Uma semana nas nossas vidas

"Mãe, aqui está tudo bem, mas já morreu um rapaz em Lloret"

A 900 km de distância, como é que eu a protejo? Sempre achei que a estava a preparar (tal como aos irmãos) para este dia, para a primeira vez em que sai de casa entregue apenas e só à sua responsabilidade. Tenho de confiar nela, esperar que todos os dias que já vivemos a guiem e orientem.

Não foi - não é - fácil. Cada dia, cada hora, cada instante trouxe e traz uma decisão para tomar. Deixo ou não? Castigo ou não? Elogio ou encaro como uma situação normal? É este o caminho, ou devia ter virado algures, antes de chegar aqui?

Não tenho sido uma mãe fácil, eu sei. Demasiado exigente, intransigente. Frases como "Tudo tem uma consequência. Se agires bem, a recompensa virá, mas se agires mal vais ter de encarar o que vier a seguir" ou "Cumpre a tua parte, eu cumprirei a minha" foram repetidas até já não precisarem de ser ditas. Terei dito demasiadas vezes que não, ou terei dado pouca importância ao que era fundamental? Terei insistido em pormenores ou imposto regras desnecessárias?

Os meus filhos dizem que costumam pensar na cara que eu faria quando têm de tomar uma decisão. Isso será bom? Na ânsia de lhes dar orientações não terei ido longe demais?

Ai... Ainda falta muito para domingo?
                                     

Comentários

  1. a mim parece-me bem. Estiveste muito bem mesmo.

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  2. As preocupações começaram quando nasceram e não param mais!

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    1. Preferia as fraldas, as sopas e frutas, as vitaminas e vacinas, os banhos... Quando era dia de cortar as unhas, eram só sessenta, mas era fácil :) Criámos rotinas, era tudo muito tranquilo.

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  3. Nunca se vai longe demais quando se impõem regras e orientações para a vida ! Se é que me fiz entender ...

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  4. Quem conhece os teus filhos sabe que estiveste MUITO bem!

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