pela dita empresa, há 2,50 € que revertem a favor da Ajuda de Berço. Que grande generosidade!

A troco desta colaboração, a dita empresa acha-se no direito de contactar serviços públicos e empresas, com conhecimento prévio das pessoas que aí trabalham (que não sei onde vai buscar) e incomodá-las uma e outra vez, de cinco em cinco minutos, se for necessário, e falar como se a compra já fosse um dado adquirido e houvesse apenas uns detalhes sobre o processo de pagamento para tratar.

Se o telefonema é atendido por uma das minhas colegas, as senhoras não têm qualquer pejo em afirmar peremptoriamente que eu sou uma colaboradora habitual e que já adquiri várias vezes os produtos, o que é uma redonda e absoluta mentira.

Em questão não está o apoio à Ajuda de Berço, que em minha opinião até devia evitar associar-se a este tipo de marketing agressivo e desonesto. Está em causa a utilização pouco escrupulosa do nome da Associação para "despachar" uns brindes.

Se querem mesmo ajudar a Ajuda de Berço, aproveitem o preenchimento da vossa declaração de IRS para fazerem o donativo de 0,5% do imposto recolhido pelo Estado (reparem, é descontado do imposto e não do vosso reembolso). Basta inserir a denominação Ajuda de Berço e o NIPC 504 296 442 no Anexo H, Quadro 9, Campo 02 do formulário. Podem ainda tornar-se associados ou fazer donativos directos como eu já tive oportunidade de explicar aqui.


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