terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E também já me estou a chatear com isto.

Isto é verdade?

Baixas pagas integralmente? Complementos de reforma que a equivalem ao último ordenado recebido? 30 dias de férias por ano? Medicamentos pagos por inteiro??? Viagens gratuitas para os funcionários e para toda a família?

E comparam-se aos funcionários públicos a quem tudo tem sido roubado, incluindo a dignidade e muitas vezes, o próprio direito a trabalhar?

A sério, espero bem que isto seja tudo mentira.

No DN de hoje.

            

6 comentários:

  1. Estas diferenças irritam mesmo!

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    1. O problema é que, se isto for verdade, retira toda a credibilidade a quaisquer protestos que possam vir a acontecer, por mais justos que possam ser. Se o protesto ainda é (para além do voto, obviamente) a única forma de manifestar o nosso desacordo, e se o protesto é descredibilizado desta forma, o que nos resta?
      Estes funcionários detêm um poder extraordinário, conseguem fazer parar o país, e daí resultam os privilégios que já lhes foram concedidos. Seriam óptimos e merecidos, caso todos pudessem usufruir do mesmo. O problema é que a maioria dos trabalhadores não só não tem medicamentos pagos, como ainda tem de pagar principescamente para ser (mal) atendido no SNS. A maioria dos trabalhadores não só não tem viagens grátis, como perdeu todas as bonificações nos passes sociais. Etc., etc., etc.

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  2. 'Dividir para reinar', a Zélia conhece bem este aforismo, obviamente.
    Esta notícia do DN e outras de igual calibre têm como objetivo único e exclusivo, isso mesmo: dividir. Quanto mais se divide maior é a probalidade do autor reinar.
    Não me preocupa se a notícia é verdadeira ou falsa, tal como outras de igual magnitude visando outras classes - a função pública, por exemplo - o que me preocupa e muito, é que estamos a aceitar e a fazer o jogo do inimigo. Pior, nem disso damos conta...

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    1. É possível e provável, mas não me é assim tão indiferente que seja mentira ou verdade. Não quando somos diariamente despojados de tudo. Falo por mim, não tenho mandato para falar por mais ninguém. Estou a ser roubada todos os dias e atacada na minha dignidade profissional.
      Infelizmente, se as bibliotecas fecharem, o país continuará alegremente a funcionar, movido a novelas da TVI ou coisas do género. Não temos o poder argumentativo que o sector dos transportes tem e ninguém, muito menos os funcionários aparentemente privilegiados dos transportes, quer saber dos funcionários públicos. Na verdade só quem se interessa com o que eu recebo ou deixo de receber é o meu banco, a EDP, a PT, o Intermarché, o Pingo Doce, a farmácia... todos esperam que eu pague o que consumo. Também pago a água que a minha Câmara me fornece, apesar de ser funcionária da autarquia. Como vê, situações bem diferentes.
      Teoricamente, teria de concordar consigo, num mundo ideal seria assim. Mas como o acordo laboral deste sector comprova, assegurando benefícios exclusivos a estes funcionários, sem qualquer pudor perante os restantes trabalhadores que não podem usufruir dos mesmos direitos, a realidade é bem diferente.
      Não pense que esta notícia me impede de lutar quando necessário, mas não anula a minha indignação.

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  3. (http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2339788&seccao=%D3scar)
    Contraditório porquê se a fonte da notícia foi alguém do Governo?

    Deixo o link para texto do provedor do leitor do DN, sobre essa noticia, não devemos acreditar em jornalismo isento e muito menos sério.

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    1. Pois, se calhar é melhor mesmo não acreditarmos em nada. Sobre esse editorial também já li outras coisas hoje, incluindo sobre o pouco rigor na referência das fontes que o próprio provedor utiliza.

      Repare, não estou a tomar partido, nem sequer o posso fazer porque ainda não tenho a informação completa. Apenas não gosto que me condicionem. Estou absoluta e assumidamente revoltada pela forma como os trabalhadores, especialmente os funcionários públicos têm sido descaradamente roubados. Já o manifestei aqui muitas vezes publicamente e com o meu nome e até a minha cara bem identificados. Mas também me revolta que possa haver vários pesos e várias medidas, que uns sejam mais iguais do que os outros. Com isso não posso pactuar só para ficar bem na fotografia. Espero que seja mentira, foi o que disse nessa altura e reafirmo agora. Porém, passado todo este tempo, continuo sem saber se os supostos privilégios são verdadeiros, mas depois do que se passou hoje com a TAP...

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