Um post cheio de apartes

Os familiares das vítimas da derrocada na praia Maria Luísa, há (creio que) 5 anos no Algarve, lembraram-se este verão, que a crise está má, de pedir ao Estado - ou seja, a todos nós - uma indemnização de 900 e muitos mil euros e 40 cêntimos (adorei o preciosismo).

Reconhecem - vou repetir: reconhecem - que a proibição de ocupar o espaço estava sinalizada, mas os diversos organismos com responsabilidade na matéria não fizeram tudo o que podiam para os impedir de irem para aquele lugar. Culpam o concessionário - cuja concessão não chega até ali porque era proibido estar naquele espaço - e sobretudo o desgraçado do nadador salvador que os "devia ter obrigado a abandonar o local". Imagino o pobre do nadador salvador a dizer-lhes que não podiam ir para ali e aquelas inteligências raras (que insistiram em estender a toalha num sítio devidamente sinalizado como proibido por perigo de derrocada) a teimarem em ficar e a chamarem nomes amorosos ao rapaz.

Os advogados (plural, e certamente bem pagos) das famílias já entraram com o pedido de indemnização em tribunal e até sugerem a possibilidade de os novecentos e muitos mil euros e 40 cêntimos serem distribuídos por famílias carenciadas do Porto. 'Tá bem abelha.

Ah! Já me esquecia. Apesar de tudo, continua a haver uns cérebros iluminados que acham que “Se cai e estivermos aqui, pois claro que é perigoso! Mas toda a gente está aqui e pensamos que não há assim tanto perigo que isto vá cair em cima de nós”.

Claro que não! Que ideia tão estúpida!

Comentários

  1. Também vi, na televisão, umas pessoas terem a mesma atitude de "ah! não vai acontecer logo agora". E como não houve notícias do género, a esta hora estão todos ufanos a pensar que eles é que têm razão...

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